segunda-feira, 5 de outubro de 2026
Entre melodias e improvisos, Choro atravessa gerações e mantém viva uma forma brasileira de fazer música
Uma melodia começa. O cavaquinho encontra o violão, o pandeiro marca o ritmo e outro instrumento responde com uma variação que talvez não estivesse prevista quando a música começou. Em uma roda de Choro, tocar também é escutar. Os músicos acompanham uns aos outros, improvisam e constroem coletivamente uma interpretação que pode fazer uma mesma composição soar diferente a cada encontro.
É nesse espaço de convivência, criação e aprendizado que uma forma de expressão surgida no século XIX continua atravessando gerações. Presente hoje em diferentes regiões do país, o Choro foi registrado pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), em 29 de fevereiro de 2024, como Patrimônio Cultural do Brasil e inscrito no Livro das Formas de Expressão. O reconhecimento tem abrangência nacional.
Mais do que um gênero ou repertório musical, o bem cultural reconhecido reúne modos próprios de tocar, aprender, criar e compartilhar música. Nas rodas, instrumentistas experientes e iniciantes se encontram, repertórios circulam e conhecimentos passam de uma pessoa para outra.
Encontros que deram origem ao Choro
As raízes do Choro remontam ao Rio de Janeiro do século XIX, em um ambiente urbano marcado pelo encontro de diferentes tradições culturais. Sua formação está relacionada à presença de gêneros musicais europeus, às experiências musicais da diáspora africana e às trocas culturais que ocorreram naquele período.
Ao longo do tempo, a prática se espalhou pelo país. Em cada região, incorporou diferentes modos de execução e repertórios, sem perder características que ajudam a reconhecê-la.
A formação instrumental tradicionalmente chamada de “regional” é uma delas. Violão de sete cordas, cavaquinho, pandeiro, bandolim, flauta e clarinete estão entre os instrumentos frequentemente encontrados nos conjuntos, embora as formações possam variar. Cada um desempenha funções que se encontram na execução, entre melodia, ritmo, linhas de baixo e acompanhamento.
Nesse processo, a improvisação ocupa lugar importante. Ornamentações, variações e novas soluções aparecem durante a execução, em uma construção coletiva que permite diferentes interpretações de uma mesma composição.
A história do Choro também foi construída por mulheres. Entre elas está Chiquinha Gonzaga, compositora, pianista e regente que teve papel relevante na consolidação dessa forma de expressão e na música brasileira.
Aprender na roda
Se a roda é espaço de música, também é espaço de transmissão de conhecimento. Parte importante do aprendizado do Choro ocorre pela oralidade, pela observação e pela convivência entre músicos e musicistas.
Quem chega observa quem já toca. Escuta, experimenta, conhece novas músicas e amplia o repertório. Partituras também circulam nesses ambientes, inclusive por meio de manuscritos preservados em acervos pessoais. Assim, memória e prática caminham juntas.
Essa característica aparece também nas recomendações de salvaguarda elaboradas durante o processo de Registro. Entre as propostas estão ações relacionadas ao ensino do Choro, à produção de materiais didáticos, à preservação e digitalização de acervos, ao incentivo às rodas em espaços públicos e ao intercâmbio entre núcleos existentes nas diferentes regiões brasileiras. O dossiê também destaca a preservação da memória de mulheres e de músicos e compositores afrodescendentes historicamente pouco visibilizados.
Brasília na história do Choro
A mais de mil quilômetros do Rio de Janeiro, Brasília construiu uma relação própria com essa história. As primeiras rodas de Choro de que se tem registro na capital remontam à década de 1960, quando músicos se encontravam em residências para tocar. Desse movimento surgiria, anos depois, o Clube do Choro de Brasília.
Em 2008, o Clube do Choro de Brasília foi registrado como Patrimônio Cultural do Distrito Federal, com inscrição no Livro de Registro das Formas de Expressão. O decreto distrital que concedeu o reconhecimento destacou a contribuição da instituição para a formação da identidade cultural de Brasília e para a promoção do Choro.
A relação da instituição com o reconhecimento nacional da manifestação também é direta. O Clube do Choro de Brasília esteve entre os proponentes do pedido de Registro do Choro como Patrimônio Cultural do Brasil, ao lado da Casa do Choro, do Rio de Janeiro, e do Clube do Choro de Santos, além da participação de comunidades de chorões e choronas de diferentes partes do país.
