terça-feira, 3 de novembro de 2026
Grupo PIAÇABA completa 33 anos com programação cultural, formativa e de valorização da cultura popular maranhense
O Festival reúne oficinas, palestras, capoeira, Tambor de Crioula, quadrilhas juninas, Boi de Zabumba e manifestações tradicionais da cultura maranhense, nos dias 5, 6 e 7 de novembro.
O Maranhão celebra a força de suas tradições populares com a realização do Festival Piaçaba: Arte e Cultura – 33 Anos de Fibra e Resistência, promovido pelo Grupo Piaçaba de Danças e Ritmos do Maranhão. O projeto foi contemplado pelo Edital nº 001/2026/SECMA/PNAB – Fomento Multilinguagens, da Secretaria de Estado da Cultura do Maranhão (SECMA), por meio da Política Nacional Aldir Blanc de Fomento à Cultura (PNAB). A programação acontece nos dias 5, 6 e 7 de novembro, reunindo atividades formativas, apresentações culturais e debates sobre políticas públicas e mecanismos de incentivo à cultura.
Com uma proposta que articula educação, formação artística, ancestralidade e valorização dos saberes populares, o festival reafirma a importância das manifestações tradicionais como patrimônio vivo da identidade cultural maranhense.
A programação começa nos dias 5 e 6 de novembro com a oficina Ritmos Populares do Maranhão, ministrada pelo músico e professor Kayk Ferreira. As atividades serão realizadas em escolas da rede pública, proporcionando aos estudantes vivências musicais e contato com a diversidade dos ritmos e das manifestações populares do estado. No dia 5, a oficina acontece na Escola José Gioecelli Costa, das 8h30 às 11h30. Já no dia 6, será realizada na Escola Sotero dos Reis, no mesmo horário.
O encerramento acontece no dia 7 de novembro, no CEPRAMA – Centro de Comercialização de Produtos Artesanais do Maranhão, localizado no bairro Madre Deus, com uma programação cultural e formativa aberta ao público. A partir das 14h30, o Grupo de Capoeira Mandingueiros do Amanhã abre as atividades, celebrando a capoeira como expressão de ancestralidade, identidade afro-brasileira e resistência.
Às 15h, no auditório do CEPRAMA, será realizada a palestra “Lei de Incentivo e Políticas Públicas Culturais”, com Jeová França e Joãozinho Ribeiro. O encontro propõe um debate sobre os mecanismos de incentivo à cultura, as políticas públicas culturais e as possibilidades de acesso a recursos para o desenvolvimento de projetos e iniciativas culturais.
A partir das 15h30, o público poderá acompanhar apresentações de diferentes grupos e manifestações da cultura popular maranhense. Estão confirmados o Grupo Piaçaba, o Grupo de Capoeira Mandingueiros do Amanhã, o Tambor de Crioula Arte Nossa, a Quadrilha Junina Flor do Amor, o Coco Pirinã, de Mestre Sabujá, o Boi de Mestre Leonardo, e a Escola de Samba Turma do Quinto.
Mais do que uma celebração artística, o Festival Piaçaba representa 33 anos de trajetória, compromisso e resistência por meio da arte e da cultura. A iniciativa fortalece os espaços de transmissão dos saberes tradicionais, incentiva o diálogo entre gerações e contribui para a continuidade das expressões culturais que constituem a identidade do povo maranhense.
Ao promover o encontro entre artistas, mestres da cultura popular, estudantes e comunidade, o Festival Piaçaba reafirma a cultura como direito, memória, educação e instrumento de transformação social.
SERVIÇO
Festival Piaçaba: Arte e Cultura – 33 Anos de Fibra e Resistência
Datas: 5, 6 e 7 de novembro de 2026.
Programação formativa:
· 05/11 – QUINTA - Escola José Gioecelli Costa, das 8h30 às 11h30.
