sexta-feira, 12 de junho de 2026

Artigo de José Medeiros da Silva: 'Darcy Ribeiro e Portinari: um encontro do povo chinês com a alma brasileira'


Darcy Ribeiro e Portinari aproximam Brasil e China em diálogo cultural sobre identidade, povo .

Por José Medeiros da Silva e J. Renato Peneluppi Jr.*

Em novembro de 2024, os presidentes Xi Jinping e Lula lançaram o Ano Cultural Brasil–China 2026, uma iniciativa que simboliza a convergência entre duas grandes civilizações do Sul Global e reafirma o intercâmbio cultural como ponte estratégica para um futuro comum de cooperação, respeito e aproximação entre os dois países. Hoje, os povos brasileiro e chinês já começam a colher os frutos dessa decisão por meio de uma intensa agenda de atividades, encontros e projetos de cooperação.

Entre as diversas iniciativas culturais brasileiras realizadas na China até o momento, duas nos parecem destinadas a deixar marcas duradouras na forma como o Brasil e os brasileiros serão percebidos e compreendidos pelo povo chinês, inaugurando, assim, uma nova etapa de aproximação entre os dois países.

A primeira foi a publicação, em chinês, de O Povo Brasileiro, de Darcy Ribeiro, pela Chaohua Publishing House (Blossom Press). A obra tem despertado grande interesse na comunidade acadêmica chinesa, especialmente entre aqueles que buscam conhecer o Brasil para além das imagens mais difundidas no exterior. Como observou a tradutora Yan Qiaorong, professora da Universidade de Comunicação da China, em entrevista ao Diário do Povo por ocasião do lançamento do livro em Beijing, em 9 de abril de 2026, “a obra permite que os leitores chineses ultrapassem a imagem superficial de samba e futebol para compreender a essência espiritual e intelectual do povo brasileiro”.


A segunda grande iniciativa cultural é, sem dúvida, a exposição O Brasil de Portinari, inaugurada em 9 de junho de 2026 no Museu Nacional da China, em Beijing, onde permanecerá aberta ao público até 10 de outubro. Reunindo 56 obras de diferentes fases da trajetória do artista, a mostra apresenta ao público chinês pinturas emblemáticas como Os Retirantes, O Mestiço, O Café, Meninos Soltando Pipas e Roda Infantil. Em sua versão chinesa, a exposição recebeu o sugestivo título A Alma do Brasil — Exposição de Arte de Portinari (巴西魂——波尔蒂纳里艺术展).

Nada resume melhor o impacto que essa exposição de Portinari tende a causar no coração do povo chinês do que as palavras de Luo Wenli, diretor do Museu Nacional da China, proferidas durante a cerimônia de inauguração: “No firmamento artístico do século XX, marcado por mestres brilhantes, Candido Portinari ergue-se, sem dúvida, como um dos mais singulares picos espirituais da arte mundial. Em suas obras, a terra vermelha é a cor de fundo, e os trabalhadores, a espinha dorsal: em suas pinceladas condensam-se a respiração da terra brasileira e o destino do seu povo”. E ainda: “Diante de suas pinturas, o público não apenas percebe a textura e o calor daquela terra, mas também se vê profundamente comovido pelo olhar que o artista lança ao horizonte espiritual comum da humanidade. Os monumentais murais Guerra e Paz, criados para a sede das Nações Unidas, há muito transcenderam fronteiras nacionais, tornando-se uma das mais profundas e sinceras aspirações da humanidade pela paz”.

Ao inaugurar a exposição em Beijing, João Candido Portinari, filho do pintor, resumiu com precisão o sentido mais profundo dessa aproximação entre brasileiros e chineses ao afirmar: “Através do olhar atemporal de Candido Portinari, o Brasil e a China se encontram no amor pela terra, no respeito pelos trabalhadores e na fé inabalável na alma humana”.

