domingo, 1 de março de 2026

Presidente do SINPROESEMMA Raimundo Oliveira participa de reunião da Direção Executiva Nacional da CNTE, em Brasília

 Professor  Raimundo Oliveira

O presidente do SINPROESEMMA Professor  Raimundo Oliveira, que também integra a Diretoria Executiva da Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação, participou da 1ª Reunião da Diretoria Executiva da entidade sob a gestão da presidenta Fátima Silva. O encontro ocorreu nos dias 25 e 26 de fevereiro, em Brasília, reunindo lideranças de todo o país para debater os rumos da luta nacional em defesa da educação pública e dos direitos da categoria.

Na pauta, temas estratégicos que dialogam diretamente com a realidade dos trabalhadores e trabalhadoras em educação: planejamento financeiro da entidade, organização interna da diretoria e, principalmente, a definição de ações políticas fundamentadas no Plano de Lutas da entidade. 

A presença do SINPROESEMMA nesse espaço reafirma o compromisso histórico do sindicato com a defesa intransigente da escola pública, da valorização profissional, do piso salarial, das condições dignas de trabalho e da democracia. 

O Presidente do SINPROESEMMA professor Raimundo Oliveira destaca que "É no âmbito nacional que se articulam estratégias capazes de repercutir diretamente na base, ampliando conquistas e enfrentando retrocessos.Trata-se de um momento decisivo para fortalecer a unidade nacional e consolidar encaminhamentos que impactam estados e municípios, incluindo o Maranhão.".

Para Raimundo Oliveira o Brasil está diante de um momento político em que torna-se fundamental que os professores e professoras, ao lado de  outras brasileiras participem ativamente dos debates que envolvem o futuro do país, defendendo o êxito do governo do Presidente Lula, propondo reformas estruturantes que ajudem o time do Lula a construir um novo projeto de desenvolvimento nacional para o Brasil, onde a educação seja também pilar desse projeto. 

Raimundo Oliveira tem ressaltado a importãncia da discussão sobre pré-candidaturas a deputado federal e também deputado estadual. Para ele "Essa luta deve contar com o olhar atento e crítico da categoria, pois é no parlamento que muitas das pautas da educação são decididas. O engajamento consciente no projeto nacional da classe trabalhadora é parte essencial da construção de uma representação comprometida com a educação pública e com os direitos sociais.". 

Conexão CNM será realizado em São Luís com foco na capacitação e no fortalecimento da gestão municipal


A Confederação Nacional de Municípios (CNM) promove, nos dias 2 e 3 de março de 2026, em São Luís (MA), a edição maranhense do Conexão CNM, iniciativa voltada à qualificação técnica e ao fortalecimento da gestão municipal.

O evento reunirá prefeitos(as), vice-prefeitos(as), vereadores(as), secretários, servidores e demais agentes públicos de municípios filiados à CNM, com uma programação que inclui espaços de diálogo e arenas técnicas em 11 áreas estratégicas, como Assistência Social, Saúde, Educação, Finanças, Jurídico, Previdência, Contabilidade, Cultura, Saneamento e Captação de Recursos e Emendas Parlamentares.

A participação é gratuita para gestores de municípios filiados e adimplentes com o movimento municipalista. Cada inscrito deverá escolher uma temática para acompanhar durante os dois dias, sem possibilidade de troca posterior. Ao final, participantes com pelo menos 80% de frequência receberão certificado, além de acesso a mentoria on-line em até 90 dias após o evento.

A programação completa e as inscrições estão disponíveis no link:

https://conexaocnm.org.br/evento/conexao-cnm-edicao-ma-sao-luis

O credenciamento da imprensa será realizado diretamente no local do evento, não havendo necessidade de inscrição prévia.

Ao longo da programação, estarão disponíveis para entrevistas prefeitos participantes, palestrantes e o presidente da Federação dos Municípios do Estado do Maranhão (FAMEM), Roberto Costa.

sábado, 28 de fevereiro de 2026

Confira o resultado preliminar do Edital de Programação da 6ª Teia Nacional dos Pontos de Cultura


O Ministério da Cultura (MinC), em parceria com o Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Espírito Santo (Ifes), publicou nesta quinta-feira (26) o resultado preliminar do Edital deo  Programação da 6ª Teia Nacional – Pontos de Cultura pela Justiça Climática. O evento será realizado entre os dias 24 e 29 de março, emo Aracruz (ES).

