sábado, 28 de fevereiro de 2026

Confira o resultado preliminar do Edital de Programação da 6ª Teia Nacional dos Pontos de Cultura


O Ministério da Cultura (MinC), em parceria com o Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Espírito Santo (Ifes), publicou nesta quinta-feira (26) o resultado preliminar do Edital deo  Programação da 6ª Teia Nacional – Pontos de Cultura pela Justiça Climática. O evento será realizado entre os dias 24 e 29 de março, emo Aracruz (ES).

O certame mobilizou fazedores de cultura de todas as regiões do país a proporem atividades para o maior evento da Política Nacional de Cultura Viva (PNCV). No total, a Comissão de Seleção e Curadoria analisou mais de 1.700 inscrições para o preenchimento de 197 vagas disponíveis.

Os pré-selecionados têm até a próxima terça-feira (3) para apresentar recursos pelo e-mail: teianacional.2026@ifes.edu.br, conforme o Anexo 8, disponível no Mapa da Cultura. Acesse aqui.

Vagas

As vagas do edital estão distribuídas em oito categorias: artes cênicas, música e/ou manifestações das culturas tradicionais e populares; artes visuais; audiovisual; Feira de Economia Criativa e Solidária; vivências de mestras e mestres; reflexão, formação e debate; experiências do Bem Viver e comunicação colaborativa. Para garantir a equidade, o certame aplicou critérios de regionalização e reservas de vagas: 25% para pessoas negras; 10% para pessoas indígenas; e 5% para pessoas com deficiência.

Benefícios

Os contemplados receberão apoio financeiro direto, via Termo de Execução Cultural (TEC), com valores que variam entre R$ 700,00 e R$ 2 mil. Também estão garantidos transporte, despacho de bagagem e equipamentos, hospedagem, alimentação, translado em Aracruz e a infraestrutura necessária às apresentações, respeitando as especificidades de cada categoria e a capacidade do evento.

Os proponentes aptos que não foram classificados dentro das vagas disponíveis também poderão integrar a programação, contudo, de forma colaborativa e sem ajuda de custo. Além dos Pontos e Pontões de Cultura certificados, puderam se inscrever no edital pessoas físicas, grupos ou coletivos artísticos (sem CNPJ) e entidades sem fins lucrativos (com CNPJ), independentemente de vínculo prévio com a rede.

Doenças raras: conheça ações focadas em acolhimento e tecnologia


O dia mais raro do calendário, 29 de fevereiro, também é lembrado como o Dia Mundial das Doenças Raras. Mesmo quando o ano não é bissexto, como este ano, a mobilização continua sendo lembrada no último dia do mês de fevereiro.

Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), as doenças raras são aquelas que afetam até 65 indivíduos a cada 100 mil pessoas, pouco mais de 1 em cada 2 mil. Estimativa do Ministério da Saúde aponta que cerca de 13 milhões de brasileiros convivem com alguma das quase 8 mil doenças raras já identificadas pelo mundo. 

Os diagnósticos em geral são demorados e precisam de atenção especializada. Grande parte das doenças têm origem genética e a maioria não tem cura. Mas com o tratamento certo, a qualidade de vida melhora.

Brasília (DF),  27/02/2026 -  Dia Mundial das Doenças Raras -  Padre Marlon Múcio na instituição que ajudou a fundar, a Casa de Saúde Nossa Senhora dos Raros.
Foto: Casa de Saúde Nossa Senhora dos Raros/Arquivo
Padre Marlon Múcio na instituição que ajudou a fundar, a Casa de Saúde Nossa Senhora dos Raros - Foto: Casa de Saúde Nossa Senhora dos Raros/Arquivo

Foi por conhecer de perto essa realidade que o Padre Marlon Múcio decidiu fazer a diferença. Por anos, batalhou para descobrir o que significavam os sintomas que sentia desde a infância: surdez, fraqueza muscular, dificuldade para mastigar. Até que foi diagnosticado com Deficiência do Transportador de Riboflavina (RTD), condição genética que afeta a absorção da vitamina B2 pelas células. 