· 06/11 – SEXTA - Escola Sotero dos Reis, das 8h30 às 11h30.
Programação cultural e formativa:
· 07/11 – SÁBADO - CEPRAMA, bairro Madre Deus.
· 14h30 – Apresentação do Grupo de Capoeira Mandingueiros do Amanhã.
· 15h – Palestra sobre Lei de Incentivo e Políticas Públicas Culturais.
· 15h30 – Apresentações culturais.
· 19h – Encerramento.
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Realização: Grupo Piaçaba de Danças e Ritmos do Maranhão
segunda-feira, 2 de novembro de 2026
Economista do Plano Real André Lara Rezende acusa BC de causar rombo fiscal via juros
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| Professor André Lara Resende, |
O artigo de um dos economistas da equipe que elaborou o Plano Real, professor André Lara Resende, tem ganhado destaque nos últimos dias por acusar o Banco Central (BC) de causar desequilíbrio fiscal no Brasil por meio das altas taxas de juros. O especialista defende novas regras para as despesas e os juros no país.


“Acuso o Banco Central de sustentar, em nome de uma teoria anacrônica, a taxa de juros que é a principal causa do desequilíbrio fiscal que diz combater.”
Formado pela PUC do Rio de Janeiro, André Lara Resende tem PhD em economia pelo Massachusetts Institute of Technology (MIT), nos Estados Unidos, além de ter atuado em instituições financeiras no Brasil.
O especialista questiona a teoria econômica defendida pelo mercado financeiro e pelo BC para justificar a taxa Selic em 13,75% ao ano. Segundo ranking da Moneyou, o Brasil tem a taxa de juros real mais alta do mundo.
“Acuso a grande imprensa de repetir, sem exame, que o problema está no gasto primário, quando está nos juros. Acuso os analistas do mercado financeiro de confundir o interesse dos rentistas com a racionalidade econômica.”
Escrito às vésperas do primeiro turno eleitoral, o artigo de André Lara Resende ainda acusou “todos os que, sabendo que juros absurdos inviabilizam o país, preferem o conforto do consenso ao incômodo da verdade”.
O Banco Central justifica os juros elevados, entre outros motivos, devido às pressões inflacionárias e aos déficits fiscais primários nas contas públicas, que é quando as despesas superam as receitas, excluindo os gastos com a dívida.
Segundo a autoridade monetária, os gastos primários maiores que arrecadação pressionam a inflação.
Dívida e déficit públicos
Apesar de reconhecer que o Brasil gasta mal e aloca recursos de forma “irracional”, como nos casos das emendas parlamentares, das vantagens salariais do Judiciário e das isenções tributárias “de toda ordem”, André Lara Resende demonstra que o Brasil tem um déficit fiscal pequeno, entre os menores do mundo.
“Quando se exclui o serviço da dívida, as contas estão praticamente equilibradas. A grande despesa do Estado é com os juros sobre a dívida”, escreveu.
A dívida pública brasileira cresceu de 71,7% do Produto Interno Bruto (PIB) em 2022 para cerca de 82,9% do PIB em agosto de 2026. Para combater esse aumento, analistas do mercado financeiro tem cobrado corte de despesas da União, o que tende a afetar as políticas sociais.
O professor André Lara Resende reconhece que o crescimento da dívida é insustentável, mas destaca que o problema não está nos “gastos primários”, que são as despesas com serviços públicos que o mercado financeiro cobra para reduzir.
“Nos últimos anos, exceto durante a Covid, o resultado primário foi apenas ligeiramente negativo; já o déficit nominal, puxado pelos juros, foi sempre alto e agora aproxima-se de 10% do PIB”, explicou.
“O equilíbrio das contas públicas não é uma condição necessária e nem suficiente para o bom funcionamento da política econômica”, afirmou no artigo publicado no Substack.
