segunda-feira, 5 de outubro de 2026
Com quase 90 anos, Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional tem como missão a proteção e a promoção dos bens culturais do país
Prestes a completar 90 anos de história, celebrados em janeiro de 2027, o Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), autarquia vinculada Ministério da Cultura (MinC), é responsável pela preservação do Patrimônio Cultural Brasileiro. A entidade atua na proteção e promoção de bens culturais, contribuindo para que permaneçam acessíveis às gerações presentes e futuras.
O Iphan também é responsável pela conservação, salvaguarda e monitoramento dos bens culturais brasileiros reconhecidos pela Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco). A atuação está relacionada às convenções internacionais sobre o patrimônio mundial, de 1972, e sobre o patrimônio cultural imaterial, de 2003.
O Decreto-Lei nº 25, de 30 de novembro de 1937, é o marco legal que organizou a proteção do patrimônio histórico e artístico nacional e fundamentou a criação do Iphan. A autarquia foi instituída em 13 de janeiro do mesmo ano, por meio da Lei nº 378, e tem sua atuação orientada por leis e normas que foram ampliados e atualizadas ao longo de sua história. A Constituição Federal de 1988 é um dos principais referenciais para a política de preservação do patrimônio cultural no país.
Atualmente, o Brasil conta com 1.236 bens tombados, 602 bens ferroviários valorados, mais de 42 mil sítios arqueológicos cadastrados e 67 bens culturais imateriais registrados.
O Conselho Consultivo do Iphan define o que deve ser reconhecido como Patrimônio. Hoje conta com o maior número de representantes da sociedade civil de sua história, incluindo representantes de povos indígenas e quilombolas.
Territórios quilombolas e Novo PAC
Em 23 de novembro de 2023, o Iphan publicou portaria que regulamenta o tombamento de territórios quilombolas e torna mais ágil e simplificado o processo de reconhecimento desses bens. Atualmente, mais de 30 comunidades quilombolas estão em processo de reconhecimento.
Até 2026, pelo Novo Programa de Aceleração do Crescimento (Novo PAC), o Instituto destinará R$ 771 milhões para a execução de 249 ações, entre projetos e obras de preservação do Patrimônio Cultural em todo o Brasil.
Já na área do patrimônio imaterial, o Iphan consolidou a retomada da Política de Salvaguarda dos bens registrados como Patrimônio Cultural do Brasil e retomou o Edital do Programa Nacional do Patrimônio Imaterial (PNPI). Foram R$ 44 milhões investidos entre 2023 e 2026 para fomentar e salvaguardar manifestações, saberes e referências culturais.
O Iphan também é atualmente uma Instituição Científica, Tecnológica e de Inovação (ICT), fortalecendo a pesquisa, a produção de conhecimento e a inovação.
Presença em todo o Brasil
A estrutura do Iphan está presente nas 27 Unidades da Federação, por meio de Superintendências estaduais. A autarquia conta ainda com 37 Escritórios Técnicos, a maioria instalada em cidades que possuem conjuntos urbanos tombados, conhecidas como Cidades Históricas.
Possui ainda seis Unidades Especiais. Quatro estão no Rio de Janeiro: Centro Lucio Costa, Sítio Roberto Burle Marx, Paço Imperial e Centro Nacional de Folclore e Cultura Popular. As outras duas ficam em Brasília: Centro Nacional de Arqueologia e Centro de Documentação do Patrimônio.
Patrimônio material e imaterial
O artigo 216 da Constituição Federal define como patrimônio cultural brasileiro as formas de expressão e os modos de criar, fazer e viver. Também estão incluídas as criações científicas, artísticas e tecnológicas; obras, objetos, documentos, edificações e espaços destinados às manifestações artístico-culturais.
A definição constitucional abrange ainda conjuntos urbanos e sítios de valor histórico, paisagístico, artístico, arqueológico, paleontológico, ecológico e científico.