De certa forma, tanto Darcy, por meio das palavras, quanto Portinari, por meio de pinceladas magistrais, dedicaram suas vidas à compreensão de um mesmo drama, de um mesmo desafio e de uma mesma esperança: a construção de um Brasil mais justo, atento ao bem-estar de seu próprio povo, alegre, criativo e dotado de uma profunda vocação para a fraternidade, o acolhimento e a convivência com os demais povos do mundo.

Ambos integram uma linhagem de grandes intérpretes do Brasil que, com rara acuidade e sensibilidade, souberam tocar dimensões profundas da alma brasileira e captar nosso doloroso, mas também esperançoso, processo de consolidação de um país e de construção de uma identidade nacional.

Esse fazimento da brasilidade, teorizado por Darcy Ribeiro, tem corpo e cor nas telas de Portinari. Em suas pinceladas desfilam muitos dos homens e mulheres que ajudaram a construir o Brasil: os retirantes em busca de vida, marcados pela seca e pela pobreza, tão presentes também em clássicos da literatura brasileira como Vidas Secas, de Graciliano Ramos, e Morte e Vida Severina, de João Cabral de Melo Neto; os trabalhadores que, com sua força e seu labor, produzem riqueza e sustentam a vida nacional, como em O Café; as brincadeiras de criança, que simbolizam a alegria, o afeto, a criatividade e a esperança — pilares que sustentam a epopeia civilizacional brasileira.

Tanto em Darcy quanto em Portinari, temos um olhar alicerçado em uma profunda consciência da condição humana e em um permanente compromisso com a paz, a dignidade e a justiça social. Trata-se, em última instância, da expressão de uma genuína alma humana que pulsa no Brasil.

Por tudo isso, acreditamos que o Ano Cultural Brasil–China 2026 deixará marcas duradouras na forma como o Brasil será percebido e compreendido na China. Ao oferecer ao público chinês novas chaves para compreender a formação histórica, a diversidade cultural e a experiência humana brasileira, esse amplo conjunto de iniciativas contribui para aproximar de maneira profunda e duradoura os nossos povos.

Afinal, quanto mais profundamente nos conhecemos, mais próximos nos tornamos — e é precisamente essa alma brasileira, pulsante nas palavras de Darcy e nas telas de Portinari, que hoje se oferece ao olhar e ao coração do povo chinês.

*J. Renato Peneluppi Jr. é Doutor em Administração Publica na China, advogado e diretor do Conselho de Cidadãos Brasileiros de Beijing.

quinta-feira, 11 de junho de 2026

Raimundo Oliveira celebra avanço no pagamento do Fundef e destaca luta permanente do SINPROESEMMA

"Parabéns a tofos e todas. Seguiremos firmes para garantir que os compromissos assumidos sejam cumpridos até a conclusão desse processo"

O professor Raimundo Oliveira, presidente licenciado do SINPROESEMMA e pré-candidato a deputado federal, comemorou a confirmação do repasse dos recursos do precatório do Fundef das contas da Caixa Econômica Federal para as contas da Secretaria de Estado da Educação (SEDUC), bem como o anúncio do calendário de pagamento do abono destinado aos profissionais da educação maranhense. Para ele, o momento representa mais uma importante conquista da categoria, resultado de uma luta coletiva construída com mobilização, diálogo e acompanhamento jurídico permanente.

Segundo Raimundo Oliveira, a questão dos precatórios do Fundef sempre exigiu atenção redobrada do sindicato e de seus dirigentes. "Essa não é uma luta simples. Cada etapa exige vigilância, acompanhamento técnico e muita responsabilidade. O anúncio do calendário de pagamento é mais uma entrega importante para os trabalhadores e trabalhadoras da educação, fruto da organização da categoria e da atuação firme do SINPROESEMMA em todas as fases desse processo", afirmou.

O dirigente destacou ainda que a conquista reforça a importância da atuação sindical na defesa dos direitos dos profissionais da educação. "A luta dos trabalhadores é uma luta abençoada, mas também exige presença, dedicação e compromisso permanente. Nada acontece por acaso. Cada avanço é resultado da união da categoria e do trabalho incansável realizado pelo sindicato para garantir que os direitos sejam respeitados e efetivamente cumpridos", ressaltou.