André Lara Resende concluiu que a redução da taxa de juros é a solução para o desequilíbrio fiscal no Brasil. Nos últimos 12 meses, os juros consumiram mais de R$ 1,1 trilhão do orçamento ou 8,9% do PIB.
“A economia tem um problema básico: a extraordinariamente alta taxa básica de juros. Um problema que tem solução clara. Só é preciso vencer os preconceitos associados a uma teoria monetária e fiscal anacrônica”, concluiu.
Juros e inflação
O Banco Central sustenta que a atual taxa de juros é necessária para manter a inflação sob controle uma vez que a Selic elevada inibe o crescimento econômico e a demanda, forçando uma queda dos preços.
Os comunicados oficiais do Comitê de Política Monetária (Copom) do BC, responsável por definir a Selic, apontam como fatores que contribuem para inflação e, por isso, justificam os juros altos: o aquecimento da economia e do mercado de trabalho e a trajetória dos gastos públicos.
“O Comitê reafirma a visão de que o esmorecimento no esforço de reformas estruturais e disciplina fiscal, o aumento de crédito direcionado e as incertezas sobre a estabilização da dívida pública têm o potencial de elevar a taxa de juros”, diz a última ata do Copom.
No artigo, Lara Resende questiona a tese de que o BC não tem alternativa para controlar a inflação além dos juros elevados. Para ele, não há mais uma relação inversa entre desemprego e inflação que sugere que o aumento do desemprego, um dos resultados dos juros altos, reduz a inflação.
“A fragilidade conceitual e empírica deste modelo macro convencional que pauta a política dos BCs é tão flagrante que, apesar de ainda dominante e repetido na mídia como verdade incontestável, passou a ser criticado até mesmo pelos economistas mais conservadores”, diz.
Por outro lado, o economista reconhece que a redução dos juros traz um aumento da inflação, mas sustenta que essa é uma relação de “curto prazo” e transitória.
>> Clique aqui e leia a íntegra do texto Eu Acuso: Uma Proposta para Eliminar os Juros Absurdos do ex-diretor do Banco Central e ex-presidente do Banco Nacional de Desenvolvimento Social (BNDES).
Novo regime fiscal e monetário
O especialista que ajudou a elaborar o Plano Real durante o governo de Fernando Henrique Cardoso (FHC) aponta que não há corte de gastos possível que interrompa o crescimento da dívida em relação ao PIB sem uma redução do juro para “em torno da taxa de crescimento nominal da economia”.
Como proposta, André Lara Resende sugere um novo regime fiscal e monetário para o Brasil com um planejamento de metas fiscais e de juros por um período mais longo, de quarto a cinco anos, a serem anunciadas de forma conjunta.
“As metas de inflação seriam anunciadas em conjunto com metas para a taxa básica de juros. O BC se comprometeria a manter a taxa básica num intervalo entre a meta de inflação, 3%, e taxa de crescimento nominal potencial”, explicou.
O especialista acrescenta que a intervenção do BC no mercado de câmbio deve ser necessária para evitar qualquer depreciação mais intensa do real.
“Com reservas internacionais de mais de US$ 350 bilhões, o BC tem munição de sobra para isso”, escreveu.
A menos de uma semana para o Enem 2026, MEC dá dicas aos participantes
A primeira prova do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) de 2026 está marcada para o próximo domingo (8) e o Ministério da Educação (MEC) elaborou uma lista para facilitar a preparação dos mais de 5 milhões de inscritos com itens que devem estar prontos antes da data do exame.


Segundo o MEC, nesta última semana o corpo e a cabeça precisam de previsibilidade e por isso os últimos dias servem para consolidar o que foi estudado e resolver problemas que ainda são possíveis.
O primeiro passo é abrir o Cartão de Confirmação, na Página do Participante, salvar as informações e imprimir uma cópia para levar.
“Esse documento reúne número de inscrição, data, hora, local, língua estrangeira e, quando for o caso, atendimento especializado ou tratamento pelo nome social”.
