quinta-feira, 14 de maio de 2026

SINPROESEMMA realiza nesta sexta (15), em São Luís, 12° Encontro Estadual de Funcionários da Educação e defende "Piso, Carreira e Garantia de Direitos dos Profissionais Não Docentes”


Nesta Se
xta Feira, 15 de maio, em São Luís, o SINPROESEMMA promove o 12º Encontro de Funcionários da Educação, reunindo profissionais de todas as regiões do estado no Hotel Santos Dumont, em São Luís.

Com o tema “PL 2531/2021: Piso, Carreira e Garantia de Direitos dos Profissionais Não Docentes”, o encontro será um espaço para fortalecer a luta da categoria, discutir avanços e alinhar estratégias diante dos desafios enfrentados pelos funcionários e funcionárias da educação do Maranhão.

A programação inclui debates sobre valorização profissional, carreira, direitos e a defesa da aprovação do PL 2531/2021, que trata do piso salarial nacional para os funcionários da educação, uma das principais pautas da categoria em nível nacional. Já a nível estadual, a discussão trará o Plano de Cargo, Carreira e Remuneração dos funcionários da Educação.

O 12º Encontro reafirma o compromisso do Sinproesemma com a organização e valorização dos profissionais não docentes, reconhecendo seu papel fundamental no funcionamento das escolas e na construção de uma educação pública de qualidade.

Secretária de Servidores Técnicos e de Apoio do Sinproesemma, Maria Militana,

Para a secretária de Servidores Técnicos e de Apoio do Sinproesemma, Maria Militana, o 12º Encontro é mais um momento essencial de escuta, organização e fortalecimento da nossa luta.

“Os funcionários da educação têm um papel fundamental dentro das escolas e precisam ser valorizados, com direitos garantidos, carreira estruturada e um piso salarial digno. Estamos construindo, juntos, esse caminho”, apontou Militana.

Presidente do Sinproesemma, Raimundo Oliveira

O presidente do Sinproesemma, Raimundo Oliveira, chama a atenção para a luta que o sindicato está travando em prol dos funcionários de escolas, tanto na implantação do Piso Salarial Nacional, quanto na estruturação da carreira desses profissionais no Estado do Maranhão.

“O 12º Encontro vai tratar de pautas essenciais para os funcionários de escolas, tanto a nível nacional como a nível estadual. Estamos mobilizados pela aprovação do Piso Nacional e pela valorização dos profissionais não docentes. Assim como na implantação do PCCR desses profissionais aqui no Maranhão, cobrando a realização de concurso público, o pró funcionário, entre outras. É com unidade, organização e luta que vamos avançar nessas pautas e assim, na garantia de direitos desses profissionais e no fortalecimento da educação pública do Brasil e do Maranhão”, avaliou Oliveira.

Fonte: ASCOM - SINPROESEMMA

Curta 'Favela Amarela' apoiado pela Lei Paulo Gustavo une horror e realidade periférica e faz sucesso em festivais e na internet


Com um enredo que combina elementos de horror e realidade periférica, o curta-metragem Favela Amarela vem obtendo reconhecimento internacional e faz sucesso na internet. O filme conquistou prêmios em festivais pelo mundo e o trailer, disponível em redes sociais e plataformas de vídeo, alcançou mais de 2 milhões de visualizações. A produção contou com apoio da Lei Paulo Gustavo (LPG), política de fomento que tem ampliado a circulação de títulos brasileiros no país e no exterior.

Ambientado em uma comunidade carioca, o filme segue os passos de um rapaz dividido entre trabalho, estudo e o submundo do crime.

“O projeto nasce de uma vontade de discutir as desigualdades sociais brasileiras e o racismo estrutural por meio de uma abordagem diferente, rompendo com formatos tradicionais. Nesse processo, percebeu-se que quase não existiam histórias desse tipo de terror dentro das periferias brasileiras. O horror cósmico entrou como linguagem. Parte da própria história brasileira e da forma como ela se desdobra até hoje já é, por si só, profundamente assustadora”, explica o cineasta Nícolas Lobato, que assina a direção e o roteiro juntamente com Thiago Tuchu.

Segundo ele, a escolha do horror e da fantasia tem como objetivo ampliar o alcance da produção, causando não apenas medo, mas fazendo o público pensar sobre alguns temas.