Os artigos 215 e 216 reconhecem bens culturais de natureza material e imaterial e estabelecem instrumentos para sua preservação, como o registro, o inventário e o tombamento.
domingo, 4 de outubro de 2026
segunda-feira, 28 de setembro de 2026
SINPROESEMMA reúne Núcleos Sindicais no 18º Encontro Estadual, debate soberania, carreira, Fundef e lança campanha por concurso público
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| Dirigentes fortalecidos e preparados |
O Sinproesemma realizou, no sábado (26), em São Luís, o 18º Encontro Estadual de Núcleos Municipais, reunindo dirigentes e representantes dos núcleos do sindicato de diferentes regiões do Maranhão. Com o tema “Políticas Públicas Educacionais e Valorização Profissional: Concurso, Piso e Carreira”, o encontro promoveu um dia de debates sobre a conjuntura política e econômica, os desafios da educação pública, a valorização profissional e as lutas que estão sendo travadas pela categoria nos municípios.
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| Janice Nery, secretária de Representação de Núcleos do Sinproesemma.fala no Encontro |
“O Encontro Estadual de Núcleos é um momento fundamental para fortalecermos a nossa organização de base. Reunir representantes dos municípios, compartilhar experiências, discutir os desafios que estão sendo enfrentados em cada localidade e construir coletivamente os caminhos da nossa luta, fortalece o Sinproesemma e todos os trabalhadores em educação. Este encontro demonstra que temos uma base organizada, participativa e disposta a enfrentar os desafios que estão colocados para os educadores”, frisou Janice Nery, secretária de Representação de Núcleos do Sinproesemma.
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| Presidente Fábio Orlan fala na abertura do 18o Encontro Estadual de Núcleos |
Na abertura dos debates, o jornalista Dilermando Toni apresentou uma análise da conjuntura mundial, abordando as disputas econômicas, políticas e geopolíticas que marcam o cenário internacional e seus reflexos sobre o Brasil.
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| Dilermando Tony fez palestra na Programação e destacou o papel do Brasil no centro das disputas que atravessam o mundo |
Dilermando fez um apanhado sobre o papel do Brasil no centro das disputas que atravessam o mundo, relacionando o cenário internacional aos desafios enfrentados pelos trabalhadores e pelas políticas públicas. Na sequência, o jornalista Ricardo Marques conduziu o debate sobre as eleições de 2026 no Maranhão, apresentando uma análise do cenário político estadual e dos principais elementos que deverão marcar o processo eleitoral.
No período da tarde, os debates foram direcionados para o tema central do encontro. A diretora da CNTE, a educadora Odisseia Pinto abordou sobre piso, carreira e valorização profissional, aprofundando questões relacionadas à estrutura das carreiras, à remuneração e à necessidade de políticas permanentes de valorização dos trabalhadores em educação. A discussão reforçou que a valorização profissional passa pela garantia de salários, carreiras estruturadas e condições de trabalho, além de políticas públicas capazes de fortalecer a educação pública no Brasil.
Outro momento importante da programação foi dedicado aos precatórios do Fundef, uma das principais pautas enfrentadas atualmente pelo Sinproesemma em diferentes municípios do Maranhão.
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| Presidente do SINPROESEMMA Fßbio Orlan |
O presidente em exercício do Sinproesemma, Fábio Orlan, apresentou um panorama das experiências e das lutas desenvolvidas pelo sindicato em várias cidades do Estado. Ele destacou as mobilizações realizadas pelas bases e explicou os diferentes obstáculos encontrados para garantir que os recursos dos precatórios cheguem aos trabalhadores da educação.
Fábio abordou a questão da securitização dos precatórios e outras medidas adotadas por gestores municipais que podem comprometer o recebimento dos Precatórios pelos trabalhadores em educação.
Encerrando a programação, a secretária de representação de núcleos do Sinproesemma, Janice Nery, fez o lançamento da proposta de uma campanha estadual pela realização de concursos públicos e pela valorização dos trabalhadores em educação. A Campanha busca colocar o concurso público no centro da agenda de luta do sindicato, defendendo a ampliação dos quadros efetivos das redes municipais e a valorização dos profissionais que atuam na educação pública.
Para o presidente em exercício do Sinproesemma, Fábio Orlan, foi um encontro de muita efervescência, com participação ativa dos nossos núcleos e debates muito importantes para o presente e o futuro da categoria.
“Discutimos a conjuntura, piso, carreira, valorização profissional e, de forma muito concreta, a luta pelos precatórios do Fundef, que hoje mobiliza trabalhadores em diversos municípios. Encerramos lançando uma proposta de campanha pelo concurso público, porque entendemos que a valorização da educação também passa pela garantia de vínculos efetivos e pela construção das nossas carreiras. Saímos daqui mais fortalecidos e com a responsabilidade de levar esses debates e essas lutas para cada município do Maranhão”, finalizou Fábio Orlan.
