terça-feira, 22 de setembro de 2026

Inclusão de pessoas com deficiência exige estrutura, concurso e formação nas escolas

Estudo do IBGE aponta alta taxa de analfabetismo entre PCDs
e falhas de infraestrutura de acessibilidade em escolas no Brasil

O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgou, na sexta-feira (18), a segunda edição do estudo “Pessoas com deficiência e as desigualdades sociais no Brasil".

A publicação cruza os dados mais recentes do Censo Demográfico, de pesquisas a nível municipal, do Censo Escolar e do Ensino Superior, além de demais instituições para compreender o contexto da população com deficiência no país em diferentes temas.

Para a secretária de Políticas Sociais da Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação (CNTE), Ivonete Cruz Almeida, a pauta das pessoas com deficiência precisa ser entendida como uma questão da condição humana.

“Temos que debater a deficiência não apenas na perspectiva de doença, tratada a partir de um diagnóstico médico, mas uma questão da pessoa humana. Ela é uma pessoa, que tem uma deficiência, portanto, para que ela possa estar na escola, é preciso que sejam garantidas as condições para que ela esteja presente e aprenda. As escolas, para que garantam acessibilidade, inclusão e permanência, precisam compreender quais são as condições sociais, psicológicas e emocionais dos/as estudantes e trabalhadores/as.”

O estudo completo está disponível em formato PDF.

Demografia

Em 2022, segundo o Censo Demográfico, havia 14,4 milhões de pessoas com deficiência, representando 7,3% da população com dois anos ou mais de idade.

Entre elas, havia maior quantidade de pessoas com dificuldade de enxergar (7,9 milhões), seguidas por pessoas com dificuldade de caminhar ou subir degraus (5,1 milhões), de pegar objetos pequenos (2,7 milhões), dificuldades associadas a alguma limitação nas funções mentais (2,7 milhões) e dificuldade de ouvir (2,6 milhões). Além disso, quase quatro milhões de PCDs tinham duas ou mais dessas dificuldades associadas.

Acesso à educação

O estudo aponta que pessoas com deficiência apresentam dificuldades de usufruir do direito à educação. Analfabetismo e baixa frequência escolar são mais comuns entre PCDs, e a infraestrutura das redes ainda não dispõe de recursos de acessibilidade suficientes.

O índice de analfabetismo entre pessoas com deficiência de 15 a 29 anos atingiu os 12,2%, em 2022. Para aqueles com limitações ligadas às funções mentais, a taxa chegou a 40,4%. Em contrapartida, jovens sem deficiência que não têm habilidade de ler e escrever representam apenas 1,0%.

“Ao meu ver, esse alto nível de alfabetismo passa pela ausência de condições de permanência e inclusão. A estrutura das escolas não oferece o necessário para essas pessoas conseguirem avançar na aprendizagem, elas acabam ficando retidas, especialmente aquelas com deficiências ligadas ao mental”, comenta Ivonete.

“Não basta apenas o/a professor/a de sala de aula ser responsabilizado/a por dar o atendimento a estudantes com e sem deficiência. É preciso a garantia de outros profissionais dentro de uma política de atendimento das pessoas com deficiência para que se possa garantir o direito. Isso passa por política de formação e de concurso público de profissionais que tenham essa tarefa”, complementa a secretária.

Infraestrutura

Segundo o Censo Escolar, em 2025, 76,6% das redes públicas dispunham de pelo menos um recurso de acessibilidade, mas só 54,8% tinham banheiro adequado. O percentual de profissionais de apoio para pessoas com deficiência atingiu 32,8%. As salas com aparelhos multifuncionais para atendimento educacional especializado (AEE) estão presentes em 34,5% das escolas.

Em entrevista à CNTE, a professora na rede estadual do Paraná e secretária da Mulher Trabalhadora e Direitos LGBTQIA+ do Núcleo Sindical da APP-Sindicato Metronorte, Eva Lenir Taurinho, comentou sobre a ineficácia da atual infraestrutura escolar a partir de sua experiência enquanto educadora com deficiência física.

“No campo da acessibilidade comunicacional e de sinalização, há uma grave escassez de recursos voltados à orientação espacial e à segurança. A falta de pisos táteis direcionais e de alerta, de mapas táteis e placas em Braille ou com alto contraste visual impede a navegação autônoma pela escola. Os sinais exclusivamente sonoros desconsideram por completo as necessidades de estudantes e professores/as surdos/as”, disse Eva.

