quinta-feira, 2 de julho de 2026

Projeto que proíbe venda de comida ultraprocessada em escolas avança no Senado



A Comissão de Educação e Cultura (CE) do Senado Federal aprovou na terça-feira (30) o Projeto de Lei 4501/2020, que proíbe a comercialização de alimentos ultraprocessados ou com altos teores de calorias, gorduras e açúcares em cantinas e restaurantes escolares, de instituições públicas e privadas. A proposta também veda a propaganda de produtos alimentícios que apresentam essas características.

O objetivo do PL é promover a alimentação saudável nas escolas da educação básica (educação infantil, ensino fundamental e ensino médio). Ele determina que estabelecimentos de ensino ofereçam opções que priorizem alimentos in natura ou pouco processados, respeitando a variedade, cultura e ingredientes locais, a faixa etária e o estado de saúde dos estudantes. Isso inclui a disponibilização de alternativas para pessoas intolerantes à lactose, celíacas, diabéticas e alérgicas.

“Esse é um avanço fundamental, é direito humano acontecendo na lei. Muitas vezes nossas crianças e nós mesmos, trabalhadores da educação, não comemos comida saudável nas escolas. Isso vai reverberar positivamente e instituir hábitos saudáveis nos estudantes, que não são comuns hoje, por causa dos ultraprocessados. Vai ajudar os pais e a escola a reeducarem a alimentação deles”, disse a secretária executiva da CNTE e integrante do Conselho Nacional de Segurança Alimentar e Nutricional (CONSEA), Kátia Cilene Almeida.

O texto aprovado é um substitutivo da relatora, senadora Dra. Eudócia (PSDB-AL), ao projeto do senador Jaques Wagner (PT-BA). A proposta segue para a Comissão de Assuntos Sociais (CAS).

Sobre o PL 4501

O PL 4501 regulamenta, em âmbito nacional, boas práticas para os serviços de alimentação nas escolas. As regras dispõem sobre a distribuição, comercialização e a comunicação mercadológica de comidas, preparações culinárias e bebidas.

A matéria explica as diferenças entre as formas de processamento alimentar e que tipos de ingredientes compõem uma refeição balanceada, como frutas, verduras, castanhas e pratos feitos a partir de comidas naturais. O texto sugere que as escolas usufruam do Guia Alimentar para a População Brasileira e o Guia Alimentar para Crianças Brasileiras Menores de Dois anos para estruturar os cardápios.

É a partir desse Guia que a proposta de lei define as proibições de alimentos específicos. Esclarece o texto: “Fica vedada a distribuição e a comercialização no ambiente escolar de alimentos ultraprocessados, preparações e bebidas com altos teores de calorias, gordura saturada, gordura trans, açúcar livre e sal, com adição de edulcorantes”.

No caso da educação infantil que atende crianças com menos de dois anos, a lei impede a oferta de preparações ou produtos que contenham açúcar, incluindo os sucos naturais.

Caso aprovada, as instituições de ensino têm um prazo de 12 meses para se adaptar às novas regras. A vigilância sanitária e de educação, os Conselhos de Alimentação Escolar e as Associações de Pais e Mestres são citadas como responsáveis pela fiscalização da lei.

Fonte: Com informações da Agência Senado

Brasil tem capacidade de se destacar no mercado global de terras raras até 2040, aponta estudo


O novo estudo Terras Raras no Brasil: Estado da Arte, Cenários e um Mapa do Caminho Estratégico para 2026–2040 revela que o País tem recursos suficientes para participar de maneira relevante do mercado global de terras raras. Os pesquisadores responsáveis pelo levantamento também apontam que o grande desafio nacional é construir capacidades industriais, já que o verdadeiro valor econômico dos elementos está em etapas como de refino e metalurgia.

O trabalho elaborado pelo Centro de Gestão e Estudos Estratégicos (CGEE) e encomendado pelo Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI) é uma atualização de pesquisa feita em 2012. Os resultados foram apresentados nesta quarta-feira (1º), durante o VII Seminário Brasileiro de Terras Raras (SBTR), no Rio de Janeiro (RJ).