Revista Retratos da Escola n.47 aborda combate às violências na escola e os 30 anos da LDB
A Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação (CNTE) publicou a edição v. 20, n. 47 (mai./ago. 2026) da Revista Retratos da Escola, editada pela Escola de Formação da CNTE – Esforce. O número traz o dossiê “Violências na, da e contra as escolas: complexidades de um fenômeno que se relaciona diretamente com as escolas e sua dimensão ética”.
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O dossiê reúne 12 artigos com diferentes abordagens teórico-metodológicas, além de um relato de experiência e de uma homenagem póstuma ao educador Bernard Charlot, cuja obra marcou o pensamento sobre as violências escolares. A organização é das professoras e pesquisadoras Catarina Carneiro Gonçalves, Catarina de Almeida Santos e Miriam Fábia Alves.
O lançamento ocorre no marco dos 30 anos da Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (LDB - Lei nº 9.394/1996), ressaltando a dimensão ética e pedagógica da escola na formação para os direitos humanos e na educação para a não violência. A publicação também destaca o papel desse debate diante do Plano Nacional de Educação (PNE 2026–2036) e dos processos de elaboração dos Planos Estaduais de Educação (PEEs).
A seção Espaço Aberto reúne análises sobre os 30 anos da LDB, focando na gestão democrática da educação e nos desafios de sua efetivação frente às reformas gerenciais. A seção também traz artigos sobre a privatização na formação docente em cursos de Pedagogia, a crítica à plataformização no ensino de artes, equidade e interseccionalidade, pedagogias ancestrais na Educação Indígena Pankararu e narrativas e políticas voltadas à Educação Especial e Inclusiva.
Na seção Relatos de Experiência, educadores e educadoras apresentam reflexões sobre a formação inicial de docentes pela sociedade civil para a prevenção da violência extrema contra escolas, contribuições do Programa de Residência Pedagógica em Ciências Biológicas, a inserção das didatologias circenses na Educação Física e a realização de festas juninas sustentáveis na Educação Infantil.
A edição conta ainda com a publicação do documento institucional da CNTE sobre os 30 anos da LDB e o desafio de uma educação emancipadora e sem violências.
Câmara pode ter nova correlação de forças em 2027
As eleições de 2026 poderão alterar a distribuição de forças na Câmara dos Deputados, mas sem romper completamente com a configuração atual da Casa. Projeção do DIAP para a próxima legislatura indica mudanças no tamanho das principais bancadas e, ao mesmo tempo, um nível de renovação inferior à média histórica. O levantamento compara a composição eleita em 2022, o quadro atual e as faixas estimadas para 2027. Bancadas da Ca?mara — Projec?a?…
Hoje, PL e PP/União dividem a posição de maiores bancadas, com 98 deputados cada, enquanto PT/PCdoB/PV reúne 82 parlamentares. Esse equilíbrio, no entanto, pode mudar após as urnas. Pelo ponto médio das projeções, PP/União passaria a 107 cadeiras, enquanto o PL ficaria com 91 e PT/PCdoB/PV alcançaria 87. Bancadas da Ca?mara — Projec?a?… Bancadas da Ca?mara — Projec?a?…
A distância entre esses grupos, porém, não está definida. As estimativas trabalham com intervalos que se sobrepõem: PP/União pode eleger entre 93 e 121 deputados; PL, entre 78 e 103; e PT/PCdoB/PV, entre 74 e 100. Isso significa que a configuração final das maiores bancadas permanece aberta e dependerá do resultado eleitoral em cada estado. Bancadas da Ca?mara — Projec?a?…
As mudanças também aparecem entre as bancadas intermediárias. PSD e Republicanos apresentam perspectiva de crescimento, com médias projetadas de 52 e 48 cadeiras, respectivamente. Em sentido contrário, o MDB passaria das atuais 38 para uma média de 35 deputados, enquanto PSDB/Cidadania cairia de 19 para 13. O Podemos permaneceria próximo do patamar atual, com 27 cadeiras. Bancadas da Ca?mara — Projec?a?…
Esse possível rearranjo ocorrerá em uma eleição marcada pela forte presença de parlamentares que tentam permanecer na Câmara. Dos 513 deputados, 438 — 85,4% da Casa — disputam a reeleição. A estimativa é de que entre 297 e 315 consigam novo mandato, abrindo espaço para a entrada de 198 a 216 novos deputados. Bancadas da Ca?mara — Projec?a?… Bancadas da Ca?mara — Projec?a?…
Com isso, a renovação projetada fica entre 39% e 43%, abaixo da média de 49% observada desde 1990. O cenário combina, portanto, continuidade de parcela expressiva dos atuais deputados com mudanças na dimensão das bancadas — movimento que ajudará a definir a correlação de forças e a formação das maiorias políticas na Câmara a partir de 2027. Bancadas da Ca?mara — Projec?a?…
O prognóstico considera pesquisas de intenção de voto, recandidaturas, movimentações partidárias, histórico eleitoral, alianças estaduais, estrutura das campanhas e estratégias das legendas. O DIAP ressalta que os números constituem um exercício de projeção, e não pesquisa eleitoral ou indicação de voto, razão pela qual os resultados são apresentados em faixas e podem mudar até a eleição.