O ideal é não esperar a véspera para descobrir o local da prova. Clique aqui e saiba como conferir.
O Cartão de Confirmação não serve como identificação para acessar o local da prova. É preciso levar um documento oficial com foto para apresentá-lo no portão.
Se for um documento físico, deve-se conferir se é original e se tem foto e a identificação. Se for digital, abra o documento no aplicativo oficial ou no aplicativo Gov.br; atualize o aplicativo, faça login e teste o acesso antes de cada domingo de prova.
“Não dependa de fotografia, captura de tela, cópia autenticada, carteira de estudante, boletim de ocorrência ou protocolo: esses itens não substituem um documento válido. Levar também um documento físico aceito reduz a sua dependência de bateria, senha e conexão”, orienta o MEC.
Os portões abrem às 12h e fecham às 13h. Depois do fechamento, a entrada é proibida, e a prova começa às 13h30. Por isso é importante ajuste a sua saída ao fuso e às condições da sua cidade. Outra recomendação é testar a rota até o local da prova: digite o endereço no mapa, veja onde é o portão do local de aplicação, quanto tempo de viagem até chegar antes do horário de fechamento dos portões e onde você irá desembarcar. O ideal é salvar o endereço e a rota, para o caso de a conexão falhar.
“Se puder, faça o trajeto antes e procure imagens, pontos de referência e informações de transporte. Se não puder, simule a saída, calcule trânsito, espera e caminhada. Depois, defina uma saída com margem de tempo, sem usar 13h como horário de chegada”.
Para ir ao local da prova é melhor montar uma bolsa ou mochila simples e leve. Só é permitido usar caneta esferográfica, com tinta preta e corpo transparente.
Não deixe a compra para o caminho da prova. Separe mais de uma, teste todas e guarde com o documento e com o Cartão de Confirmação impresso. Leve ainda lanche, água, e medicamentos necessários e um saco simples para lixo.
“Menos objetos, menos decisões: relógio, lápis, borracha, anotações e eletrônicos não podem ficar com você. Tire da bolsa o que não vai usar e siga a orientação do chefe de sala. Escolha uma refeição habitual fácil de abrir e consumir e evite depender de compra perto do local de prova. O lanche e os medicamentos podem ser vistoriados pela equipe de aplicação”, ressalta o MEC.
Clique aqui e leia mais sobre o Enem 2026 na Agência Brasil
Revisão e véspera
De acordo com o MEC, a última semana antes da prova é o momento de revisar pontos onde há erros recorrentes, fórmulas já usadas, conceitos centrais, repertórios já compreendidos e decisões de estratégia.
O ideal é selecionar de três a cinco erros que se repetem, revisar fichas, mapas, fórmulas e flashcards já produzidos.
“Faça blocos curtos de questões e pare a tempo de corrigir, releia sua estratégia de redação e uma proposta já trabalhada e diminua o volume conforme o domingo se aproxima. A revisão deve terminar com uma sensação de fechamento, não com uma lista ainda maior de dívidas”.
Na véspera, a revisão deve encerrar mais cedo e se um tema ainda gerar receio, use uma explicação curta e algumas questões representativas, mas se não for possível, é necessário aceitar o limite, que também faz parte de toda a preparação.
“A véspera serve ainda para conferir documentos, caneta, alimentação, rota, horário de saída, separar roupa confortável e adequada ao clima e descansar respeitando o horário que definiu para ter uma boa noite de sono”, destaca o MEC.
A véspera serve para fechar pontas, não para medir coragem. Defina um horário para encerrar a revisão, confira a bolsa e volte à rotina que costuma ajudar você a desacelerar.
Se o sono não vier perfeito, não acrescente pânico ao cansaço: uma noite imperfeita não apaga a sua preparação.
