terça-feira, 3 de março de 2026
Prêmio Jovem Cientista incentiva o desenvolvimento de soluções concretas para questões do cotidiano
Beatriz Vitória da Silva, de 18 anos, aprendeu ainda no ensino médio que a ciência pode nascer do chão da própria comunidade. A estudante da Escola Técnica Estadual Professor Paulo Freire, em Pernambuco (PE), e bolsista do programa Mais Ciência na Escola conquistou o segundo lugar na categoria Ensino Médio do Prêmio Jovem Cientista. Ela, juntamente com colegas e orientação da ETE Professor Paulo Freire, desenvolveu uma solução sustentável para reduzir a poluição causada pela produção de farinha de mandioca e, com isso, transformou a realidade no local em que vive. Trajetórias como essa inspiram o próximo desafio lançado para a premiação: a 32ª edição terá como tema Inteligência Artificial para o Bem Comum. A ideia e convidar estudantes de todo o País a usar a tecnologia para gerar impacto social.
Na edição em que Beatriz Vitória participou, cujo tema foi Resposta às Mudanças Climáticas: Ciência, Tecnologia e Inovação como Aliadas, a competição incentivou estudantes e pesquisadores a desenvolverem soluções concretas para enfrentar um dos maiores desafios do século XXI. Os trabalhos apresentados reforçaram o papel estratégico da produção científica na redução de impactos ambientais, no enfrentamento de eventos extremos e na construção de estratégias de adaptação capazes de proteger populações, ecossistemas e atividades econômicas em todo o País.
A experiência de Beatriz Vitória é exemplo desse compromisso. Ao investigar os impactos da manipueira, resíduo líquido gerado na produção da farinha de mandioca, na comunidade quilombola onde nasceu, no município de Carnaíba (PE), a jovem identificou um problema ambiental e de saúde pública que atravessava gerações. Com apoio do professor orientador e da estrutura do programa Mais Ciência na Escola, ela desenvolveu o projeto FiltroPinha, um sistema de baixo custo produzido a partir das cascas da fruta-pinha, capaz de reduzir a toxicidade do resíduo descartado nas casas de farinha.
“O FiltroPinha foi desenvolvido por um grupo de quatro estudantes, dois de nós do próprio quilombo. Foi muito gratificante perceber que a gente podia criar uma solução par ajudar a nossa comunidade”, afirma a estudante. Para ela, o Prêmio Jovem Cientista reforça que a ciência pode dialogar com a realidade local. “A ciência pode nascer do simples. Essa é uma conquista do grupo e da nossa sociedade.”
Durante a cerimônia, a secretária de Políticas e Programas Estratégicos do MCTI, Andréa Latgé, destacou o caráter transformador da iniciativa do Governo do Brasil. “Vocês são liderança. Quem alcança esse prêmio se torna referência para os colegas e para a comunidade. É muito importante termos boas referências no nosso País”, afirmou.
A secretária também ressaltou a importância de aproximar ciência e política pública. “É fundamental que quem tem curiosidade científica também possa ajudar a formular políticas públicas que tragam mais gente para dentro da ciência”, disse. Para ela, ampliar o acesso à educação científica é um compromisso permanente.
O presidente do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), Ricardo Galvão, enfatizou o Prêmio Jovem Cientista na revelação de talentos. Segundo ele, além da visibilidade nacional, o reconhecimento fortalece algo essencial para a trajetória científica: a autoestima. “Esse reconhecimento é impulsionador das carreiras científicas. É algo que será necessário ao longo de toda a vida profissional”, destacou.
Na premiação de 2025, dez jovens talentos e duas instituições foram reconhecidos por seus trabalhos e pela capacidade de transformar conhecimento científico em impacto social.