Fonte: DIAP
sexta-feira, 25 de setembro de 2026
SINPROESEMMA participa de Escuta Pública e Propositiva sobre os Planos Decenais de Educação no Maranhão
O Sinproesemma participou, na quarta-feira (23/09), da Escuta Pública e Propositiva, promovida pelo Comitê Estadual Maranhão da Campanha Nacional pelo Direito à Educação. O evento foi realizado em parceria com o sindicato e outras entidades que atuam na defesa da educação pública. A atividade aconteceu no auditório da Câmara de Dirigentes Lojistas (CDL), em São Luís.
O encontro reuniu representantes de entidades e organizações ligadas à educação para discutir contribuições à construção dos Planos Decenais de Educação no Maranhão.
A programação teve como foco três eixos de discussão: educação antirracista, justiça socioambiental e valorização dos(as) profissionais da educação. A proposta foi reunir diferentes perspectivas e experiências para contribuir com a construção de políticas educacionais para o cenário maranhense.
Para Maria Raimunda Sousa Nina, secretária adjunta de Assuntos Educacionais do Sinproesemma, a presença dos trabalhadores em educação nesse processo é fundamental:
“Discutir os Planos Decenais de Educação é discutir o futuro da educação pública. Por isso, é fundamental que os profissionais da educação estejam presentes nesse processo, trazendo para o debate a realidade vivenciada nas escolas”, afirmou a professora.
A participação do Sinproesemma no encontro reforça a atuação da entidade nos espaços de discussão e construção de políticas públicas para a educação, além da importância da articulação com outras organizações para fortalecer a defesa da educação pública.
O presidente em exercício do Sinproesemma, Fábio Orlan, destacou a importância da participação do sindicato e da construção coletiva:
“Um debate sobre os Planos Decenais de Educação precisa ouvir quem está todos os dias nas escolas e conhece de perto os desafios da educação pública. O Sinproesemma participa desse processo porque entende que a construção de políticas educacionais precisa contar com a voz dos trabalhadores. É nesse diálogo e na organização coletiva que podemos apresentar propostas e defender uma educação pública que garanta direitos e valorize quem faz a educação acontecer no Maranhão”, declarou o Presidente.
Fonte: ASCOM SINPROESEMMA
Conheça a trajetória e a atuação do Instituto Brasileiro de Museus
Preservar acervos, produzir conhecimento, envolver a sociedade e tornar as diferentes memórias do país acessíveis ao público. Essas são algumas das frentes que orientam o trabalho do Instituto Brasileiro de Museus (Ibram), autarquia vinculada ao Ministério da Cultura (MinC).
A atuação do Instituto abrange todo o território nacional. Além de administrar 30 museus federais, o Ibram coordena políticas públicas para o setor, mantém sistemas de informação, promove a formação de profissionais e desenvolve ações de educação, acessibilidade, participação social e proteção do patrimônio museológico.
O Ibram tem como missão garantir à população brasileira o direito às memórias por meio do fortalecimento dos museus, da gestão dos museus do Ibram e da valorização do campo museal e seus agentes.
