terça-feira, 9 de junho de 2026

Curta maranhense “Mercado Central”, de Tássia Dhur, conquista quatro prêmios no festival Cine/PE 2026, em Recife

Entre os prêmios recebidos, estão os de Melhor Filme pela Associação Brasileira de Críticos de Cinema
e pelo Júri Popular.

SÃO LUÍS – A produção audiovisual produzida no Maranhão vive mais um grande capítulo. O curta-metragem maranhense “Mercado Central”, da diretora, roteirista, atriz e produtora Tássia Dhur, após realizar sua estreia nacional na 30ª Edição do Cine/PE Festival Audiovisual, em Recife, conquistou quatro prêmios no evento.

Entre as premiações, estão: “Melhor Filme pela Associação Brasileira de Críticos de Cinema”, “Melhor Direção de Arte”, “Melhor Direção de Fotografia” e “Melhor Filme pelo Júri Popular”.

Com as conquistas e a estreia nacional – como parte integrante da Mostra Competitiva de Curtas-Metragens Nacionais –, “Mercado Central” foi uma das produções de maior destaque no festival pernambucano, que celebrou seus 30 anos de história em 2026.


“É uma imensa realização para mim como atriz, como diretora, ver nosso curta ganhando tantos prêmios. Saber que é um filme produzido no Maranhão que está ganhando o Brasil e pode ganhar o mundo...é de uma enorme alegria”, comemora Tássia Dhur, que integra o elenco e assina a direção, o roteiro e a produção-executiva.

A produção retrata um cenário insalubre de um mercado no Centro da cidade, onde pessoas estão desaparecendo sem deixar rastros, envolto em um clima de mistério. O curta-metragem foi produzido pela Jaguatirica Filmes e realizado com fomento da Lei Paulo Gustavo (LPG), por meio da Secretaria de Estado da Cultura do Maranhão (SECMA), do Governo do Maranhão.

Tássia Dhur acrescenta que começou a dirigir e escrever os próprios filmes para poder atuar – e que a decisão se mostrou bastante acertada. “É um projeto realizado através da Lei Paulo Gustavo, que tem uma importância imensa em projetos culturais como esse. E que descentraliza, potencializando produções também no eixo Norte/Nordeste e, ainda, produtoras independentes, como a minha, a Jaguatirica Filmes”, ressaltou.

E para o segundo semestre de 2026, “Mercado Central” já tem novas datas de exibição: será um dos destaques da programação da 30ª Mostra Competitiva Nacional de Curtas, do 33º Festival de Cinema de Vitória, que ocorre de 18 a 25 de julho, no Espírito Santo, e, também, da 49ª edição do Festival Guarnicê de Cinema, que acontece de 20 a 26 de agosto (em formato híbrido), em São Luís.

Mercado Central


Estrelado por Tássia Dhur, Lauande Aires, Quimera, Renata Figueiredo e Antônio Garcia, o curta-metragem “Mercado Central” conta a história de Léia, que entre açougues, sangue e corredores abafados pelo calor e pela decadência, carrega uma ligação quase sobrenatural com aquele lugar: ela nasceu ali, em um parto improvisado no meio das carnes e vísceras do mercado.

Com Murilo Santos, Lúcia Reis, Andressa Sodré, Dandara Ferreira e Nebraska no elenco de apoio, traz ainda: produção de Helen Maria e Carol Ferreira, direção de fotografia por Danilo Rosa, direção de arte de Neila Albertina, assistência de direção por Jéssica Lauane, som direto e mixagem de Cahhi Silva, edição de som por Gabi Portela e montagem de Lucas Sá.

O teaser oficial está disponível no YouTube, no link
: https://youtu.be/HlG3Ekhv5mY

Para mais informações sobre “Mercado Central”, acesse os perfis do Instagram de Tássia Dhur (https://www.instagram.com/tassia_dhur), da Jaguatirica Filmes (https://www.instagram.com/jaguatiricafilmes) e da própria produção (https://www.instagram.com/mercadocentralofilme/).

