quinta-feira, 5 de fevereiro de 2026

Com voo para Lisboa, São Luís terá primeira rota internacional


A capital do Maranhão, São Luís, terá sua primeira rota de voos internacionais regulares de passageiros no Aeroporto Marechal Cunha Machado. A partir de outubro, o terminal vai operar um voo direto para Lisboa. O anúncio foi feito pelo governo do Maranhão e pela empresa aérea TAP Portugal.

O primeiro voo deve partir no dia 26 de outubro, com as passagens disponíveis para venda já a partir desta quinta-feira (5). Serão dois voos semanais conectando diretamente o Maranhão à Europa; sendo um voo direto e outro com escala em Fortaleza (CE).

O avião vai decolar de São Luís à 1h40 da madrugada, sempre às terças e sextas-feiras, com pouso na capital cearense às 3h. A partida de Fortaleza está prevista para 4h30 da manhã, chegando à capital portuguesa às 14h50 no horário local. No trajeto inverso, os aviões vão decolar de Lisboa sempre às segundas e quintas-feiras, às 19h05 da noite no horário local, pousando em São Luís por volta de 0h10.

A aeronave que irá operar a rota tem capacidade para 16 passageiros na classe executiva e 155 na econômica.

E já existe um plano para ampliar o número de voos semanais entre o Brasil e Portugal através da rota maranhense, como destacou o diretor da TAP para as Américas, Carlos Antunes.

"A partir de março do ano que vem, 2027, já passamos a ter três voos por semana. Isso reduz enormemente o tempo de viagem entre a Europa e São Luís do Maranhão."

Com este novo roteiro , a TAP também expande suas operações no Brasil, fazendo de São Luís o 15ª destino da companhia no país e da empresa aérea europeia, a que tem a maior presença no Brasil.

CIÊNCIA Dias de 25 horas? A ciência explica por que não há motivo para alarde


Você viu circular por aí que a Terra passará a ter dias de 25 horas porque a rotação do planeta estaria desacelerando de forma contínua? A informação ganhou força nos últimos dias e não é totalmente incorreta, mas vem acompanhada de certo tom sensacionalista. Essa variação acontece em um ritmo praticamente imperceptível, na casa de milissegundos. Para se ter ideia, 1 milissegundo corresponde a 0,001 segundo. Trata-se de um fenômeno sutil, observado e medido ao longo de décadas e séculos.

A Terra tem dois movimentos principais: rotação e translação. A rotação é o giro em torno do próprio eixo e explica a alternância entre dia e noite. Já a translação é o deslocamento do planeta em uma órbita elíptica ao redor do Sol. Nesse caso, de acordo com o Departamento de Física da Universidade Federal do Paraná, é o movimento de rotação que está na base da discussão que vem sendo difundida.

Segundo o astrônomo do Observatório Nacional (ON) e diretor substituto da unidade vinculada ao Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI), Fernando Roig, o fenômeno é causado fundamentalmente por causa da influência gravitacional da lua através das forças de maré. “Não vai ser necessário fazer nenhum ajuste no calendário, nem nos relógios, nada disso vai ter que ser modificado. Esse não é um fenômeno novo, é conhecido desde o século XVIII”, esclarece o pesquisador.

Além da influência da lua, outros fatores contribuem para a diminuição da velocidade de rotação da Terra. “As mudanças climáticas, tanto nos períodos glaciares, de baixa temperatura, como aquecimento global, se a temperatura da Terra aumentar significativamente. Isso causa alterações na velocidade de rotação da Terra, mas não são alterações tão drásticas”, detalha Roig.

A duração da rotação da Terra é de 24 horas, ou seja, mais precisamente de 23 horas, 56 minutos e 4 segundos, e sua velocidade é de 1,666 Km/h na altura do equador. Nos polos, a velocidade é nula. Fernando Roig ainda enfatiza que esse tipo de notícia, da forma em que ela é normalmente veiculada, atrapalha a divulgação científica.