Sua atuação é orientada pelos valores da diversidade, democracia, participação social, acessibilidade universal e sustentabilidade e desenvolvida em diálogo com museus, Pontos de Memória, estados, municípios, universidades e organizações da sociedade civil.
Da Política Nacional de Museus à criação do Ibram
A criação do Ibram começou a tomar forma em 2003, com o lançamento da Política Nacional de Museus. Construída com a participação de profissionais, instituições e representantes do setor, a política estabeleceu diretrizes para a preservação, a valorização e o desenvolvimento dos museus brasileiros.
O processo foi consolidado em janeiro de 2009 por dois marcos legais. A Lei nº 11.904 instituiu o Estatuto de Museus, com princípios e parâmetros para o funcionamento das instituições. Já a Lei nº 11.906 criou o Ibram como autarquia federal, com autonomia administrativa e financeira. O Instituto assumiu a coordenação da Política Nacional de Museus e a gestão dos museus federais até então vinculados ao Iphan.
Após a extinção do Ministério da Cultura, em 2019, o Ibram esteve vinculado aos ministérios da Cidadania e do Turismo. Com a recriação do MinC, em 2023, voltou a integrar a estrutura do Ministério da Cultura.
Políticas para os museus brasileiros
Cabe ao Ibram formular e acompanhar políticas públicas para o campo museal, apoiar a preservação dos acervos e produzir informações que ajudem a compreender a realidade dos museus brasileiros. Programas, editais, pesquisas, publicações e orientações técnicas fazem parte desse trabalho.
A Política Nacional de Museus estabelece diretrizes para a atuação no campo museal. Ela define os museus e os processos de memória como instrumentos de cidadania, inclusão social e valorização da diversidade cultural.
O planejamento do setor para os próximos anos está reunido no Plano Nacional Setorial de Museus, construído com cerca de 700 contribuições de profissionais, instituições, redes, gestores públicos e representantes da sociedade civil.
São 39 diretrizes organizadas em quatro eixos. Elas tratam de temas como gestão, financiamento, preservação, participação social, acessibilidade, diversidade, sustentabilidade e transformação digital.
Instituições federais em nove estados
Os 30 museus administrados pelo Ibram estão distribuídos por nove estados. A rede reúne acervos históricos, artísticos, arqueológicos, etnográficos, documentais e bibliográficos, preservados por instituições com trajetórias e relações distintas com seus territórios.
Entre eles estão o Museu da Abolição, no Recife (PE); o Museu das Missões, em São Miguel das Missões (RS); o Museu da Inconfidência, em Ouro Preto (MG); e o Museu Nacional de Belas Artes, no Rio de Janeiro (RJ). A rede também inclui museus dedicados a personalidades, períodos históricos, expressões artísticas e diferentes experiências sociais e culturais do país.
Muitos desses museus funcionam em edificações dos séculos 18, 19 e 20, originalmente destinadas a outros usos. Há palácios, residências, construções militares e religiosas e antigas casas de Câmara e Cadeia.
Os Museus Ibram ocupam uma área aproximada de 931 mil metros quadrados. São 99 edificações, além de jardins históricos, áreas verdes, espaços de proteção ambiental e matas nativas.
Os espaços realizam exposições, pesquisas, ações educativas e atividades culturais. Também trabalham para o acesso aos acervos e novas leituras sobre a história, a memória e a diversidade do país.
Um retrato do segmento
Quantos museus existem no Brasil? Onde estão localizados? Que tipos de acervo preservam? Para responder a essas e outras perguntas, o Cadastro Nacional de Museus (CNM) reúne, sistematiza e divulga informações sobre as instituições museológicas brasileiras.
Os dados podem ser consultados na plataforma MuseusBr, que reúne informações sobre localização, gestão, acervos, infraestrutura, acessibilidade, serviços e visitação. Atualmente, a base apresenta 4,1 mil museus e 536 Pontos de Memória.
A plataforma também abriga o Registro de Museus, instrumento previsto no Estatuto de Museus. Os dois mecanismos têm funções diferentes. O Cadastro permite mapear e conhecer as instituições; o Registro tem caráter documental e acompanha processos como criação, fusão, incorporação, cisão ou extinção de museus.