O certame mobilizou fazedores de cultura de todas as regiões do país a proporem atividades para o maior evento da Política Nacional de Cultura Viva (PNCV). No total, a Comissão de Seleção e Curadoria analisou mais de 1.700 inscrições para o preenchimento de 197 vagas disponíveis.

Os pré-selecionados têm até a próxima terça-feira (3) para apresentar recursos pelo e-mail: teianacional.2026@ifes.edu.br, conforme o Anexo 8, disponível no Mapa da Cultura. Acesse aqui.

Vagas

As vagas do edital estão distribuídas em oito categorias: artes cênicas, música e/ou manifestações das culturas tradicionais e populares; artes visuais; audiovisual; Feira de Economia Criativa e Solidária; vivências de mestras e mestres; reflexão, formação e debate; experiências do Bem Viver e comunicação colaborativa. Para garantir a equidade, o certame aplicou critérios de regionalização e reservas de vagas: 25% para pessoas negras; 10% para pessoas indígenas; e 5% para pessoas com deficiência.

Benefícios

Os contemplados receberão apoio financeiro direto, via Termo de Execução Cultural (TEC), com valores que variam entre R$ 700,00 e R$ 2 mil. Também estão garantidos transporte, despacho de bagagem e equipamentos, hospedagem, alimentação, translado em Aracruz e a infraestrutura necessária às apresentações, respeitando as especificidades de cada categoria e a capacidade do evento.

Os proponentes aptos que não foram classificados dentro das vagas disponíveis também poderão integrar a programação, contudo, de forma colaborativa e sem ajuda de custo. Além dos Pontos e Pontões de Cultura certificados, puderam se inscrever no edital pessoas físicas, grupos ou coletivos artísticos (sem CNPJ) e entidades sem fins lucrativos (com CNPJ), independentemente de vínculo prévio com a rede.

Doenças raras: conheça ações focadas em acolhimento e tecnologia


O dia mais raro do calendário, 29 de fevereiro, também é lembrado como o Dia Mundial das Doenças Raras. Mesmo quando o ano não é bissexto, como este ano, a mobilização continua sendo lembrada no último dia do mês de fevereiro.

Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), as doenças raras são aquelas que afetam até 65 indivíduos a cada 100 mil pessoas, pouco mais de 1 em cada 2 mil. Estimativa do Ministério da Saúde aponta que cerca de 13 milhões de brasileiros convivem com alguma das quase 8 mil doenças raras já identificadas pelo mundo. 

Os diagnósticos em geral são demorados e precisam de atenção especializada. Grande parte das doenças têm origem genética e a maioria não tem cura. Mas com o tratamento certo, a qualidade de vida melhora.

Brasília (DF),  27/02/2026 -  Dia Mundial das Doenças Raras -  Padre Marlon Múcio na instituição que ajudou a fundar, a Casa de Saúde Nossa Senhora dos Raros.
Foto: Casa de Saúde Nossa Senhora dos Raros/Arquivo
Padre Marlon Múcio na instituição que ajudou a fundar, a Casa de Saúde Nossa Senhora dos Raros - Foto: Casa de Saúde Nossa Senhora dos Raros/Arquivo

Foi por conhecer de perto essa realidade que o Padre Marlon Múcio decidiu fazer a diferença. Por anos, batalhou para descobrir o que significavam os sintomas que sentia desde a infância: surdez, fraqueza muscular, dificuldade para mastigar. Até que foi diagnosticado com Deficiência do Transportador de Riboflavina (RTD), condição genética que afeta a absorção da vitamina B2 pelas células. 

Padre Marlon é um dos 15 brasileiros identificados com a síndrome; o mais velho com a doença entre os 350 pacientes no mundo inteiro. Ele não é somente raro, é ultrarraro. E abraçou a missão de ajudar outros como ele. 