O pedido apresentado pelo Clube de Brasília deu início a um processo que envolveu pesquisa, documentação, mobilização das comunidades e análise técnica até chegar à decisão do Conselho Consultivo do Patrimônio Cultural, em 2024.
Patrimônio que continua sendo criado
O Registro reconhece justamente o caráter vivo dessa forma de expressão. O Choro permanece presente em rodas informais, encontros, festas, escolas e apresentações públicas, mantido por músicos, aprendizes e apreciadores em diferentes partes do Brasil.
Preservá-lo, nesse sentido, não significa manter uma música parada no tempo. As próprias características do Choro mostram o contrário: improvisar, variar, responder ao outro e construir coletivamente fazem parte de sua prática.
Mais de um século depois de suas primeiras manifestações, uma roda ainda pode começar do mesmo gesto simples: músicos se encontram, os instrumentos entram aos poucos e alguém puxa a melodia. Quem conhece acompanha. Quem está aprendendo observa. E, entre uma música e outra, o Choro continua circulando, mudando e sendo transmitido.
Com quase 90 anos, Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional tem como missão a proteção e a promoção dos bens culturais do país
Prestes a completar 90 anos de história, celebrados em janeiro de 2027, o Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), autarquia vinculada Ministério da Cultura (MinC), é responsável pela preservação do Patrimônio Cultural Brasileiro. A entidade atua na proteção e promoção de bens culturais, contribuindo para que permaneçam acessíveis às gerações presentes e futuras.
O Iphan também é responsável pela conservação, salvaguarda e monitoramento dos bens culturais brasileiros reconhecidos pela Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco). A atuação está relacionada às convenções internacionais sobre o patrimônio mundial, de 1972, e sobre o patrimônio cultural imaterial, de 2003.
O Decreto-Lei nº 25, de 30 de novembro de 1937, é o marco legal que organizou a proteção do patrimônio histórico e artístico nacional e fundamentou a criação do Iphan. A autarquia foi instituída em 13 de janeiro do mesmo ano, por meio da Lei nº 378, e tem sua atuação orientada por leis e normas que foram ampliados e atualizadas ao longo de sua história. A Constituição Federal de 1988 é um dos principais referenciais para a política de preservação do patrimônio cultural no país.
Atualmente, o Brasil conta com 1.236 bens tombados, 602 bens ferroviários valorados, mais de 42 mil sítios arqueológicos cadastrados e 67 bens culturais imateriais registrados.
O Conselho Consultivo do Iphan define o que deve ser reconhecido como Patrimônio. Hoje conta com o maior número de representantes da sociedade civil de sua história, incluindo representantes de povos indígenas e quilombolas.
Territórios quilombolas e Novo PAC
Em 23 de novembro de 2023, o Iphan publicou portaria que regulamenta o tombamento de territórios quilombolas e torna mais ágil e simplificado o processo de reconhecimento desses bens. Atualmente, mais de 30 comunidades quilombolas estão em processo de reconhecimento.
Até 2026, pelo Novo Programa de Aceleração do Crescimento (Novo PAC), o Instituto destinará R$ 771 milhões para a execução de 249 ações, entre projetos e obras de preservação do Patrimônio Cultural em todo o Brasil.
Já na área do patrimônio imaterial, o Iphan consolidou a retomada da Política de Salvaguarda dos bens registrados como Patrimônio Cultural do Brasil e retomou o Edital do Programa Nacional do Patrimônio Imaterial (PNPI). Foram R$ 44 milhões investidos entre 2023 e 2026 para fomentar e salvaguardar manifestações, saberes e referências culturais.
O Iphan também é atualmente uma Instituição Científica, Tecnológica e de Inovação (ICT), fortalecendo a pesquisa, a produção de conhecimento e a inovação.
Presença em todo o Brasil
A estrutura do Iphan está presente nas 27 Unidades da Federação, por meio de Superintendências estaduais. A autarquia conta ainda com 37 Escritórios Técnicos, a maioria instalada em cidades que possuem conjuntos urbanos tombados, conhecidas como Cidades Históricas.
Possui ainda seis Unidades Especiais. Quatro estão no Rio de Janeiro: Centro Lucio Costa, Sítio Roberto Burle Marx, Paço Imperial e Centro Nacional de Folclore e Cultura Popular. As outras duas ficam em Brasília: Centro Nacional de Arqueologia e Centro de Documentação do Patrimônio.