Exposição de Portinari na China reforça cooperação cultural entre Brasil e China


As cores, os trabalhadores, as paisagens e os personagens que ajudaram a construir a identidade visual do Brasil ganharam, nesta terça-feira (9), um dos palcos culturais mais importantes do mundo. O secretário-executivo do Ministério da Cultura (MinC), Márcio Tavares, participou, em Pequim, da abertura da exposição O Brasil de Portinari, realizada no Museu Nacional da China, uma das instituições museais mais visitadas do planeta. A cerimônia contou ainda com a presença da presidenta do Instituto Brasileiro de Museus (Ibram), Fernanda Castro, do embaixador do Brasil na China, Marcos Galvão, e do diretor do Museu Nacional da China, Luo Wenli.

Viabilizada por meio da Lei Rouanet, a mostra reúne cerca de 50 obras originais de Candido Portinari e marca a primeira grande exposição do artista brasileiro na Ásia. A iniciativa integra a programação do Ano Cultural Brasil-China 2026 e permanecerá aberta ao público até 10 de outubro.

A abertura reuniu representantes de instituições culturais brasileiras e chinesas e marcou mais um capítulo da cooperação entre os dois países no âmbito do Ano Cultural Brasil-China 2026, iniciativa que busca ampliar os intercâmbios culturais e fortalecer os laços entre as duas nações.

Durante a solenidade, Márcio Tavares destacou o papel da cultura como instrumento de aproximação entre os povos e ressaltou os valores compartilhados entre Brasil e China presentes na obra do artista.

“Hoje, ao inaugurarmos a exposição O Brasil de Portinari neste magnífico Museu Nacional da China, não estamos apenas abrindo as portas para uma mostra de arte. Estamos celebrando o encontro de duas identidades nacionais que, apesar da distância geográfica, partilham valores fundamentais sobre o que significa ser humano”, afirmou.

Segundo o secretário-executivo, a exposição simboliza um momento importante da relação entre os dois países.“Estamos em pleno Ano Cultural Brasil-China, uma iniciativa que celebra não apenas meio século de relações diplomáticas, mas o desejo genuíno de que nossos povos se celebrem para além das trocas comerciais. E quem melhor para celebrar nossa cultura senão Candido Portinari?”, ressaltou.Foto: Tarcisio Boquady/MinC

Ao abordar a trajetória do artista, Márcio lembrou que Portinari transformou a realidade brasileira em uma linguagem universal capaz de dialogar com diferentes culturas.“Assim como a arte tradicional chinesa valoriza profundamente a harmonia entre o homem e a natureza, e a dignidade do trabalho que sustenta a vida, Portinari dedicou sua genialidade a retratar o trabalhador. Quando vocês observarem suas obras verão uma declaração de profundo respeito”, destacou.

A exposição é resultado de mais de quatro décadas de trabalho do Projeto Portinari, criado por João Candido Portinari, filho do artista, responsável pela localização, catalogação e preservação de mais de cinco mil obras e documentos relacionados ao legado do pintor.

Para viabilizar a chegada do acervo à China, foi realizada uma complexa operação logística internacional, envolvendo rígidos protocolos de conservação, segurança e transporte especializado. A iniciativa é fruto de uma articulação entre instituições brasileiras e chinesas, reunindo esforços do Ministério da Cultura, do Instituto Brasileiro de Museus (Ibram), do Projeto Portinari e do Museu Nacional da China.

Lei Rouanet como instrumento de projeção internacional

Em seu discurso, Márcio Tavares também ressaltou a importância da Lei Rouanet para a realização da exposição e para a promoção internacional da cultura brasileira.
“É importante ressaltar que a magnitude deste projeto só foi possível graças à Lei Rouanet, o principal instrumento de fomento à cultura no Brasil. Esta política pública é um dos motores que permitem que o patrimônio artístico brasileiro rompa fronteiras e alcance palcos tão prestigiosos quanto este”, afirmou.

De acordo com ele, a legislação desempenha um papel estratégico não apenas para o financiamento cultural, mas também para a diplomacia e a presença internacional do país.“A Lei Rouanet não é apenas um mecanismo de financiamento; é uma ferramenta estratégica de soberania cultural e diplomacia, garantindo que a nossa identidade seja preservada e projetada globalmente, fortalecendo a economia criativa e aproximando civilizações através da arte”, completou.

A mostra conta com patrocínio master da Petrobras, patrocínio da Pátria Investimentos e incentivo do Governo do Brasil, por meio dos ministérios da Cultura, das Relações Exteriores e da Embratur, via Lei Rouanet.