Em dezembro de 2023, o padre participou da fundação da Casa de Saúde Nossa Senhora dos Raros, em Taubaté, São Paulo. A proposta de criar um hospital exclusivo e gratuito para pessoas com doenças raras já era um sonho antigo do Instituto Vidas Raras. A concretização ganhou força depois que o próprio padre recebeu o diagnóstico, em consulta com geneticista indicada pelo instituto. É o que conta Rosely Cizotti, diretora de comunicação do Instituto Vidas Raras.

27/02/2026 - Dia Mundial das Doenças Raras - Rosely Cizotti, diretora de comunicação do Instituto Vidas Raras. Foto: Casa de Saúde Nossa Senhora dos Raros
Rosely Cizotti, diretora de Comunicação do Instituto Vidas Raras - Foto: Casa de Saúde Nossa Senhora dos Raros

“Na primeira consulta ele teve o diagnóstico. Ele ficou tão grato e tão surpreso que disse 'não podemos deixar outros raros passarem pelo que eu passei’. Ele ficou ainda mais comovido em saber que a trajetória que ele traçou era a mesma jornada de todos os outros pacientes com doenças raras. Ou seja, era muito comum ficar anos e anos e anos recebendo diagnósticos errôneos, sendo desacreditado, desvalorizado, até chegar num diagnóstico quando você já estava exausto de tudo”, lembra Rosely

A instituição filantrópica se apresenta como sendo a primeira totalmente focada no atendimento às pessoas com doenças raras e recebe pacientes de diversos lugares do Brasil e do mundo. Os atendimentos são ambulatoriais e acontecem tanto em parceria com a prefeitura quanto por demanda espontânea, a partir de cadastro e triagem. Sempre de graça.

Podem procurar a casa tanto pessoas já diagnosticadas quanto aquelas que tenham suspeita de doença rara, especialmente após passarem por vários especialistas sem chegar a um veredito. O acesso começa com o preenchimento de um formulário online, em que o paciente relata a própria história clínica e anexa um documento médico para triagem.

A geneticista Manuella Galvão foi residente na equipe que diagnosticou o Padre Marlon, e hoje é diretora médica da Casa de Saúde. O hospital já atendeu mais de 3 mil pessoas, com uma média entre 170 e 200 pacientes por mês, disse a geneticista.

“As pessoas com doenças raras são especiais, né? Do ponto de vista de que elas necessitam de um cuidado especial, especializado. E quando se tem um centro especializado, você acaba virando referência. Por mais que a gente não seja um ambiente hospitalar, de internação e etc, a gente vira um local de referência que as pessoas com doenças raras podem contar. A gente tem um acompanhamento multidisciplinar, completo, e que acolhe nas necessidades com igualdade e equidade, porque não basta ter igualdade, tem que ter equidade também. As duas coisas têm que andar juntas”, explica.

Brasília (DF),  27/02/2026 -  Dia Mundial das Doenças Raras -  Laboratório do projeto Genomas Raros, realizado em parceria do Einstein Hospital Israelita com o Ministério da Saúde
Foto: Egberto Nogueira/Ímãfotogaleria
 Laboratório do projeto Genomas Raros, realizado em parceria do Einstein Hospital Israelita com o Ministério da Saúde - Foto: Egberto Nogueira/Ímãfoto

É justamente na busca pela equidade que entra o projeto Genomas Raros. A iniciativa nasceu em 2019, apoiada pelo Einstein Hospital Israelita em parceria com o Programa de Apoio ao Desenvolvimento Institucional do Sistema Único de Saúde (Proadi-SUS), e aposta no sequenciamento genético para pacientes com doenças raras e risco hereditário de câncer como ferramenta para facilitar o diagnóstico.

O projeto recebe exclusivamente pacientes do SUS, que precisam ser avaliados por médicos da rede pública e encaminhados formalmente para o programa. Após a indicação, é realizado o sequenciamento genético, exame de alta complexidade que nem sempre está disponível na rotina assistencial. Cerca de 10 mil pessoas já fizeram o sequenciamento molecular pelo projeto. Muitas delas confirmando ou descobrindo diagnósticos que levariam anos sem a tecnologia. 

A gerente médica do laboratório clínico e pesquisadora principal do Genoma Raros no Einstein, Tatiana Almeida, conta que um dos objetivos do projeto é testar a viabilidade desses testes, que têm custo elevado, dentro da realidade do SUS.