Patrimônio material e imaterial
O artigo 216 da Constituição Federal define como patrimônio cultural brasileiro as formas de expressão e os modos de criar, fazer e viver. Também estão incluídas as criações científicas, artísticas e tecnológicas; obras, objetos, documentos, edificações e espaços destinados às manifestações artístico-culturais.
A definição constitucional abrange ainda conjuntos urbanos e sítios de valor histórico, paisagístico, artístico, arqueológico, paleontológico, ecológico e científico.
Os artigos 215 e 216 reconhecem bens culturais de natureza material e imaterial e estabelecem instrumentos para sua preservação, como o registro, o inventário e o tombamento.
domingo, 4 de outubro de 2026
segunda-feira, 28 de setembro de 2026
SINPROESEMMA reúne Núcleos Sindicais no 18º Encontro Estadual, debate soberania, carreira, Fundef e lança campanha por concurso público
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| Dirigentes fortalecidos e preparados |
O Sinproesemma realizou, no sábado (26), em São Luís, o 18º Encontro Estadual de Núcleos Municipais, reunindo dirigentes e representantes dos núcleos do sindicato de diferentes regiões do Maranhão. Com o tema “Políticas Públicas Educacionais e Valorização Profissional: Concurso, Piso e Carreira”, o encontro promoveu um dia de debates sobre a conjuntura política e econômica, os desafios da educação pública, a valorização profissional e as lutas que estão sendo travadas pela categoria nos municípios.
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| Janice Nery, secretária de Representação de Núcleos do Sinproesemma.fala no Encontro |
“O Encontro Estadual de Núcleos é um momento fundamental para fortalecermos a nossa organização de base. Reunir representantes dos municípios, compartilhar experiências, discutir os desafios que estão sendo enfrentados em cada localidade e construir coletivamente os caminhos da nossa luta, fortalece o Sinproesemma e todos os trabalhadores em educação. Este encontro demonstra que temos uma base organizada, participativa e disposta a enfrentar os desafios que estão colocados para os educadores”, frisou Janice Nery, secretária de Representação de Núcleos do Sinproesemma.
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| Presidente Fábio Orlan fala na abertura do 18o Encontro Estadual de Núcleos |
Na abertura dos debates, o jornalista Dilermando Toni apresentou uma análise da conjuntura mundial, abordando as disputas econômicas, políticas e geopolíticas que marcam o cenário internacional e seus reflexos sobre o Brasil.
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| Dilermando Tony fez palestra na Programação e destacou o papel do Brasil no centro das disputas que atravessam o mundo |
Dilermando fez um apanhado sobre o papel do Brasil no centro das disputas que atravessam o mundo, relacionando o cenário internacional aos desafios enfrentados pelos trabalhadores e pelas políticas públicas. Na sequência, o jornalista Ricardo Marques conduziu o debate sobre as eleições de 2026 no Maranhão, apresentando uma análise do cenário político estadual e dos principais elementos que deverão marcar o processo eleitoral.
No período da tarde, os debates foram direcionados para o tema central do encontro. A diretora da CNTE, a educadora Odisseia Pinto abordou sobre piso, carreira e valorização profissional, aprofundando questões relacionadas à estrutura das carreiras, à remuneração e à necessidade de políticas permanentes de valorização dos trabalhadores em educação. A discussão reforçou que a valorização profissional passa pela garantia de salários, carreiras estruturadas e condições de trabalho, além de políticas públicas capazes de fortalecer a educação pública no Brasil.
Outro momento importante da programação foi dedicado aos precatórios do Fundef, uma das principais pautas enfrentadas atualmente pelo Sinproesemma em diferentes municípios do Maranhão.
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| Presidente do SINPROESEMMA Fßbio Orlan |
O presidente em exercício do Sinproesemma, Fábio Orlan, apresentou um panorama das experiências e das lutas desenvolvidas pelo sindicato em várias cidades do Estado. Ele destacou as mobilizações realizadas pelas bases e explicou os diferentes obstáculos encontrados para garantir que os recursos dos precatórios cheguem aos trabalhadores da educação.
Fábio abordou a questão da securitização dos precatórios e outras medidas adotadas por gestores municipais que podem comprometer o recebimento dos Precatórios pelos trabalhadores em educação.