Intercâmbio com instituições chinesas

A participação na abertura da exposição dá continuidade à agenda de intercâmbio cultural realizada pela delegação brasileira na China nos últimos dias. Em Pequim, Márcio Tavares visitou o 798 Art District e o Centro Nacional de Artes Cênicas (NCPA), dois dos principais polos de produção artística e inovação cultural do país.

Antes de chegar à capital chinesa, a missão passou por Xangai, onde o secretário-executivo visitou instituições de referência internacional, como o West Bund Museum, o Tank Shanghai, o China Art Museum e a Power Station of Art. A agenda incluiu ainda reunião com o vice-secretário municipal de Cultura e Turismo de Xangai, voltada ao fortalecimento da cooperação cultural entre os dois países.

As atividades integram os esforços do Ministério da Cultura para ampliar a presença internacional da cultura brasileira, fortalecer parcerias institucionais e consolidar as ações do Ano Cultural Brasil-China 2026.

Brasil e China

As relações diplomáticas entre Brasil e China, estabelecidas em 1974, consolidaram-se como uma das mais relevantes no cenário global. A parceria se estende a fóruns internacionais como o BRICS e o G20 e abrange áreas estratégicas como tecnologia, energia, sustentabilidade e cultura.

sexta-feira, 5 de junho de 2026

SINPROESEMMA tem novo presidente com a desincompatibilização de Raimundo Oliveira para disputar vaga de Deputado Federal

Raimundo Oliveira e Fábio Orlan

O presidente do Sinproesemma, Raimundo Oliveira, oficializou na terça-feira (2) sua desincompatibilização/Licença do cargo de presidente da entidade para dedicar-se ao projeto político partidário de pré-candidatura a Deputado Federal. A medida permite que o dirigente concentre esforços na construção de sua pré-campanha.

Com a licença temporária de Raimundo Oliveira, a presidência do Sinproesemma passa a ser exercida pelo 1º vice-presidente, professor Fábio Orlan, que permanecerá à frente da entidade até após as eleições no mês de outubro, garantindo a continuidade das ações sindicais, das lutas da categoria e da defesa dos direitos dos trabalhadores e trabalhadoras em educação do Maranhão.


Ao anunciar sua desincompatibilização/Licença Raimundo Oliveira destacou que a decisão representa um novo desafio em sua trajetória de luta tanto em defesa da educação pública e dos educadores assim como da sociedade maranhense.

“Ao longo dos últimos anos construímos uma história de muitas conquistas para a educação e para os trabalhadores em educação. Agora, assumo o desafio de ampliar essa luta, buscando representar os educadores e o povo maranhense na Câmara Federal. Me licencio temporariamente da presidência com a tranquilidade de saber que o Sinproesemma continuará firme, forte e bem conduzido por uma diretoria comprometida com os trabalhadores em educação do Maranhão”, afirmou Raimundo Oliveira.

O presidente em exercício, Fábio Orlan, ressaltou a responsabilidade de assumir a condução da entidade neste período e reafirmou o compromisso de dar continuidade ao trabalho desenvolvido pelo Sinproesemma.

“Recebo essa missão com muito senso de responsabilidade e compromisso. O Sinproesemma seguirá atuando com firmeza na defesa dos direitos dos trabalhadores em educação como sempre fez, fortalecendo as lutas da categoria e buscando o diálogo com as gestões públicas a fim da valorização dos educadores e melhorias na educação pública do nosso estado. Seguiremos com o nosso trabalho construído coletivamente, preservando a unidade e a força do nosso sindicato mais sem perder o projeto político que é necessário para termos representatividade nas casas legislativas que são espaços de decisões importantes para viabilidade de políticas públicas necessárias não só a nossa categoria como a todo povo maranhense”, declarou o presidente em exercício Fábio Orlan.

Fonte: ASCOM -SINPROESEMMA

Sesc-MA realiza homenagem inédita e especial aos Mestres e Mestras da Cultura Maranhense nesta sexta (5), em São Luís


SÃO LUÍS – A valorização da cultura, da memória social e do patrimônio imaterial, assim como celebrar a diversidade das tradições presentes no Maranhão, se tornaram as peças-chaves da edição 2026 do Balaio de Sotaques, promovido pelo Sesc-MA – um dos mais importantes eventos do calendário junino do estado. E um dos pontos de destaque deste ano é a “Homenagem aos Mestres e Mestras da Cultura Maranhense”, que marca a abertura oficial do projeto.