Os laboratórios de informática não dispõem de softwares com leitores de tela ou equipamentos acessíveis, como os mouses do tipo trackball ou acionadores por pressão e piscada e teclados especiais. “Essa limitação se estende às plataformas de aprendizagem e aos diários de classe eletrônicos, que no geral não cumprem padrões internacionais de acessibilidade web, dificultando o trabalho de docentes com deficiência visual ou baixo letramento digital acessível.”

Educadores/as com deficiência

No cotidiano das escolas e das instituições de ensino superior, a atuação de educadores e educadoras com deficiência continua a ser pouco expressiva e invisibilizada pelas políticas públicas de gestão de pessoas.

“Esses profissionais encontram barreiras complexas logo na transição entre a formação universitária e a inserção no mercado”, apontou Eva. São necessários mais concursos públicos com ações afirmativas para PCDs, que ofereçam recursos de acessibilidade pautados pelo modelo biopsicossocial da deficiência durante a avaliação.

“Quando conseguem ingressar nas redes públicas ou privadas, as pessoas com deficiência costumam enfrentar uma extrema sobrecarga e falta de infraestrutura e tecnologias assistivas, fatores que levam ao esgotamento físico, adoecimento ou até ao abandono precoce da carreira”, comentou Eva.

A luta por acessibilidade na educação deve fazer parte da mobilização histórica pela valorização da categoria. “Precisamos da criação de rubricas orçamentárias específicas nos fundos da educação, como o Fundeb, e nos planos de carreira das redes públicas, destinadas ao custeio e à manutenção contínua de recursos individuais para os servidores.”

“Equipamentos e softwares como leitores de tela profissionais, mouses e teclados adaptados e lupas eletrônicas precisam ser fornecidos como instrumentos básicos de trabalho fornecidos pelo ente público”, complementou a secretária da APP Metronorte.

Eva argumentou que o fortalecimento da acessibilidade depende da valorização dos/as profissionais especializados, como professores/as de AEE, tradutores e intérpretes de Libras e servidores/as de apoio pedagógico. Além disso, esse suporte deveria ser disponibilizado para educadores/as com deficiência, não apenas estudantes.

“A estruturação de redes de apoio multidisciplinar, que integrem a educação especial a equipes intersetoriais de saúde e assistência social, é fundamental para oferecer suporte integral às demandas dos estudantes e evitar o isolamento e o esgotamento profissional do docente especializado”.

A secretária destacou a necessidade de formação continuada para combater o capacitismo institucional, sobretudo para cargos de gestão e coordenação pedagógica. É indispensável também a revisão dos cursos de licenciatura.

“A educação inclusiva precisa deixar de ser tratada como uma disciplina isolada ou optativa para se transformar em uma diretriz transversal presente em toda a matriz curricular dos futuros educadores”, defendeu Eva.

Fonte: Com informações do IBGE

Fundação Biblioteca Nacional reúne mais de dois séculos de história e preserva a memória bibliográfica do país


Livros, periódicos, manuscritos, mapas, fotografias, gravuras, partituras e registros sonoros integram um acervo que atravessa diferentes períodos da história brasileira. Responsável pela guarda de cerca de 10 milhões de itens, a Fundação Biblioteca Nacional (FBN), vinculada ao Ministério da Cultura (MinC), atua na captação, preservação e difusão da produção intelectual do país e na salvaguarda da memória bibliográfica e documental brasileira.

Com sede no Rio de Janeiro, a instituição também funciona como centro de informação bibliográfica e desenvolve atividades de conservação, pesquisa, tratamento de acervos, cooperação e difusão. Entre suas competências estão ainda o cumprimento da legislação de Depósito Legal, o registro de obras intelectuais, a cooperação com instituições brasileiras e estrangeiras e o assessoramento técnico relacionado à identificação, ao processamento e à preservação de acervos bibliográficos e documentais.

Da Real Biblioteca à Fundação Biblioteca Nacional

A origem da Biblioteca Nacional está ligada à transferência da Real Biblioteca portuguesa para o Brasil após a chegada da Corte ao Rio de Janeiro, em 1808. Parte desse conjunto havia sido formada em Portugal após o terremoto de Lisboa de 1755, que foi seguido por um incêndio responsável pela destruição da antiga Livraria Real.

O decreto de 29 de outubro de 1810 é considerado o marco oficial de criação da Biblioteca Nacional. O acervo foi inicialmente instalado em dependências da Ordem Terceira do Carmo. Nos primeiros anos, a consulta era restrita a estudiosos mediante autorização. Em 1814, a Real Biblioteca foi aberta ao público para consultas.