Padre Marlon é um dos 15 brasileiros identificados com a síndrome; o mais velho com a doença entre os 350 pacientes no mundo inteiro. Ele não é somente raro, é ultrarraro. E abraçou a missão de ajudar outros como ele. 

Em dezembro de 2023, o padre participou da fundação da Casa de Saúde Nossa Senhora dos Raros, em Taubaté, São Paulo. A proposta de criar um hospital exclusivo e gratuito para pessoas com doenças raras já era um sonho antigo do Instituto Vidas Raras. A concretização ganhou força depois que o próprio padre recebeu o diagnóstico, em consulta com geneticista indicada pelo instituto. É o que conta Rosely Cizotti, diretora de comunicação do Instituto Vidas Raras.

27/02/2026 - Dia Mundial das Doenças Raras - Rosely Cizotti, diretora de comunicação do Instituto Vidas Raras. Foto: Casa de Saúde Nossa Senhora dos Raros
Rosely Cizotti, diretora de Comunicação do Instituto Vidas Raras - Foto: Casa de Saúde Nossa Senhora dos Raros

“Na primeira consulta ele teve o diagnóstico. Ele ficou tão grato e tão surpreso que disse 'não podemos deixar outros raros passarem pelo que eu passei’. Ele ficou ainda mais comovido em saber que a trajetória que ele traçou era a mesma jornada de todos os outros pacientes com doenças raras. Ou seja, era muito comum ficar anos e anos e anos recebendo diagnósticos errôneos, sendo desacreditado, desvalorizado, até chegar num diagnóstico quando você já estava exausto de tudo”, lembra Rosely

A instituição filantrópica se apresenta como sendo a primeira totalmente focada no atendimento às pessoas com doenças raras e recebe pacientes de diversos lugares do Brasil e do mundo. Os atendimentos são ambulatoriais e acontecem tanto em parceria com a prefeitura quanto por demanda espontânea, a partir de cadastro e triagem. Sempre de graça.

Podem procurar a casa tanto pessoas já diagnosticadas quanto aquelas que tenham suspeita de doença rara, especialmente após passarem por vários especialistas sem chegar a um veredito. O acesso começa com o preenchimento de um formulário online, em que o paciente relata a própria história clínica e anexa um documento médico para triagem.

A geneticista Manuella Galvão foi residente na equipe que diagnosticou o Padre Marlon, e hoje é diretora médica da Casa de Saúde. O hospital já atendeu mais de 3 mil pessoas, com uma média entre 170 e 200 pacientes por mês, disse a geneticista.

“As pessoas com doenças raras são especiais, né? Do ponto de vista de que elas necessitam de um cuidado especial, especializado. E quando se tem um centro especializado, você acaba virando referência. Por mais que a gente não seja um ambiente hospitalar, de internação e etc, a gente vira um local de referência que as pessoas com doenças raras podem contar. A gente tem um acompanhamento multidisciplinar, completo, e que acolhe nas necessidades com igualdade e equidade, porque não basta ter igualdade, tem que ter equidade também. As duas coisas têm que andar juntas”, explica.

Brasília (DF),  27/02/2026 -  Dia Mundial das Doenças Raras -  Laboratório do projeto Genomas Raros, realizado em parceria do Einstein Hospital Israelita com o Ministério da Saúde
Foto: Egberto Nogueira/Ímãfotogaleria
 Laboratório do projeto Genomas Raros, realizado em parceria do Einstein Hospital Israelita com o Ministério da Saúde - Foto: Egberto Nogueira/Ímãfoto

É justamente na busca pela equidade que entra o projeto Genomas Raros. A iniciativa nasceu em 2019, apoiada pelo Einstein Hospital Israelita em parceria com o Programa de Apoio ao Desenvolvimento Institucional do Sistema Único de Saúde (Proadi-SUS), e aposta no sequenciamento genético para pacientes com doenças raras e risco hereditário de câncer como ferramenta para facilitar o diagnóstico.

O projeto recebe exclusivamente pacientes do SUS, que precisam ser avaliados por médicos da rede pública e encaminhados formalmente para o programa. Após a indicação, é realizado o sequenciamento genético, exame de alta complexidade que nem sempre está disponível na rotina assistencial. Cerca de 10 mil pessoas já fizeram o sequenciamento molecular pelo projeto. Muitas delas confirmando ou descobrindo diagnósticos que levariam anos sem a tecnologia. 