“Nosso objetivo é o diagnóstico, sem dúvida alguma, mas também entender o quanto esse diagnóstico diminui a jornada do paciente e coloca terapias mais efetivas”, disse a médica. 

“O outro cenário é já saber o diagnóstico clinicamente, mas conhecer a variação molecular para aconselhar a família ou mesmo para lançar mão de terapias gênicas. Isso diminui o uso de outros recursos diagnósticos. Então, em vez de mandar a pessoa para ressonância, ou fazer um monte de exames de sangue, faz o sequenciamento, reduz esse tempo, e esse uso de outros recursos diagnósticos.  Se a gente conseguir pegar no começo mesmo, e quando aparecer a primeira hipótese já fazer, vamos talvez conseguir um custo-efetividade maior”, explica.

O coordenador-geral de Ações Estratégicas em Pesquisa do Ministério da Saúde, Evandro Lupatini, reforça que, além da estratégia de diagnóstico, o sequenciamento ajuda a entender a realidade das doenças raras no Brasil.

27/02/2026 - Dia Mundial das Doenças Raras - Evandro Lupatini, coordenador-geral de Ações Estratégicas em Pesquisa do Ministério da Saúde. Foto: Ministério da Saúde/Divulgação
Evandro Lupatini, coordenador-geral de Ações Estratégicas em Pesquisa do Ministério da Saúde - Foto: Ministério da Saúde/Divulgação

“Nossa população é única do ponto de vista de miscigenação. A gente tem uma série de misturas de etnias e isso faz com que a gente seja muito diverso, mas ainda somos um único povo. No momento em que a gente investiga a relação do processo saúde-doença, investiga o nosso DNA, aquilo está dando autonomia e trazendo inovações e descobertas que estão relacionadas só ao nosso povo. Quando a gente pega, por exemplo, bancos de dados genéticos de iniciativas já consolidadas fora do Brasil, esses bancos, eles são de populações muito homogêneas, populações do norte europeu ou da América do Norte. Não tem representação nossa ali, do ponto de vista estatístico e epidemiológico. Por isso é muito necessário que tenhamos nossas pesquisas com o nosso sequenciamento genético para desenvolver ou até aperfeiçoar elementos da política pública, e direcionar tratamentos para serem mais efetivos."

Desde 2014, o Brasil conta com a Política Nacional de Atenção Integral às Pessoas com Doenças Raras no Sistema Único de Saúde, que prevê a organização da rede de atendimento e a ampliação do diagnóstico.

A criação de centros especializados e o investimento em exames genéticos são apontados por especialistas como caminhos para reduzir o tempo até a confirmação da doença e garantir acompanhamento adequado.

No Dia Mundial das Doenças Raras, iniciativas como o Instituto Vidas Raras, a Casa de Saúde Nossa Senhora dos Raros e o projeto Genomas Raros reforçam a importância de ampliar o acesso à informação, ao diagnóstico e ao cuidado especializado.

sexta-feira, 27 de fevereiro de 2026

SINPROESEMMA cobra audiência com governo estadual para avançar nas reivindicações da Campanha Salarial 2026


O SINPROESEMMA protocolou, nesta quarta-feira (25/02), um novo ofício junto ao governo do Maranhão reiterando a necessidade inadiável de uma audiência para discutir a Campanha Salarial 2026.

Embora o governo tenha concedido o reajuste de 10% no Piso Salarial (como cumprimento da Medida Provisória nº 1.334/2026), a direção do SINPROESEMMA alerta que a pauta de reivindicações da categoria é mais ampla que o pagamento e necessita de atenção imediata.

Além disso, a entidade reafirma a necessidade de reunião com a secretária de Estado da Educação, Jandira Dias, e com o governador Carlos Brandão, para que recebam a categoria, representada pelo SINPROESEMMA, e avancem de forma concreta nas reivindicações da Campanha Salarial 2026.

No novo documento, o SINPROESEMMA relembrou o Ofício n° 0002/2026, enviado em 27 de janeiro, e destacou quatro pontos cruciais que ainda não foram atendidos pelo governo estadual:

Correção da Tabela Salarial: O cumprimento do Artigo 30 do Estatuto do Educador, respeitando o interstício de 5% entre as referências para o Professor III.

