sábado, 27 de junho de 2026

Professor Raimundo Oliveira reforça compromisso com a cultura e a construção de um Maranhão mais forte

Raimundo Oliveira em São Bernardo 

O professor Raimundo Oliveira cumpriu mais uma extensa agenda de compromissos pelo Maranhão, percorrendo importantes regiões do estado e reafirmando o compromisso com o diálogo, a valorização da cultura e o fortalecimento de um projeto coletivo voltado para o desenvolvimento maranhense.

 Raimundo Oliveira é recebido em festa  popular no Maiobão 

A programação incluiu visitas à região do Baixo Parnaíba, passagem pelos Lençóis Maranhenses e foi encerrada em São Luís e no Maiobão, em Paço do Lumiar onde o professor participou de uma importante manifestação da cultura popular maranhense, destacando a relevância das tradições culturais para a identidade do povo do estado.

Brincadeiras marcam forte devoção

“Agradeço à minha amiga Professora Mercês a calorosa acolhida e a oportunidade de participar dessa festa de devoção da cultura popular maranhense.   Valorizar a nossa cultura também faz parte do projeto que estamos construindo. Preservar as tradições, incentivar os artistas e fortalecer as manifestações culturais é investir na identidade, na memória e na história do nosso povo”, afirmou Raimundo Oliveira.


O educador ressaltou ainda que o diálogo permanente com a população tem sido um dos pilares da caminhada que faz, construindo sua précandidatura a Deputado Federal em todo o Maranhão. “Seguimos firmes, ouvindo as pessoas, fortalecendo esse projeto coletivo e renovando o compromisso de representar, na Câmara Federal, os trabalhadores e trabalhadoras da educação e todos aqueles que acreditam em um Maranhão mais forte, justo e desenvolvido”, declarou.


Ao final da agenda, Raimundo Oliveira reforçou a importância da participação popular na construção de propostas para o estado. “Vamos juntos fazer a diferença, construindo caminhos que valorizem nossa gente, nossa cultura e garantam mais oportunidades para todos os maranhenses”, concluiu.

Régina Galeno aborda em artigo "Notas sobre o Amor ao Maranhão e a Educação"

""Reafirmamos a necessidade de centrar a luta pela Educação Pública enquanto direito constitucional", escreve Régina Galeno

Por RÉGINA GALENO*

O amor ao Maranhão e o amor à educação nasceram de uma enorme vontade de mudar o mundo, já que “amar e mudar o mundo me interessa mais!” como na música "Alucinação", de 1976, do cantor e compositor Belchior.

Assim nasceu minha incursão pelo curso de Pedagogia da Universidade Federal do Maranhão (UFMA), no final da década de 1980, seguindo por toda minha trajetória profissional. Fiz da educação minha militância na luta contra todas as mazelas que assolam as classes populares, que precisam da escola pública.

No final da década de 1980, o Brasil transitou numa complexa conexão entre as velhas expressões da ditadura empresarial-militar implementada a partir do golpe de 1964, o processo de redemocratização da sociedade brasileira e o acúmulo de tensões que tiveram reforço com a Constituição de 1988.

Os movimentos pela democratização da educação e universalização da escola pública, no processo de promulgação da nova Lei de Diretrizes e Bases da Educação, foram a resistência para manter nos limites impostos pela particularidade do capitalismo brasileiro, que nos anos 1990 foram marcados pelo forte embate contra as políticas neoliberais e a defesa da escola pública. Esse enfrentamento impactou a concepção e aprovação da legislação educacional.

O Maranhão, sob o capitalismo, é marcado por desenvolvimento desigual e fortes contradições, caracterizando-se em grandes infraestruturas portuárias (como o Porto do Itaqui) e o agronegócio exportador, que convivem com os piores indicadores sociais do país.

Na educação, no imperativo de sujeitar as aspirações na produção de riqueza, como explica Mészaros:2008, “o sistema de ensino maranhense segue pressionado a formar mão de obra barata e básica para atender às demandas das grandes corporações e do agronegócio, limitando o desenvolvimento de uma educação emancipadora e tecnologicamente avançada para a maioria da população, principalmente em razão de espaços de disputa de políticas educacionais, cuja concentração de capital nas mãos de poucas elites impede a universalização de uma infraestrutura escolar de qualidade no interior e nas zonas rurais, onde a pobreza é mais aguda, gerando altas taxas de evasão escolar para as classes de baixa renda”.