Com a ampliação contínua das coleções, a instituição passou por diferentes espaços até chegar à sede atual. O prédio localizado na Avenida Rio Branco, no centro do Rio de Janeiro, começou a ser construído em 1905 e foi inaugurado em 1910. Na transferência para o novo edifício, realizada entre 1909 e 1910, cerca de 400 mil obras foram transportadas para o endereço.

A estrutura institucional também mudou ao longo do tempo. Em 1990, a Biblioteca Nacional passou a constituir a Fundação Biblioteca Nacional, criada como fundação pública. Atualmente, a FBN é vinculada ao Ministério da Cultura e tem sede e foro no município do Rio de Janeiro.

Preservação da memória bibliográfica e documental

O acervo da Biblioteca Nacional reúne diferentes tipologias documentais. Entre elas estão livros de obras gerais e raras, documentos manuscritos, mapas, atlas, fotografias, desenhos, gravuras, periódicos, partituras, discos e outros materiais sonoros. Parte dessas coleções pode ser pesquisada por meio de catálogos digitais e serviços presenciais disponibilizados pela instituição.

A preservação desses materiais envolve ações de conservação preventiva, restauração e proteção dos suportes físicos e digitais. O trabalho busca reduzir riscos de deterioração e manter os documentos disponíveis para consulta e pesquisa ao longo do tempo. Além da conservação do patrimônio sob sua guarda, a FBN atua no controle bibliográfico nacional e no processamento técnico dos materiais incorporados às coleções.

Um dos mecanismos utilizados para a formação e atualização da Coleção Memória Nacional é o Depósito Legal, que estabelece o envio à FBN de publicações produzidas no território brasileiro nos casos previstos pela legislação. O procedimento abrange obras bibliográficas, documentais e musicais e tem como finalidade reunir, guardar e permitir a difusão da produção intelectual brasileira.

As regras do serviço estão previstas nas leis nº 10.994/2004 e nº 12.192/2010. Em junho de 2026, a aplicação dessas normas foi regulamentada pela Instrução Normativa FBN nº 1, que dispõe sobre os procedimentos para o Depósito Legal. Entre os materiais abrangidos estão livros, periódicos, partituras, fonogramas e videogramas. Não há cobrança de taxa específica para a realização do depósito.

Acervo também pode ser consultado pela internet

Parte do patrimônio documental sob responsabilidade da instituição está disponível na Biblioteca Nacional Digital (BNDigital), criada para ampliar o acesso remoto aos conteúdos e, ao mesmo tempo, reduzir o manuseio dos documentos originais. A plataforma reúne materiais em domínio público ou cuja disponibilização tenha sido autorizada pelos titulares dos direitos autorais.

Outro instrumento disponível é a Hemeroteca Digital Brasileira, voltada principalmente à consulta de periódicos. A ferramenta permite pesquisar publicações por título, período, edição, local de publicação e palavras-chave. Dessa forma, jornais e revistas de diferentes épocas podem ser consultados pela internet por pesquisadores, estudantes e demais interessados.

A FBN também mantém catálogo on-line para a localização de itens das coleções e oferece serviço de pesquisa a distância para brasileiros e estrangeiros que não residam na Região Metropolitana do Rio de Janeiro. A solicitação pode envolver informações, levantamento e compilação de registros bibliográficos e, quando permitida, reprodução de documentos em domínio público. O serviço é acessado pela plataforma Gov.br.

Direitos autorais

Outra atribuição da Fundação Biblioteca Nacional é o registro de obras intelectuais. O serviço é realizado pelo Escritório de Direitos Autorais (EDA) e abrange criações literárias, artísticas, científicas e de outras naturezas contempladas pela legislação.

O registro é facultativo e não constitui condição para que uma obra tenha proteção autoral. Ele funciona como meio de comprovação de informações relacionadas à autoria e à titularidade e pode contribuir para a segurança jurídica dos autores e demais titulares de direitos.

Desde 14 de abril de 2026, os pedidos digitais do Escritório de Direitos Autorais são processados por uma nova interface na plataforma Gov.br. Também permanecem disponíveis formas de solicitação presencial e por correspondência, conforme o tipo de atendimento.

Pesquisa, acessibilidade e visitação

Além das ferramentas digitais, a Biblioteca Nacional disponibiliza consulta presencial a diferentes segmentos do acervo, mediante as regras e os agendamentos de cada área. Há serviços específicos para coleções de cartografia, iconografia, manuscritos, música, obras raras, obras gerais e publicações seriadas, entre outros conjuntos documentais.