“O fantástico funciona como uma forma de falar de questões como desigualdade, abuso de poder e desumanização da sociedade, sem ser literal. O Brasil sempre se estruturou a partir de processos de exploração, especialmente da população negra, e o filme traz isso para uma camada mais física e violenta dentro da narrativa. O medo funciona como uma porta de entrada para a reflexão, não apenas como um fim”, frisa o diretor.

O curta foi totalmente rodado no Rio de Janeiro, na comunidade Tavares Bastos, no Catete, que na ficção recebeu outro nome.

“A escolha da cidade reforça a dimensão cultural do tema, ao mesmo tempo em que amplia seu alcance simbólico e universal. O filme se passa em uma favela, mas não aborda diretamente os temas mais recorrentes associados a esse universo, como violência urbana, tráfico ou milícia”, conta Nícolas.

Ambiente digital

No universo digital, o trailer de Favela Amarela tem repercutido de forma positiva. Foram 2 milhões de visualizações no X, 160 mil no Instagram e 50 mil no YouTube.

“As redes sociais são estratégicas para o cinema independente, permitindo uma divulgação direta, sem intermediação de grandes estruturas de marketing. Isso reduz custos e amplia a autonomia dos realizadores. Com planejamento e consistência, é possível alcançar resultados comparáveis aos de campanhas tradicionais”, argumenta o diretor.

Circulação

Atualmente, Favela Amarela vem cumprindo com sucesso a agenda de festivais. Conquistou os prêmios de melhor som e melhor curta de terror no Hallucinéa Film Festival (França) e o de curta internacional no The Dunwich Horror Fest (EUA) e no Makizhmithran International Film Festival (Índia). Também levou o troféu de melhor horror no SamhainBaucogna International Film Festival (Espanha).

“O horror cósmico é um gênero conhecido, mas quando ele é colocado dentro de uma realidade brasileira e periférica, isso gera um contraste que chama atenção no cenário global. É algo familiar na forma, mas novo no contexto”, conta Nícolas.

Favela Amarela faz parte de um universo transmidiático que engloba ainda uma HQ e longa-metragem que expandem o universo do filme.

Investimento

Realizado com recurso da Lei Paulo Gustavo, por meio do Edital de Apoio a Obras Audiovisuais da Secretaria de Estado de Cultura e Economia Criativa do Rio de Janeiro, o filme foi contemplado com o valor de R$ 120 mil.

A secretária do Audiovisual, Joelma Gonzaga, destaca que a Lei Paulo Gustavo possibilita que o cinema de gênero seja uma ferramenta de denúncia social, enfatizando que a descentralização dos recursos alcança estéticas inovadoras.

"O sucesso de Favela Amarela é a prova de que, quando investimos na diversidade de vozes e gêneros, o audiovisual brasileiro responde com potência e originalidade. A Lei Paulo Gustavo foi desenhada justamente para isso: garantir que projetos que unem o domínio técnico da linguagem, como o horror cósmico, à nossa realidade social cheguem não apenas às telas internacionais, mas também alcancem milhões de brasileiros no ambiente digital. Ver uma produção com a temática periférica conquistar o mundo reforça que a nossa soberania audiovisual passa pelo fortalecimento de novas narrativas em todos os cantos do país", afirma.

Para a produtora executiva Aruska Patrícia, da Mirage Mirror, que divide a produção do trabalho em parceria com a Larva Filmes, a política de fomento é essencial para concretização de trabalhos como Favela Amarela.

“A retomada das leis e programas de incentivo à cultura são fundamentais para que trabalhos inovadores e inéditos possam surgir e serem concluídos. Esperamos que tenham mais leis como a LPG para dar conta de todos os projetos que ainda estão por vir”, analisa.

SINPROESEMMA manifesta apoio à apuração de denúncias e critica ataques de deputado à entidade sindical

Presidenta da Assembleia Legislativa do Maranhão Deputada EstadualIracema Vale com o Vice-Prexidente do SINPROESEMMA e Presidente da Nova CTB Maranhào Fábio Orlan com o Presidente do SINPROESEMMA Professor Raimundo Oliveira

A direção do SINPROESEMMA esteve reunida, na tarde desta quarta-feira (13), com a presidenta da Assembleia Legislativa do Maranhão, Iracema Vale, para tratar de temas  relacionados ao cenário político e à defesa da educação pública no estado.

