quinta-feira, 25 de junho de 2026

SINPROESEMMA realiza Curso de Formação e fortalece lideranças sindicais nas regionais de Lago da Pedra e Pedreiras

Presidente em exercício Fábio Orlan e o Diretor do SINPROESEMMA Valdiélcio Moura

O Sinproesemma realizou, dia 20 de junho, mais uma etapa do Curso de Formação de Formadores e Formadoras. Dessa vez a atividade aconteceu na regional de Lago da Pedra e reuniu diretores sindicais das regionais de Lago da Pedra e Pedreiras em um importante momento de aprendizado, troca de experiências e fortalecimento da organização sindical.

A atividade integra a política de formação permanente do Sinproesemma e tem como objetivo preparar lideranças, ampliar conhecimentos sobre a organização sindical e fortalecer a atuação dos trabalhadores e trabalhadoras em educação em suas bases, contribuindo para uma representação cada vez mais qualificada e comprometida com os interesses dos educadores.

O coordenador da regional de Lago da Pedra, professor Valdielcio, destacou a importância de sediar a atividade e reunir dirigentes de diferentes municípios.

“Receber essa formação em nossa regional foi uma grande oportunidade de aprendizado e integração. Tivemos um espaço rico de diálogo, troca de conhecimentos e fortalecimento dos laços sindicais. Esse momento reflete diretamente na qualidade do trabalho que realizamos junto à categoria em nossos municípios”, ressaltou Valdielcio.

Alunos do Curso de Formação Sindical com dirigentes e formadores

Já o secretário de Formação Sindical do Sinproesemma, professor Amarildo Silveira, ressaltou que a formação é um dos pilares para o fortalecimento da luta.

“Nosso objetivo é formar lideranças conscientes do seu papel sindical e comprometidas com a defesa da educação pública e dos direitos dos educadores. Esses momentos de estudo e reflexão fortalecem a atuação sindical e ajudam a construir estratégias para enfrentar os desafios que surgem em cada região do estado”, afirmou Amarildo.

Para o presidente em exercício do Sinproesemma, Fábio Orlan, investir na formação das lideranças é fundamental para fortalecer a entidade e ampliar sua capacidade de mobilização.

“A formação sindical é uma ferramenta indispensável para fortalecer nosso sindicato e preparar lideranças capazes de lutar e defender os nossos direitos. Cada dirigente que participa do curso retorna à sua base mais preparado para orientar, mobilizar e representar os trabalhadores em educação. É assim que construímos um Sinproesemma cada vez mais forte e presente na vida dos educadores”, destacou Fábio Orlan.

Fonte: ASCOM - SINPROESEMMA

Brasil destaca alimentação escolar como política estratégica no combate à fome


O Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome (MDS) apontou, na terça-feira (23.06), o Programa Nacional de Alimentação Escolar (PNAE) como uma das principais políticas do Governo do Brasil para a redução da fome e promoção da segurança alimentar e nutricional (SAN).

Em participação no Prêmio PNAE 2026, promovido pelo Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE), o MDS lembrou que o programa atende a cerca de 40 milhões de crianças e adolescentes em todo o Brasil, incluindo 7 milhões de crianças em creches e pré-escolas e mais de 500 mil crianças e adolescentes indígenas e quilombolas, grupos historicamente vulnerabilizados.

O PNAE integra o rol de políticas públicas reunidas no âmbito do Plano Brasil Sem Fome que, a exemplo do Bolsa Família, foram fundamentais para a saída do Brasil do Mapa da Fome e garantia do direito humano à alimentação, especialmente de crianças e adolescentes.

O ponto foi destacado pela secretária extraordinária de Combate à Pobreza e à Fome do MDS, Valéria Burity, em participação no evento. “O acesso das crianças e adolescentes à alimentação escolar reduz a pressão sobre o gasto doméstico e aumenta, portanto, a renda disponível das famílias para melhorar a alimentação no domicílio. Isso significa que a alimentação escolar é uma política de segurança alimentar e nutricional que atende a toda a população”, afirmou a secretária.