A homenagem, que ocorre nesta sexta-feira (5), a partir das 18h, no Teatro Sesc Napoleão Ewerton, será marcada por reconhecimento e valorização dos saberes ancestrais, celebrando a contribuição cultural de quatro importantes nomes da cultura maranhense: Mestra Mãe Duca (Maria José Costa Pacheco), do Bumba-meu-boi Mimo de Santo Antônio, sotaque da Baixada; Maria Luiza Santos Abreu, bordadeira do Bumba-meu-boi Rama Santa, sotaque Costa de Mão; Mestre Tunico (Antônio Ribeiro), do Tambor de Crioula da Fé em Deus; e Mestre Gilmar Rocha (Gilmar Rocha Ribeiro), da Dança do Lelê de São Simão.


Como forma de reconhecimento, cada homenageado receberá um incentivo simbólico de R$ 5 mil (cinco mil reais), ressaltando a importância da preservação desses saberes que são transmitidos de geração em geração e constituem parte essencial da identidade cultural maranhense.


A noite terá, ainda, discotecagem de abertura com a jornalista, pesquisadora musical, curadora e DJ maranhense Vanessa Serra e show de encerramento com o cantor, compositor e violonista maranhense Roberto Ricci – outro destaque será a apresentação de um vídeo-memória sobre os homenageados.


Homenageados

O toque especial de abertura da edição 2026 do Balaio de Sotaques com a “Homenagem aos Mestres e Mestras da Cultura Maranhense” marca um momento especial – e inédito – de valorização a nomes que contribuíram na preservação dos saberes ancestrais. São eles:

Mestra Mãe Duca – Maria José Costa Pacheco, do Bumba-Meu-Boi Mimo de Santo Antônio (sotaque da Baixada): conhecida popularmente como Mestre Duca, nasceu em São João Batista, no povoado São Joaquim. Teve seu primeiro contato com o bumba boi através do seu pai (Marcos Marcelo Costa), no boi Brilho da Noite de São João Batista. Em 1996, já em São Luís, fez parte do grupo Boi de Vicentina, do saudoso José Ribamar, que era conhecido como “Camaliete”. Mestre Duca foi também integrante do Boi União da Baixada, do Boi Oriente e do Boi de Santa Fé. Em 1997, por iniciativa do seu guia espiritual (Lorenço Légua), criou o seu próprio grupo Boizinho Encantado Mimo de Santo Antônio, que segue participando de festas pelos arraiais, igrejas e Casas de Matrizes Africanas em São Luís.


Maria Luiza Santos Abreu – Bordadeira do Bumba-Meu-Boi Rama Santa (Costa de Mão): Nascida em 1959, na comunidade Cabanil, em Serrano do Maranhão, Maria Luiza é uma das mais expressivas vozes do artesanato aplicado ao Bumba-Meu-Boi. Com uma trajetória de mais de 46 anos dedicada à agulha e linha, iniciou sua prática de forma autodidata ao desmanchar indumentárias de vaqueiro para aprender a estrutura dos pontos. Especialista no tradicional sotaque Costa de Mão, domina a arte de bordar com miçangas, canutilhos e pedrarias, atuando há mais de uma década como bordadeira-chefe do Boi Rama Santa. Ex-lavradora e mãe de sete filhos, Maria Luiza transformou seu ofício em uma ferramenta de empreendedorismo e sustentabilidade, gerando renda e inspirando outras mulheres de sua comunidade. Devota de São João, une o sagrado e o profano em suas criações e dedica-se, atualmente, à salvaguarda desse saber ancestral, ministrando oficinas para crianças e jovens a fim de garantir a continuidade e a beleza do folclore do Maranhão.