Durante o encontro, os dirigentes sindicais manifestaram apoio à instalação da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) que pretende apurar supostas denúncias de corrupção envolvendo recursos públicos, incluindo verbas da educação, relacionadas ao vice-governador do Maranhão 

Na reunião, a direção do sindicato também externou preocupação com a postura do deputado estadual Rodrigo Lago, que, segundo os representantes da entidade, vem promovendo ataques recorrentes ao SINPROESEMMA por meio de declarações consideradas ofensivas e caluniosas à atuação sindical.

De acordo com os dirigentes, a conduta do parlamentar ultrapassa os limites do debate político e democrático, aproximando-se de um comportamento incompatível com o decoro parlamentar e com o respeito às instituições representativas dos trabalhadores da educação.

A presidenta da Assembleia Legislativa, deputada Iracema Vale, destacou a importância do diálogo institucional e do respeito às entidades representativas da sociedade civil.


O presidente do SINPROESEMMA, Raimundo Oliveira, reafirmou o compromisso da entidade com a defesa da educação pública e da categoria.

“O SINPROESEMMA tem uma trajetória construída na luta, no respeito à categoria e na defesa da educação pública. Não aceitaremos ataques que tentem descredibilizar a atuação sindical e seguiremos firmes na defesa dos trabalhadores e trabalhadoras da educação do Maranhão”, declarou Raimundo Oliveira.

O sindicato reforçou que continuará acompanhando os desdobramentos políticos e institucionais relacionados ao tema, mantendo sua atuação pautada pela defesa da democracia, da transparência e dos direitos da categoria.

Fonte: ASCOM SINPROESEMMA

quarta-feira, 13 de maio de 2026

Ações afirmativas destinam mais de R$ 800 milhões da Política Aldir Blanc, aponta pesquisa inédita do MinC


O equivalente a 49,3% dos recursos do primeiro ciclo da Política Nacional Aldir Blanc de Fomento à Cultura (PNAB) destinados a estados, Distrito Federal e capitais foi aplicado em ações afirmativas, totalizando mais de R$ 800 milhões voltados a grupos socialmente vulnerabilizados. O dado integra a pesquisa inédita “Ações afirmativas na Política Nacional Aldir Blanc de Fomento à Cultura – Uma análise da implementação pelos Estados, DF e Capitais entre 2023 e 2025”, lançada pelo Ministério da Cultura (MinC).

O levantamento analisou 496 editais publicados entre dezembro de 2023 e setembro de 2025 e identificou que cerca de R$ 680 milhões foram reservados às cotas para pessoas negras, indígenas e pessoas com deficiência, enquanto aproximadamente R$ 130 milhões financiaram editais específicos destinados a públicos e territórios em situação de vulnerabilidade social.

A pesquisa foi elaborada pela equipe da Subsecretaria de Gestão Estratégica, por meio da Coordenação-Geral de Informações e Indicadores Culturais (CGIIC), e integra uma nova estratégia do MinC de institucionalização da produção contínua de estudos, avaliações e análises sobre políticas culturais.

A iniciativa prevê a publicação periódica de pesquisas, levantamentos e boletins no âmbito do Sistema Nacional de Informações e Indicadores Culturais (SNIIC), em uma articulação conjunta entre a Coordenação-Geral de Informações e Indicadores Culturais e a Coordenação-Geral de Avaliação de Políticas Culturais (CGAP), fortalecendo o monitoramento e a avaliação das políticas públicas da cultura a partir do uso de evidências e dados.

A subsecretária de Gestão Estratégica do MinC, Letícia Schwarz, destaca que a pesquisa demonstra a consolidação das ações afirmativas como eixo estruturante da política cultural brasileira.

“Os dados mostram que as ações afirmativas deixaram de ocupar um espaço periférico para se consolidarem como eixo estruturante da política de fomento cultural. Estamos falando de uma política executada em escala nacional, com forte adesão dos entes federativos e capacidade concreta de ampliar o acesso aos recursos públicos da cultura.”

Os resultados apontam elevado grau de adesão às diretrizes federais para implementação das ações afirmativas. Segundo o estudo, as cotas para pessoas indígenas apresentaram o maior índice de aplicação correta nos editais analisados, alcançando conformidade de 98%. Já as cotas destinadas a pessoas negras e pessoas com deficiência registraram índices de 93% de adequação às regras estabelecidas pelo Ministério da Cultura.