“Se utilizam títu⁶los com caráter sensacionalista e com caráter exagerado que não contribuem para um correto entendimento do fenômeno físico que existe por trás do problema”, explica o pesquisador.

quarta-feira, 4 de fevereiro de 2026

SINPROESEMMA recebe senador Weverton Rocha e reforça luta em defesa da educação e dos direitos dos trabalhadores e trabalhadoras


A direção do Sinproesemma recebeu na manhã desta terça-feira, 03 de fevereiro, o senador Weverton Rocha (PDT-MA) na sede do Sindicato.

O presidente do Sinproesemma, Raimundo Oliveira, deu boas-vindas ao senador e apresentou as pautas da educação como a Campanha Salarial 2026 dos trabalhadores em educação do Maranhão, a luta pela aprovação do PL 2531/21 que trata sobre o Piso Salarial Nacional dos Funcionários de Escola, além de pautas nacionais importantes em um ano decisivo para o futuro do Brasil.


A direção do Sinproesemma destacou a necessidade de valorização dos trabalhadores em educação, com a garantia do reajuste da Portaria mais as perdas salariais acumuladas, o destravamento da tabela salarial achatada em 2020, o reenquadramento dos funcionários de escolas que estão recebendo abaixo do salário mínimo, reajuste no auxílio alimentação com parâmetros claros, entre outros pontos da pauta que este ano tem 17 itens.

Os diretores do Sinproesemma reforçaram a importância do apoio político e institucional do senador na defesa dessas pautas estaduais e também no Senado Federal.

O senador Weverton se colocou a disposição dos educadores maranhenses e falou sobre o trâmite do PL 2531/21 que deve chegar ao Senado Federal depois do Carnaval.

“O PL 2531 valoriza todos os profissionais trabalhadores da educação, o vigia o administrativo, a merendeira todos os trabalhadores que estão dentro da escola e prevê o pagamento de acordo com o piso do magistério, 75% desse piso, e com isso nós vamos dar dignidade e valorizar esses trabalhadores está aprovado na Câmara dos Deputados, terminando só de vencer alguns prazos burocráticos, mas depois do Carnaval já chega no Senado e ai é com a gente, vamos pra luta”, disse o Senador.


Para o presidente do Sinproesemma, Raimundo Oliveira, o encontro foi positivo e reforça a importância do diálogo entre o sindicato e representantes do Maranhão no Senado Federal.

“Consideramos fundamental esse espaço de diálogo com o senador Weverton Rocha. Trouxemos nossas preocupações e reivindicações, especialmente em relação à campanha salarial 2026 e aos projetos que tramitam no Congresso e que podem impactar diretamente a vida dos trabalhadores e trabalhadoras em educação. Seguiremos firmes na luta em defesa dos direitos da nossa categoria e esperamos contar com o compromisso do senador nessa caminhada”, afirmou Raimundo Oliveira.

Fonte: ASCOM - SINPROESEMMA

Soberania tecnológica se constrói com pessoas: como a formação de talentos impulsiona a autonomia científica do País


Em um mundo em que conhecimento é poder e tecnologia molda competitividade, garantir que o Brasil construa capacidades próprias é mais do que uma ambição: é uma necessidade estratégica. A soberania tecnológica — isto é, a capacidade de desenvolver soluções científicas, produtos e plataformas tecnológicas internamente — abre caminhos para a autonomia econômica e social.

As histórias de quem faz ciência no Brasil costumam começar cedo, muitas vezes ainda na graduação, quando o primeiro contato com a pesquisa abre caminhos que se estendem por toda a vida profissional. É nesse momento que o investimento público se revela decisivo, ao oferecer condições para que talentos sejam formados, permaneçam no sistema científico e avancem em trajetórias de longo prazo, dentro e fora do País.

Ao longo desse percurso, bolsas de estudo, programas de mobilidade e políticas de fomento funcionam como pontes entre a formação inicial e a pesquisa de alto nível. A experiência internacional, longe de representar uma ruptura, passa a integrar um ciclo mais amplo de qualificação, no qual o retorno ao Brasil se torna parte estratégica do fortalecimento da ciência nacional.