Como vamos promover a formação profissional dos nossos jovens e adultos, centrada na dignidade humana, num estado não industrializado, assentado em um modelo econômico agroexportador, cuja economia nos municípios é mantida pela administração pública e políticas sociais ou de aposentadorias, baseada no consumo e não na produção. A agricultura maranhense ainda é em grande parte de subsistência. Não conseguimos aliar um projeto de desenvolvimento sustentável, verde e aplicável ao nosso sistema escolar, de modo a termos a expansão da agricultura familiar no estado. A pedagogia da alternância vivenciada nas nossas escolas familiares rurais, cujo currículo inclui técnicas de agricultura familiar, agroecologia, sustentabilidade e cooperativismo, conceitos que contribuem com a formação de jovens nas comunidades para melhorar a produtividade nas lavouras e impulsionar a economia solidária e o desenvolvimento local nas zonas rurais, fica à margem de qualquer projeto de educação oficial. Torna-se oficioso, a depender da pouca vontade política do político de plantão, sempre pendurada em colaboração financeira longe da compreensão de sua importância e das possibilidades de ser celebrada, enquanto projeto político de educação num estado que possui a maior população rural do Brasil e a agricultura familiar enquanto economia no campo maranhense.

Precisamos incluir as condições de vida em que a educação ocorre para que possamos resolver a desigualdade e a pobreza na educação.

Apenas na extrema pobreza, o índice afeta cerca de 12,2% dos maranhenses. Isso equivale a aproximadamente 3,6 milhões de pessoas vivendo abaixo da linha da pobreza no estado (https://seg.ma.gov.br/noticias/maranhao-reduz-taxa-de-pobreza-extrema-aponta-fundacao-getulio-vargas).

Educação e pobreza, enquanto desigualdade social, não parecem invisibilizadas nas nossas escolas, mas são. Falta-nos coragem para dizê-lo e entendê-lo enquanto injustiça social. O reconhecimento da pobreza na escola é entender a importância da luta pelo direito à educação pública de qualidade.

Essa luta, passa por ter um sistema educacional não excludente, que encontre as desigualdades causadas pelo nosso modelo econômico e garanta à população trabalhadora, filhos da escola pública uma educação de qualidade, cívica, humanizada, tecnológica, emancipadora, inclusiva, solidária e democrática, que na correlação de forças entre capital e trabalho acolha a demanda por melhores condições de vida. Claro que uma educação assim, democrática, perpassa pela atuação do Estado, que chega à população por meio da prestação de serviços por funcionários públicos valorizados, que atuem num sistema de proteção dos direitos de negros, indígenas, meninas, deficientes, viabilizado por um sistema educacional capaz de enfrentar as causas historicamente originadas na exclusão dos trabalhadores no processo educacional do Maranhão.

Assim, reafirmamos a necessidade de centrar a luta pela Educação Pública enquanto direito constitucional, sendo ponto de partida, por meio do qual seja possível, unificando a classe trabalhadora, ativar as forças educacionais de resistência, que conscientes dos desafios possam barrar a lógica de exclusão do sistema educacional.

*Pedagoga, servidora pública concursada há 30 anos; conselheira do Conselho Estadual de Educação, diretora do SINPROESEMMA e da CTB-MA. Filiada ao PCdoB desde 1988. Pré-candidata a deputada estadual.

Arraial da Educação e Sinproesemma nas Férias garantem diversão em dobro para educadores e suas famílias


O mês de julho será marcado por muita alegria, cultura e confraternização para os trabalhadores e trabalhadoras em educação filiados ao Sinproesemma. Nos dias 4 e 5 de julho, a sede social do Sinproesemma, localizada na Estrada de Ribamar, será palco de uma programação especial que reunirá o tradicional Arraial da Educação e o Sinproesemma nas Férias, proporcionando diversão em dobro para educadores e seus familiares.

Durante os dois dias de evento, o público poderá desfrutar de uma vasta programação cultural e recreativa, com atrações para todas as idades. A criançada contará com brinquedos infláveis, brincadeiras lúdicas, piscina e distribuição de guloseimas. Já os adultos poderão prestigiar apresentações culturais, shows musicais, cacuriá, dança portuguesa e grupos de bumba meu boi, valorizando as tradições maranhenses em um ambiente de lazer e integração.

Para a secretária de Cultura do Sinproesemma, Jori Mary, a união dos dois eventos fortalece o compromisso do sindicato em promover momentos de convivência e bem-estar para a categoria.