Raimundo Oliveira afirmou que o trabalho continuará nos próximos anos para assegurar o pagamento das demais parcelas previstas dos precatórios do Fundef. Ele também defendeu o fortalecimento das pautas educacionais nos espaços de decisão nacional. "Seguiremos firmes para garantir que os compromissos assumidos sejam cumpridos até a conclusão desse processo. A educação é um dos pilares da soberania nacional, da democracia e do desenvolvimento do Brasil. Precisamos ampliar cada vez mais a defesa dessas pautas em todas as instâncias, inclusive no Congresso Nacional", concluiu.

Ciência nuclear brasileira combate poluição por microplásticos


Você já viu uma Unidade Móvel de Demonstração Tecnológica equipada com um acelerador de elétrons de última geração? Sabe para o que ela serve? Esse caminhão utiliza eletricidade para gerar0 energia capaz de quebrar moléculas de poluentes presentes na água, como o microplástico. O líquido contaminado passa pelo feixe de elétrons em alta velocidade e esse bombardeio de energia quebra as moléculas de resíduos químicos. Os materiais são fragmentados em partes tão pequenas e alteradas que perdem sua característica tóxica original, facilitando a limpeza da água antes que ela seja devolvida para a natureza.

Esta é uma grande inovação para o setor produtivo na luta pela redução do impacto da poluição. Por ser uma unidade móvel, a solução chega com facilidade e de forma direta a indústrias e estações de tratamento, demonstrando a eficácia do processo em diferentes locais. O caminhão está em operação e tem capacidade para tratar até 1 milhão de litros por dia.

Foto: Ascom/MCTI

Esse tipo de solução apresenta três grandes vantagens, a começar pela possibilidade de reutilização da água. O processo é puramente físico, o que dispensa o uso de reagentes oxidantes e produtos químicos. E, além disso, a eficiência industrial é comprovada, pois a tecnologia já alcançou o nível de prontidão TRL 7/8, ou seja, já foi testada e aprovada em ambiente operacional real.

A tecnologia foi desenvolvida pelo Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI), por meio do Instituto de Pesquisas Energéticas e Nucleares (Ipen), da Comissão Nacional de Energia Nuclear (Cnen). Essa parceria também rendeu frutos para o desenvolvimento de pesquisas: cientistas utilizam substâncias chamadas traçadores isotópicos, que funcionam como uma etiqueta invisível colocada nas amostras de água.

Isso permite que os pesquisadores saibam exatamente de onde o plástico veio, como ele se move nas correntes marítimas e o local em que se acumula. Esse processo permite ao Ipen analisar amostras de água que cruzam oceanos, ajudando a criar um mapa global da poluição.

Diferentemente do que muitos imaginam, a tecnologia nuclear nesse campo não envolve riscos de radiação para o meio ambiente ou para as pessoas. Ela é utilizada como uma ferramenta de alta precisão nos dois processos. O Brasil hoje opera infraestruturas de ponta que combinam o monitoramento global de microplásticos com a capacidade móvel de descontaminação de águas residuais.

Microplásticos são um desafio para a saúde e a economia

Os microplásticos são partículas de polímeros sintéticos menores que 5 milímetros, que não são retidas pelos sistemas comuns de tratamento de esgoto. O investimento do Governo do Brasil em tecnologia nuclear para combatê-los justifica-se por três riscos principais:Presença na cadeia alimentar: por serem minúsculas, as partículas entram na base da cadeia alimentar (consumidas por pequenos peixes e crustáceos) e progridem até chegarem ao consumo humano, o que impacta a segurança alimentar e as exportações de pescado
Atração de poluentes: na água, essas partículas funcionam como suportes que acumulam substâncias tóxicas, como pesticidas e metais pesados, que aderem a sua superfície. Ao serem ingeridos, os microplásticos transportam esses contaminantes para dentro dos organismos vivos
Riscos biológicos: além dos danos físicos aos tecidos animais, o plástico pode transportar bactérias e outros microrganismos nocivos para novos ecossistemas

Foto: Ascom/MCTI

Monitoramento global em tempo real: Nutec

O Brasil também consolidou sua atuação prática na rede global Nutec (Nuclear Technology for Controlling Plastic Pollution), coordenada pela Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA).