Da pesquisa ao debate científico, CNPq investe R$ 20 milhões em eventos no Brasil
A troca de experiências entre pesquisadores, compartilhamento de descobertas e contato com novas tecnologias são fundamentais para a construção do conhecimento científico. Congressos e encontros especializados permitem apresentar resultados de pesquisas, discutir desafios e estabelecer conexões entre instituições e especialistas. Esses espaços também contribuem para aproximar a ciência da sociedade e ampliar o acesso ao conhecimento produzido no país.
Para apoiar essas atividades, o Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI), por meio do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), recebe propostas Chamada Pública nº 34/2026 — Auxílio à Promoção de Eventos Científicos, Tecnológicos e/ou de Inovação (ARC). O edital prevê R$ 20 milhões para financiar eventos de grande porte, presenciais ou híbridos, em todas as áreas do conhecimento. As inscrições seguem abertas até 4 de dezembro.
Os eventos devem contribuir para pelo menos um dos quatro eixos da Estratégia Nacional de Ciência, Tecnologia e Inovação (ENCTI) 2024–2034, além de promover ações de educação, popularização ou divulgação científica para diferentes públicos.
Ascom/MCTIQuem pode participar
Podem apresentar propostas pesquisadores com doutorado, currículo Lattes atualizado e vínculo formal com uma instituição executora cadastrada no CNPq. O interessado deve ser coordenador do projeto e integrar a comissão organizadora do evento. O vínculo institucional não precisa ser empregatício, desde que seja formalmente comprovado, conforme as regras do edital.
A chamada prevê eventos de abrangência nacional, internacional ou mundial. Encontros locais, regionais, de pequeno ou médio porte não são elegíveis.
O financiamento está dividido em três linhas. A primeira contempla eventos mundiais promovidos por associações ou sociedades científicas e tecnológicas de atuação global, com apoio de até R$ 200 mil. A segunda atende eventos tradicionais nacionais ou internacionais, com histórico mínimo de cinco anos, quando organizados por associações científicas, ou dez anos, quando promovidos por unidades de instituições científicas e tecnológicas. O limite também é de R$ 200 mil.
Já a terceira linha apoia eventos nacionais ou internacionais com histórico inferior a esses períodos, com financiamento de até R$ 150 mil. Para o enquadramento, considera o tempo transcorrido desde a primeira edição, e não a quantidade de edições realizadas.
Os recursos podem custear passagens e diárias de conferencistas, locação de espaços e equipamentos, serviços de tradução, materiais gráficos, publicação de anais e transmissão das atividades. Também está previsto apoio à participação de estudantes em eventos internacionais realizados no Brasil, respeitados os limites e as condições do edital.
Não são permitidas despesas com alimentação, coquetéis, apresentações artísticas, salários e taxas administrativas, entre outras restrições previstas na chamada.
Como apresentar a proposta
As inscrições devem ser feitas exclusivamente pela Plataforma Integrada Carlos Chagas, até 4 de dezembro. O pesquisador deve preencher o formulário eletrônico e anexar um documento em PDF com o histórico do evento, programação preliminar, público-alvo, orçamento, equipe organizadora e atividades de divulgação científica.
A proposta também deve indicar sua relação com a ENCTI 2024–2034 e justificar como o encontro contribui para os objetivos da Estratégia. Os quatro eixos contemplam o fortalecimento do Sistema Nacional de Ciência, Tecnologia e Inovação, a reindustrialização em novas bases, a soberania nacional e o desenvolvimento social.
A avaliação considera a relevância científica do evento, seu potencial de impacto e alcance, a experiência do pesquisador responsável e a adequação do orçamento. Cada proponente pode apresentar apenas uma proposta válida e deve verificar o enquadramento correto antes do envio.
O edital completo, os critérios de participação e as orientações estão disponíveis na página oficial da Chamada CNPq nº 34/2026.
sábado, 31 de outubro de 2026
São Luís recebe segunda edição do Circuito Rede & Cultura nos dias 4 e 5 de novembro
Encontro promovido pelo Ministério da Cultura, Sebrae e Instituto BR reúne agentes culturais para discutir cooperação, organização coletiva e fortalecimento das redes culturais, com mesas temáticas e oficinas práticas.