O papel estratégico da Amazônia tem destaque no estudo, visto que a geologia de argilas de adsorção iônica é uma reserva de longo prazo capaz de sustentar a posição brasileira nas cadeias globais de terras raras para além de 2040. “O Brasil reúne algumas das maiores reservas minerais do planeta, tem uma base científica consolidada, instituições de excelência e recursos humanos altamente qualificados”, disse a ministra do MCTI, Luciana Santos, durante a abertura do evento.

Segundo o documento, a próxima década será decisiva para determinar se o País será apenas fornecedor de matérias-primas ou participante relevante da nova economia global. “A verdadeira riqueza não está apenas no que existe no subsolo. Ela está na nossa capacidade de transformar esses recursos em conhecimento, tecnologia, inovação, produtos de alto valor agregado e desenvolvimento para a sociedade brasileira”, observou a chefe da pasta.

Além de mapear reservas minerais ou descrever mercados, o CGEE também organizou um percurso estratégico capaz de orientar políticas públicas, investimentos, desenvolvimento tecnológico e coordenação institucional ao longo dos próximos 15 anos. “O documento apresenta como o País pode transformar recursos naturais em capacidades industriais, tecnológicas e geopolíticas. E planejar o futuro exige isso: conhecimento, visão estratégica e capacidade de antecipar desafios”, afirmou a ministra.

As terras raras reúnem 17 elementos químicos essenciais e são insumos indispensáveis para tecnologias que sustentam a transição energética e a transformação digital. A indústria de alta intensidade tecnológica também é um grande consumidor desses minerais, que podem ser encontrados em veículos elétricos, turbinas eólicas, equipamentos médicos, sistemas de defesa, eletrônicos avançados, catalisadores industriais e materiais ópticos de alto desempenho.

Leia o estudo na íntegra.

SBTR

Iniciado em 2011, o Seminário Brasileiro de Terras Raras é o principal fórum nacional focado em minerais estratégicos e é organizado pelo Centro de Tecnologia Mineral (Cetem), unidade de pesquisa vinculada ao MCTI, com apoio do Ministério de Minas e Energia, da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) e da Agência Brasileira de Desenvolvimento Industrial (ABDI).

quarta-feira, 1 de julho de 2026

Pesquisa investiga como a polarização afeta o dia a dia de professores/as


A Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação (CNTE) firmou uma parceria com a Fundação Getúlio Vargas (FGV) para realizar uma pesquisa para entender a rotina dos/as professores/as. O questionário online e anônimo busca compreender como o contexto social e político atual no Brasil têm afetado o trabalho da educação.

O estudo, produzido pela Escola de Administração de Empresas de São Paulo da Fundação Getulio Vargas (FGV/EAESP), se debruça sobretudo na rotina de professores/as dos anos finais do fundamental e do ensino médio que atuam na rede pública. Para responder, clique neste link.

“Para nós, trabalhadores de educação, a pesquisa é uma oportunidade de denunciarmos a situação, o assédio e o ataque à nossa liberdade de cátedra. Vamos trabalhar para garantir uma grande participação e construirmos juntos um importante diagnóstico que potencialize e qualifique ainda mais a nossa luta em defesa da educação pública de qualidade, com profissionais valorizados e respeitados”, disse o secretário-geral da CNTE, Fábio Moraes.

Os resultados podem fortalecer os conhecimentos qualificados sobre a educação básica brasileira, compromisso histórico da Confederação. Com dados sólidos e a união dos/as educadores/as, será possível transformar evidências em políticas públicas eficientes.

Sobre a pesquisa

O estudo está em desenvolvimento desde 2023. A professora da FGV/EAESP Gabriela Lotta é a coordenadora da pesquisa e conta com a colaboração de Virginia Rocha, pesquisadora de pós-doutorado, e Juliana Rocha Miranda, doutoranda. A ideia para uma etapa de questionário surgiu a partir de entrevistas qualitativas com professores da rede pública, o processo anterior do trabalho.

As perguntas abordam a relação com os estudantes, confiança na direção do estabelecimento de ensino, problemas com responsáveis e outros aspectos do trabalho docente. No início, o participante deve selecionar entre as opções “discordo totalmente”, “discordo parcialmente”, “nem discordo, nem concordo”, “concordo parcialmente” e “concordo totalmente”.

Em seguida, as perguntas tratam de situações específicas que exigem a escolha de uma única resposta para atender cada exemplo. Levam cerca de 25 minutos para responder o questionário.