“Este ano preparamos uma programação especial, reunindo o Arraial da Educação e o Sinproesemma nas Férias em um único momento de celebração. Será uma oportunidade para que os educadores e suas famílias aproveitem juntos atividades culturais, lazer e muita diversão. Estamos organizando tudo com muito carinho para receber nossa categoria e proporcionar momentos inesquecíveis”, destacou Jori Mary.

O presidente em exercício do Sinproesemma, Fábio Orlan, ressaltou que os eventos já fazem parte do calendário cultural do sindicato e representam importantes espaços de valorização dos trabalhadores em educação.

“O Arraial da Educação e o Sinproesemma nas Férias já estão incorporados às atividades culturais do sindicato e são aguardados com grande expectativa pelos nossos associados. Além de celebrar nossa cultura, esses eventos fortalecem os laços de união entre os educadores e suas famílias, reafirmando o compromisso do Sinproesemma com a valorização da categoria também por meio do lazer, da cultura e da convivência. Aproveito para convidar todos os filiados e filiadas a participarem dessa grande festa, que promete reunir tradição, cultura, entretenimento e muita alegria em dois dias de programação especial”, afirmou Fábio.

Estados lançam editais e efetivam convênios locais da Ação Arte e Cultura em Tempo Integral

São 346 municípios atendidos, 604 escolas contempladas e 123.325 estudantes impactados

A Ação Arte e Cultura na Educação em Tempo Integral, iniciativa conjunta do Ministério da Cultura (MinC) e do Ministério da Educação (MEC), avança em mais uma etapa de execução nos estados. Dos 24 estados que aderiram à primeira edição e formalizaram convênios com o MinC, Mato Grosso do Sul, Acre, Amapá, Maranhão, Paraíba, Roraima e Rondônia já lançaram editais. Os demais estão em fase de finalização dos procedimentos administrativos.

Com investimento federal de R$ 27 milhões e contrapartida dos estados, a ação prevê alcance expressivo no território nacional, com 346 municípios atendidos, 604 escolas contempladas e 123.325 estudantes impactados. A iniciativa é fruto de Acordo de Cooperação Técnica entre os ministérios e fortalece a pauta federativa com a implementação de atividades formativas que buscam integrar ações artístico-culturais ao cotidiano das escolas públicas de tempo integral.

Os projetos apresentados pelas secretarias estaduais de Cultura e de Educação proporcionam uma implementação diversificada e estratégica, funcionando como um conjunto de “laboratórios territoriais” para experimentação de modelos que poderão orientar a expansão futura do programa.

Para o secretário de Formação Artística e Cultural, Livro e Leitura do MinC, Fabiano Piúba, a ação reafirma a integração entre cultura e educação e fortalece a articulação federativa com estados e municípios.

“Essa é uma ação intersetorial, que integra as políticas de cultura e educação por meio do Ministério da Cultura e do Ministério da Educação, também em uma perspectiva federativa do Sistema Nacional de Cultura com estados e municípios, por meio das secretarias estaduais de Cultura e Educação. A iniciativa insere a arte e a cultura no processo de ensino e aprendizagem das nossas crianças, na perspectiva da melhoria dos índices da educação básica, mas também da formação dos repertórios críticos e criativos dos estudantes das escolas públicas de tempo integral do Brasil”, destacou o secretário.

Criada no âmbito do Programa Escola em Tempo Integral e institucionalizada por meio das Portarias interministeriais MEC/MEC nº 6 e nº 7, de 2025, a iniciativa oferece apoio técnico e financeiro para que estados promovam ações artísticas e culturais nas escolas, fortalecendo o desenvolvimento integral dos estudantes, com ênfase na diversidade cultural brasileira.

Foco em inclusão e diversidade cultural

A Ação Arte e Cultura na Educação em Tempo Integral estrutura suas atividades a partir de múltiplos eixos temáticos, com forte compromisso com inclusão e diversidade. Entre os principais temas presentes nos planos de trabalho estão:História e cultura afro-brasileira e indígena, eixo obrigatório;
Promoção da leitura e escrita criativa;
Atividades em ambientes culturais fora da escola;
Residências artísticas e aprendizado com artistas e mestres da cultura;
Audiovisual e cinema.

Além disso, a política estabelece como eixo transversal obrigatório a cultura do acesso e os direitos culturais das pessoas com deficiência, reforçando a necessidade de acessibilidade em todas as etapas da implementação.