Mestre Seu Tunico – Antônio Ribeiro, do Tambor de Crioula da Fé em Deus: Antônio Ribeiro, popularmente conhecido como Tunico, nasceu em 1937, em Pinheiro, filho de Tomé Francisco Ribeiro e Raimunda Dorotéia Ferreira. Aos 8 anos, começou sua trajetória como brincante de Boi de Zabumba, no grupo de dona Efigênia, no povoado Caruma, como “Tapuio” – lá, permaneceu por 15 anos. Depois, brincou no grupo de Euri Carvalho, no povoado Mundico, como “Vaqueiro”, porém já tirava algumas toadas onde ali permaneceu por cinco anos. Em abril de 1965, a convite do saudoso Laurentino Araújo, dono do batalhão da Fé em Deus, veio brincar em São Luís. Neste mesmo ano, atuou como “Vaqueiro”, e no ano seguinte, iniciou sua vida como cantador oficial de bumba boi no grupo da Fé em Deus. No ano seguinte, foi eleito como chefe dos cabeceiras do batalhão, onde também esteve por 6 anos como responsável principal do grupo confiado por Laurentino dono do boi. Anos depois foi consagrado como Mestre, por suas toadas e seus saberes tanto em Bumba Boi de Zabumba, quanto em Tambor de Crioula, permanecendo neste grupo até os dias atuais.


Mestre Gilmar Rocha – Gilmar Rocha Ribeiro, da Dança do Lelê de São Simão: É músico, cantador e luthier maranhense, natural do povoado de São Simão, em Rosário. Com uma trajetória profissional iniciada em 1995, consolidou-se como uma figura central na preservação das tradições do Lelê e do Bumba-Meu-Boi de orquestra. Multi-instrumentista, Gilmar domina o violão, cavaquinho e instrumentos de percussão, além de fabricar o próprio banjo tenor, elemento essencial da sonoridade regional. Ao longo de três décadas, emprestou sua voz e talento a diversos grupos, como o Boi de São Simão, o Boi Encanto da Vila Passos e o Boi Novilho dos Lençóis. Atualmente, exerce a presidência da Dança do Lelê de São Simão, posto assumido após o convite do mestre Laurentino Sacramento em 2010, e atua como cantador do Bumba-Meu-Boi de Presidente Juscelino.

Balaio de Sotaques 2026

Promovido pelo Sesc-MA, o Balaio de Sotaques está consolidado desde a década de 1980 como um dos principais eventos do calendário junino do Maranhão, e se configura como uma grande celebração da cultura do estado, com uma proposta descentralizada, que além do Teatro Napoleão Everton, do Sesc Deodoro e do Sesc Olho D’Água, atenderá várias comunidades com apresentações culturais, ampliando o acesso e garantindo que mais pessoas possam vivenciar e se conectar com as tradições locais.


Gratuita e reunindo uma ampla diversidade de manifestações culturais, a programação da edição 2026 está bastante diversificada, com apresentações de bumba-meu-boi em seus diferentes sotaques, além de tambor de crioula, cacuriá, quadrilhas juninas, dança do lelê, shows de artistas populares e a Dança de São Gonçalo, do município de Viana, novidade deste ano.

No Sesc Deodoro e no Sesc Olho D’Água, a programação acontece de 18 a 20 de junho. No Sesc Comunidade, na Raposa, o já tradicional arraial acontece no dia 21 de junho. Além disso, a programação conta, também, com o Arraial das Gerações no dia 17 de junho (Trabalho Social com Pessoas Idosas) e ações juninas também no Sesc Itapecuru, na Quadra Poliesportiva da unidade, nos dias 15 e 16 de junho, e no Sesc Caxias, no Caxias Shopping Center, nos dias 18 e 19 de junho.

quarta-feira, 3 de junho de 2026

SINPROESEMMA desmente nota técnica da Prefeitura de Cajari sobre precatório do FUNDEF e cobra transparência


O Sinproesemma vem a público manifestar seu mais veemente repúdio à “Nota Técnica de Esclarecimentos” apresentada pela Prefeitura de Cajari sobre o precatório do FUNDEF. A nota da gestão municipal tenta transferir exclusivamente ao Poder Judiciário a responsabilidade pela demora no pagamento dos recursos aos professores, omitindo fatos relevantes e a própria inércia administrativa da Prefeitura diante das obrigações previstas na Lei Federal nº 14.325/2022.