Fonte: ASCOM - CNTE

Plano Safra 2026/2027 amplia crédito para o agro e reforça papel da ciência e da inovação na modernização do campo


O Governo do Brasil lançou, nesta terça-feira (30), o Plano Safra 2026/2027 para a agricultura empresarial, com R$ 525,1 bilhões destinados ao financiamento da produção agropecuária brasileira. O volume representa um aumento de R$ 9 bilhões em relação ao ciclo anterior e contempla recursos para custeio, comercialização e investimentos, além de novas condições de financiamento voltadas à modernização da atividade agrícola, ao aumento da produtividade e à incorporação de tecnologias no campo.

Entre as medidas destacadas durante a cerimônia está a linha de R$ 10 bilhões para máquinas e equipamentos, com recursos do Fundo Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (FNDCT), operado pela Financiadora de Estudos e Projetos (Finep), empresa pública vinculada ao Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI). A iniciativa integra a estratégia do governo para ampliar a inovação na agropecuária, estimular a renovação do parque de máquinas agrícolas e fortalecer a indústria nacional.

O novo Plano Safra destina R$ 384,9 bilhões às operações de custeio e comercialização e outros R$ 140,2 bilhões para investimentos. Os recursos poderão ser utilizados em iniciativas como irrigação, armazenagem, construção e ampliação de estruturas produtivas, recuperação de áreas, aquisição de máquinas e implementos agrícolas e incorporação de novas tecnologias ao processo produtivo. Também foram ampliados os recursos destinados ao Programa Nacional de Apoio ao Médio Produtor Rural (Pronamp), que passa a contar com R$ 72,6 bilhões para financiamento da produção.

Para a ministra da Ciência, Tecnologia e Inovação, Luciana Santos, os resultados alcançados pela agropecuária brasileira refletem uma combinação entre investimento público, desenvolvimento científico e decisão política.

"Acabamos de participar de mais um anúncio do Plano Safra, esse que é um símbolo dos investimentos que fizeram com que este País fosse um dos maiores produtores de alimentos do mundo. Isso é ciência, isso é tecnologia, isso é decisão política do presidente Lula."

Durante a solenidade, o presidente da República em exercício, Geraldo Alckmin, destacou que o objetivo do governo foi ampliar o volume de recursos ao mesmo tempo em que reduziu o custo do financiamento aos produtores. "Esse era o objetivo, aumentar o Plano Safra e reduzir os juros. Menor juros com maior volume de recurso para o Plano Safra."

Alckmin também enfatizou que o desempenho recente da agropecuária brasileira está associado a um conjunto de políticas públicas de fortalecimento da infraestrutura logística, da indústria nacional, da abertura de mercados internacionais e da produção de insumos estratégicos, criando condições para ampliar a competitividade do setor e garantir maior segurança para os produtores rurais.

Ao apresentar o programa, o ministro da Agricultura e Pecuária, André de Paula, ressaltou que o Plano Safra é resultado de uma política pública construída ao longo de décadas e que continua sendo o principal instrumento de financiamento da agricultura brasileira.

"O Plano Safra faz parte de uma estratégia mais ampla de fortalecimento da agricultura nacional. Nesses três anos e meio de governo Lula, abrimos 642 novos mercados internacionais. Fortalecemos a nossa defesa agropecuária. Esses resultados não são por acaso. São fruto de investimentos em pessoas, ciência e instituições."

Segundo o ministro, o fortalecimento da pesquisa agropecuária tem sido uma das bases dessa estratégia. Ele lembrou que o governo triplicou os investimentos destinados à Embrapa, reinseriu a empresa no Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), autorizou concurso público após 14 anos sem novas contratações e ampliou os investimentos no Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet). "Esses resultados são fruto de investimentos em pessoas, ciência e instituições”, disse.

Ciência e inovação impulsionam a modernização do campo

O destaque dado à ciência, tecnologia e inovação integra o programa Move Brasil para Máquinas e Implementos Agrícolas e busca ampliar o acesso a equipamentos mais modernos, aumentar a produtividade e estimular a inovação na indústria nacional.

Ao apresentar as medidas do novo Plano Safra, o ministro da Fazenda, Dario Durigan, destacou a atuação conjunta entre a equipe econômica e o MCTI na construção dessa política.

"Nós vamos tratar de linhas de inovação junto à Finep. Aqui faço um agradecimento à ministra Luciana. Estamos trabalhando nessa linha de 10 bilhões para máquinas e equipamentos."