A instituição mantém ainda o serviço Biblioteca Acessível, destinado a auxiliar pessoas com deficiência visual e pessoas idosas em pesquisas nas coleções. Visitas orientadas à sede e consultas aos salões de leitura também podem ser realizadas mediante agendamento prévio. Os horários e condições de acesso variam conforme o serviço e devem ser verificados nos canais oficiais antes da visita.

A sede da Biblioteca Nacional fica na Avenida Rio Branco, 219, no Centro do Rio de Janeiro. Informações sobre pesquisa, visitação, acesso às coleções físicas e digitais, Depósito Legal, direitos autorais e demais serviços estão disponíveis no portal da Fundação Biblioteca Nacional.

sábado, 19 de setembro de 2026

Conexão MA/BA: cantora Iuna Falcão apresenta a turnê “UMAMI” pela primeira vez em São Luís


Natural de São Luís do Maranhão e radicada em Salvador, a cantora e compositora Iuna Falcão retorna à sua cidade natal para apresentar pela primeira vez na capital maranhense, a sua nova turnê, intitulada “UMAMI”, que dá nome ao seu último disco. O show único será no próximo dia 26 de setembro (sábado), às 20h, no Reviver Hostel, no Centro Histórico.

Em sua nova fase musical, a multiartista maranhense mergulha nas raízes do tradicional reggae do Maranhão e as encontra com jazz, dub e música negra contemporânea.

No álbum “UMAMI”, Iuna Falcão volta seu olhar para outro pilar da cultura maranhense: o reggae e a tradição das radiolas.


[imagens para download aqui - crédito @mmeneson]

[OUÇA ‘UMAMI’ AQUI]

“É um projeto que apresenta uma sonoridade marcada por graves intensos, texturas densas e ambiências sensoriais. A intenção foi criar uma atmosfera que dialoga com a noite e com os afetos presentes na cultura popular de São Luís”, ressalta a cantora.

Misturando referências do Maranhão e da Bahia, a obra incorpora elementos do jazz, da MPB, da música eletrônica e da black music, criando uma sonoridade própria, marcada por camadas rítmicas e sensoriais.

Participações especiais

Ao longo da turnê, a multiartista tem promovido diversos encontros e parcerias no palco - em Salvador, por exemplo, recebeu a participação da cantora maranhense Célia Sampaio, grande referência do reggae nacional. Já em São Paulo, recebeu Núbia, uma das principais expoentes da nova geração do reggae feito no Maranhão.

Em São Luís, não será diferente: a festa será marcada por uma noite de música, dança e conexão com a força das radiolas, dos melôs e dos sound systems, com a participação especial da cantora Jadsa (BA) e abertura da discotecagem do DJ Pureza (BA).

Os ingressos já estão disponíveis e podem ser adquiridos no site Sympla, no link: https://www.sympla.com.br/evento/iuna-falcao-umami-em-sao-luis/3562912

Serviço

Show: Iuna Falcão apresenta turnê “UMAMI” em São Luís;

Data: 26 de setembro (sábado);

Local: Reviver Hostel, na R. de Nazaré, 200, no Centro Histórico de São Luís;

Horário: a partir das 20h

Ingressos: R$ 10 (meia) e 20 (inteira), no link: https://www.sympla.com.br/evento/iuna-falcao-umami-em-sao-luis/3562912

Programação:

· Discotecagem DJ Pureza (BA);

· Show Iuna Falcão com participação especial de Jadsa (BA).

quarta-feira, 16 de setembro de 2026

Filme "Feito Pipa" é escolhido representante do Brasil no Oscar 2027


A Academia Brasileira de Cinema anunciou, nesta quarta-feira (16), Feito Pipa, de Allan Deberton, como o representante do país na disputa por uma vaga no Oscar 2027.

Feito Pipa contou com apoio da Política Nacional Aldir Blanc de Fomento à Cultura (PNAB), PNAB Ceará, do governo do Ceará, Banco Regional de Desenvolvimento do Extremo Sul (BRDE), do Fundo Setorial do Audiovisual (FSA), Agência Nacional do Cinema (Ancine) e Ministério da Cultura.

O filme acompanha a história de Gugu, um menino que sonha em se tornar jogador de futebol. O menino mora com a avó e, com uma piora no quadro de saúde da responsável, ele tenta esconder do pai a situação para evitar ser separado dela. Estão no elenco Lázaro Ramos, Teca Pereira e o garoto Yuri Gomes.