Atualmente, a Cnen, por meio do Ipen, monitora sistematicamente microplásticos em áreas críticas. O trabalho consiste na coleta e análise de amostras para identificar a procedência desses poluentes por meio de traçadores isotópicos.

Esses dados práticos são compartilhados com uma rede internacional de laboratórios, auxiliando o Brasil a formular políticas públicas baseadas em evidências científicas sólidas.

Após luta da categoria e dos estudantes, fica mantido os 50% de royalties do pré-sal


A mobilização em defesa da educação pública conquistou mais uma vitória na quarta-feira (10). O Fundo Social (FS) do Pré-Sal estava sob o risco de ser desviado integralmente para financiar o pagamento de dívidas de produtores rurais, mas articulações da categoria no Congresso e no Planalto garantiram que 50% dos royalties do petróleo permaneçam destinados à educação, conforme prevê a Lei nº 12.858/2013.

A ameaça estava presente no Projeto de Lei 5122, que autoriza a utilização do FS do Pré-Sal como fonte de pagamento de dívidas de produtores rurais. O texto foi votado e aprovado hoje no Senado, mas com a adição de um dispositivo que explicita a reserva de metade do aporte para os projetos de educação.

“Realizamos hoje reuniões, tanto no Governo Federal, no Senado e na Câmara para articular e defender o financiamento da educação pública deste país. Foi um embate direto com o agronegócio, que tentou usurpar os recursos do pré-sal que nós merecidamente conquistamos com a aprovação do Plano Nacional de Educação. Mas nós seguimos firmes, e foi essa luta que garantiu mais uma vitória, que foi a garantia desses 50% hoje”, disse a presidenta da CNTE, Fátima Silva.

Também participaram da agenda a União Brasileira dos Estudantes Secundaristas (UBES), a União Nacional dos Estudantes (UNE), Associação Nacional de Pós-graduandos (ANPG) e o Sindicato dos Professores de Estabelecimentos Oficiais do Ceará (APEOC).

Pré-Sal é do povo

A Lei nº 12.858/2013 consolidou a destinação prioritária do Fundo Social do Pré-Sal para educação e saúde. Posteriormente, a Lei nº 15.164/2025 ampliou a vinculação desses recursos, fortalecendo áreas estratégicas como educação, ciência, tecnologia, cultura, habitação, assistência social e combate às desigualdades.

Além disso, o Plano Nacional de Educação (PNE), sancionado em 2026, garante os resultados de exploração petroleira como fonte de financiamento das metas estabelecidas na Lei, sobretudo no que tange o Programa Nacional de Infraestrutura Escolar (PNIE), criado pelo PNE.

“A parcela da participação no resultado ou da compensação financeira pela exploração de petróleo e gás natural, nos termos da Lei nº 12.858, de 9 de setembro de 2013, será destinada à educação pública, com a finalidade de assegurar o cumprimento da meta de financiamento prevista no PNE, priorizada a infraestrutura da educação básica”, descreve o artigo 18 da Lei 15.388/2026.

Educação blindada

Nesta quarta-feira, a CNTE esteve em reunião com o deputado Moses Rodrigues (UNIÃO-CE) para articular soluções que blindem o financiamento do Sistema e do Plano Nacional de Educação. O parlamentar é relator do PLP 265/2025, que propõe retirar os valores correspondentes às despesas realizadas no âmbito do Programa Nacional de Infraestrutura Escolar da base de cálculo do arcabouço fiscal.

Como o PNIE é financiado pelo Fundo Social do Pré-Sal, é principalmente esse o investimento educacional ameaçado pela aprovação do PL 5122. São menos recursos para garantir transporte escolar, merenda de qualidade, acesso à tecnologia, climatização das salas de aula, material didático e políticas de permanência estudantil em creches, universidades, institutos federais e escolas de ensino técnico-profissional.