Apesar de não integrar diretamente o Plano Safra, a modalidade de financiamento de máquinas agrícolas do Move Brasil é complementar às políticas de modernização do parque de máquinas do setor agropecuário e alimenta diretamente a capacidade de produção e estabilidade do público contemplado.

terça-feira, 30 de junho de 2026

Superlotação de turmas: impacto na qualidade do ensino é tema de debate na Câmara Federal

Mesa que dirigiu os debates na Câmara

A Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação (CNTE) participou, nesta terça-feira (30), de uma audiência pública na Câmara dos Deputados para debater o impacto do tamanho das turmas na qualidade da educação básica. O tema é objeto do Projeto de Lei 2551/2026, que estabelece um limite máximo de estudantes por classe em cada nível escolar.

O debate foi convocado pelo deputado Tarcísio Motta (PSOL-RJ), autor do PL. Os participantes destacaram a importância de controlar a quantidade de estudantes em cada classe, a fim de melhorar o desempenho escolar e diminuir a sobrecarga dos profissionais da educação.

Se o PL for aprovado, mais turmas precisarão ser abertas para atender a demanda educacional e, em consequência, mais trabalhadores deverão ser contratados para educá-las. Por isso, os convidados defenderam também a ampliação de recursos da educação e financiamento para aprimorar a infraestrutura da escola, capacitar profissionais e manter a sustentabilidade orçamentária das redes.

Foram convidados representantes do Ministério da Educação (MEC), da União Nacional dos Dirigentes Municipais de Educação (Undime), União Nacional dos Estudantes (UNE), Associação Nacional de Pós-Graduação e Pesquisa em Educação (ANPed), da Campanha Nacional pelo Direito à Educação e da Câmara dos Deputados, além da CNTE.

O secretário-geral da CNTE, Fábio Moraes, atuou em nome dos profissionais da educação para abordar a experiência dos/as docentes em salas de aulas cheias. Segundo o dirigente, Grande maioria das/os professoras/es trabalham 66 horas porque os salários são baixos. São mais ou menos 33 turmas com, em média, 35 alunos cada, totalizando 300 alunos por dia.

“Esse debate é fundamental para a qualidade da educação, porque se queremos discutir qualidade, necessariamente temos que falar de financiamento. É inadmissível acreditar que um docente com essa demanda conseguirá ensinar com qualidade. Os professores estão tirando licença por adoecimento, e os alunos ficam sem aula. Isso é custo para o gestor. Reduzir o número de estudantes por turma é investimento”, disse Fábio.

“Nós estamos discutindo coisas que era para a gente ter resolvido no século passado, que é número de aluno na sala de aula, valorização docente, respeito à educação, respeito à liberdade de cátedra, pagar decentemente os professores e professoras. Faltam professores? Claro que faltam, mas vamos fazer a conta inversa? Metade dos professores no Brasil são temporários, porque muitos governos não querem mais prestar concurso público. E aí, como é que as pessoas vão se submeter a estas condições, com contratos precários, sem funcionários nas escolas, com projetos autoritários?”, completou.

Superlotação

O deputado Tarcísio iniciou a audiência destacando que a quantidade excessiva de alunos por turma precariza a aprendizagem: “Em turmas de 40, 45 anos, há uma dificuldade tremenda sobre a possibilidade de acompanhamento individualizado. Imagine pegar dez turmas com 40, são 400 alunos, é muito difícil de entender as dificuldades de cada estudante e produzir um processo de ensino e aprendizagem que garanta a qualidade da educação”.

Representando o MEC, a coordenadora-geral de Estratégia da Educação Básica (COGEB), Daiane Andrade, afirmou que o andamento do projeto exige diálogo com os entes dos municípios e estados.

“A quantidade de turmas é uma questão muito pertinente e importante que vai ao encontro da questão da garantia do padrão de qualidade da educação que está previsto na nossa Constituição e na legislação educacional do nosso país. Mas uma preocupação que nós temos é que os sistemas de ensino possuem uma autonomia e um regime de colaboração. Tem que dialogar com os entes em como que a gente vai implementar esse tipo de ação, porque ela tem que considerar a realidade local, e a gente sabe que existe uma diversidade muito grande dentro das redes”, disse.