O longa foi rodado em Quixadá, no Ceará, e nasceu de memórias de infância dos roteiristas Deberton e André Araújo em Russas, interior cearense, construindo uma narrativa sobre amadurecimento, pertencimento e afeto.

O filme teve sua estreia mundial no Festival de Berlim, onde venceu o Urso de Cristal, uma premiação concedido pelo público jovem, e o grande prêmio do júri da mostra paralela Generation Kplus. Feito Pipa estreia nas salas de cinema brasileiras no dia 5 de novembro.

Ano Brasil-China

Durante o 28º Festival Internacional de Cinema de Xangai (SIFF), realizado no âmbito das comemorações do Ano Cultural Brasil-China, Feito Pipa integrou a exposição Belt and Road Film Week e a Mostra Focus Brazil.

Próximos passos

Ser escolhido para representar o Brasil ainda não garante a indicação. Cada país aponta um filme à Academia norte-americana, que analisa e seleciona aqueles que concorrem ao prêmio de Melhor Filme Internacional. Os indicados serão divulgados no dia 21 de janeiro de 2027 e a cerimônia do Oscar será no dia 14 de março de 2027.

Em 2025, o Brasil venceu a categoria pela primeira vez com o filme Ainda Estou Aqui, de Walter Salles e neste ano voltou a ser indicado com O Agente Secreto, de Kleber Mendonça Filho, mas acabou não levando o prêmio.

De acordo com a Academia Brasileira de Cinema, ao todo, 15 longas-metragens foram inscritos e habilitados para a seleção e seis foram pré-selecionados.

Foram eles: 100 Dias, de Carlos Saldanha;
A Fabulosa Máquina do Tempo, de Eliza Capai;
A Natureza das Coisas Invisíveis, de Rafaela Camelo;
Feito Pipa, de Allan Deberton;
Nosso Segredo, de Grace Passô;
Vicentina Pede Desculpas, de Gabriel Martins.

URGENTE! Relator muda tramitação no Senado e ameaça avanços no PL 2531/2021


A decisão do senador Marcelo Castro (MDB-PI), relator do PL 2531/2021 na Comissão de Educação e Cultura do Senado Federal (CE), de publicar seu parecer sobre a matéria antes mesmo de promover audiência pública previamente agendada – compromisso reiterado pelo parlamentar na sessão ordinária da CE no último dia 1º de setembro –, compromete o processo de ajustes necessários à proposta legislativa e expõe, mais uma vez, o caráter eleitoreiro que tem predominado esta pauta importante para a valorização dos profissionais da educação e, consequentemente, para a qualidade da escola pública.

No dia 14/09/2026, o relator protocolou parecer sobre o PL 2531/2021, mantendo integralmente o texto aprovado na Câmara dos Deputados, o qual, como bem se sabe, possui incongruências que podem prejudicar a efetivação do piso salarial destinado aos funcionários da educação. Neste mesmo dia, uma representação da Direção da CNTE esteve reunida com o relator, no Estado do Piauí, e alertou o parlamentar sobre a necessidade de ajustes no texto da Câmara, alguns presentes no relatório do Grupo de Trabalho coordenado pelo Ministério da Educação e outros de autoria da CNTE. Eis os principais pontos sugeridos pela CNTE para corrigir o PL 2531/2021:

1. A profissionalização é critério elementar para recebimento do piso profissional. A LDB define a formação técnica-pedagógica para os funcionários da educação em seu art. 62-A (o qual deve ser mantido), e seu não cumprimento poderá acarretar inconstitucionalidades, pois trabalhadores “leigos” não fazem jus a piso profissional.

2. Como forma de contemplar mais trabalhadores e de incentivar a profissionalização dos atuais servidores da educação – condição essencial também para elevar a qualidade da educação –, a CNTE propõe a fixação de valor nominal do piso dos funcionários no mesmo patamar do piso do magistério, dada a equivalência no nível de formação profissional, e a fixação de 60% do piso dos funcionários àqueles trabalhadores sem a formação exigida no art, 62-A da LDB. O projeto pode, ainda, estabelecer prazo de até 10 anos para que todos cumpram a exigência da formação profissional. Em 1996, a LDB criou a década da formação dos professores, pois naquele momento o país ainda possuía muitos docentes leigos. E o mesmo deve ser feito agora com os funcionários da educação.