Categoria Mestre e Doutor
1º lugar – Elizângela Aparecida dos Santos (UFVJM – MG)
2º lugar – Luíz Fernando Esser (UEM – PR)
3º lugar – Tauany Aparecida da Silva Santa Rosa Rodrigues (UFRJ – RJ)
Categoria Estudante do Ensino Superior
1º lugar – Manuelle Da Costa Pereira (IF Amapá)
2º lugar – Isac Diógenes Bezerra (IFCE)
3º lugar – Anna Giullia Toledo Hosken (Faculdade de Medicina de Petrópolis – RJ)
Categoria Estudante do Ensino Médio
1º lugar – Raul Victor Magalhães Souza (CE)
2º lugar – Beatriz Vitória da Silva (PE)
3º lugar – Gabriel da Silva Santos (PE)
Também foram concedidos prêmios nas categorias Mérito Científico e Mérito Institucional, reconhecendo o papel de pesquisadores e instituições na formação de novas gerações.
Prêmio Jovem Cientista
O 32º Prêmio Jovem Cientista convida estudantes e pesquisadores a refletirem sobre o tema Inteligência Artificial para o Bem Comum, incentivando a inscrição de projetos que explorem o uso responsável, inclusivo e inovador da IA. A iniciativa busca estimular soluções que contribuam para a melhoria da qualidade de vida, o fortalecimento de políticas públicas e a ampliação do acesso a direitos. Cada categoria contempla um público específico, desde estudantes do ensino médio até mestres e doutores, conforme critérios estabelecidos em regulamento.
O Prêmio Jovem Cientista é uma iniciativa do CNPq, agência de fomento do MCTI, em parceria com a Fundação Roberto Marinho, com apoio da Editora Globo e do Canal Futura e patrocínio da Shell. Há mais de 40 anos, a premiação revela talentos, impulsiona a pesquisa no país e investe em estudantes e jovens pesquisadores que buscam soluções inovadoras para os desafios da sociedade brasileira. Todas as informações estão disponíveis no site Prêmio Jovem Cientista.
Cultura reúne 5,9 milhões de trabalhadores e gera R$ 387,9 bilhões na economia, aponta IBGE
A cultura brasileira emprega hoje cerca de 5,9 milhões de pessoas e contribui com R$ 387,9 bilhões em valor adicionado à economia, o equivalente a algo próximo de 3% do PIB. Os dados foram apresentados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), na sexta-feira (27), durante a 5ª edição dos Diálogos SNIIC. O encontro marcou, em 2026, a retomada do ciclo de debates promovido pelo Ministério da Cultura (MinC).
A atividade apresentou resultados do Sistema de Informações e Indicadores Culturais (SIIC) 2013–2024, produzido pelo IBGE, reunindo evidências sobre emprego, empresas, renda, acesso e consumo cultural. A apresentação foi conduzida pelo pesquisador Leonardo Athias, coordenador do SIIC. O debate contou ainda com comentários da secretária de Economia Criativa do MinC, Cláudia Leitão; do diretor de Políticas para Trabalhadores da Cultura e da Economia Criativa, Deryk Vieira Santana; da coordenadora-geral de Avaliação de Políticas Públicas (SGE/MinC), Giuliana Kauark; e da chefe do Serviço de Sustentabilidade Econômica do Patrimônio (Iphan), Martina Ahlert.
Na abertura, a subsecretária de Gestão Estratégica do MinC, Letícia Schwarz, destacou que a proposta do ciclo é aproximar pesquisa e gestão, transformando informação em decisões mais qualificadas.“O objetivo é reunir um conjunto de dados que suscite o debate. Nosso principal objetivo é dialogar para entender como essas informações podem aprimorar nossas políticas, nossa atuação cotidiana e a qualidade das entregas. Queremos saber de que forma esses dados iluminam possíveis ajustes no rumo das políticas públicas”, afirmou.
Empresas formais
No primeiro bloco, Leonardo Athias apresentou o retrato do setor formal a partir do Cadastro Central de Empresas (Cempre/IBGE). Em 2022, o Brasil contabilizava 644,1 mil organizações culturais formalmente constituídas, que empregavam 2,6 milhões de pessoas, das quais 1,7 milhão eram assalariadas. A massa salarial do setor alcançou R$ 102,8 bilhões, com remuneração média mensal de R$ 4.658, valor superior à média nacional.