Ao todo, foram analisadas 32.443 vagas ofertadas pelos editais, das quais 8.408 foram destinadas a pessoas negras, 3.864 a pessoas indígenas e 1.896 a pessoas com deficiência.

A pesquisa também mostra que os estados movimentaram R$ 1,35 bilhão em editais, enquanto as capitais executaram cerca de R$ 269,7 milhões.

Ampliação das cota

Entre os principais achados está a consolidação das cotas como elemento estruturante da execução da Política Nacional Aldir Blanc. O estudo aponta que, independentemente do tipo de ente federativo, as ações afirmativas foram amplamente incorporadas aos instrumentos de fomento cultural.

A análise identificou ainda que algumas unidades federativas ampliaram significativamente os percentuais mínimos previstos pela normativa federal. Bahia, Acre e Amazonas aparecem entre os estados com maiores percentuais agregados de cotas.

A Bahia, por exemplo, destinou 47,5% das vagas para pessoas negras, enquanto Acre e Amazonas ampliaram de forma expressiva as cotas voltadas a pessoas indígenas.

No caso das capitais, Salvador registrou o maior percentual geral de vagas reservadas, com 65% do total. A capital baiana destinou 50% das vagas para pessoas negras, em um desenho que dialoga diretamente com a composição demográfica local e com a histórica atuação do movimento negro no território.

Manaus também se destacou ao direcionar 23% das vagas para pessoas indígenas, percentual bastante superior ao mínimo normativo de 10%.

A coordenadora-geral de Informações e Indicadores Culturais do MinC, Sofia Mettenheim, afirma que os resultados evidenciam o alcance nacional da política de ações afirmativas.

“A pesquisa evidencia que houve elevada aderência às diretrizes federais de ações afirmativas e mostra como os entes incorporaram as cotas e os editais específicos aos instrumentos de fomento. Isso representa um avanço importante na democratização do acesso às políticas culturais.”

Editais específicos

Além das cotas obrigatórias, o estudo analisou a adoção de editais específicos, modalidade prevista na regulamentação da PNAB para ampliar o acesso de grupos socialmente vulnerabilizados aos recursos culturais.

Foram identificados 79 editais específicos organizados em 11 categorias de grupos prioritários. Esses chamamentos mobilizaram cerca de R$ 134,7 milhões e geraram mais de 4 mil oportunidades para agentes culturais pertencentes a territórios ou grupos vulnerabilizados.

Os povos e comunidades tradicionais concentraram a maior quantidade de editais específicos, representando 23% do total. Também se destacaram iniciativas voltadas a mestres e mestras da cultura popular, territórios periféricos, infância e juventude, população LGBTQIAPN+, quilombolas, pessoas idosas e pessoas com deficiência.

Segundo a pesquisa, os editais específicos funcionam como estratégia importante de democratização do fomento cultural, permitindo adaptar os instrumentos às especificidades socioculturais dos territórios e públicos atendidos.

Nova página reúne pesquisas e avaliações do MinC

A pesquisa sobre ações afirmativas inaugura a nova página dos Boletins SNIIC, criada pelo Ministério da Cultura para reunir, organizar e divulgar periodicamente pesquisas, estudos, avaliações e análises sobre políticas culturais desenvolvidas no âmbito da pasta.

A iniciativa funciona como um repositório público de dados e evidências produzidos pelo MinC, ampliando o acesso às informações e fortalecendo a cultura de monitoramento e avaliação das políticas públicas culturais. A proposta é que a página receba atualizações contínuas com novos levantamentos e publicações técnicas voltadas tanto para gestores públicos quanto para pesquisadores, agentes culturais e sociedade civil.

As publicações passam a ser organizadas em dois formatos complementares: “SNIIC Pesquisa” e “SNIIC Avalia”.

O “SNIIC Pesquisa” reúne estudos aprofundados, com análises quantitativas e qualitativas, metodologia detalhada, tabelas e cruzamentos de dados. Já o “SNIIC Avalia” apresenta versões mais sintéticas e acessíveis, destacando os principais resultados, tendências, avanços e desafios identificados nas avaliações conduzidas pelo Ministério da Cultura.