3. Assim como no piso do magistério, o PL 2531/21 precisa assegurar no mínimo o piso do art. 206, VIII da CF-1988 aos funcionários que detêm direito à paridade e à integralidade em suas aposentadorias.

4. O art. 37, XIII da CF-1988 não permite indexar vencimentos e critérios de atualização anual entre categorias de servidores públicos. Logo, o PL 2531/21 possui fragilidade em seu art. 2º, caput, que fixa o piso dos funcionários ao percentual de 75% do piso do magistério.

5. O PL 2531/21 precisa dispor de critério próprio para a atualização do piso dos funcionários, ainda que seja o mesmo previsto para o magistério. Porém, essa disposição tem que constar expressamente na Lei, a fim de superar questionamentos quanto à sua constitucionalidade.

6. O referido GT coordenado pelo MEC apontou a disposição do Executivo Federal em honrar o piso dos funcionários através do VAAT-FUNDEB. Porém, a Emenda Constitucional nº 108/2020,embora permita remunerar os agentes administrativos da educação com recursos do Fundo, limita o piso salarial dentro do FUNDEB apenas ao magistério (art. 212-A, XII). E esse é outro ponto passível de questionamento judicial. Por isso, a CNTE propõe uma Proposta de Emenda Constitucional (PEC) para incorporar o piso dos funcionários administrativos também na estrutura do FUNDEB.

Embora o senador Marcelo Castro tenha mantido o compromisso em realizar debate público sobre o PL 2531/2021, a publicação do relatório validando, antecipadamente, o texto da Câmara, contrapõe os compromissos assumidos pelo relator, especialmente após a retirada do pedido de urgência em plenário, cujo objetivo consistiu exatamente em aprofundar o debate sobre a matéria.

Por essa razão, a CNTE requer a reconsideração do parecer do relator, publicado em 14/09, devendo o mesmo observar a conclusão do calendário abaixo.



A CNTE também reitera seu compromisso com a aprovação e sanção do PL 2531/21, neste ano de 2026, razão pela qual considera essencial realizar os ajustes no texto da Câmara, o quanto antes.

domingo, 13 de setembro de 2026

AEB abre inscrições para 37 cursos gratuitos sobre ciência e tecnologia espacial


Agência Espacial Brasileira (AEB) abriu novas turmas para 37 cursos gratuitos da AEB Escola Virtual. A nova edição amplia as possibilidades de formação em ciência, tecnologia e atividades espaciais e inclui seis novos cursos. As inscrições ficam abertas até 15 de outubro.

Também passa a integrar a plataforma a categoria Ciências Agrárias e Biológicas, que estreia com o curso Saúde e Autossuficiência Humana em Contextos Espaciais Análogos.

A oferta reúne conteúdos que vão além da astronomia e da exploração espacial. Os cursos abordam temas como programação, eletrônica, meteorologia, oceanografia, sensoriamento remoto, foguetes, nanossatélites, gestão de projetos, direito espacial, geopolítica, segurança e defesa, além de metodologias para o ensino de ciências.

As atividades são on-line e assíncrona, permitindo que os participantes acompanhem os conteúdos de acordo com sua disponibilidade. O acesso é feito pela Plataforma AEB Escola Virtual. Após o início do curso, o participante terá até dois meses para concluir as atividades e, atendidos os requisitos previstos, emitir o certificado.

Conheça os cursos

Segmento Globe

Professor Globe Observer — formação para utilizar ferramentas e protocolos do programa Globe Observer, aproximando educação, ciência cidadã e observação do ambiente

Cientista Globe — apresenta práticas de investigação científica e coleta de dados ambientais, estimulando a participação em atividades de ciência cidadã

Protocolo Árvores — aborda procedimentos para observação e coleta de informações sobre árvores e vegetação, contribuindo para o estudo dos sistemas terrestres

Ciências Exatas e da Terra

Programação de Algoritmos em Python

Minicurso – Fibra Óptica e Geoplano — apresenta conceitos relacionados à fibra óptica e ao uso do geoplano em atividades práticas de aprendizagem

Minicurso – Células Solares e Circuito Elétrico — aborda princípios básicos de geração de energia por células solares e conceitos relacionados a circuitos elétricos

Minicurso – Arduino — apresenta a plataforma Arduino e seus princípios básicos, permitindo o contato com programação, eletrônica e desenvolvimento de projetos

Linguagens de Programação — introduz conceitos fundamentais relacionados às linguagens de programação e à lógica utilizada no desenvolvimento de soluções computacionais