Segundo o pesquisador, o recorte adotado pelo SIIC não se limita às artes em sentido estrito.“Se o SIIC fosse criado hoje, provavelmente já nasceria incorporando explicitamente o conceito de economia criativa. O recorte vai além da visão restrita de cultura e inclui atividades diretas e indiretas, como fabricação de mídias, equipamentos audiovisuais e serviços associados.”
Com essa delimitação, a cultura representa 6,8% do total de empresas do país e 4,2% do pessoal ocupado formalmente, evidenciando a capilaridade do setor na economia brasileira.
A apresentação também trouxe dados das pesquisas estruturais do IBGE, que realizam coleta direta junto às empresas e permitem estimar receita e valor adicionado. Em 2023, as atividades culturais somaram R$ 910,6 bilhões em receita líquida e R$ 387,9 bilhões em valor adicionado à economia nacional, uma ordem de grandeza próxima de 3% do PIB, em estimativa aproximada.
Leonardo Athias destacou ainda mudanças estruturais na composição do setor ao longo da última década.“Há uma mudança estrutural. Ganham espaço atividades ligadas à internet, software e publicidade”.
Ao comentar os resultados, a secretária Cláudia Leitão ressaltou que a consolidação do SNIIC exige compromisso institucional e rigor conceitual. “Não é possível formular políticas públicas sem informações confiáveis que sustentem a tomada de decisão. Quanto mais dados, metodologias e indicadores conseguirmos desenvolver, melhor para todos”, disse.
Ela também alertou para o risco de naturalizar a dificuldade de mensuração da cultura.
“Há uma percepção recorrente de que o campo cultural é difícil de mensurar. Esse argumento se repete há décadas e pode virar conformismo. Não podemos nos conformar com isso”, enfatizou.
Trabalho, renda e informalidade
No segundo bloco, os dados da PNAD Contínua mostraram estabilidade na participação do setor cultural no mercado de trabalho ao longo da série histórica. Em 2024, a cultura reunia cerca de 5,9 milhões de pessoas ocupadas, o equivalente a 5,8% do total de trabalhadores do país. O ponto mais baixo ocorreu em 2021, durante a pandemia, quando a participação recuou para 5,5%, com recuperação nos anos seguintes.
Leonardo Athias destacou o contraste entre qualificação e informalidade. Em 2024, um total de 30,1% dos ocupados no setor tinham ensino superior completo, percentual superior ao observado no conjunto da economia (23,4%). Ainda assim, 44,6% estavam em ocupações informais e 43% trabalhavam por conta própria. “O setor cultural apresenta maior escolaridade e, ainda assim, maior informalidade. Esse é um contraste importante”.
As desigualdades regionais também são expressivas. Em 2024, as maiores participações do setor no total de ocupados foram registradas em São Paulo (7,6%), Rio de Janeiro (7,0%) e Ceará (7,0%). Na outra ponta, Acre (2,7%), Amapá (2,8%) e Rondônia (2,0%) apresentaram os menores índices. Entre as capitais, destacaram-se Florianópolis (10,7%), São Paulo (10,1%) e Manaus (9,4%).
Nos comentários, Deryk Vieira Santana enfatizou a fragilidade da proteção social no setor. “Dos cerca de 5,8 milhões de trabalhadores do setor, quase 2 milhões estão na informalidade, e a maioria desses trabalhadores informais é composta por microempreendedores individuais. Isso revela um sistema de proteção social extremamente frágil.”
Ele também apontou um padrão recorrente:“há uma feminização da precariedade. Em geral, ocupações com maior presença feminina apresentam maior informalidade”. Segundo o diretor, o desenho das políticas públicas precisa considerar esse cenário. E complementou: “grande parte dos recursos transferidos e executados acaba fomentando o trabalho informal. A pergunta central é como estruturar políticas públicas que contribuam para a formalização, e não para a ampliação da informalidade”, refletiu.