A subsecretária Letícia Schwarz explica que os boletins passam a consolidar uma rotina permanente de produção e divulgação de evidências sobre políticas culturais.

“A proposta dos Boletins SNIIC é consolidar uma rotina permanente de produção e difusão de evidências sobre as políticas culturais. O ‘Pesquisa’ aprofunda os estudos e análises, enquanto o ‘Avalia’ traduz os principais resultados de forma mais acessível, fortalecendo a transparência e o monitoramento das ações do Ministério.”

A coordenadora-geral Sofia Mettenheim destaca que a nova página amplia o acesso público aos dados produzidos pelo Ministério.

“A nova página dos Boletins SNIIC amplia o acesso público às pesquisas e avaliações produzidas pelo Ministério da Cultura. A ideia é que ela funcione como um espaço contínuo de organização e disseminação de dados, fortalecendo a cultura de monitoramento e avaliação no campo cultural.”

A pesquisa sobre ações afirmativas foi publicada nos dois formatos. Enquanto o boletim “Pesquisa” traz o estudo completo sobre a implementação das cotas e dos editais específicos na Política Nacional Aldir Blanc, o “Avalia” apresenta uma síntese executiva dos principais resultados, em formato visual e linguagem mais direta.

A página também consolida a estratégia do SNIIC de fortalecer uma cultura institucional orientada por evidências. A pesquisa detalha, por exemplo, o percurso metodológico adotado pela equipe técnica, que combinou levantamento manual de editais, raspagem de dados e uso de técnicas de Processamento de Linguagem Natural (PLN) e Modelos de Linguagem de Grande Escala (LLM) para leitura técnica e processamento das informações em larga escala.

A Coordenadora-Geral de Avaliação de Políticas Culturais do MinC, Giuliana Kauark, destaca que os boletins fortalecem a produção contínua de conhecimento sobre o setor cultural brasileiro.

“Os boletins representam um avanço na consolidação de uma política cultural orientada por evidências. Ao organizar e divulgar pesquisas, avaliações e análises de forma contínua, o Ministério da Cultura fortalece a transparência, amplia o acesso público às informações e contribui para o aprimoramento das políticas culturais em todo o país.”

Segundo o estudo, a consolidação da produção sistemática de dados é um dos caminhos para fortalecer a coordenação federativa, ampliar capacidades estatais e aprimorar continuamente os instrumentos de democratização do acesso às políticas públicas culturais.

Pesquisa aponta que fake news sobre eleições miram urnas eletrônicas


Nesta quarta-feira (13), as urnas eletrônicas completam 30 anos de existência no Brasil em meio a narrativas de desinformação sobre o sistema de votação.

Uma pesquisa do Projeto Confia, iniciativa do Pacto pela Democracia, revela que mais de 45% dos conteúdos falsos sobre eleições compartilhados nos últimos ciclos eleitorais tinham como alvo o funcionamento das urnas eletrônicas.

Em seguida aparecem conteúdos contra o Supremo Tribunal Federal (STF) e outras autoridades, com 27,1%, teorias de fraude na apuração dos votos, com 21,8%, e desinformação sobre regras e logística eleitoral, com 15,4%.

Entre os exemplos mais recorrentes de fake news sobre as urnas estão mensagens que afirmavam existir um suposto atraso no botão “confirma” ou alegações falsas de que a urna completaria automaticamente os números digitados pelo eleitor.

Segundo Helena Salvador, coordenadora do Projeto Confia, os conteúdos desinformativos exploram justamente o desconhecimento técnico da população sobre o funcionamento do sistema eleitoral eletrônico

“As narrativas recorrem a falsas explicações técnicas para sugerir falhas e possibilidades de manipulação. Elementos concretos da experiência de votação, como as teclas da urna e as mensagens exibidas na tela, são utilizados para gerar estranhamento e alimentar dúvidas”, afirmou.

Para Helena, a distância entre o contato da população com a urna e a compreensão sobre o funcionamento da tecnologia favorece a circulação desse tipo de conteúdo.

“As pessoas só têm acesso à urna a cada dois anos, no domingo de votação. Isso faz com que, se alguém espalha uma notícia falsa sobre um botão ou uma tecla, muita gente não tenha como checar rapidamente”, explicou.

A coordenadora do estudo afirma que o objetivo foi entender de onde surge a desconfiança nas eleições e preparar estratégias de enfrentamento à desinformação para as eleições de 2026.