Introdução à Oceanografia Física — apresenta processos físicos que ocorrem nos oceanos e sua relação com fenômenos ambientais e climáticos

Introdução à Meteorologia — aborda conceitos fundamentais sobre a atmosfera, tempo e clima e fenômenos meteorológicos

Vamos fazer Ciência – Ciclo da Água e da Pedosfera — utiliza o ciclo da água e os processos relacionados ao solo como caminhos para a observação e investigação científica

Narrativas Visuais com IA — apresenta possibilidades de utilização de ferramentas de inteligência artificial na criação de narrativas e conteúdos visuais


Ciências Aeroespaciais


Engenharia de Produto no Setor Aeroespacial — apresenta conceitos relacionados ao desenvolvimento e à gestão de produtos para o setor aeroespacial, desde requisitos até etapas do processo de engenharia

Curso de Astronomia — introduz conceitos fundamentais da astronomia e apresenta conhecimentos sobre os principais objetos e fenômenos do Universo.

Mistérios do Universo — explora questões relacionadas à origem, evolução e constituição do Universo, aproximando o público de temas da astronomia e da cosmologia

Sensoriamento Remoto — apresenta conceitos, tecnologias e aplicações de imagens e dados obtidos por sensores, incluindo o uso de informações para observar e monitorar a superfície terrestre

Astronomia Básica (com audiodescrição e tradução em Libras) — oferece uma introdução aos principais conceitos da astronomia com recursos de acessibilidade, ampliando o acesso ao conteúdo

Introdução à Maturidade Tecnológica e suas Métricas — apresenta conceitos utilizados para avaliar o grau de maturidade de tecnologias e acompanhar sua evolução até aplicações práticas

Um voo pelo universo dos foguetes: teoria e prática — aborda princípios relacionados aos foguetes e à física envolvida em seu funcionamento, combinando conceitos teóricos e atividades práticas

Introdução aos Nanossatélites — apresenta conceitos sobre pequenos satélites, suas características, desenvolvimento e aplicações em missões espaciais

Minicurso – Introdução à Física de Foguetes Aplicado ao Ensino de Ciências Espaciais – Espaço, movimentos, gravidade e peso — trabalha conceitos de espaço, movimento, gravidade e peso a partir da física aplicada aos foguetes e ao ensino de ciências espaciais

Minicurso – Introdução à Física de Foguetes Aplicado ao Ensino de Ciências Espaciais – Conceitos Iniciais — apresenta conceitos fundamentais da física de foguetes e possibilidades de aplicação desses conhecimentos em atividades educacionais

Introdução à Propulsão Espacial I e II — apresenta fundamentos dos sistemas de propulsão utilizados em atividades espaciais e conceitos relacionados ao funcionamento desses sistemas

Introdução à Astronáutica Análoga — aborda estações espaciais análogas, exploração espacial, missões à Lua e a Marte, carreiras aeroespaciais, sustentabilidade, saúde e agricultura espacial. A formação também apresenta a experiência da estação análoga Habitat Marte

Experimentação para lançamento de foguetes — apresenta atividades experimentais relacionadas à construção e ao lançamento de foguetes, aproximando conceitos científicos de experiências práticas

Satélites — introduz conceitos sobre satélites artificiais, suas características, funcionamento e aplicações no contexto das atividades espaciais.

Viagens Espaciais: do sonho à realidade — apresenta aspectos científicos e tecnológicos envolvidos nas viagens espaciais e na exploração humana do espaço

Ciências Humanas e Sociais

Trajetória orçamentária recente do setor espacial — apresenta conceitos relacionados ao orçamento público e informações sobre a trajetória dos recursos destinados ao setor espacial

Recent Budgetary Trajectory of the Space Sector — versão em inglês do curso sobre orçamento e trajetória recente dos recursos destinados ao setor espacial

História do setor espacial — percorre acontecimentos e processos que contribuíram para a formação e a evolução das atividades espaciais

Curso Introdutório à Geopolítica Aeroespacial — apresenta conceitos básicos de geopolítica e sua relação com o ambiente aeroespacial e as atividades espaciais

Curso Básico de Direito Espacial — introduz conceitos e normas relacionados às atividades espaciais e ao conjunto de regras que orientam o uso e a exploração do espaço exterior

Gestão de Projetos Aeroespaciais — aborda conceitos e ferramentas de gestão aplicados ao planejamento, execução e acompanhamento de projetos do setor aeroespacial

Segurança e Defesa do Espaço Exterior — discute aspectos relacionados à segurança, à defesa e ao uso do espaço exterior, incluindo questões estratégicas e geopolíticas

Metodologias ativas e inovação no ensino de ciências aeroespaciais — apresenta estratégias inovadoras para o ensino de conteúdos relacionados às ciências e tecnologias aeroespaciais.