Tecnologia, acesso e proteção dos acervos
No campo da difusão digital, a Brasiliana Museus reúne e disponibiliza acervos de instituições brasileiras em repositório digital para consulta pública. Museus de todo o país podem aderir à iniciativa e integrar seus acervos à plataforma.
O Ibram é reconhecido como Instituição Científica, Tecnológica e de Inovação (ICT). Nessa condição, o Instituto e os museus sob sua gestão podem participar de editais e chamamentos de apoio à pesquisa relacionados, entre outros temas, à conservação, à investigação de acervos e ao desenvolvimento tecnológico.
Na área de proteção, o Instituto mantém o Cadastro de Bens Musealizados Desaparecidos (CBMD), que reúne dados e imagens de objetos furtados, roubados ou desaparecidos para subsidiar sua identificação e recuperação.
O Ibram também realiza ações de fiscalização para verificar o cumprimento das normas de segurança e preservação aplicáveis aos museus.
Participação social e mobilização
A participação social orienta a atuação do Ibram, desde a formulação das políticas públicas até as ações desenvolvidas pelos museus. O diálogo é feito por meio de conselhos, órgãos colegiados, consultas públicas, audiências, encontros territoriais e grupos de trabalho.
Entre essas instâncias estão o Conselho Consultivo do Patrimônio Museológico (CCPM), que assessora o Instituto em temas relacionados às políticas e ao patrimônio museológico, e o Comitê Consultivo do Programa Pontos de Memória (CCPPM), formado por representantes do poder público e da sociedade civil das cinco regiões do país. O Sistema Brasileiro de Museus (SBM), por sua vez, articula museus públicos, privados e comunitários.
O diálogo com os territórios também está presente no Programa (re)Conexões, que promove encontros em diferentes estados para compartilhar experiências, identificar demandas locais e construir agendas de trabalho para o setor museal.
O Programa Pontos de Memória é voltado a iniciativas desenvolvidas por comunidades e coletivos culturais. A certificação possibilita a inclusão da iniciativa no Cadastro Nacional de Pontos de Memória e sua participação nas ações previstas pelo programa.
Essa participação também se expressa em mobilizações como a Semana Nacional de Museus, realizada em maio, e a Primavera dos Museus, em setembro. A programação é construída pelos próprios museus e Pontos de Memória, de acordo com suas realidades e seus públicos.
Outro espaço de diálogo é o Fórum Nacional de Museus, que reúne profissionais, pesquisadores, gestores, estudantes, organizações e movimentos sociais para compartilhar experiências e debater os rumos das políticas para o setor.
Educação, acessibilidade e fomento
A Política Nacional de Educação Museal (PNEM) estabelece orientações para práticas e programas educativos e culturais no setor museal. Sua construção contou com a participação de educadores, profissionais e instituições.
Na área da acessibilidade, o programa Acesse Museus reúne ações relacionadas à acessibilidade nos espaços museais, abrangendo aspectos físicos, de comunicação, informação, metodologia e atitude.
A formação dos profissionais é desenvolvida por meio de cursos, oficinas, publicações e orientações técnicas. O Programa Saber Museu reúne conteúdos sobre gestão, documentação, preservação de acervos, educação, acessibilidade e outros temas do cotidiano das instituições.
Já a Política de Economia de Museus e Pontos de Memória reúne ações relacionadas à sustentabilidade e à gestão dessas instituições.
Atuação internacional
A atuação internacional do Ibram envolve cooperação técnica e participação em fóruns e iniciativas do setor museal. As atividades incluem intercâmbio de experiências e participação em ações relacionadas a políticas públicas para museus.
Entre as iniciativas está o Programa Ibermuseus, criado a partir da Declaração da Cidade de Salvador, assinada em 2007 pelos 22 países ibero-americanos. O Brasil integra o Conselho Intergovernamental e participa de ações de formação, pesquisa, educação, produção de dados e proteção do patrimônio.
O Instituto também atua em iniciativas da Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco), do Mercosul Cultural e do Brics. Nesses espaços, participa de debates e projetos relacionados à função social dos museus, à preservação de acervos e ao combate ao tráfico ilícito de bens culturais.
Informações sobre políticas, programas, serviços, editais e ações do Ibram estão disponíveis no portal do Instituto e em seus perfis oficiais nas redes sociais.
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