Encerrando a programação, a secretária de representação de núcleos do Sinproesemma, Janice Nery, fez o lançamento da proposta de uma campanha estadual pela realização de concursos públicos e pela valorização dos trabalhadores em educação. A Campanha busca colocar o concurso público no centro da agenda de luta do sindicato, defendendo a ampliação dos quadros efetivos das redes municipais e a valorização dos profissionais que atuam na educação pública.
Para o presidente em exercício do Sinproesemma, Fábio Orlan, foi um encontro de muita efervescência, com participação ativa dos nossos núcleos e debates muito importantes para o presente e o futuro da categoria.
“Discutimos a conjuntura, piso, carreira, valorização profissional e, de forma muito concreta, a luta pelos precatórios do Fundef, que hoje mobiliza trabalhadores em diversos municípios. Encerramos lançando uma proposta de campanha pelo concurso público, porque entendemos que a valorização da educação também passa pela garantia de vínculos efetivos e pela construção das nossas carreiras. Saímos daqui mais fortalecidos e com a responsabilidade de levar esses debates e essas lutas para cada município do Maranhão”, finalizou Fábio Orlan.
Revista Retratos da Escola n.47 aborda combate às violências na escola e os 30 anos da LDB
A Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação (CNTE) publicou a edição v. 20, n. 47 (mai./ago. 2026) da Revista Retratos da Escola, editada pela Escola de Formação da CNTE – Esforce. O número traz o dossiê “Violências na, da e contra as escolas: complexidades de um fenômeno que se relaciona diretamente com as escolas e sua dimensão ética”.
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O dossiê reúne 12 artigos com diferentes abordagens teórico-metodológicas, além de um relato de experiência e de uma homenagem póstuma ao educador Bernard Charlot, cuja obra marcou o pensamento sobre as violências escolares. A organização é das professoras e pesquisadoras Catarina Carneiro Gonçalves, Catarina de Almeida Santos e Miriam Fábia Alves.
O lançamento ocorre no marco dos 30 anos da Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (LDB - Lei nº 9.394/1996), ressaltando a dimensão ética e pedagógica da escola na formação para os direitos humanos e na educação para a não violência. A publicação também destaca o papel desse debate diante do Plano Nacional de Educação (PNE 2026–2036) e dos processos de elaboração dos Planos Estaduais de Educação (PEEs).
A seção Espaço Aberto reúne análises sobre os 30 anos da LDB, focando na gestão democrática da educação e nos desafios de sua efetivação frente às reformas gerenciais. A seção também traz artigos sobre a privatização na formação docente em cursos de Pedagogia, a crítica à plataformização no ensino de artes, equidade e interseccionalidade, pedagogias ancestrais na Educação Indígena Pankararu e narrativas e políticas voltadas à Educação Especial e Inclusiva.
Na seção Relatos de Experiência, educadores e educadoras apresentam reflexões sobre a formação inicial de docentes pela sociedade civil para a prevenção da violência extrema contra escolas, contribuições do Programa de Residência Pedagógica em Ciências Biológicas, a inserção das didatologias circenses na Educação Física e a realização de festas juninas sustentáveis na Educação Infantil.
A edição conta ainda com a publicação do documento institucional da CNTE sobre os 30 anos da LDB e o desafio de uma educação emancipadora e sem violências.