Ciências Agrárias e Biológicas

Saúde e Autossuficiência Humana em Contextos Espaciais Análogos — nova formação da plataforma que amplia a abordagem da AEB Escola para temas relacionados à saúde, à sustentabilidade e à autossuficiência humana em ambientes que simulam condições de missões espaciais.

Sobre a AEB

A AEB, órgão central do Sistema Nacional de Desenvolvimento das Atividades Espaciais (Sindae), é uma autarquia pública vinculada ao Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI), responsável por formular, coordenar e executar a Política Espacial Brasileira.

Desde sua criação, em 10 de fevereiro de 1994, a agência trabalha para viabilizar os esforços do Estado brasileiro na promoção do bem-estar da sociedade por meio do emprego soberano do setor espacial.

sábado, 12 de setembro de 2026

Com shows de Oswaldo Montenegro e Tom Cleber, Sesc comemora 80 anos com programação gratuita em São Luís e Itapecuru

Oswaldo Montenegro

Uma programação especial e gratuita. Assim será a grande festa de comemoração aos 80 anos do Sesc, com shows, apresentações culturais e atividades de lazer por todo o país. E no Maranhão, não será diferente. O Sesc-MA preparou uma série de ações em celebração ao aniversário, tanto em São Luís quanto em Itapecuru-Mirim.

Na capital maranhense, neste domingo (13), na Lagoa da Jansen, o público ludovicense poderá conferir o aguardado show do cantor e compositor Oswaldo Montenegro, que promete embalar a noite com grandes canções que marcam sua carreira, como “Bandolins”, “Estrelas”, “Intuição”, “Lua e Flor”, “A Lista”, “Léo e Bia” e “Lembrei de Nós”.

Entre violões e piano, o artista sobe ao palco às 19h30 e estará acompanhado pelo multi-instrumentista Alexandre Meu Rei e pela flautista Madalena Salles - parceira musical que o acompanha desde a adolescência.

flautista Madalena Salles

Além do cantor, o Festival Sesc 80 Anos terá, também, a partir das 17h30, as apresentações dos Corais Vozes da Sabedoria e Sons da Maturidade, formados por integrantes do Trabalho Social com Idosos (TSI), além da Orquestra Sesc Musicar, projeto do Sesc-MA que reúne jovens músicos.

Na Lagoa da Jansen, o Sesc-MA preparou um espaço equipado para o público, com estrutura completa, voltada a idosos e pessoas com baixa mobilidade, além de intérprete de libras e acessibilidade.

Itapecuru-Mirim

Assim como em São Luís, o município de Itapecuru-Mirim também será palco da grande festa do Sesc. A comemoração será neste sábado (12), na Praça Gomes de Sousa, com foco em evidenciar a importância do Sesc para a comunidade itapecuruense, destacando a trajetória e a contribuição da entidade nas áreas de educação, cultura, lazer, saúde e assistência

Cantor Tom Cleber

Na cidade, o Festival Sesc 80 Anos inicia às 16h - entre as principais atrações, estão a apresentação do espetáculo de dança do ventre “Day El Said”, seguida pela discotecagem do DJ Glaydson Botelho às 18H20, show pirotécnico às 19h e apresentação musical do cantor Tom Cleber, às 21h15.

A noite de celebração terá, ainda, espaços Lúdicos e recreativos, bem como ações voltadas para o público infantil, como oficina de slime, pintura facial, jogo de tabuleiro gigante, experiências de realidade virtual com óculos 3D e plataforma 360°, circuito recreativo e cultural, contação de histórias, espaço playground, pula-pula, brinquedos infláveis, muro de escalada e touro mecânico.

Outro destaque da programação será a “Tenda da Saúde”, que fará orientações de saúde das 16h30 às 19h, bem como distribuição de panfletos em alusão à “Campanha Setembro Amarelo: Prevenção ao Suicídio”.

SERVIÇO

O que: Festival Sesc 80 anos, com shows em Itapecuru-Mirim (sábado, dia 12) e São Luís (domingo, dia 13)

Onde: Na Praça Gomes de Sousa, em Itapecuru-Mirim; e na Lagoa da Jansen, em São Luís

Entrada gratuita