De acordo com o relatório elaborado pela Assessoria Jurídica do Sinproesemma, o acordo judicial firmado entre o Município de Cajari e a União, homologado em janeiro de 2024, resultou em um deságio de 20% sobre o valor originalmente devido ao município de 37.844.741,96 (trinta e sete milhões, oitocentos e quarenta e quatro mil, setecentos e quarenta e um reais e noventa e seis centavos), gerando uma perda superior a R$ 7,5 milhões para a educação municipal e para os profissionais do magistério beneficiários do precatório.

O Sinproesemma também esclarece que a primeira parcela do acordo judicial, correspondente a 40% do valor total, foi efetivamente paga pelo Tesouro Nacional em julho de 2025, ultrapassando R$ 13 milhões, sendo mais de R$ 9,3 milhões pertencentes ao Município de Cajari. Contudo, mesmo após quase um ano da entrada desses recursos, a Prefeitura ainda não adotou medidas para viabilizar o pagamento aos professores. O Município não encaminhou projeto de lei disciplinando os critérios do rateio, não instituiu comissão paritária, não apresentou cronograma oficial, não organizou cadastro dos beneficiários e muito menos demonstrou planejamento para assegurar o pagamento aos profissionais da educação.

Outro ponto de destaque é que a segunda parcela do acordo judicial também já foi paga pela União em março de 2026, o que desmonta a falsa narrativa da Prefeitura de paralisação total do processo apresentada na nota técnica municipal.

A Prefeitura de Cajari insiste em divulgar justificativas burocráticas e notas evasivas, enquanto os professores seguem aguardando um direito reconhecido judicialmente há anos. Os recursos do FUNDEF, conquistados com muita luta não pertencem à gestão municipal, não podem ser tratados como instrumento político e devem ser destinados aos verdadeiros donos que são os professores que atuaram na rede municipal de Cajari entre os anos de 2001 e 2006.

Segundo o presidente do Sinproesemma, Raimundo Oliveira, o Sinproesemma não aceitará tentativas de confundir a categoria e a sociedade sobre a situação dos precatórios do FUNDEF em Cajari.

“A prefeitura de Cajari divulga fake News e tenta engalobar os professores e a sociedade de Cajari. Mas o Sinproesemma, com a responsabilidade que tem não vai deixar prosperar fake News. Os recursos já começaram a ser pagos pela União, mas a Prefeitura segue sem apresentar as medidas necessárias para garantir o rateio aos professores. Transparência não é favor, cumprir a lei não é opção e respeitar os trabalhadores da educação é obrigação da administração pública. Vamos seguir lutando, cobrando responsabilidade, transparência e o efetivo pagamento dos recursos que pertencem legitimamente aos professores da cidade de Cajari”, afirmou Oliveira.

Fonte: ASCOM - SINPROESEMMA

Nota do Governo Lula sobre o tarifaço de Trump que atinge em cheio o Brasl

Lula

Nota do Governo do Brasil

O Governo brasileiro manifesta indignação com a conclusão preliminar anunciada ontem (1/6) pelo USTR relativa à investigação da Seção 301 contra alegadas práticas comerciais desleais do Brasil.

Essa investigação teve início em 15 de ulho de 2025 por provocação da família Bolsonaro e está associada à tentativa de ingerência em temas internos do nosso país, como feito na recente viagem do senador Flávio Bolsonaro a Washington. Essas investidas têm contado com o auxílio de falsos patriotas que usam cargos e funções públicas para conspirar contra os interesses nacionais.

É lastimável que todo o trabalho de diálogo e articulação que o Governo brasileiro tem feito, inclusive com envolvimento pessoal dos Presidentes Lula e Trump, seja sabotado por interesses meramente eleitorais e familiares.

Não havia e não há justificativa para essas medidas unilaterais contra o nosso país ou contra patrimônios brasileiros como o PIX, mencionado explicitamente nas recomendações preliminares. Segundo estatísticas do “Bureau of Economic Analysis”, os EUA acumularam US$ 424,5 bilhões em superávit de bens e serviços com o Brasil nos últimos 15 anos (2011-2025). Só no ano passado, o superávit comercial de bens dos EUA com o Brasil totalizou US$ 14,46 bilhões. Considerando bens e serviços a cifra sobe a US$ 40,52 bilhões.

Em 2025, 76% das importações originárias dos Estados Unidos entraram no Brasil sem pagar imposto de importação. Oito dos dez principais produtos importados dos Estados Unidos pelo Brasil tiveram tarifa efetiva zero, incluindo petróleo e derivados, aeronaves, gás natural e carvão. A alíquota média efetivamente cobrada dos produtos norte-americanos no Brasil foi de apenas 3,1%.