Câmara pode ter nova correlação de forças em 2027
As eleições de 2026 poderão alterar a distribuição de forças na Câmara dos Deputados, mas sem romper completamente com a configuração atual da Casa. Projeção do DIAP para a próxima legislatura indica mudanças no tamanho das principais bancadas e, ao mesmo tempo, um nível de renovação inferior à média histórica. O levantamento compara a composição eleita em 2022, o quadro atual e as faixas estimadas para 2027. Bancadas da Ca?mara — Projec?a?…
Hoje, PL e PP/União dividem a posição de maiores bancadas, com 98 deputados cada, enquanto PT/PCdoB/PV reúne 82 parlamentares. Esse equilíbrio, no entanto, pode mudar após as urnas. Pelo ponto médio das projeções, PP/União passaria a 107 cadeiras, enquanto o PL ficaria com 91 e PT/PCdoB/PV alcançaria 87. Bancadas da Ca?mara — Projec?a?… Bancadas da Ca?mara — Projec?a?…
A distância entre esses grupos, porém, não está definida. As estimativas trabalham com intervalos que se sobrepõem: PP/União pode eleger entre 93 e 121 deputados; PL, entre 78 e 103; e PT/PCdoB/PV, entre 74 e 100. Isso significa que a configuração final das maiores bancadas permanece aberta e dependerá do resultado eleitoral em cada estado. Bancadas da Ca?mara — Projec?a?…
As mudanças também aparecem entre as bancadas intermediárias. PSD e Republicanos apresentam perspectiva de crescimento, com médias projetadas de 52 e 48 cadeiras, respectivamente. Em sentido contrário, o MDB passaria das atuais 38 para uma média de 35 deputados, enquanto PSDB/Cidadania cairia de 19 para 13. O Podemos permaneceria próximo do patamar atual, com 27 cadeiras. Bancadas da Ca?mara — Projec?a?…
Esse possível rearranjo ocorrerá em uma eleição marcada pela forte presença de parlamentares que tentam permanecer na Câmara. Dos 513 deputados, 438 — 85,4% da Casa — disputam a reeleição. A estimativa é de que entre 297 e 315 consigam novo mandato, abrindo espaço para a entrada de 198 a 216 novos deputados. Bancadas da Ca?mara — Projec?a?… Bancadas da Ca?mara — Projec?a?…
Com isso, a renovação projetada fica entre 39% e 43%, abaixo da média de 49% observada desde 1990. O cenário combina, portanto, continuidade de parcela expressiva dos atuais deputados com mudanças na dimensão das bancadas — movimento que ajudará a definir a correlação de forças e a formação das maiorias políticas na Câmara a partir de 2027. Bancadas da Ca?mara — Projec?a?…
O prognóstico considera pesquisas de intenção de voto, recandidaturas, movimentações partidárias, histórico eleitoral, alianças estaduais, estrutura das campanhas e estratégias das legendas. O DIAP ressalta que os números constituem um exercício de projeção, e não pesquisa eleitoral ou indicação de voto, razão pela qual os resultados são apresentados em faixas e podem mudar até a eleição.
Fonte: DIAP
sexta-feira, 25 de setembro de 2026
SINPROESEMMA participa de Escuta Pública e Propositiva sobre os Planos Decenais de Educação no Maranhão
O Sinproesemma participou, na quarta-feira (23/09), da Escuta Pública e Propositiva, promovida pelo Comitê Estadual Maranhão da Campanha Nacional pelo Direito à Educação. O evento foi realizado em parceria com o sindicato e outras entidades que atuam na defesa da educação pública. A atividade aconteceu no auditório da Câmara de Dirigentes Lojistas (CDL), em São Luís.
O encontro reuniu representantes de entidades e organizações ligadas à educação para discutir contribuições à construção dos Planos Decenais de Educação no Maranhão.
A programação teve como foco três eixos de discussão: educação antirracista, justiça socioambiental e valorização dos(as) profissionais da educação. A proposta foi reunir diferentes perspectivas e experiências para contribuir com a construção de políticas educacionais para o cenário maranhense.
Para Maria Raimunda Sousa Nina, secretária adjunta de Assuntos Educacionais do Sinproesemma, a presença dos trabalhadores em educação nesse processo é fundamental:
“Discutir os Planos Decenais de Educação é discutir o futuro da educação pública. Por isso, é fundamental que os profissionais da educação estejam presentes nesse processo, trazendo para o debate a realidade vivenciada nas escolas”, afirmou a professora.
A participação do Sinproesemma no encontro reforça a atuação da entidade nos espaços de discussão e construção de políticas públicas para a educação, além da importância da articulação com outras organizações para fortalecer a defesa da educação pública.
O presidente em exercício do Sinproesemma, Fábio Orlan, destacou a importância da participação do sindicato e da construção coletiva:
“Um debate sobre os Planos Decenais de Educação precisa ouvir quem está todos os dias nas escolas e conhece de perto os desafios da educação pública. O Sinproesemma participa desse processo porque entende que a construção de políticas educacionais precisa contar com a voz dos trabalhadores. É nesse diálogo e na organização coletiva que podemos apresentar propostas e defender uma educação pública que garanta direitos e valorize quem faz a educação acontecer no Maranhão”, declarou o Presidente.
Fonte: ASCOM SINPROESEMMA
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