Valéria Burity também reforçou a importância da governança de SAN no âmbito do Sistema Nacional de Segurança Alimentar e Nutricional (Sisan) para a efetividade do PNAE, tendo em vista o caráter intersetorial do programa. O Sisan articula diferentes setores de governo e entes federativos e promove o diálogo entre a sociedade civil e o poder público para a formulação e integração de políticas públicas voltadas à garantia do direito humano à alimentação adequada.

Na atual gestão do Governo do Brasil, o PNAE passou por dois reajustes no valor federal repassado para estados e municípios para garantir a alimentação na rede pública de ensino: em 2023 e 2026. Somados, esses dois reajustes acrescentaram quase 55% ao valor por aluno repassado pelo Governo do Brasil desde 2023.

De acordo com o FNDE, o PNAE atende mais de 146 mil escolas, com cerca de 50 milhões de refeições ofertadas por dia. O programa integra saúde, educação, desenvolvimento econômico, cultura, vigilância sanitária, controle social, meio ambiente, assistência social e agricultura familiar.

Prêmio PNAE 2026

O Prêmio PNAE 2026 reúne ações voltadas à valorização dos diversos profissionais e instituições que atuam diariamente para garantir alimentação escolar de qualidade aos estudantes brasileiros. As premiações contemplam iniciativas ligadas à inovação culinária, à educação alimentar e nutricional, à participação social e ao fortalecimento das políticas públicas de alimentação escolar.

Ministério da Ciência e Tecnologia do Brasil anuncia chamada de R$ 300 milhões para ampliar a popularização da ciência em todo o País


Levar a ciência para mais perto da população é o objetivo da nova Chamada Pública de R$ 300 milhões anunciada pelo Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI), na segunda-feira (22). O investimento apoiará iniciativas de popularização da ciência em todos os estados e no Distrito Federal, ampliando o acesso ao conhecimento científico e fortalecendo a educação científica no país.

O anúncio foi realizado durante a cerimônia de premiação da 20ª Olimpíada Brasileira de Matemática das Escolas Públicas (Obmep), no Rio de Janeiro, que reuniu estudantes medalhistas de todo o País, além do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e da ministra da Ciência, Tecnologia e Inovação, Luciana Santos.

A chamada integra o Programa Nacional de Popularização da Ciência (Pop Ciência) e prevê a estruturação das Redes Pop Ciência nos estados e no Distrito Federal. A proposta estimula a articulação entre governos estaduais, instituições de pesquisa, escolas, museus e centros de ciência para ampliar o alcance das ações de divulgação científica.

Entre as iniciativas que poderão receber apoio estão olimpíadas científicas, feiras de ciência, clubes de ciências, projetos de ciência itinerante, programas de formação de jovens cientistas e ações de comunicação pública da ciência. O programa também contempla investimentos em museus, centros de ciência, planetários e outras estruturas dedicadas à difusão do conhecimento científico.

A iniciativa faz parte da estratégia do MCTI de fortalecer a cultura científica e aproximar a produção de conhecimento do cotidiano da população, ampliando oportunidades de aprendizagem e contribuindo para o enfrentamento à desinformação.

Obmep 2026

A cerimônia também marcou a entrega das medalhas de ouro da 20ª edição da Obmep. Ao todo, 684 estudantes de todas as regiões do Brasil foram premiados.

Realizada pelo Instituto de Matemática Pura e Aplicada (Impa) com recursos do MCTI e do Ministério da Educação (MEC), a olimpíada reúne estudantes do 6º ano do Ensino Fundamental ao 3º ano do Ensino Médio e alcança 99,9% dos municípios brasileiros.

A Obmep é considerada uma das principais iniciativas de incentivo à educação científica do país. Entre seus objetivos estão estimular o estudo da matemática, identificar talentos e incentivar o ingresso de jovens em carreiras científicas e tecnológicas.