Outro destaque é o atendimento a modalidades específicas da educação básica, com ações voltadas a escolas do campo, indígenas, quilombolas e bilíngues para surdos, distribuídas em diferentes regiões do país.

Próximos passos e expansão

A iniciativa segue um cronograma estruturado. Após a submissão das propostas em outubro de 2025, foram celebrados convênios dos estados com o MinC, entre novembro e dezembro do mesmo ano. A realização dos editais ou subconveniamentos estaduais ocorre no primeiro semestre de 2026, e a chegada às escolas está prevista para o segundo semestre de 2026.

Mais do que ampliar a jornada escolar, a Ação Arte e Cultura na Educação em Tempo Integral, no escopo do Programa Escola em Tempo Integral, propõe uma transformação no modelo educacional brasileiro, incorporando a arte e a cultura como dimensões essenciais da formação humana.

“Quando a arte e a cultura entram no cotidiano da escola, elas deixam de ser atividade complementar e passam a constituir a própria formação dos estudantes. É essa a aposta da ação: afirmar a dimensão cultural como parte indissociável da educação integral, e não como um acréscimo ao tempo integral”, afirmou Rafael Maximiniano.

Ao articular os temas com desenvolvimento social, a iniciativa reafirma o compromisso do Estado brasileiro com uma educação integral, inclusiva e conectada à diversidade cultural do país, agora em plena fase de execução nos estados, com editais já lançados e parcerias em construção.

sexta-feira, 26 de junho de 2026

REGIONAL SINPROESEMMA de Zé Doca une esporte, educação e luta e promove Campeonato de Futsal


O campeonato de Futsal da Regional de Zé Doca teve abertura neste final de semana com a realização da partida inaugural no município de Luís Domingues. A competição reúne equipes formadas por trabalhadores em educação dos municípios que integram a regional e promove a integração dos educadores por meio do esporte, do lazer e da confraternização.


O campeonato está dividido em duas chaves, nas quais as equipes disputarão partidas entre si. Ao final da fase classificatória, os melhores colocados de cada chave garantem vaga na grande final, que irá acontecer no mês de agosto, também na cidade de Luís Domingues.


A iniciativa faz parte das ações desenvolvidas pelo Sinproesemma para fortalecer os laços entre os trabalhadores em educação, incentivando a prática esportiva, a qualidade de vida e a união da categoria.

“O esporte é uma importante ferramenta de integração e fortalecimento da nossa categoria. Este campeonato foi pensado para proporcionar momentos de lazer, amizade e confraternização entre os trabalhadores em educação, valorizando aqueles que constroem diariamente a educação pública em nosso estado”, pontuou Maelson da Silva, secretário de Esporte e Lazer do Sinproesemma.

Secretário de Comunicação do Sinproesemma e coordenador do Núcleo de Nova Olinda do Maranhão, professor Gerrá

O secretário de Comunicação do Sinproesemma e coordenador do Núcleo de Nova Olinda do Maranhão, professor Gerrá, destacou a importância da participação das regionais e do fortalecimento da convivência entre os educadores.

“Estamos muito felizes em acompanhar o início desta competição que reúne educadores de diversos municípios em torno do esporte. Além das disputas dentro de quadra, o campeonato fortalece a unidade da categoria e cria oportunidades de aproximação entre os trabalhadores em educação”

Já o presidente em exercício do Sinproesemma, professor Fábio Orlan, ressaltou a importância da competição.

“O Sinproesemma tem o compromisso de lutar e defender os direitos da categoria, mas também de promover ações que contribuam para o bem-estar e a valorização dos trabalhadores e trabalhadoras em educação. O campeonato de futsal é mais uma iniciativa que fortalece nossa união e demonstra a importância do esporte como instrumento de transformação, socialização e qualidade de vida. Demos o pontapé inicial do campeonato, a ideia agora é estender a todas as regionais e fazer a grande festa do esporte dos trabalhadores e trabalhadoras em educação do Maranhão”, pontuou Fábio.

Fonte: ASCOM - SINPROESEMMA

Censo Escolar: Brasil reduz índices de reprovação, abandono e atraso


Os números referentes ao desempenho de estudantes que concluíram o ensino médio na rede pública do país apresentaram melhora entre 2022 e 2025. O índice de reprovação caiu 62%, o de abandono diminuiu 61% e o atraso escolar teve redução de 28%. No mesmo período, a taxa de aprovação subiu 11%.