Descongelamento das Progressões: A regularização e automatização imediata das Progressões por Tempo de Serviço, conforme o Artigo 18 do Estatuto do Magistério.

Concurso Público Já: A realização de certame para todas as áreas (Magistério e Apoio), incluindo a contratação de equipe multidisciplinar (psicólogos, assistentes sociais, fonoaudiólogos, terapeutas ocupacionais e psicopedagogos).

Dignidade Salarial para o Apoio: A equiparação do salário dos profissionais não docentes (vigias e ASGs) ao salário-mínimo nacional, respeitando o Artigo 7º da Constituição Federal.
Postura firme na defesa da categoria

O presidente do SINPROESEMMA, Raimundo Oliveira, afirmou que a entidade manterá uma postura firme na defesa de uma valorização de carreira que alcance todos os trabalhadores e trabalhadoras em educação, do porteiro ao docente.


“O reajuste do piso foi uma conquista da nossa luta e o estrito cumprimento da lei, mas o governo se engana se pensa que vamos aceitar que a valorização pare por aí. A nossa luta é por dignidade real e integral”, destacou o presidente.

Oliveira cobrou que o governo estadual receba a categoria, garantindo todos os direitos, além de melhorar a qualidade da educação na rede pública estadual.

“O governo precisa entender que educação de qualidade se faz com profissionais valorizados em todas as pontas. Não estamos pedindo favores, estamos reivindicando direitos. Queremos essa audiência imediatamente para destravar o concurso público, garantir as progressões automáticas e corrigir essas distorções históricas. A categoria tem pressa e nossa mobilização continuará firme e crescente até que a pauta da Campanha seja atendida”, finalizou.

O SINPROESEMMA aguarda a confirmação da agenda nos próximos dias e convoca a base a permanecer atenta aos chamados da entidade.
Leia o documento completo abaixo:

2026_02_25_12_31_13

Fonte: ASCOM - SINPROESEMMA

Exposição traz influência de Jorge Amado e Carybé em artista italiano


A literatura de Jorge Amado e as obras de Carybé influenciaram o artista plástico italiano Maurizio Ferri de tal forma que ele passou a desenvolver o seu trabalho com imagens que esse universo sugeria. Daí vieram as pinturas baseadas na cultura brasileira, com representações do povo, da música, da culinária, dos povos originários e dos festejos típicos do país.

Os quadros de Ferri estão à disposição do público, na exposição Brasilidades, desde esta quinta-feira (26) no Palácio Tiradentes, sede histórica da Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj), no centro da cidade. Com entrada gratuita, a mostra, que reúne 26 obras em óleo sobre tela, de diferentes momentos da jornada artística de Ferri, fica aberta ao público até 13 de março.

Maurizio Ferri contou, em entrevista à Agência Brasil, que os livros de Jorge Amado e as obras de Carybé o influenciaram muito.

“Sempre acompanhei Jorge Amado e o mestre Carybé que conheci em Salvador e sempre me incentivou a pintar essa temática. Ele me inspirou e me incentivou. Depois, lendo os livros de Jorge Amado. Comecei na Itália nos anos 90”, disse em português com sotaque italiano.

História

O artista, que nasceu em Monselice, cidade italiana da província de Pádua, estudou na Academia de Belas Artes de Veneza, quando ainda gostava muito de Paul Gauguin e Vicent van Gogh. A mudança na pintura foi após começar a ler Jorge Amado. Ferri chegou ao Brasil em 1999 e atualmente divide o seu tempo entre os dois países. “Fico um pouco no Brasil e na Itália e desde que estou morando aqui, já fiz várias exposições. Esta é a primeira vez que faço uma individual. É importante estar no Rio de Janeiro”, disse.


Pintor italiano Maurizio mostra sus obras na exposição Brasilidades no Palácio Tiradentes - Foto Maurizio Ferri/ Arquivo Pessoal

Bastante empolgado com o fato de poder mostrar o seu trabalho no Rio, Ferri comenta a sua temática. “Sou um italiano que ama o Brasil e posso mostrar a temática de um povo simples, o pescador, o canavial, o carnaval. O Brasil enfim”.