Em discurso aos estudantes, o presidente Lula destacou a importância da educação para a redução das desigualdades e para o desenvolvimento nacional. “O Estado precisa garantir que todos, independentemente do berço em que nasceram, tenham direito à mesma qualidade de educação, porque somente assim a gente vai fazer justiça nesse país. Não existe nenhum país que se desenvolveu sem investir em educação”, afirmou.

A ministra Luciana Santos ressaltou o papel da olimpíada na formação de novos talentos para a ciência brasileira. “Quando olhamos para esta plateia, não vemos apenas estudantes premiados. Vemos talentos que começam a desenhar o futuro da ciência brasileira. Ao longo de mais de duas décadas, a Obmep se consolidou como uma das mais importantes políticas públicas de educação científica do Brasil”, disse.

Diretor-geral do Impa, Marcelo Viana destacou o alcance da iniciativa. “São mais de 23 milhões de jovens que todo ano participam da olimpíada de matemática do país. É mais de 10% da população brasileira, no mesmo dia, fazendo prova de matemática”, afirmou.

Durante a cerimônia, o Impa também anunciou que a unidade do Impa Tech no Nordeste deverá iniciar suas atividades em março do próximo ano, em Teresina (PI), com apoio do governo estadual, do MCTI e do MEC. Outra novidade é o intercâmbio de estudos para a China destinado a 26 medalhistas de ouro da Obmep, com todas as despesas custeadas pela instituição.

Mais do que um reconhecimento pelo desempenho nas provas, as medalhas também podem abrir caminho para novas oportunidades acadêmicas. Muitos dos premiados passam a integrar o Programa de Iniciação Científica Jr. (PIC), que oferece aulas avançadas de matemática e bolsa mensal de R$ 300 concedida pelo CNPq a estudantes de escolas públicas.

Para Lilithy Torenzani, de 16 anos, estudante de São Roque do Canaã (ES), a olimpíada ampliou horizontes e despertou o interesse pela matemática. “A olimpíada me fez acreditar que meus sonhos podem se tornar realidade. Foi por meio dela que conheci novas oportunidades e descobri que a matemática vai muito além de contas e fórmulas. Ela envolve criatividade, raciocínio e a possibilidade de enxergar o mundo de outra forma”, afirmou.

quarta-feira, 24 de junho de 2026

SINPROESEMMA implementa Plano de Padronização do Setor Jurídico e fortalece defesa dos educadores e educadoras

Professor Josivaldo Correa, Diretor Jurídico do SINPROESEMMA da reunião on line

A Secretaria de Assuntos Jurídicos do Sinproesemma, comandada pelo professor Josivaldo Correa, realizou reunião com representantes das assessorias jurídicas nas regionais e núcleos do Sinproesemma, onde apresentou o processo de modernização e ações de reestruturação do setor jurídico do sindicato.

O amplo processo de reorganização tem o objetivo de aprimorar o suporte legal oferecido aos associados e a toda a categoria dos trabalhadores em educação do Estado. A iniciativa visa centralizar, modernizar e dar mais agilidade às demandas jurídicas da classe.

Segundo o secretário de Assuntos Jurídicos, Josivaldo Corrêa, a reestruturação é um passo fundamental para acompanhar as transformações digitais e as necessidades crescentes dos professores e funcionários de escola.

“Estamos construindo um jurídico mais forte, transparente e acessível para que cada educador e educadora se sinta plenamente respaldado em seus direitos”, destacou Josivaldo.

O pilar central da reorganização é o Plano de Padronização das Informações. Esta fase consiste na coleta minuciosa de informações e documentos em todas as bases do sindicato, alimentando ativamente planilhas detalhadas que compõem o relatório de informações jurídicas. No momento, o setor jurídico já vivencia um estágio estratégico de transição.

Esse mapeamento, construído a partir do relatório das ações dos advogados das regionais, serve para identificar a realidade jurídica de cada município do estado. Com isso, a assessoria central consegue garantir que as teses jurídicas vitoriosas de uma região sejam replicadas rapidamente em benefício de toda a categoria.