O território, a estrutura física de cada escola, o número de professores contratados e disponíveis, o perfil dos estudantes são alguns aspectos a serem considerados na definição das turmas, porque impactam diretamente a demanda. Diferentes tipos de educação, como a do campo ou especial para pessoas com deficiência requerem especificidades que devem ser consideradas na proposta.

A coordenadora de Formação do MEC, Leda Silva, apontou que o Conselho Nacional de Educação (CNE) aprovou em 2024 a Resolução CNE/CEB nº 1/2024, que estabelece parâmetros de proporção máxima criança/professor na Educação Infantil. Essa é, segundo Leda, uma das poucas estratégias de fixação de limite de alunos a nível nacional.

Projeto de país

A diretora de Relações Institucionais da União Nacional dos Estudantes (UNE), Letícia Holanda trouxe a perspectiva discente.

“Para nós da UNE, discutir o tamanho das salas de aula também é discutir o tipo de educação que nós queremos construir futuramente. E a gente acha que a sala de aula não é somente um espaço de conteúdo didático, da formação da cidadania, da formação humana também e consecutivamente a formação crítica de cada indivíduo. A gente também está falando de uma preparação para a vida em sociedade. E nada do que eu citei aqui vai acontecer plenamente quando a gente tem salas superlotadas, com um único professor tendo que ensinar, acolher e, na maioria das vezes, lidar com a realidade de cada estudante individualmente para identificar os problemas os quais esse estudante está passando na sua vida pessoal e que reflete diretamente no seu aprendizado”, comentou Letícia.

A presidenta da União Nacional dos Dirigentes Municipais de Educação (Undime) de Santa Catarina, Jucilene Fernandes sugeriu que a redação da proposta seja mais específica, garantindo maior capacidade de planejamento orçamentário às redes.

“É importante também a gente salientar nessa proposição a questão da dificuldade que as redes têm de ter profissionais habilitados. Não temos profissionais suficientes, mais difícil ainda em algumas áreas específicas, isso também será um desafio para a implementação. Enquanto municípios da federação, trago essa preocupação, mas é claro, concordando que esse PL é importante, quando se pensa principalmente no aluno. Nós precisamos de planejamento, orçamento, financiamento e um regime de colaboração fortalecido para que nós possamos, na gestão, colocar em prática essa legislação”, explicou Jucilene.

Sobre o PL

O PL 2551/36, ainda em etapas iniciais de tramitação, altera a Lei nº 9.394, de 20 de dezembro de 1996, para estabelecer parâmetros de adequação do número de alunos por turma na educação básica. O projeto reconhece as especificidades da educação inclusiva, prevendo a redução do quantitativo máximo de alunos nas turmas com alunos público-alvo da educação especial.

A proposta preserva a autonomia dos sistemas de ensino para estabelecer parâmetros mais protetivos e prevê a implementação progressiva de até dois anos após a aprovação, observadas as competências dos entes federativos e o regime de colaboração previsto na Constituição Federal.

Assista a audiência pública

FENAJ defende reconhecimento das atribuições profissionais do Jornalismo e alerta para insegurança jurídica em concursos públicos




A Federação Nacional dos Jornalistas (FENAJ) acompanha com preocupação o caso do jornalista Ícaro Jatobá, aprovado em primeiro lugar no Concurso Público Nacional Unificado (CNU 2025) para o cargo de Analista em Ciência e Tecnologia – Especialidade Informação e Comunicação, do Ministério da Saúde, cuja posse foi negada sob alegação de incompatibilidade entre sua formação em Jornalismo e os requisitos previstos no edital.

Para a FENAJ, a situação ultrapassa um caso individual e levanta uma discussão relevante sobre o reconhecimento das atribuições profissionais dos jornalistas e a necessidade de segurança jurídica nos concursos públicos.

O edital do certame estabeleceu como requisito formação em “Tecnologia da Informação ou Comunicação Visual e áreas afins”, sem apresentar definição objetiva sobre quais cursos seriam considerados compatíveis. Após a aprovação, nomeação e apresentação da documentação, foi adotada interpretação restritiva que desconsiderou a formação em Comunicação Social – Jornalismo como área afim.

A FENAJ elaborou parecer técnico-jurídico sobre o caso e entende que a interpretação adotada não observa a regulamentação profissional vigente nem a realidade contemporânea da atividade jornalística.