“A gente queria entender em que exatamente as pessoas deixaram de acreditar quando falam das eleições. O levantamento mostra que a maior parte da desinformação circula em torno das urnas eletrônicas, queremos chegar em 2026 preparados para construir contra narrativas fortes e responder rapidamente aos ataques contra o sistema eleitoral”, disse.

A pesquisa analisou mais de 3 mil conteúdos publicados nas eleições de 2022 e 2024. Desses, 716 mensagens foram selecionadas para análise qualitativa aprofundada. Segundo o estudo, 326 mensagens, que seria o equivalente a mais de 45% do total, continham ataques relacionados às urnas eletrônicas.

O Pacto pela Democracia é uma coalizão formada por mais de 200 organizações da sociedade civil que atua na defesa do Estado Democrático de Direito, no monitoramento de ameaças à democracia e no combate à desinformação eleitoral. O estudo analisou mensagens desinformativas circuladas nas eleições de 2022 e 2024.
Confiança

Uma pesquisa Quaest divulgada em fevereiro deste ano mostra que 53% dos brasileiros dizem confiar nas urnas eletrônicas. Em 2022, levantamento do Datafolha divulgado pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) apontava índice de 82%.

Entre pessoas com 60 anos ou mais, 53% afirmam confiar no sistema, índice associado pelos pesquisadores à memória do período em que o voto era realizado em papel, antes de 1996. Já entre jovens de 16 a 34 anos, a confiança chega a 57%.

Entre 35 e 50 anos, 50% afirma não confiar nas urnas eletrônicas.

“Ninguém critica as urnas apenas dizendo que elas são ruins, existem explicações bastante sofisticadas online tentando convencer as pessoas de que o sistema não funciona. Isso mostra a importância de tornar mais compreensível o caminho do voto, desde o momento em que o eleitor aperta a tecla até a totalização”, afirma Helena Salvador.

SINPROESEMMA tem importante reunião de trabalho com Presidenta da Comissão de Educação da Assembleia Legislativa sobre reivindicações da Campanha Salarial 2026 de educadoras e educadores do Maranhão

Presidente Raimundo Oliveira  entrega pauta à Deputada Solange Almeida
e debate ítens da Campanha Salarial 2026

O Presidente do SINPROESEMMA participou, nesta semana, de uma importante reunião com a presidenta da Comissão de Educação da Assembleia Legislativa do Maranhão, a deputada Solange Almeida, para discutir pautas fundamentais relacionadas à educação pública e aos direitos da categoria.

Durante o encontro, foram debatidos temas centrais para os trabalhadores e trabalhadoras da educação, como a melhoria da qualidade do ensino público, a valorização profissional e as demandas já apresentadas ao Governo do Estado. Entre os pontos discutidos estiveram as progressões, titulações, a proposta do plano de carreira dos funcionários da educação e questões ligadas aos aposentados.

Diretoras do SINPROESEMMA, com Raimundo Oliveira e a  Presidenta da Comissão de Educação da Assembleia Legislativa do Maranhão Deputada Solange Almeida

O presidente do SINPROESEMMA, professor Raimundo Oliveira, destacou a importância do diálogo institucional e da mobilização permanente da categoria.

“A educação pública precisa ser tratada como prioridade. Seguiremos firmes, dialogando com os poderes e defendendo os direitos dos trabalhadores e trabalhadoras da educação em todo o Maranhão, buscando avanços concretos para a nossa categoria.”, afirmou.

O SINPROESEMMA segue atuando diariamente, tanto na capital quanto no interior do estado, fortalecendo a luta em defesa da educação pública, da valorização profissional e de melhores condições para todos que fazem ds educação ofícil de vida. 

terça-feira, 12 de maio de 2026

Caminhos das Águas 2026 inicia trilhas formativas presenciais em cinco territórios do país


Após a conclusão da primeira etapa formativa on-line, realizada entre março e abril com a participação de 114 representantes de 13 instituições de ensino superior, o projeto Caminhos das Águas: Fortalecendo Fazeres e Saberes Artísticos e Culturais 2026 inicia a fase presencial das trilhas formativas. A nova etapa, intitulada “Educação dos Sentidos para fazer sentido”, será realizada em diferentes territórios do país e voltada a agentes culturais locais, como artesãos, artistas, educadores, arte-educadores e educomunicadores.