O principal efeito das tarifas unilaterais, politicamente motivadas, aplicadas ao nosso país tem sido impor danos à economia nacional e à geração de emprego e renda, além de diminuir o papel dos EUA como nosso parceiro comercial. No primeiro trimestre de 2026, a participação dos EUA nas exportações brasileiras atingiu o menor valor da série histórica ao somar 9,4%.

Conforme acordado pelos Presidentes Lula e Trump por ocasião da reunião em Washington no dia 7 de maio, estão em curso negociações tarifárias entre os dois países em busca de soluções que resultem no encerramento da investigação da Seção 301, previsto para 15 de julho, sem imposição de medidas contra o Brasil. O Governo brasileiro também dará continuidade ao diálogo com o setor privado com esse objetivo.

O Brasil se reserva o direito de recorrer aos instrumentos previstos na Lei de Reciprocidade, aprovada por unanimidade pelo Congresso Nacional, para fazer face a situações de injustiça contra o Estado brasileiro, sem amparo nas regras do comércio internacional.

O Governo reafirma a expectativa de que as recomendações não se convertam em tarifas efetivas, mas reitera que adotará toda e qualquer medida capaz de reduzir os danos que venham a ser causados à economia, aos empregos e à renda dos brasileiros.

É preciso estar atento aos traidores da pátria e trabalhar em defesa da nossa soberania e dos interesses do povo brasileiro.

Mata Atlântica tem menor índice de desmatamento em 40 anos


O Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), unidade de pesquisa vinculada ao Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI), e a Fundação SOS Mata Atlântica divulgaram os dados mais recentes do Atlas dos Remanescentes Florestais da Mata Atlântica. Eles apontam uma queda de 40% no desmatamento de florestas maduras do bioma entre 2024 e 2025. A área desmatada passou de 14.366 hectares no levantamento anterior para 8.668 hectares no período atual.

O resultado é o menor índice já registrado desde o início da série histórica do documento e marca a primeira vez, em quatro décadas de acompanhamento contínuo, que o desmatamento anual das florestas maduras da Mata Atlântica fica abaixo de 10 mil hectares.

Hoje, a Mata Atlântica conserva cerca de 24% de sua cobertura original. Desse total, aproximadamente 12,4% correspondem às florestas maduras monitoradas pelo atlas, consideradas estratégicas para a preservação da biodiversidade e para o armazenamento de carbono.

As florestas maduras são áreas de vegetação nativa mais antigas, preservadas e com estrutura ecológica consolidada. Em geral, são trechos que não sofreram desmatamento nem regeneração recentes, mantendo árvores de grande porte, alta biodiversidade e maior capacidade de armazenamento de carbono.

No Atlas da Mata Atlântica, o termo é usado para diferenciar essas áreas mais conservadas das florestas secundárias, que são vegetações em processo de regeneração após desmatamento ou degradação.

Segundo a coordenadora técnica do Atlas pelo Inpe, Silvana Amaral, os dados reforçam uma tendência consistente de redução da devastação no bioma. “A série histórica e o resultado de 2025 indicam um padrão de redução acentuada do desmatamento, o que nos permite acreditar que a meta de desmatamento zero poderá ser alcançada na Mata Atlântica”, afirma.

Produzido em parceria entre o Inpe e a Fundação SOS Mata Atlântica, o atlas acompanha fragmentos florestais mais preservados do bioma, com áreas acima de três hectares. O monitoramento é complementar ao sistema Prodes Mata Atlântica, desenvolvido pelo Inpe no âmbito do Programa BiomasBR, que promove o mapeamento sistemático da supressão de toda a vegetação nativa no bioma.

A combinação das duas iniciativas amplia o entendimento sobre as transformações da Mata Atlântica e contribui para subsidiar políticas públicas, ações de conservação ambiental e estratégias de enfrentamento ao desmatamento.

Os dados mais recentes do Atlas e do Prodes indicam que o bioma mantém uma trajetória de desaceleração da perda de vegetação nativa nos últimos anos, reforçando a importância do monitoramento contínuo para orientar ações de proteção ambiental.