No caso do físico Deyvid do Carmo Silva, esse percurso foi sendo construído passo a passo, sempre amparado pelas bolsas do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq). Da iniciação científica ao pós-doutorado no exterior, o apoio público garantiu continuidade, permitiu o amadurecimento acadêmico e o inseriu em redes internacionais de pesquisa.

O retorno ao Brasil, viabilizado pelo programa Conhecimento Brasil, marcou um novo capítulo: a possibilidade concreta de transformar a experiência acumulada fora em infraestrutura, produção científica e formação de novos talentos dentro do País.

“Hoje fica muito claro para mim que esse investimento contínuo em formação realmente funciona: ele forma pesquisadores preparados para atuar em qualquer lugar do mundo e, ao mesmo tempo, cria as condições para que possamos voltar e contribuir para a ciência brasileira”, afirma.

O programa Conhecimento Brasil, executado pelo CNPq com recursos do Fundo Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (FNDCT), é um dos principais exemplos dessa estratégia de qualificação do capital humano. Com foco em atrair pesquisadores brasileiros que atuam no exterior ou que tenham concluído doutorado ou pós-doutorado fora do País, a iniciativa abriu chamadas públicas que resultaram em centenas de projetos aprovados para execução em universidades, instituições de pesquisa e empresas nacionais.

Na chamada mais recente, foram aprovados 599 projetos, com investimento previsto de cerca de R$ 604 milhões. A maior parte das iniciativas é desenvolvida em universidades e institutos de pesquisa brasileiros, além de ações em empresas, com distribuição territorial que contempla regiões historicamente subfinanciadas, como Norte, Nordeste e Centro-Oeste.

Mais do que números, os resultados do programa se traduzem em histórias concretas de continuidade científica, nas quais o retorno ao Brasil não interrompe carreiras, mas amplia impactos e consolida grupos de pesquisa em áreas estratégicas.

Na neurociência, a trajetória de Lívia Hecke Morais segue um fio semelhante. Bolsista desde a graduação, ela acompanhou de perto o papel do CNPq em cada etapa de sua formação, até a experiência internacional que ampliou seu repertório científico. O retorno ao Brasil não significou recomeçar do zero, mas dar continuidade a uma história já em curso, agora com a chance de aplicar o conhecimento adquirido fora em diálogo direto com instituições nacionais, estudantes e grupos de pesquisa locais.

A repatriação representou um ponto de inflexão: a ciência feita no exterior passou a ganhar sentido concreto ao ser incorporada às demandas e desafios do País. “Sem apoio desde cedo, perdemos muitas pessoas com potencial. O Conhecimento Brasil chegou no momento certo, permitindo que minha ciência continuasse a fazer sentido e pudesse ser colocada a serviço do País”, destaca.

De acordo com os dados da demanda bruta submetida às duas chamadas do programa Conhecimento Brasil, mais de 2,5 mil pesquisadores e pesquisadoras brasileiros radicados em 56 países demonstraram interesse em regressar ao Brasil ou atuar em cooperação científica com instituições e empresas nacionais — um indicativo claro da mobilidade da comunidade científica e do potencial de retorno de talentos altamente qualificados ao sistema nacional de ciência e tecnologia.

Já Ana Paula Nascimento de Lima construiu sua carreira em trânsito, circulando por centros de pesquisa internacionais e formando uma rede de colaborações que ultrapassa fronteiras. Essa vivência ampliou sua formação técnica e reforçou uma convicção central: ciência se constrói de forma coletiva e com continuidade. Com o apoio do Conhecimento Brasil, o retorno ao País abre espaço para consolidar linhas de pesquisa, fortalecer parcerias com instituições estrangeiras e atuar na formação de novos pesquisadores, conectando o sistema científico brasileiro a fluxos globais de conhecimento.

“Ciência não se faz sozinha. O papel do CNPq é garantir continuidade, autonomia e colaboração para que possamos construir um legado científico e tecnológico de longo prazo no Brasil”, disse Ana Paula Nascimento de Lima.

Da formação de talentos à autonomia tecnológica

Esse conjunto de iniciativas se insere em uma atuação mais ampla do Governo do Brasil para fortalecer a base científica nacional. O Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI) tem trabalhado de forma articulada para transformar essa visão em política pública, combinando investimentos, programas estruturantes e ações voltadas à formação e à valorização de pesquisadores em todas as regiões do País.