Os participantes receberão certificado de extensão universitária e irão desenvolver projetos culturais autorais que poderão ser inscritos no edital Olhinhos d’Água, previsto para a etapa final do projeto. A iniciativa oferecerá apoio financeiro e pedagógico para a implementação das propostas nos territórios de atuação. Já os educadores-articuladores responsáveis pelas formações recebem bolsa, verbas de custeio, certificado de aperfeiçoamento e participação no Seminário Caminhos das Águas.

A segunda edição do projeto é uma ação do Ministério da Cultura (MinC), por meio da Secretaria de Formação Artística e Cultural, Livro e Leitura (Sefli), em parceria com a Universidade Federal dos Vales do Jequitinhonha e Mucuri (UFVJM), sob coordenação da Diretoria de Cultura da Pró-Reitoria de Extensão e Cultura (Proexc/UFVJM).

As atividades presenciais serão conduzidas pela Universidade Federal do Oeste do Pará (UFOPA), Universidade Federal do Cariri (UFCA), Universidade Federal do Pampa (UNIPAMPA), Instituto Federal da Paraíba (IFPB) e pela própria UFVJM, parceira do MinC na execução do projeto.

Formações nos territórios Diamantina (MG)

Após o Encontro Ampliado Caminhos das Águas, realizado nos dias 27 e 28 de abril, a Pró-Reitoria de Extensão e Cultura da UFVJM iniciou a formação no Espaço Mocrico, localizado no bairro Rio Grande, território marcado pela riqueza histórica e cultural. As atividades unem teoria e prática em temas como produção cultural, economia criativa, gestão de projetos e mobilização artística. Ao final da formação, os participantes apresentarão suas propostas culturais em mostra pública, seguida de cerimônia de certificação.

Datas: 28 a 30 de abril e 7 a 9 de maio
Horário: 14h às 18h
Local: Espaço Mocrico
Alter do Chão (PA)

A UFOPA promove a formação em Alter do Chão, distrito de Santarém reconhecido pela biodiversidade e diversidade cultural amazônica.

Datas: 11 a 17 de maio
Horário: 9h às 12h
Local: Campus da UFOPA
Juazeiro do Norte, Crato e Brejo Santo (CE)

A UFCA realizará as atividades em três municípios do Cariri cearense, contemplando territórios indígenas e espaços de forte identidade cultural. A proposta reforça a interiorização das políticas culturais e a valorização dos saberes indígenas do sertão nordestino.

Juazeiro do Norte

Datas: 12, 19 e 26 de maio
Local: Campus da UFCA
Crato
Datas: 13, 20 e 27 de maio
Local: Comunidade Indígena do Poço Dantas
Brejo Santo
Datas: 14, 21 e 28 de maio
Local: Escola Indígena Isú-Kariri
Horário em todos os locais: 14h às 17h

São Gabriel (RS)

A UNIPAMPA realiza a formação na Tekoa Jekupe Amba – Aldeia Morada do Guardião. A ação é voltada à capacitação de agentes culturais, artistas, artesãos e mestres dos saberes da cultura Guarani, fortalecendo a autonomia na gestão cultural das comunidades.

Datas: 9 a 13 de maio
Horário: 8h às 17h30
Local: Tekoa Jekupe Amba – Aldeia Morada do Guardião

Paraíba

O Instituto Federal da Paraíba (IFPB), selecionado na classificação geral da primeira etapa, segue em processo de articulação com agentes culturais locais para definição das datas e do território onde ocorrerá a formação. As informações serão divulgadas em breve.

Caminhos das Águas

O projeto tem como princípio a interiorização das políticas públicas de cultura, promovendo acesso à formação e recursos para agentes culturais de territórios historicamente marginalizados. Segundo a coordenadora-geral do projeto, Rosi Bechler, a proposta funciona como um “sistema de irrigação capilar”, utilizando educadores-articuladores para ampliar o alcance das ações culturais em territórios com menor apoio institucional.

A terceira e última etapa do projeto será a premiação cultural Olhinhos d’Água, que prevê apoio financeiro e acompanhamento pedagógico para pelo menos dez projetos culturais desenvolvidos ao longo das formações presenciais.

Mais informações sobre a conclusão da primeira etapa e a seleção das instituições participantes podem ser acessadas no portal do MinC.