“Nos próximos dias será votado o Programa de Infraestrutura da Educação, e é muito importante que a gente siga mobilizado defendendo os recursos do pré-sal para a educação pública”, completou Fátima.

Com informações da Agência Senado

quarta-feira, 10 de junho de 2026

Régina Galeno escreve 'Notas sobre o Amor ao Maranhão'

Professora e pré-candidata
a Deputada Estadual Régina Galeno

Notas sobre o Amor ao Maranhão


Por RÉGINA GALENO*

O amor ao Maranhão nos faz lembrar de ativistas históricos como Martin Luther King, pacifista cristão, que na luta antirracista no século XX, defendeu o amor como um compromisso ativo com a justiça, a empatia e o diálogo, mesmo diante de opressões.

Esse foi o sentimento que me guiou, desde minha iniciação no catolicismo, até minhas descobertas nas leituras de Marx, para quem o amor tem fundamento nas condições materiais e históricas, ou seja, no seu conceito de materialismo histórico e dialético. Portanto, no marxismo, o amor não é visto como um sentimento individualista ou abstrato, mas como uma construção social e política. Ou seja, o amor é revolucionário.

O amor na tradição marxista se manifesta na solidariedade de classe, que serve para criar os laços de pertencimento e responsabilidade coletiva empenhada em promover a emancipação humana e impulsiona a lutar pela soberania e bem-estar do coletivo

É desse amor revolucionário que me preencho ao falar do Maranhão, na luta por um estado de justiça e democracia; pela valorização da cultura; das raízes e do território; por suas comunidades e a sustentabilidade; pela escola e o desenvolvimento social para todas as pessoas.

Falo desse amor ativo, nascido na relação social concreta do nosso povo, histórico pela necessidade de sobrevivência, cujas desigualdades materiais inevitavelmente afetam a forma como as pessoas se relacionam, amam e constroem suas vidas.

A história de cada indivíduo, cidadão maranhense, é a história de sua ancestralidade, seus interesses, suas oportunidades, seu trabalho e, principalmente, sua classe social.

Conforme o Censo 2022, o Maranhão é 3º estado com maior população indígena do Nordeste, mais de 72% vivem dentro de territórios indígenas. Na cultura maranhense, o Bumba-Meu-Boi tornou-se o maior símbolo cultural do estado contendo elementos indígenas, africanos e ibéricos.

Mas, efetivamente, pouco ou nada temos feito em defesa da sobrevivência e da valorização do povo indígena no Maranhão. Essa apropriação simbólica de alguns elementos da cultura indígena e até mesmo das culturas negras e populares, não se reverte na possibilidade de uma inserção sócio-econômica das pessoas pobres e não-brancas. Como conclui o texto "O processo de formação de ‘identidade maranhense’ em meados do século XX", publicado pelo historiador Antonio Evaldo Almeida Barros na Revista Tomo do Programa de Pós-Graduação e Pesquisa em Ciências Sociais da Universidade Federal de Sergipe (UFS), em 2010.

Pensar esse processo simbólico da cultural do nosso povo que foi lutando e se construindo, aparentemente, como resultado natural de sua própria existência, os inúmeros grupos folclóricos, muitas vezes até apadrinhados por político de ocasião, para benefício eleitoral próprio, nos leva a pensar sobre a construção histórica da pobreza do Maranhão.

As contradições do Maranhão se refletem na alegria, fé, hospitalidade e crenças de nossa gente, que segue a enfrentar os desafios de desigualdades e exclusão que marcam suas vidas.

Nesse sentido, pensar num Maranhão justo, democrático e de amor, é lutar por políticas públicas capazes de romper com as desigualdades e exclusões. É lutar por um sistema de lei capaz de ser corajoso e coerente com as pessoas expropriadas do poderio econômico que comanda a exploração da força do trabalho; que possa nos conduzir a um estado de desenvolvimento menos excludente e menos decepcionante para os que dele precisam.