Preços, consumo e acesso digital
No terceiro bloco, Leonardo Athias apresentou o Índice de Preços da Cultura (IPECult), construído a partir de itens do IPCA relacionados ao consumo cultural. Entre 2020 e 2024, enquanto o índice geral de preços acumulou alta próxima de 6%, o IPECult registrou variação aproximada de 3%. “O índice funciona como uma medida indireta de acesso: variações menores de preço sugerem menor barreira econômica ao consumo cultural”, explicou.
A apresentação também trouxe dados sobre acesso digital. Cerca de 90% da população com 10 anos ou mais declarou ter utilizado a internet nos três meses anteriores à pesquisa, tendo o celular como principal dispositivo de conexão. Entre as atividades culturais online mais frequentes estão assistir a vídeos (88,5%), ouvir música ou podcasts (83,5%) e ler notícias ou livros digitais (68,8%). Os jogos eletrônicos aparecem com 30,3%, com maior concentração entre os mais jovens.
Como comentarista, Giuliana Kauark destacou a necessidade de leitura cuidadosa do indicador. “Chamou atenção o fato de a variação registrada ser relativamente baixa. Como o grupo com maior peso na cesta é o de serviços de internet e comunicação, é importante investigar em que medida isso influencia o resultado”. Ela também sugeriu analisar possíveis mudanças no padrão de consumo após a pandemia.
Patrimônio, turismo e sustentabilidade
No bloco final, o pesquisador abordou dados de turismo associados à cultura e à natureza. Em 2024, foram registradas cerca de 1,7 milhão de viagens motivadas principalmente por cultura e gastronomia e aproximadamente 1,5 milhão com foco em natureza, ecoturismo e aventura. “É um campo promissor, mas ainda carente de dados sistemáticos e integrados”.
A comentarista Martina Ahlert ressaltou que o patrimônio aparece de forma transversal nas estatísticas.“O patrimônio natural ou histórico-cultural está fortemente associado a parques e sítios arqueológicos. Já o patrimônio imaterial aparece de forma transversal, o que é relevante, mas dificulta a análise específica”, disse.
Martina também apresentou uma iniciativa em desenvolvimento para preencher parte dessa lacuna. Segundo ela, o Iphan vem estruturando, com o Observatório da Economia Criativa da Bahia (OBEC), uma pesquisa sobre sustentabilidade econômica do patrimônio. “A pesquisa selecionou doze bens reconhecidos como patrimônio mundial, materiais e imateriais, e já realizou campo em seis deles, como o Centro Histórico de Salvador, o Bumba-meu-boi do Maranhão e o Círio de Nazaré. O trabalho busca captar não só os detentores diretos, mas todo o ecossistema associado”, explicou.
O que é o SIIC
O Sistema de Informações e Indicadores Culturais (SIIC), do IBGE, reúne dados sobre o setor cultural brasileiro a partir de diferentes pesquisas e bases administrativas. Produzido desde o início dos anos 2000 em parceria com o Ministério da Cultura, o sistema organiza informações sobre empresas, trabalho, renda, acesso e consumo cultural, subsidiando políticas públicas e decisões estratégicas.
Sobre os Diálogos SNIIC
Os Diálogos SNIIC são encontros mensais dedicados à apresentação e ao debate de pesquisas sobre o setor cultural. O objetivo é fortalecer o uso de dados na formulação e no acompanhamento das políticas culturais, ampliando a capacidade de planejamento e gestão do Ministério da Cultura.
domingo, 1 de março de 2026
Presidente do SINPROESEMMA Raimundo Oliveira participa de reunião da Direção Executiva Nacional da CNTE, em Brasília
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| Professor Raimundo Oliveira |
O presidente do SINPROESEMMA Professor Raimundo Oliveira, que também integra a Diretoria Executiva da Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação, participou da 1ª Reunião da Diretoria Executiva da entidade sob a gestão da presidenta Fátima Silva. O encontro ocorreu nos dias 25 e 26 de fevereiro, em Brasília, reunindo lideranças de todo o país para debater os rumos da luta nacional em defesa da educação pública e dos direitos da categoria.