Para consolidar essa integração e substituir as planilhas temporárias por um ecossistema definitivo, o Sinproesemma projeta a aquisição de um software de gestão jurídica especializado no final de 2026. A ferramenta digital de ponta passará por parametrização e testes logo após a compra. A previsão é que a implantação oficial do software ocorra no início 2027.

O novo sistema trará recursos fundamentais para a categoria como o acompanhamento em tempo real do andamento de ações judiciais de forma centralizada; armazenamento de documentos digitalizados; emissão rápida de relatórios estatísticos e processuais; redução drástica no tempo de resposta para as consultas dos filiados; atendimento especializado para a categoria.

Presidente em exercício do Sinproesemma, Fábio Orlan

Segundo o presidente em exercício do Sinproesemma, Fábio Orlan, a reestruturação do setor e todo esse investimento vale a pena, pois ao final, o atendimento aos trabalhadores em educação será de excelência e dará celeridade ao processo.

“Com a equipe jurídica integrada pelo Plano de Padronização as consultas, assistência e plantões presenciais e virtuais passarão por uma triagem qualificada, direcionando o trabalhador em educação imediatamente para o especialista da área de seu interesse (previdenciário, administrativo ou trabalhista), trazendo mais eficiência jurídica para os educadores”, pontuou Fábio.

O atendimento no setor jurídico do Sinproesemma segue normalmente e, em breve, serão divulgados os cronogramas de treinamento das equipes 
 regionais para o uso da nova plataforma digital.

Fonte: ASCOM - SINPROESEMMA

Mapa dos Eventos Literários do Brasil alcança 500 eventos cadastrados


O Mapa dos Eventos Literários do Brasil, plataforma do Ministério da Cultura (MinC), por meio da Secretaria de Formação Artística e Cultural, Livro e Leitura (Sefli), alcançou a marca de 500 eventos cadastrados. Lançada em maio, durante a Bienal do Livro da Bahia, em Salvador, a ferramenta registrou, em seu segundo mês, o acréscimo de 114 novos eventos inseridos na plataforma, o que representa crescimento de 29,5%.

Disponível para consulta pública no site do MinC, o Mapa reúne informações sobre eventos literários realizados em todo o país e segue aberto para novos cadastros. A iniciativa tem como objetivo organizar, dar visibilidade e fortalecer a cena literária brasileira, contribuindo para o acesso ao livro, à leitura e à literatura em diferentes territórios.

“O marco de 500 eventos registrados no Mapa dos Eventos Literários do Brasil indica uma cena literária aquecida no país, uma vez que o evento – sejam eles feiras, festas, festivais e bienais, sejam clubes de leitura, saraus e slams – implica todos os agentes do universo da leitura, ao promover encontros de autores, mediadores, editores e livreiros no sentido de se promover a literatura produzida no Brasil e formar leitores por meio das diversas atividades incluídas na programação”, afirma Igor Ximenes Graciano, coordenador-geral de Livro e Literatura.

Entre os eventos cadastrados, a maior parte corresponde a feiras, festas e festivais literários, que somam 468 registros, equivalente a 93,6% da base. A plataforma também conta com 15 saraus, 15 clubes de leitura e dois slams.

Para Jéferson Assumção, diretor de Livro, Leitura, Literatura e Bibliotecas do MinC, o crescimento do Mapa reflete o fortalecimento do setor e o aumento do interesse por livros e literatura no país.

“O Brasil tem percebido um grande crescimento no número de eventos literários, o que demonstra um interesse cada dia maior em livros e literatura no nosso país. Isso tem a ver com políticas públicas, como as de livro e leitura, e o aumento do financiamento pela Política Nacional Aldir Blanc, além da Rouanet. Eventos literários cumprem um papel não apenas comercial de venda de livros, como geram também, por meio de seus formatos, um desejo pela leitura e a literatura”, destaca.