Os novos dados divulgados nesta sexta-feira (26) pelo Ministério da Educação (MEC) fazem parte da segunda etapa do Censo Escolar 2025, feito pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep). O levantamento anual permite calcular as taxas de rendimento escolar no país.

De acordo com o Ministério da Educação (MEC), a evolução dos indicadores educacionais no Brasil se deve à implementação, desde 2023, de diversos programas estruturantes como o Compromisso Nacional Criança Alfabetizada, o Escola em Tempo Integral, a Estratégia Nacional de Escolas Conectadas, além da a criação do programa Pé-de-Meia, em 2024, e de avanços no Exame Nacional do Ensino Médio (Enem).

O ministro da Educação, Leonardo Barchini, comemora o fato de mais estudantes permanecem na escola, avançarem de série e concluírem os estudos no tempo adequado.

“O cenário reflete uma combinação de políticas públicas voltadas à permanência, à aprendizagem e ao aprimoramento das condições de oferta da educação básica. Observamos, ainda, melhoria simultânea nos indicadores de abandono, repetência e atraso escolar no Brasil.”
Permanência

Os dados também indicam que mais estudantes têm conseguido permanecer no ensino médio. Entre 2022 e 2025, a taxa de não retorno ao ensino médio caiu 28%, o que significa que mais jovens permaneceram em sala de aula de um ano letivo para outro.

O presidente do Inep, Manuel Palacios, estima que se esse indicador tivesse permanecido no nível observado em 2022, o Brasil teria, em 2025, quase 250 mil estudantes a menos no ensino médio. “Um número muito grande de jovens, que poderia estar fora da escola, seguiu estudando.”

Ações integradas

Entre as iniciativas que contribuíram para a melhoria do ensino médio na rede pública está o programa Pé-de-Meia, diz o MEC. A chamada Poupança do ensino médio já beneficiou 7,2 milhões de estudantes, desde sua criação em 2024.

A iniciativa federal oferece incentivo financeiro para os estudantes que frequentam as aulas, passam de ano, concluem a educação básica e fazem as provas do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem).

Para o ministro da Educação, o Pé-de-Meia é o carro-chefe nessa recuperação da educação básica brasileira e um dos mais relevantes das últimas duas décadas por enfrentar a desigualdade de oportunidades.

“O jovem mais vulnerável precisa ter as mesmas chances de concluir os estudos que qualquer outro estudante. O Pé-de-Meia não é apenas uma transferência de renda. É uma política educacional para melhorar a permanência e o desempenho dos estudantes.”

Educação básica


Índice de alfabetização passou de 36%, em 2021, para 66%, em 2025 - Arquivo/ Agência Brasil

Os avanços observados no ensino médio também são resultado de outras ações desenvolvidas em outras etapas da educação básica. O Compromisso Nacional Criança Alfabetizada, por exemplo, está associado à elevação do índice de alfabetização de 36%, em 2021, para 66%, em 2025.

O Compromisso Nacional Criança Alfabetizada busca garantir a alfabetização de todas as crianças do país até o final do 2º ano do ensino fundamental, além de recuperar as aprendizagens afetadas pela pandemia, de 100% das crianças matriculadas no 3°, 4° e 5° ano.

Ensino integral

O MEC destaca que o percentual de matrículas na modalidade de educação em tempo integral passou de 15,1%, em 2021, para 25,8%, em 2025, alcançando 8,8 milhões de estudantes da rede pública.

Nesta modalidade, o estudante permanece na escola por, no mínimo, sete horas diárias ou 35 horas semanais, com o objetivo de ampliar as oportunidades de aprendizagem.
No período de 2021 a 2025, o registro é de mais de 1,8 milhão de novas matrículas por meio da política. Pela primeira vez, a educação em tempo integral alcançou a meta do Plano Nacional de Educação (PNE), que previa um em cada 4 estudantes na modalidade.

Conexão


Número de escolas com conexão à internet cresceu 43,7%. Freepik

O MEC também atribui os bons resultados à transformação digital da escola pública, por meio da Por meio da Estratégia Nacional de Escolas Conectadas (Enec), que amplia a infraestrutura tecnológica das redes de ensino e do acesso à internet de qualidade nas escolas públicas de educação básica do país.

Devido à iniciativa, o número de escolas com conexão à internet cresceu 43,7%. Em 2023, eram 66,8 mil escolas estaduais e municipais conectadas. Agora, são 100 mil.