SÃO LUÍS (MA) – Nos dias 4 e 5 de novembro de 2026, São Luís recebe a segunda edição do Circuito Rede & Cultura – Edição São Luís/MA, iniciativa da Rede de Cultura e Economia Criativa realizada pelo Instituto BR Arte, como Comitê de Cultura, em articulação com o Ministério da Cultura e o Sebrae. A programação dá continuidade às atividades desenvolvidas na capital maranhense em maio deste ano, fortalecendo o diálogo entre agentes culturais, coletivos, associações e instituições em torno da colaboração, da organização coletiva e do desenvolvimento dos territórios.
Com o tema “Ideias que conectam, territórios que prosperam: ninguém cria sozinho — a força dos grupos, coletivos e redes na cultura”, o encontro propõe espaços de diálogo, troca de experiências e formação prática, buscando ampliar as possibilidades de cooperação entre iniciativas culturais e estimular novas estratégias de atuação em rede.
A programação será realizada em dois espaços do Centro Histórico de São Luís. No dia 4 de novembro, das 14h às 18h, as atividades acontecem no Auditório da Biblioteca Pública Benedito Leite, na Praça do Panteon, com credenciamento e mesa-redonda de abertura. No dia 5 de novembro, das 8h às 18h, o encontro será realizado na Associação Cultural Os Caras de Onça, também conhecida como Fábrica de Artes, localizada na Rua da Estrela, nº 614, com mesas temáticas e oficinas práticas.
Abertura debate a força das redes na cultura
No primeiro dia, após o credenciamento, das 14h às 15h, será realizada a mesa-redonda “Ninguém cria sozinho: a força dos grupos, coletivos e redes na cultura”, das 15h às 18h, com mediação do consultor em redes colaborativas André Lobão.
O debate contará com participações institucionais do Comitê de Cultura do Maranhão, do Conselho Municipal e de representantes do Programa Cultura Viva, incluindo os Pontos de Cultura Grupo IESTI e Laborarte. A atividade pretende destacar a importância da articulação entre fazedores de cultura, do fortalecimento das iniciativas coletivas e da construção de estratégias colaborativas para ampliar a atuação cultural nos territórios.
Mesas temáticas discutem cooperação e organização coletiva
No dia 5 de novembro, a programação começa às 8h, com o credenciamento dos participantes. Das 9h30 às 12h30, serão realizadas duas mesas temáticas, voltadas ao compartilhamento de experiências e à reflexão sobre os diferentes formatos de organização coletiva no campo cultural.
A primeira mesa, “Redes que funcionam: experiências de cooperação entre fazedores de cultura”, será facilitada por André Lobão e abordará experiências de articulação, colaboração e construção de redes entre agentes culturais.
A segunda, “Grupo, associação ou cooperativa: qual formato serve para o nosso coletivo?”, terá facilitação da designer social Jaana Pinheiro e discutirá possibilidades de organização e formalização de grupos e iniciativas culturais, considerando suas características, necessidades e objetivos.
Após o intervalo para almoço, das 12h30 às 13h30, a programação da tarde será dedicada à formação prática, com duas oficinas simultâneas, das 13h30 às 18h.
Oficinas práticas estimulam a produção coletiva e a comunicação cultural
A oficina “Produzindo juntos: planejamento de uma feira ou evento coletivo”, conduzida pela produtora cultural Isa Leite, propõe o compartilhamento de ferramentas e estratégias para planejar e organizar eventos colaborativos, estimulando a cooperação entre grupos e iniciativas culturais.