O Decreto nº 83.284, de 13 de março de 1979, que regulamenta a profissão, reconhece expressamente atividades como diagramação, ilustração, fotografia, edição e produção audiovisual como integrantes do exercício profissional do jornalista. A legislação demonstra que a profissão não se restringe à produção textual ou à difusão de informações, abrangendo também atividades relacionadas à comunicação visual, editoração, organização gráfica e linguagens multimídia.

As Diretrizes Curriculares e a atividade jornalística passaram por profundas transformações ao longo das últimas décadas. Hoje, jornalistas atuam em ambientes digitais integrados e desenvolvem competências relacionadas à produção multimídia, design da informação, edição de imagens, plataformas digitais, produtos audiovisuais e comunicação visual aplicada.

A Federação considera preocupante a adoção de interpretações excessivamente restritivas sobre o conceito de “áreas afins”, especialmente quando o próprio edital não apresenta critérios claros e objetivos. A ausência dessa delimitação pode gerar insegurança jurídica e resultar em exclusão indevida de candidatos cuja formação possui aderência material às atribuições do cargo.

A jurisprudência dos tribunais superiores também tem reconhecido que a análise da formação acadêmica deve considerar a compatibilidade efetiva entre as competências adquiridas e as funções a serem desempenhadas, evitando formalismos excessivos e interpretações que restrinjam indevidamente o acesso ao serviço público.

A FENAJ reafirma seu compromisso com a defesa da profissão e seguirá acompanhando situações que possam afetar direitos profissionais dos jornalistas brasileiros.

Casos como este reforçam a necessidade de editais mais claros, critérios objetivos e respeito à diversidade de competências que caracterizam a formação e o exercício profissional do Jornalismo contemporâneo.

Fonte: Federação Nacional dos Jornalistas – FENAJ

segunda-feira, 29 de junho de 2026

SINPROESEMMA une nos dias 4 e 5 de Julho 'Arraial da Educação' e 'SINPROESEMMA nas Férias' e garante diversão em dobro para educadores, educadoras e suas famílias

Sede social do SINPROESEMMA 

O mês de julho será marcado por muita alegria, cultura e confraternização para os trabalhadores e trabalhadoras em educação filiados ao Sinproesemma. Nos dias 4 e 5 de julho, a sede social do Sinproesemma, localizada na Estrada de Ribamar, será palco de uma programação especial que reunirá o tradicional Arraial da Educação e o Sinproesemma nas Férias, proporcionando diversão em dobro para educadores e seus familiares.

Durante os dois dias de evento, o público poderá desfrutar de uma vasta programação cultural e recreativa, com atrações para todas as idades. A criançada contará com brinquedos infláveis, brincadeiras lúdicas, piscina e distribuição de guloseimas. Já os adultos poderão prestigiar apresentações culturais, shows musicais, cacuriá, dança portuguesa e grupos de bumba meu boi, valorizando as tradições maranhenses em um ambiente de lazer e integração.

Para a secretária de Cultura do Sinproesemma, Jori Mary, a união dos dois eventos fortalece o compromisso do sindicato em promover momentos de convivência e bem-estar para a categoria.

“Este ano preparamos uma programação especial, reunindo o Arraial da Educação e o Sinproesemma nas Férias em um único momento de celebração. Será uma oportunidade para que os educadores e suas famílias aproveitem juntos atividades culturais, lazer e muita diversão. Estamos organizando tudo com muito carinho para receber nossa categoria e proporcionar momentos inesquecíveis”, destacou Jori Mary.


O presidente em exercício do Sinproesemma, Fábio Orlan, ressaltou que os eventos já fazem parte do calendário cultural do sindicato e representam importantes espaços de valorização dos trabalhadores em educação.

“O Arraial da Educação e o Sinproesemma nas Férias já estão incorporados às atividades culturais do sindicato e são aguardados com grande expectativa pelos nossos associados. Além de celebrar nossa cultura, esses eventos fortalecem os laços de união entre os educadores e suas famílias, reafirmando o compromisso do Sinproesemma com a valorização da categoria também por meio do lazer, da cultura e da convivência. Aproveito para convidar todos os filiados e filiadas a participarem dessa grande festa, que promete reunir tradição, cultura, entretenimento e muita alegria em dois dias de programação especial”, afirmou Fábio.