A diretora de Cultura da Alerj, Fernanda Figueiredo, disse que o objetivo de apresentar essa exposição no Palácio Tiradentes é atrair a população para conhecer tanto a história do Legislativo, que já é mostrada em visita guiada diária ao prédio, como também a do estado do Rio de Janeiro e do Brasil.


“É abrir mesmo as portas do Palácio Tiradentes para que a população conheça a história do Legislativo e também tenha acesso à diversidade cultural do nosso estado e do país”, afirmou.

Fernanda revelou que a escolha do artista se deu em parte pela força da exposição que ele apresentou à direção do Palácio Tiradentes, com tantas referências a Jorge Amado, que consta do acervo da biblioteca do local e pela diversidade do trabalho.

“A gente o escolheu por ter multiplicidade cultural, representada nas obras dele. São 26 quadros que ele apresenta ali que falam de culinária, de música, de vários elementos que fazem conexão com a diversidade que a gente tem”.

“Essa relação dele com o Brasil, especialmente com o Rio, foi o que aproximou ele da gente. Para nós, é um prazer receber essa exposição e poder mostrá-la ao público”.
Foco

Para a diretora, a gratuidade da mostra é mais um fator de incentivo para a presença do público. “Ser gratuito é o nosso foco principal na cultura do Palácio Tiradentes, para que as pessoas possam vir e democratizar o seu acesso. A gente já tem uma visita guiada diariamente contando a história do Legislativo. A ideia é trazer outras exposições temporárias, como essa do Ferri, para que as pessoas tenham contato com outras formas de cultura”.
Centenário

Fernanda disse que a exposição abre o calendário ano do centenário do Palácio Tiradentes, que será comemorado no dia 6 de maio.



Obra do pintor italiano Maurizio Ferri, em exposição no Palácio Tiradentes - Foto Maurizio Ferri/ Arquivo Pessoal

“A ideia é trazer exposições como essa, além de música, teatro e outras ativações culturais para aproximar a população do Palácio Tiradentes, que completa 100 anos no dia 6 de maio”, relatou.

“A gente vai começar um calendário cultural específico para essa data, e a exposição do Ferri já começa abrindo esse calendário de um ano tão importante”, disse ela.

As visitas à exposição Brasilidades são de segunda a sexta-feira, das 10h às 17h. O Palácio Tiradentes está localizado na Rua Primeiro de Março S/N , no centro da cidade. O acesso para cadeirantes é pela Rua Dom Manuel, s/nº.

Para agendar uma visita guiada ao Palácio Tiradentes só precisa entrar no site da instituição.

ASTRONOMIA É verdade que haverá um alinhamento planetário? A ciência explica


Um fenômeno tem causado curiosidade: o alinhamento planetário, previsto para o período de 18 a 28 de fevereiro. Mas o que, de fato, está acontecendo? A ciência explica. Na verdade, estamos passando por uma configuração dos planetas no zodíaco. Esse é um fenômeno que ocorre quando as órbitas dos planetas do Sistema Solar estão mais ou menos em um mesmo plano. Eles não estarão em linha reta e poderão não estar todos visíveis para serem observados.

A área no espaço em que os planetas estarão supostamente alinhados foi nomeada de faixa zodiacal pela antiga civilização helênica e ela cobre 360 graus no céu da Terra. O primeiro alinhamento ocorreu no dia 20 e envolveu a Terra, Saturno e Netuno. O segundo está previsto para o dia 27 e terá a Terra, Mercúrio e Vênus. De acordo com o astrônomo parceiro do Observatório Nacional Gabriel Hickel, será difícil visualizar o fenômeno porque os dois planetas estão muito próximos e no horizonte poente. A iluminação vai atrapalhar a vista a olho nu. O observatório é uma unidade de pesquisa do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI).

“Quando ficar escuro o suficiente para vê-los, quem quiser observá-los terá que procurar um lugar onde consiga ver o horizonte oeste desimpedido, sem edificações, sem montanhas, sem árvores. É ter a visão plena do horizonte oeste”, disse Hickel.

Cuidado com postagens em redes sociais que colocam os planetas em linha reta, igualmente espaçados e com o mesmo brilho. Essa imagem não condiz com a realidade. O ON fez uma matéria que explica o que é um alinhamento planetário e esclarece o fenômeno corretamente.