Entre 2023 e 2025, mais de R$ 3 bilhões foram investidos em escolas. O MEC contabiliza que a iniciativa já beneficiou cerca de 24 milhões de estudantes e ampliou as possibilidades de acesso a recursos educacionais digitais.

Enem

O Exame Nacional do Ensino Médio é a principal forma de acesso à educação superior no Brasil por meio de programas criados pelo MEC como o Sistema de Seleção Unificada (Sisu), o Programa Universidade para Todos (ProUni) e o Fies.

O Enem registrou aumento de 46% nas inscrições feitas por concluintes de escola pública, de 2022 a 2025.

Em 2025, o Enem voltou a certificar a conclusão do ensino médio para participantes que atendam aos critérios estabelecidos e passou a contar com inscrição pré-preenchida para concluintes da educação básica na rede pública.

O ministro Barchini explica que o governo federal trabalha para que mais estudantes ingressem no ensino superior ou na educação profissional.

Pela primeira vez, em 2026, o Enem também será adotado como instrumento para avaliar a qualidade do ensino médio brasileiro, o que amplia seu papel no acompanhamento das políticas educacionais.

Fonte: EBC

Biblioteca Demonstrativa lança circuito nacional de palestras para bibliotecas


Estão abertas as inscrições para o Bibliotech: Circuito Nacional de Palestras, iniciativa da Biblioteca Demonstrativa Maria da Conceição Moreira Salles (BDB), em Brasília, vinculada ao Ministério da Cultura. O projeto selecionará bibliotecas públicas de diferentes regiões do Brasil para compartilhar experiências, projetos e práticas inovadoras em palestras online transmitidas ao vivo até dezembro.

Realizado em parceria com bibliotecas públicas de todo o país, o Bibliotech tem como objetivo dar visibilidade às iniciativas desenvolvidas por profissionais que atuam diretamente na promoção da leitura, do acesso à informação e da formação cultural em suas comunidades.

As instituições selecionadas terão a oportunidade de apresentar seus projetos em uma série de palestras online, transmitidas ao vivo pelo canal oficial da Biblioteca Demonstrativa no YouTube. Os encontros serão realizados diretamente das bibliotecas participantes e integrarão uma programação nacional voltada tanto para profissionais da área quanto para o público em geral.

A iniciativa busca promover o intercâmbio de conhecimentos, o fortalecimento de redes colaborativas e a disseminação de boas práticas no setor bibliotecário.

De acordo com o coordenador da Biblioteca Demonstrativa, Sebastião Lima Filho, o projeto reforça o papel das bibliotecas como espaços de inovação, transformação social e compartilhamento de saberes.

“O Bibliotech nasce com o propósito de valorizar o trabalho desenvolvido pelas bibliotecas brasileiras e criar um espaço de diálogo entre profissionais de diferentes regiões do país. Queremos que essas experiências ganhem visibilidade, inspirem novas iniciativas e fortaleçam ainda mais a rede de bibliotecas públicas do Brasil”, destaca.

Além da oportunidade de apresentar seus projetos para uma audiência nacional, as bibliotecas selecionadas e os participantes dos encontros receberão certificado de participação.

As inscrições podem ser realizadas pelo formulário disponível na bio do Instagram @bdbcultural ou clicando neste link. A iniciativa representa uma oportunidade para que bibliotecas de norte a sul do país compartilhem suas histórias, ampliem seu alcance e contribuam para a construção de uma rede nacional de troca de conhecimentos e experiências. Também reafirma o papel da Biblioteca Demonstrativa como exemplo de boas práticas na cultura e na educação.

Sobre a programação cultural da BDB

A programação cultural da Biblioteca Demonstrativa Maria da Conceição Moreira Salles é realizada por meio do Termo de Colaboração nº 950548/2023, celebrado entre o Ministério da Cultura, por meio da Secretaria de Formação Cultural, Livro e Leitura (Sefli), e o Instituto Incluir, organização da sociedade civil.

Fundada em 1970 e localizada em Brasília, no Distrito Federal, a Biblioteca Demonstrativa Maria da Conceição Moreira Salles é uma instituição pública federal. Com a missão de ser uma biblioteca experimental, promove novos paradigmas de normatização e disseminação de boas práticas no campo das bibliotecas públicas, buscando estar sempre na vanguarda.

Além disso, desempenha papel fundamental na democratização do acesso à leitura, na formação de novos leitores, na promoção da literatura brasileira e na contribuição para o aprimoramento dos profissionais que atuam em todo o Sistema Nacional de Bibliotecas Públicas.