Distribuição pelo país

Os estados com maior número de eventos cadastrados são São Paulo, com 73 registros; Rio Grande do Sul, com 71; Bahia, com 68; e Rio de Janeiro, com 58. Na distribuição por regiões, o Sudeste concentra 171 eventos, o que representa 34,2% do total. Em seguida, aparecem o Nordeste, com 161 eventos, equivalente a 32,2%; o Sul, com 102 registros, ou 20,4%; o Norte, com 39; e o Centro-Oeste, com 27.

Os dados também apontam que a maioria dos eventos literários cadastrados ocorre no segundo semestre. Ao todo, 343 eventos, ou 68,6% da base, estão previstos para esse período. Outubro e novembro são os meses com maior concentração de atividades, com 90 e 89 registros, respectivamente, seguidos por agosto, com 57, e setembro, com 55.

Outro dado relevante é o perfil de longevidade das iniciativas. A maior parte dos eventos cadastrados, 267 registros, realizou de uma a cinco edições, o que representa 53,4% da base e indica a presença expressiva de iniciativas recentes. Ao mesmo tempo, 157 eventos já realizaram ao menos 11 edições, demonstrando a existência de um circuito consolidado de atividades literárias no país.

Sobre o Mapa

O Mapa dos Eventos Literários do Brasil reúne, organiza e dá visibilidade a eventos literários de diferentes formatos, como feiras, festas, bienais, festivais, circuitos, saraus, clubes de leitura e slams. A ferramenta permite tanto a consulta pública quanto o cadastro de novas iniciativas por seus organizadores.

Além de conectar o público aos eventos, a plataforma funciona como um observatório da cena literária brasileira, contribuindo para o acompanhamento, a formulação e o aprimoramento de políticas públicas voltadas ao livro, à leitura, à literatura e às bibliotecas.

Acesse o Mapa dos Eventos Literários do Brasil clicando aqui.

segunda-feira, 22 de junho de 2026

Educação Brasil atinge, em 2025, a menor taxa de analfabetismo do país desde 2016, início da série histórica


O Brasil alcançou, em 2025, a menor taxa de analfabetismo do país desde 2016, início da série histórica, quando a medição começou a ser feita. O índice, de 4,9%, divulgado nesta sexta-feira (19/6), pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), indica que pela primeira vez a taxa ficou abaixo de 5% desde 2016 para brasileiros com 15 anos ou mais, com 592 mil pessoas nesta faixa incapazes de ler e escrever um bilhete simples a menos em relação a 2024.

Em números absolutos, o país tinha 8,4 milhões de pessoas analfabetas em 2025. Sem considerar a população idosa, a taxa de analfabetismo caiu para 2,6% entre pessoas de 15 a 59 anos. Os dados são do módulo Educação da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD) Contínua, que teve a série histórica (2016-2025) reexaminada a partir dos resultados do Censo 2022.

Em comparação com 2022, o analfabetismo no país recuou tanto para pessoas de 15 anos ou mais como para aqueles com 60 anos ou mais. No primeiro grupo, o índice passou de 5,6% em 2022 para 4,9% em 2025. Já entre os mais velhos, a taxa passou de 16% em 2022 para 13,8% em 2025 e, pela primeira vez, ficou abaixo dos 14% para esta faixa desde 2016. A população com 60 anos ou mais correspondia a mais da metade (58%) do total de analfabetos em 2025, com 4,9 milhões de pessoas sem saber ler ou escrever nessa faixa etária.

Segundo o estudo, mais da metade dos analfabetos (4,8 milhões de pessoas) estava no Nordeste, com uma taxa de 10,6%. O Norte vem na sequência (5,7%), seguido por Centro-Oeste (3,3%), Sul (2,4%) e Sudeste (2,3%).

MULHERES E HOMENS – Ainda na população com 60 anos ou mais, a taxa de analfabetismo das mulheres (13,7%) passou a ser menor que a dos homens (14,1%) pela primeira vez em 2025. A taxa de analfabetismo entre mulheres de 15 anos ou mais segue menor (4,6%) que a dos homens (5,2%). De acordo com o analista da pesquisa, “esses resultados sugerem avanços na escolarização feminina em todas as gerações, apontando para uma reversão do legado de desigualdade educacional do passado”.