E, principalmente, atravessar as dores desse Maranhão cheio de contradições; é superar qualquer imediatismo e, lutar pelo fortalecimento das formas de representação cultural, social e política portadoras da liberdade e da solidariedade de classe, com caráter transformador e coletivo, dar vida ao que já está socializado em até certo grau e que percorre todo o processo histórico, que seja, o protagonismos das forças progressistas torna-se condição imprescindível graças a sua natureza de ser a semente, que aparece para os trabalhadores como o poder que transcende ao processo de exploração do nosso povo. Precisamos agir buscando nosso próprio objetivo, antecipando o tempo e enfrentar a ruptura com a realidade atual.

*Pedagoga, servidora pública concursada há 30 anos; conselheira do Conselho Estadual de Educação, diretora do SINPROESEMMA e da CTB-MA. Filiada ao PCdoB desde 1988. Pré-candidata a deputada estadual.

URGENTE! Após atuação do SINPROESEMMA, governo anuncia cronograma de pagamento dos precatórios do FUNDEF da rede estadual

Professor Fábio Orlan e o Jornalista Marden Val Ramalho


O Presidente interino do SINPROESEMMA Professor Fábio Orlan anunciou em primeira mão, nesta terça-feira (10), no Programa EDUCAÇÃO É NOTÍCIA, na Rádio Educadora FM Católica 88,3. a informação da entrada dos recursos dos precatórios do FUNDEF nas contas da Secretaria de Estado da Educação e com o respectivo calendário de pagamento. 

Para Fábio Orlan o anúncio representa uma importante conquista dos trabalhadores e trabalhadoras da educação do Maranhão. "O anúncio é resultado de uma longa trajetória de luta, marcada pela mobilização da categoria e pelo acompanhamento permanente realizado pelo SINPROESEMMA em defesa desse direito."., destacou o dirigente sindical.

Ao longo de todo o processo, o sindicato manteve vigilância constante sobre a tramitação dos recursos, cobrando transparência, agilidade e o cumprimento dos compromissos assumidos. A atuação firme da entidade foi fundamental para garantir que esse direito histórico avançasse até sua concretização.

O momento é de reconhecimento à força da organização coletiva dos trabalhadores e trabalhadoras da educação. A conquista reafirma a importância da unidade da categoria e da atuação sindical na defesa dos direitos, demonstrando que a mobilização, o diálogo e a persistência continuam sendo instrumentos essenciais para assegurar vitórias em favor da educação pública e de seus profissionais.", concluiu o Presidente fo SINPROESEMMA professor Fábio Orlan. 

Confira o cronograma oficial de pagamentos:
  • 16/06 (Terça-feira): Pagamento integral dos servidores ativos da rede estadual;
  • 17/06 (Quarta-feira): Pagamento dos servidores aposentados;
  • 18/06 (Quinta-feira): Pagamento dos profissionais desligados (ex-servidores com direito ao rateio proporcional do período de vigência do fundo);
  • 22/06 (Segunda-feira): Início do processamento e liberação do pagamento para os herdeiros dos profissionais falecidos, condicionado ao andamento e à tramitação individual dos processos e alvarás judiciais.


Professor Raimundo Oliveira participa da ordenação presbiteral do Padre Joel de Matos em Itapecuru-Mirim

Raimundo Oliveira e Padre Joel de Matos

O presidente do SINPROESEMMA, professor Raimundo Oliveira, participou da solenidade de ordenação presbiteral do Padre Joel de Matos, realizada em Itapecuru-Mirim. A celebração reuniu familiares, amigos, fiéis e diversas autoridades em um momento marcado pela fé, emoção e espiritualidade.

Ao destacar a importância da cerimônia, Raimundo Oliveira ressaltou o significado da missão sacerdotal para a comunidade cristã. Segundo ele, a ordenação representa um compromisso renovado com os valores da solidariedade, do serviço ao próximo e da promoção da esperança entre as pessoas.

O dirigente sindical também parabenizou o novo sacerdote pela conquista e desejou êxito em sua caminhada religiosa. “Que Deus continue iluminando a missão do Padre Joel de Matos, fortalecendo sua dedicação ao Evangelho e sua atuação junto à comunidade”, afirmou.