A consolidação da soberania tecnológica passa pela capacidade de estruturar um ecossistema científico sólido, com instituições fortalecidas, financiamento previsível e oportunidades para que profissionais altamente qualificados desenvolvam suas atividades no Brasil. Ao integrar essas frentes, o Poder Público busca reduzir dependências externas, ampliar a produção de conhecimento aplicado e alinhar a ciência às estratégias de desenvolvimento econômico e social.

“A soberania tecnológica não é um conceito distante: constrói-se com investimento contínuo, políticas consistentes e com profissionais qualificados que atuem aqui. Nossa missão é transformar recursos em capacidade produtiva, para que o Brasil decida, produza e inove com autonomia”, afirmou a ministra Luciana Santos ao destacar a importância da formação e da ciência para o futuro do País.

Essa diretriz também se reflete no fortalecimento institucional dos órgãos de fomento. Ampliando o alcance do Conhecimento Brasil e de outras ações estratégicas do CNPq, o Governo do Brasil publicou a Portaria GM/MPO nº 12/2026, que recompôs o orçamento da entidade com um crédito suplementar de R$ 186,3 milhões dedicado à formação, capacitação e à fixação de recursos humanos no sistema nacional de ciência e tecnologia.

Para o presidente do CNPq, Olival Freire Júnior, a recomposição representa um passo relevante na retomada das políticas de fomento. “Com a recomposição de R$ 186 milhões no orçamento de bolsas do CNPq, voltamos ao patamar previsto na PLOA, recuperando cortes anteriores. Trata-se de medida positiva que expressa a sensibilidade do presidente Lula com os desafios da ciência e tecnologia. Contudo, esses valores ainda não bastam para estabilizar o fluxo de bolsas contempladas pelo CNPq”, explicou.

terça-feira, 3 de fevereiro de 2026

Prioridades 2026: fim da escala 6x1 e trabalho por app são destaques na retomada do trabalho legislativo


O Congresso Nacional retomou oficialmente os trabalhos legislativos de 2026 com a abertura do ano legislativo e a entrega da Mensagem Presidencial ao Congresso Nacional. No documento, o Executivo apresenta um balanço das ações recentes e aponta as principais prioridades políticas, econômicas e sociais para o período.

A mensagem reforça a importância do diálogo entre os Poderes e destaca temas estratégicos como crescimento econômico, inovação, sustentabilidade, fortalecimento das políticas públicas e valorização do trabalho com a defesa do fim da escala de trabalho 6x1 e a regulamentação do trabalho por aplicativo, que devem orientar a agenda de debates e votações ao longo do ano.

Câmara

O presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), por sua vez, elencou as principais prioridades de votação na Casa. Entre elas estão a MP do Gás para o Povo (MP 1.313/2025), voltada à ampliação do acesso ao gás e à redução de custos para a população; a PEC da Segurança Pública (PEC 18/2025); as propostas de emenda à Constituição que tratam da redução da jornada de trabalho (PEC 8/2025 e PEC 148/2015); o acordo comercial entre o Mercosul e a União Europeia; o marco legal da Inteligência Artificial (PL 2.338/2023); a MP dos Data Centers (MP 1.318/2025), que busca estimular investimentos em infraestrutura digital; e o projeto que trata da regulamentação do trabalho em aplicativos (PLP 152/2025), tema central no debate sobre as novas formas de relação de trabalho.

Senado

Já o presidente do Congresso Nacional e do Senado Federal, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), utilizou a abertura do ano legislativo para enfatizar entregas recentes ao país, entre elas a aprovação da reforma tributária e de sua regulamentação, além da isenção do Imposto de Renda para quem recebe até cinco mil reais. Ao tratar de temas estruturantes, Alcolumbre destacou ainda a necessidade de as Casas legislativas construírem consensos para avançar em uma agenda que responda às demandas da sociedade brasileira.