Na pauta, temas estratégicos que dialogam diretamente com a realidade dos trabalhadores e trabalhadoras em educação: planejamento financeiro da entidade, organização interna da diretoria e, principalmente, a definição de ações políticas fundamentadas no Plano de Lutas da entidade.
A presença do SINPROESEMMA nesse espaço reafirma o compromisso histórico do sindicato com a defesa intransigente da escola pública, da valorização profissional, do piso salarial, das condições dignas de trabalho e da democracia.
Para Raimundo Oliveira o Brasil está diante de um momento político em que torna-se fundamental que os professores e professoras, ao lado de outras brasileiras participem ativamente dos debates que envolvem o futuro do país, defendendo o êxito do governo do Presidente Lula, propondo reformas estruturantes que ajudem o time do Lula a construir um novo projeto de desenvolvimento nacional para o Brasil, onde a educação seja também pilar desse projeto.
Conexão CNM será realizado em São Luís com foco na capacitação e no fortalecimento da gestão municipal
A Confederação Nacional de Municípios (CNM) promove, nos dias 2 e 3 de março de 2026, em São Luís (MA), a edição maranhense do Conexão CNM, iniciativa voltada à qualificação técnica e ao fortalecimento da gestão municipal.
O evento reunirá prefeitos(as), vice-prefeitos(as), vereadores(as), secretários, servidores e demais agentes públicos de municípios filiados à CNM, com uma programação que inclui espaços de diálogo e arenas técnicas em 11 áreas estratégicas, como Assistência Social, Saúde, Educação, Finanças, Jurídico, Previdência, Contabilidade, Cultura, Saneamento e Captação de Recursos e Emendas Parlamentares.
A participação é gratuita para gestores de municípios filiados e adimplentes com o movimento municipalista. Cada inscrito deverá escolher uma temática para acompanhar durante os dois dias, sem possibilidade de troca posterior. Ao final, participantes com pelo menos 80% de frequência receberão certificado, além de acesso a mentoria on-line em até 90 dias após o evento.
A programação completa e as inscrições estão disponíveis no link:
https://conexaocnm.org.br/evento/conexao-cnm-edicao-ma-sao-luis
O credenciamento da imprensa será realizado diretamente no local do evento, não havendo necessidade de inscrição prévia.
Ao longo da programação, estarão disponíveis para entrevistas prefeitos participantes, palestrantes e o presidente da Federação dos Municípios do Estado do Maranhão (FAMEM), Roberto Costa.
sábado, 28 de fevereiro de 2026
Confira o resultado preliminar do Edital de Programação da 6ª Teia Nacional dos Pontos de Cultura
O Ministério da Cultura (MinC), em parceria com o Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Espírito Santo (Ifes), publicou nesta quinta-feira (26) o resultado preliminar do Edital deo Programação da 6ª Teia Nacional – Pontos de Cultura pela Justiça Climática. O evento será realizado entre os dias 24 e 29 de março, emo Aracruz (ES).
O certame mobilizou fazedores de cultura de todas as regiões do país a proporem atividades para o maior evento da Política Nacional de Cultura Viva (PNCV). No total, a Comissão de Seleção e Curadoria analisou mais de 1.700 inscrições para o preenchimento de 197 vagas disponíveis.
Os pré-selecionados têm até a próxima terça-feira (3) para apresentar recursos pelo e-mail: teianacional.2026@ifes.edu.br, conforme o Anexo 8, disponível no Mapa da Cultura. Acesse aqui.
Vagas
As vagas do edital estão distribuídas em oito categorias: artes cênicas, música e/ou manifestações das culturas tradicionais e populares; artes visuais; audiovisual; Feira de Economia Criativa e Solidária; vivências de mestras e mestres; reflexão, formação e debate; experiências do Bem Viver e comunicação colaborativa. Para garantir a equidade, o certame aplicou critérios de regionalização e reservas de vagas: 25% para pessoas negras; 10% para pessoas indígenas; e 5% para pessoas com deficiência.