Já a oficina “Comunicação comunitária e cultura digital: formação prática para produção de conteúdos sobre iniciativas culturais”, facilitada pelo consultor em Negócios e Marcas Elber Abreu, será dedicada à experimentação de ferramentas e estratégias de comunicação, com foco na produção de conteúdos e na ampliação da visibilidade das iniciativas culturais.
A proposta do Circuito Rede & Cultura é fortalecer os vínculos entre agentes culturais, incentivar a circulação de conhecimentos e contribuir para a criação de novas oportunidades de cooperação, desenvolvimento e sustentabilidade para a cultura e a economia criativa no Maranhão.
SERVIÇO
Evento: Circuito Rede & Cultura – Edição São Luís/MA
Tema: Ideias que conectam, territórios que prosperam: ninguém cria sozinho — a força dos grupos, coletivos e redes na cultura
Data: 4 e 5 de novembro de 2026
Realização: Instituto BR Arte, como Comitê de Cultura, em articulação com o Ministério da Cultura e o Sebrae.
04 de novembro (quarta-feira)
Horário: 14h às 18h
Local: Auditório da Biblioteca Pública Benedito Leite
Endereço: Praça do Panteon, Centro, São Luís/MA
Programação: Credenciamento e mesa-redonda de abertura.
05 de novembro (quinta-feira)
Horário: 8h às 18h
Local: Associação Cultural Os Caras de Onça (Fábrica de Artes)
Endereço: Rua da Estrela, nº 614, Centro, São Luís/MA
Programação: Credenciamento, mesas temáticas e oficinas práticas.
Inscrições: Consulte o link disponível na bio do Instagram do Instituto BR: @instituto.br.
quarta-feira, 28 de outubro de 2026
Afastamentos por vício em jogos cresceram 5 vezes em três anos
O número de trabalhadores brasileiros afastados temporariamente do trabalho por causa de transtorno associado ao vício de jogo aumentou cinco vezes entre 2023 e 2025. O dado é do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE).


A análise considerou os benefícios por incapacidade temporária concedidos pelo Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) e que tinham o código de doença relacionado à ludopatia, que é o comportamento compulsivo de jogar. Essa compulsão se refere a qualquer tipo de jogo, mas a maioria dos casos está relacionada às apostas online.
Em 2023, 67 pessoas com a doença foram afastadas do trabalho. Em 2024, o número subiu para 157 e em 2025 alcançou 361. De acordo com os dados, a maioria desses trabalhadores era homem (71%) e na faixa etária entre 30 e 39 anos (44,1%).
Fim das bets
Nos últimos anos, o vício em jogos em plataformas de apostas online, conhecidas como bets, foi responsável por uma verdadeira epidemia de saúde pública e empobrecimento da população.
Em 25 de setembro deste ano, o governo federal proibiu a exploração, a oferta, a intermediação e a publicidade de apostas online no país.
Fonte: EBC com informações do Ministério do Trabalho em Emprego
Unesco reconhece três locais de memória da escravidão e da resistência negra no Brasil
O Brasil ampliou sua presença na Rede de Lugares de História e Memória relacionados à Escravidão e ao Tráfico de Pessoas Escravizadas, da Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco). Anunciada na sexta-feira (23), a inclusão do Cais do Valongo, no Rio de Janeiro (RJ), da Sociedade Protetora dos Desvalidos, em Salvador (BA), e da Serra da Barriga, em União dos Palmares (AL), representa um novo reconhecimento internacional da importância desses territórios para a preservação da memória da população negra e de sua contribuição à formação histórica e cultural brasileira.
Com a incorporação dos três espaços, o país passa a contar com seis representantes na iniciativa, criada em 2024 para promover a conservação de locais associados à escravidão, ao tráfico de pessoas escravizadas e às diferentes formas de resistência ao sistema escravista.
Para a ministra da Cultura, Margareth Menezes, o reconhecimento reforça a importância de preservar a memória afro-brasileira e garantir que as histórias de luta e resistência da população negra sejam conhecidas pelas próximas gerações.