PRETOS OU PARDOS E BRANCOS – O estudo apontou que o analfabetismo de pretos ou pardos com 60 anos ou mais é quase três vezes superior ao de brancos. Cerca de 2,8% dos brancos de 15 anos ou mais eram analfabetos, enquanto essa proporção foi de 6,5% para pretos ou pardos nesse mesmo grupo de idade. A diferença se acentua entre os idosos. Na faixa de 60 anos ou mais, a taxa de analfabetismo de pretos ou pardos (20,6%) era quase três vezes superior à de brancos (7,3%).

ENSINO MÉDIO COMPLETO – Os dados do IBGE indicam, ainda, que a proporção de pretos e pardos com 25 anos ou mais que concluíram o ciclo básico educacional (ensino médio) chegou a mais da metade (51,3%) dessa população pela primeira vez. No entanto, em relação aos brancos (64,9%), ainda há uma diferença de 13,6 p.p. Essa taxa era de 16,4 p.p. em 2016. Considerando toda a população de 25 anos ou mais que terminou a educação básica obrigatória (ensino médio), ela manteve uma trajetória de crescimento e alcançou 57,4% em 2025. Destaque para o percentual de pessoas com somente o ensino médio completo, que passou de 27,1%, em 2016, para 31,8%, em 2025.

A PESQUISA – Além das informações conjunturais sobre o mercado de trabalho, a PNAD Contínua investiga, anualmente, temas estruturais relevantes para a compreensão da realidade brasileira. O módulo sobre Educação analisa o analfabetismo das pessoas de 15 anos ou mais de idade, o nível de instrução e número médio de anos de estudo das pessoas de 25 anos ou mais, a taxa de escolarização e as taxas ajustadas de frequência escolar líquida, além da condição de estudo e situação na ocupação das pessoas com 15 a 29 anos de idade, entre outros indicadores.

A partir do segundo trimestre de 2020, ano inicial da pandemia de COVID-19, o IBGE alterou a forma de coleta dos dados da PNAD Contínua, passando a realizar as entrevistas, antes presenciais, exclusivamente por telefone, até o final do segundo trimestre de 2021. Essa modalidade de obtenção dos dados gerou impactos na coleta e, consequentemente, uma redução considerável na taxa de aproveitamento da amostra, em 2020 e 2021. Devido à ausência de tais informações, a série histórica da pesquisa abrange o período de 2016 a 2019 e os anos de 2022 a 2024.

MCTI e CNPq abrem chamada de R$ 300 milhões para pesquisas em todas as áreas do conhecimento


A ciência que ajuda a melhorar a vida da população nasce, muitas vezes, de uma pergunta feita dentro de uma universidade, de um instituto de pesquisa ou de um laboratório público. É esse caminho — da ideia ao conhecimento, da investigação à solução — que a Chamada Universal 2026 busca fortalecer em todo o país. Com R$ 300 milhões em investimentos, o Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI) e o Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) vão apoiar projetos de pesquisa em todas as áreas do conhecimento, com inscrições abertas até 3 de agosto.

Ascom/MCTI

A iniciativa tem como objetivo financiar estudos que contribuam para o desenvolvimento científico, tecnológico e para a inovação no Brasil. As propostas podem abordar diferentes temas, da saúde à educação, da agricultura à transição energética, da biodiversidade às tecnologias digitais, desde que apresentem relevância científica e potencial de impacto para o país.

Esta será a terceira edição da Chamada Universal lançada nos últimos quatro anos. As anteriores foram publicadas em 2023 e 2024. A realização de três edições em um intervalo de quatro anos não ocorria desde 2014, o que marca a retomada de uma das ações mais aguardadas pela comunidade científica brasileira.