Benefícios
Os contemplados receberão apoio financeiro direto, via Termo de Execução Cultural (TEC), com valores que variam entre R$ 700,00 e R$ 2 mil. Também estão garantidos transporte, despacho de bagagem e equipamentos, hospedagem, alimentação, translado em Aracruz e a infraestrutura necessária às apresentações, respeitando as especificidades de cada categoria e a capacidade do evento.
Os proponentes aptos que não foram classificados dentro das vagas disponíveis também poderão integrar a programação, contudo, de forma colaborativa e sem ajuda de custo. Além dos Pontos e Pontões de Cultura certificados, puderam se inscrever no edital pessoas físicas, grupos ou coletivos artísticos (sem CNPJ) e entidades sem fins lucrativos (com CNPJ), independentemente de vínculo prévio com a rede.
Doenças raras: conheça ações focadas em acolhimento e tecnologia
O dia mais raro do calendário, 29 de fevereiro, também é lembrado como o Dia Mundial das Doenças Raras. Mesmo quando o ano não é bissexto, como este ano, a mobilização continua sendo lembrada no último dia do mês de fevereiro.


Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), as doenças raras são aquelas que afetam até 65 indivíduos a cada 100 mil pessoas, pouco mais de 1 em cada 2 mil. Estimativa do Ministério da Saúde aponta que cerca de 13 milhões de brasileiros convivem com alguma das quase 8 mil doenças raras já identificadas pelo mundo.
Os diagnósticos em geral são demorados e precisam de atenção especializada. Grande parte das doenças têm origem genética e a maioria não tem cura. Mas com o tratamento certo, a qualidade de vida melhora.
Padre Marlon Múcio na instituição que ajudou a fundar, a Casa de Saúde Nossa Senhora dos Raros - Foto: Casa de Saúde Nossa Senhora dos Raros/Arquivo
Foi por conhecer de perto essa realidade que o Padre Marlon Múcio decidiu fazer a diferença. Por anos, batalhou para descobrir o que significavam os sintomas que sentia desde a infância: surdez, fraqueza muscular, dificuldade para mastigar. Até que foi diagnosticado com Deficiência do Transportador de Riboflavina (RTD), condição genética que afeta a absorção da vitamina B2 pelas células.
Padre Marlon é um dos 15 brasileiros identificados com a síndrome; o mais velho com a doença entre os 350 pacientes no mundo inteiro. Ele não é somente raro, é ultrarraro. E abraçou a missão de ajudar outros como ele.
Em dezembro de 2023, o padre participou da fundação da Casa de Saúde Nossa Senhora dos Raros, em Taubaté, São Paulo. A proposta de criar um hospital exclusivo e gratuito para pessoas com doenças raras já era um sonho antigo do Instituto Vidas Raras. A concretização ganhou força depois que o próprio padre recebeu o diagnóstico, em consulta com geneticista indicada pelo instituto. É o que conta Rosely Cizotti, diretora de comunicação do Instituto Vidas Raras.
Rosely Cizotti, diretora de Comunicação do Instituto Vidas Raras - Foto: Casa de Saúde Nossa Senhora dos Raros
“Na primeira consulta ele teve o diagnóstico. Ele ficou tão grato e tão surpreso que disse 'não podemos deixar outros raros passarem pelo que eu passei’. Ele ficou ainda mais comovido em saber que a trajetória que ele traçou era a mesma jornada de todos os outros pacientes com doenças raras. Ou seja, era muito comum ficar anos e anos e anos recebendo diagnósticos errôneos, sendo desacreditado, desvalorizado, até chegar num diagnóstico quando você já estava exausto de tudo”, lembra Rosely
A instituição filantrópica se apresenta como sendo a primeira totalmente focada no atendimento às pessoas com doenças raras e recebe pacientes de diversos lugares do Brasil e do mundo. Os atendimentos são ambulatoriais e acontecem tanto em parceria com a prefeitura quanto por demanda espontânea, a partir de cadastro e triagem. Sempre de graça.
Podem procurar a casa tanto pessoas já diagnosticadas quanto aquelas que tenham suspeita de doença rara, especialmente após passarem por vários especialistas sem chegar a um veredito. O acesso começa com o preenchimento de um formulário online, em que o paciente relata a própria história clínica e anexa um documento médico para triagem.