“Preservar a memória do povo negro é reconhecer a força de quem ajudou a construir a identidade cultural do nosso país. Esses espaços carregam histórias de dor, mas também de coragem, resistência e transformação. O reconhecimento da Unesco reafirma que a nossa ancestralidade precisa ser valorizada, respeitada e transmitida às futuras gerações. Cuidar desse patrimônio é também enfrentar o racismo, combater o apagamento histórico e garantir que a cultura afro-brasileira ocupe o lugar de reconhecimento que merece na história do Brasil”, ressalta.
Territórios de memória e resistência
Localizado na região portuária do Rio de Janeiro, o Cais do Valongo é um dos mais importantes testemunhos materiais do tráfico transatlântico de africanos escravizados. Construído em 1811, o espaço recebeu centenas de milhares de pessoas trazidas à força do continente africano. Seus vestígios arqueológicos foram identificados em 2011, e o sítio recebeu o título de Patrimônio Mundial da Unesco em 2017.
Em setembro de 2025, o local também foi reconhecido como patrimônio histórico-cultural afro-brasileiro pela Lei nº 15.203, que estabelece diretrizes para sua proteção e preservação. O Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), autarquia vinculada ao Ministério da Cultura (MinC), integra as ações de conservação e gestão compartilhada do sítio arqueológico.
Na Bahia, a Sociedade Protetora dos Desvalidos representa a trajetória de organização coletiva e solidariedade da população negra. Fundada no século XIX, em Salvador, a instituição surgiu como espaço de apoio mútuo e proteção social, tornando-se referência histórica das estratégias de resistência e fortalecimento comunitário diante das desigualdades produzidas pela escravidão e de seus desdobramentos.
Já a Serra da Barriga, em União dos Palmares, preserva a memória de uma das mais emblemáticas experiências de resistência à escravidão no Brasil: o Quilombo dos Palmares. O território, associado às trajetórias de lideranças como Zumbi e Dandara dos Palmares, abriga o Parque Memorial Quilombo dos Palmares, espaço dedicado à valorização da ancestralidade africana e à transmissão dos conhecimentos relacionados à história quilombola.
O parque está sob gestão da Fundação Cultural Palmares (FCP), entidade vinculada ao MinC, que desenvolve iniciativas de preservação do patrimônio afro-brasileiro, difusão cultural e valorização da memória da população negra. A Serra da Barriga também é reconhecida como patrimônio cultural brasileiro, com proteção do Iphan.
Preservação da memória para as futuras gerações
Instituída no âmbito do Programa Rotas dos Povos Escravizados, da Unesco, a rede internacional busca fortalecer a proteção de lugares históricos associados à escravidão e às experiências de resistência, além de promover o intercâmbio de conhecimentos, a cooperação entre instituições e o desenvolvimento de atividades educativas.
A proposta também incentiva a participação das comunidades relacionadas aos territórios reconhecidos, contribuindo para a valorização das narrativas históricas e para a ampliação do conhecimento sobre as consequências do tráfico transatlântico e da escravização de africanos e seus descendentes.
Antes das novas inclusões, o Brasil já integrava a iniciativa com o Museu da Inconfidência, em Ouro Preto (MG), o Museu Casa da Hera, em Vassouras (RJ), e o Museu da República, na capital fluminense.
A apresentação das candidaturas brasileiras à rede é coordenada pela Comissão Nacional para a Unesco, vinculada ao Ministério das Relações Exteriores (MRE). Em nota oficial, o governo brasileiro celebrou o reconhecimento dos três espaços e ressaltou sua relevância para a preservação da memória histórica, a valorização da resistência da população negra e a promoção de iniciativas educativas.
A ampliação da participação brasileira na rede internacional também evidencia a importância das políticas de preservação do patrimônio cultural, da promoção da diversidade e do reconhecimento das contribuições dos povos africanos e afro-brasileiros para a construção da identidade nacional.
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