Do total previsto, R$ 200 milhões serão aportados pelo Fundo Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (FNDCT), gerido pelo MCTI. Outros R$ 100 milhões virão do orçamento próprio do CNPq. Pelo menos 30% dos recursos serão destinados a projetos cuja instituição de execução esteja sediada nas regiões Norte, Nordeste ou Centro-Oeste.

Para a ministra da Ciência, Tecnologia e Inovação, Luciana Santos, a Chamada Universal reafirma o compromisso do governo federal com a reconstrução da capacidade científica do país e com a valorização de pesquisadores em todas as regiões.

“Quando o Brasil investe em ciência, está investindo em soberania, em desenvolvimento e em soluções concretas para melhorar a vida do nosso povo. A Chamada Universal cumpre esse papel: abre oportunidades para pesquisadores em diferentes momentos da carreira, fortalece instituições em todas as regiões e transforma conhecimento em futuro para o país”, afirma Luciana Santos.

A chamada foi estruturada em três faixas, de acordo com o perfil do pesquisador responsável, o tipo de vínculo com a instituição executora e a composição da equipe. O modelo permite contemplar tanto cientistas em início de trajetória após o doutorado quanto grupos liderados por pesquisadores consolidados.

Na Faixa A, serão apoiados grupos liderados por pesquisadores com doutorado recente, concluído a partir de janeiro de 2016, e sem vínculo empregatício estatutário ou celetista com a instituição executora. Essa modalidade contará com R$ 75 milhões do FNDCT. Cada proposta poderá solicitar até R$ 243.520,00, conforme a composição do orçamento e a inclusão de bolsa de pós-doutorado para o coordenador.

A Faixa B também é destinada a grupos liderados por doutores recentes, mas com vínculo estatutário ou celetista com a instituição responsável pelo projeto. O investimento previsto é de R$ 125 milhões, com recursos do FNDCT. Nessa categoria, cada proposta poderá solicitar até R$ 200 mil para despesas de custeio, capital e até uma bolsa de Iniciação Científica, Iniciação Tecnológica e Industrial ou Apoio Técnico.

Já a Faixa C contemplará grupos liderados por pesquisadores consolidados, com doutorado concluído até dezembro de 2015 e vínculo estatutário ou celetista com a instituição executora. A modalidade terá R$ 100 milhões do orçamento do CNPq. Cada projeto poderá receber até R$ 250 mil e deverá reunir, no mínimo, cinco doutores de ao menos duas Instituições de Ciência e Tecnologia nacionais distintas.

O presidente do CNPq, Olival Freire Jr., destaca que a nova edição da Chamada Universal resulta de um esforço de planejamento e mobilização institucional. “A realização de três edições da chamada Universal em um quadriênio é um fato notável, resultado de um grande esforço técnico e político do CNPq”, afirma. Segundo ele, é importante “alavancar recursos para manter e até mesmo ampliar essa frequência”, explicou.

Além do apoio direto aos projetos, o edital também busca fortalecer a formação de novos talentos. Todas as faixas permitem a inclusão de até uma bolsa de Iniciação Científica, Iniciação Tecnológica e Industrial ou Apoio Técnico. Na Faixa A, o coordenador poderá solicitar, exclusivamente para si, uma bolsa de Pós-Doutorado Júnior ou de Pós-Doutorado Sênior, conforme o tempo de conclusão do doutorado.

As propostas deverão ser submetidas exclusivamente pela internet, por meio do Formulário de Propostas online disponível na Plataforma Integrada Carlos Chagas. O prazo termina às 23h59 do dia 3 de agosto, no horário de Brasília. Os resultados preliminares estão previstos para 3 de novembro. O prazo final para recursos será 13 de novembro, e a divulgação da decisão final está marcada para 4 de dezembro.

Entre os critérios de julgamento estão originalidade e relevância da proposta, adequação do orçamento, coerência do cronograma, capacidade da equipe, histórico do proponente, parcerias institucionais e plano de popularização da ciência. O edital prevê que os projetos apresentem ações de divulgação científica em linguagem simples, com foco em públicos não especializados.