A geneticista Manuella Galvão foi residente na equipe que diagnosticou o Padre Marlon, e hoje é diretora médica da Casa de Saúde. O hospital já atendeu mais de 3 mil pessoas, com uma média entre 170 e 200 pacientes por mês, disse a geneticista.
“As pessoas com doenças raras são especiais, né? Do ponto de vista de que elas necessitam de um cuidado especial, especializado. E quando se tem um centro especializado, você acaba virando referência. Por mais que a gente não seja um ambiente hospitalar, de internação e etc, a gente vira um local de referência que as pessoas com doenças raras podem contar. A gente tem um acompanhamento multidisciplinar, completo, e que acolhe nas necessidades com igualdade e equidade, porque não basta ter igualdade, tem que ter equidade também. As duas coisas têm que andar juntas”, explica.
Laboratório do projeto Genomas Raros, realizado em parceria do Einstein Hospital Israelita com o Ministério da Saúde - Foto: Egberto Nogueira/Ímãfoto
É justamente na busca pela equidade que entra o projeto Genomas Raros. A iniciativa nasceu em 2019, apoiada pelo Einstein Hospital Israelita em parceria com o Programa de Apoio ao Desenvolvimento Institucional do Sistema Único de Saúde (Proadi-SUS), e aposta no sequenciamento genético para pacientes com doenças raras e risco hereditário de câncer como ferramenta para facilitar o diagnóstico.
O projeto recebe exclusivamente pacientes do SUS, que precisam ser avaliados por médicos da rede pública e encaminhados formalmente para o programa. Após a indicação, é realizado o sequenciamento genético, exame de alta complexidade que nem sempre está disponível na rotina assistencial. Cerca de 10 mil pessoas já fizeram o sequenciamento molecular pelo projeto. Muitas delas confirmando ou descobrindo diagnósticos que levariam anos sem a tecnologia.
A gerente médica do laboratório clínico e pesquisadora principal do Genoma Raros no Einstein, Tatiana Almeida, conta que um dos objetivos do projeto é testar a viabilidade desses testes, que têm custo elevado, dentro da realidade do SUS.
“Nosso objetivo é o diagnóstico, sem dúvida alguma, mas também entender o quanto esse diagnóstico diminui a jornada do paciente e coloca terapias mais efetivas”, disse a médica.
“O outro cenário é já saber o diagnóstico clinicamente, mas conhecer a variação molecular para aconselhar a família ou mesmo para lançar mão de terapias gênicas. Isso diminui o uso de outros recursos diagnósticos. Então, em vez de mandar a pessoa para ressonância, ou fazer um monte de exames de sangue, faz o sequenciamento, reduz esse tempo, e esse uso de outros recursos diagnósticos. Se a gente conseguir pegar no começo mesmo, e quando aparecer a primeira hipótese já fazer, vamos talvez conseguir um custo-efetividade maior”, explica.
O coordenador-geral de Ações Estratégicas em Pesquisa do Ministério da Saúde, Evandro Lupatini, reforça que, além da estratégia de diagnóstico, o sequenciamento ajuda a entender a realidade das doenças raras no Brasil.
Evandro Lupatini, coordenador-geral de Ações Estratégicas em Pesquisa do Ministério da Saúde - Foto: Ministério da Saúde/Divulgação
“Nossa população é única do ponto de vista de miscigenação. A gente tem uma série de misturas de etnias e isso faz com que a gente seja muito diverso, mas ainda somos um único povo. No momento em que a gente investiga a relação do processo saúde-doença, investiga o nosso DNA, aquilo está dando autonomia e trazendo inovações e descobertas que estão relacionadas só ao nosso povo. Quando a gente pega, por exemplo, bancos de dados genéticos de iniciativas já consolidadas fora do Brasil, esses bancos, eles são de populações muito homogêneas, populações do norte europeu ou da América do Norte. Não tem representação nossa ali, do ponto de vista estatístico e epidemiológico. Por isso é muito necessário que tenhamos nossas pesquisas com o nosso sequenciamento genético para desenvolver ou até aperfeiçoar elementos da política pública, e direcionar tratamentos para serem mais efetivos."