Comando das comissões

No âmbito da organização interna da Câmara dos Deputados, após acordo proposto pelo presidente da Casa, Hugo Motta (Republicanos-PB), em reunião de líderes, ficou decidido que as comissões permanentes permanecerão sob o comando dos mesmos partidos do ano passado.

De acordo com o líder do governo, deputado José Guimarães (PT-CE), as bancadas devem se reunir na próxima semana para indicar os nomes que irão presidir os colegiados, com a previsão de instalação das comissões antes do carnaval.

A única exceção será uma permuta acordada entre PL e PSD, pela qual o PSD ficará com a Comissão de Agricultura e o PL assumirá a Comissão de Minas e Energia.

No Senado Federal, não haverá mudanças no comando das comissões, uma vez que os presidentes dos colegiados cumprem mandatos de dois anos.

Mensagem ao Congresso Nacional: https://www.gov.br/casacivil/pt-br/.arquivos/mensagem-ao-congresso-nacional-2026.pdf

SINPROESEMMA realiza o 11º Passeio das (os) Aposentadas (os) em junho com destino a Guaramiranga e Fortaleza


O Sinproesemma realizará, entre os dias 21 e 26 de junho de 2026, o 11º Passeio Turístico das Aposentadas e Aposentados.

Nesta edição, o passeio terá como destinos Guaramiranga (CE), conhecida pelo clima serrano, paisagens exuberantes e tranquilidade e ainda Fortaleza (CE), capital cearense que reúne belas praias, cultura, lazer e infraestrutura turística. A programação foi pensada para proporcionar momentos de convivência, integração e alegria aos pré-aposentados, aposentados e aposentadas associadas ao sindicato. O passeio será organizado pela CETUR Viagens, agência responsável por toda a logística e programação da viagem.

As inscrições iniciam nesta segunda-feira, 2 de fevereiro, e podem ser realizadas na Secretaria Geral do Sinproesemma que fica na Rua Direita, Praia Grande, Centro de São Luís e as vagas são limitadas. Para os pré-aposentados e aposentados associados ao Sinproesemma o investimento é de R$ 1.540,00 à vista ou no pix ou parcelado, com juros do cartão, em até seis vezes, nos cartões de crédito Visa ou Mastercard. No ato da inscrição, é necessário a apresentação de documento oficial com foto e do contracheque do associado.

A secretária de Aposentados do Sinproesemma, Edna Castro, entende que cuidar de quem já contribuiu tanto para a luta dos educadores é uma responsabilidade permanente.

“O nosso passeio é preparado com muito carinho. Pensamos em cada detalhe para que nossas aposentadas e aposentados se sintam acolhidos, valorizados e felizes. É um momento de reencontro, de novas amizades e de celebração da vida”, pontuou Edna.

Para o presidente do Sinproesemma, Raimundo Oliveira, o passeio simboliza respeito e reconhecimento.

“O 11º Passeio das Aposentadas e Aposentados é uma ação que traduz o compromisso do Sinproesemma com aqueles e aquelas que dedicaram suas vidas à educação pública. É um momento de cuidado, lazer e confraternização, mas também de reafirmação do nosso respeito e gratidão a esses trabalhadores e trabalhadoras que ajudaram a construir a nossa história de lutas e conquistas”, disse Oliveira.


Para mais informações sobre o 11º Passeio das Aposentadas e Aposentados do Sinproesemma, os interessados e interessadas podem entrar em contato com a secretária de Aposentados, Edna Castro, pelo telefone (98) 98442-3220, ou ainda com as secretárias adjuntas Socorro Silva, pelo número (98) 98460-0237, e Edenilde Carneiro, pelo telefone (98) 98916-9459

Fonte: ASCOM - SINPROESEMMA

domingo, 1 de fevereiro de 2026

Nova diretoria da CNTE é eleita com 93,76% dos votos no 35º Congresso


Com 93,76% dos votos, a Chapa 10 – “Unidade para Lutar e Conquistar” venceu as eleições para a Direção Executiva e o Conselho Fiscal da Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação (CNTE) para o quadriênio 2026–2030. Com o resultado,Fátima Silva assume a presidência da entidade, dando início a um novo ciclo de lutas à frente da maior confederação de trabalhadores em educação da América Latina.