Desde 2014, o Brasil conta com a Política Nacional de Atenção Integral às Pessoas com Doenças Raras no Sistema Único de Saúde, que prevê a organização da rede de atendimento e a ampliação do diagnóstico.
A criação de centros especializados e o investimento em exames genéticos são apontados por especialistas como caminhos para reduzir o tempo até a confirmação da doença e garantir acompanhamento adequado.
No Dia Mundial das Doenças Raras, iniciativas como o Instituto Vidas Raras, a Casa de Saúde Nossa Senhora dos Raros e o projeto Genomas Raros reforçam a importância de ampliar o acesso à informação, ao diagnóstico e ao cuidado especializado.
sexta-feira, 27 de fevereiro de 2026
SINPROESEMMA cobra audiência com governo estadual para avançar nas reivindicações da Campanha Salarial 2026
O SINPROESEMMA protocolou, nesta quarta-feira (25/02), um novo ofício junto ao governo do Maranhão reiterando a necessidade inadiável de uma audiência para discutir a Campanha Salarial 2026.
Embora o governo tenha concedido o reajuste de 10% no Piso Salarial (como cumprimento da Medida Provisória nº 1.334/2026), a direção do SINPROESEMMA alerta que a pauta de reivindicações da categoria é mais ampla que o pagamento e necessita de atenção imediata.
Além disso, a entidade reafirma a necessidade de reunião com a secretária de Estado da Educação, Jandira Dias, e com o governador Carlos Brandão, para que recebam a categoria, representada pelo SINPROESEMMA, e avancem de forma concreta nas reivindicações da Campanha Salarial 2026.
No novo documento, o SINPROESEMMA relembrou o Ofício n° 0002/2026, enviado em 27 de janeiro, e destacou quatro pontos cruciais que ainda não foram atendidos pelo governo estadual:
Correção da Tabela Salarial: O cumprimento do Artigo 30 do Estatuto do Educador, respeitando o interstício de 5% entre as referências para o Professor III.
Descongelamento das Progressões: A regularização e automatização imediata das Progressões por Tempo de Serviço, conforme o Artigo 18 do Estatuto do Magistério.
Concurso Público Já: A realização de certame para todas as áreas (Magistério e Apoio), incluindo a contratação de equipe multidisciplinar (psicólogos, assistentes sociais, fonoaudiólogos, terapeutas ocupacionais e psicopedagogos).
Dignidade Salarial para o Apoio: A equiparação do salário dos profissionais não docentes (vigias e ASGs) ao salário-mínimo nacional, respeitando o Artigo 7º da Constituição Federal.
Postura firme na defesa da categoria
O presidente do SINPROESEMMA, Raimundo Oliveira, afirmou que a entidade manterá uma postura firme na defesa de uma valorização de carreira que alcance todos os trabalhadores e trabalhadoras em educação, do porteiro ao docente.
“O reajuste do piso foi uma conquista da nossa luta e o estrito cumprimento da lei, mas o governo se engana se pensa que vamos aceitar que a valorização pare por aí. A nossa luta é por dignidade real e integral”, destacou o presidente.
Oliveira cobrou que o governo estadual receba a categoria, garantindo todos os direitos, além de melhorar a qualidade da educação na rede pública estadual.
“O governo precisa entender que educação de qualidade se faz com profissionais valorizados em todas as pontas. Não estamos pedindo favores, estamos reivindicando direitos. Queremos essa audiência imediatamente para destravar o concurso público, garantir as progressões automáticas e corrigir essas distorções históricas. A categoria tem pressa e nossa mobilização continuará firme e crescente até que a pauta da Campanha seja atendida”, finalizou.
O SINPROESEMMA aguarda a confirmação da agenda nos próximos dias e convoca a base a permanecer atenta aos chamados da entidade.
Leia o documento completo abaixo:
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