COMPOSIÇÃO DA DIRETORIA DA CNTE - GESTÃO 2026/2030

A votação ocorreu no sábado, 17 de janeiro, durante o 35º Congresso da CNTE, realizado no Centro de Convenções Ulysses Guimarães, em Brasília (DF), que reuniu cerca de dois mil delegados e delegadas de todas as regiões do país. A chapa vencedora reúne uma ampla aliança de forças políticas — entre elas ARTSIND, CSD, CTB, AE, MS, Avante, Intersindical e Bloco Alternativo — e assume com o compromisso de fortalecer a unidade da categoria diante dos desafios da conjuntura política e educacional.

Também disputou o pleito a Chapa 20 – CNTE com Independência de Classe e Luta, formada por Educadores PSTU - CSP Conlutas, MLS, Democracia e Luta, Lute, CIP, CUT Pode Mais, OSL, MLC, CPE, Revolução Brasileira, Nossa Classe, Unidade Classista, Oposição Revolucionária e independentes.


A eleição de Fátima Silva tem peso simbólico especial para uma categoria composta majoritariamente por mulheres. Ela é a segunda mulher a presidir a CNTE em toda a história da entidade, após Juçara Dutra Vieira (2002–2008).

“Não se trata apenas de ocupar um cargo, mas de reafirmar que as mulheres têm voz, têm história e têm papel central na luta sindical e na construção da educação pública brasileira”, afirma a nova presidenta, Fátima Silva.



Educação, Democracia, Sustentabilidade e Soberania

A divulgação do resultado da eleição da chapa, realizada na manhã deste domingo (18), encerrou o Congresso com o horizonte voltado para a organização da categoria e o enfrentamento dos desafios que se impõem à educação pública brasileira. Foram quatro dias intensos de debates, formulações e encontros que marcaram o Congresso como um dos mais representativos da história recente da entidade

Realizado entre 15 e 18 de janeiro de 2026, o 35º Congresso teve como eixo central a unidade e a resistência, definindo o novo Plano de Lutas da categoria em um contexto de enfrentamento à extrema direita, à mercantilização do ensino e às tentativas de privatização da escola pública.

Desde a cerimônia de abertura, o evento foi atravessado por posicionamentos contundentes contra a militarização da educação e os modelos de escolas cívico-militares. Em seu discurso, o presidente da CNTE (2022-2026), Heleno Araújo, destacou o caráter simbólico e político do encontro como um ato de resistência diante dos ataques sofridos pela educação nos últimos anos.

Debates e análises de conjuntura

A programação do Congresso combinou análise de conjuntura, debates sobre política educacional e sindical, plenárias deliberativas, grupos de trabalho e atividades culturais.

Painéis com convidados como o neurocientista Miguel Nicolelis, a senadora Teresa Leitão e a ministra dos Direitos Humanos e da Cidadania, Macaé Evaristo, colocaram no centro temas como o papel social da escola pública, a valorização docente, a diversidade e a sustentabilidade socioambiental.

O ministro da Secretaria-Geral da Presidência, Guilherme Boulos, também marcou presença no evento e firmou três compromissos centrais com a categoria: o combate à privatização, a valorização dos profissionais e o enfrentamento às escolas cívico-militares. Em declaração aplaudida pela plenária, afirmou que “a escola é lugar de professor e não de militar” e defendeu a educação como ferramenta central para impedir que a população seja manipulada por fake news.

A senadora Teresa Leitão (PT/PE) reforçou que a legislação educacional vigente é fruto da luta histórica dos trabalhadores e defendeu que o campo educacional siga o exemplo do governo Lula na oposição à militarização do ensino.

O evento reuniu ainda ex-presidentes da CNTE como Hermes Zanetti, Carlos Abicalil, Horácio Reis e Juçara Dutra Vieira e Roberto Leão. Eles rememoraram a luta contra a ditadura militar e conquistas fundamentais, como o Fundeb e o Piso Salarial Nacional, reafirmando que a luta sindical é uma construção contínua e coletiva.

Fonte: ASCOM - CNTE