A gerente médica do laboratório clínico e pesquisadora principal do Genoma Raros no Einstein, Tatiana Almeida, conta que um dos objetivos do projeto é testar a viabilidade desses testes, que têm custo elevado, dentro da realidade do SUS.

“Nosso objetivo é o diagnóstico, sem dúvida alguma, mas também entender o quanto esse diagnóstico diminui a jornada do paciente e coloca terapias mais efetivas”, disse a médica. 

“O outro cenário é já saber o diagnóstico clinicamente, mas conhecer a variação molecular para aconselhar a família ou mesmo para lançar mão de terapias gênicas. Isso diminui o uso de outros recursos diagnósticos. Então, em vez de mandar a pessoa para ressonância, ou fazer um monte de exames de sangue, faz o sequenciamento, reduz esse tempo, e esse uso de outros recursos diagnósticos.  Se a gente conseguir pegar no começo mesmo, e quando aparecer a primeira hipótese já fazer, vamos talvez conseguir um custo-efetividade maior”, explica.

O coordenador-geral de Ações Estratégicas em Pesquisa do Ministério da Saúde, Evandro Lupatini, reforça que, além da estratégia de diagnóstico, o sequenciamento ajuda a entender a realidade das doenças raras no Brasil.

27/02/2026 - Dia Mundial das Doenças Raras - Evandro Lupatini, coordenador-geral de Ações Estratégicas em Pesquisa do Ministério da Saúde. Foto: Ministério da Saúde/Divulgação
Evandro Lupatini, coordenador-geral de Ações Estratégicas em Pesquisa do Ministério da Saúde - Foto: Ministério da Saúde/Divulgação

“Nossa população é única do ponto de vista de miscigenação. A gente tem uma série de misturas de etnias e isso faz com que a gente seja muito diverso, mas ainda somos um único povo. No momento em que a gente investiga a relação do processo saúde-doença, investiga o nosso DNA, aquilo está dando autonomia e trazendo inovações e descobertas que estão relacionadas só ao nosso povo. Quando a gente pega, por exemplo, bancos de dados genéticos de iniciativas já consolidadas fora do Brasil, esses bancos, eles são de populações muito homogêneas, populações do norte europeu ou da América do Norte. Não tem representação nossa ali, do ponto de vista estatístico e epidemiológico. Por isso é muito necessário que tenhamos nossas pesquisas com o nosso sequenciamento genético para desenvolver ou até aperfeiçoar elementos da política pública, e direcionar tratamentos para serem mais efetivos."

Desde 2014, o Brasil conta com a Política Nacional de Atenção Integral às Pessoas com Doenças Raras no Sistema Único de Saúde, que prevê a organização da rede de atendimento e a ampliação do diagnóstico.

A criação de centros especializados e o investimento em exames genéticos são apontados por especialistas como caminhos para reduzir o tempo até a confirmação da doença e garantir acompanhamento adequado.

No Dia Mundial das Doenças Raras, iniciativas como o Instituto Vidas Raras, a Casa de Saúde Nossa Senhora dos Raros e o projeto Genomas Raros reforçam a importância de ampliar o acesso à informação, ao diagnóstico e ao cuidado especializado.

sexta-feira, 27 de fevereiro de 2026

SINPROESEMMA cobra audiência com governo estadual para avançar nas reivindicações da Campanha Salarial 2026


O SINPROESEMMA protocolou, nesta quarta-feira (25/02), um novo ofício junto ao governo do Maranhão reiterando a necessidade inadiável de uma audiência para discutir a Campanha Salarial 2026.

Embora o governo tenha concedido o reajuste de 10% no Piso Salarial (como cumprimento da Medida Provisória nº 1.334/2026), a direção do SINPROESEMMA alerta que a pauta de reivindicações da categoria é mais ampla que o pagamento e necessita de atenção imediata.

Além disso, a entidade reafirma a necessidade de reunião com a secretária de Estado da Educação, Jandira Dias, e com o governador Carlos Brandão, para que recebam a categoria, representada pelo SINPROESEMMA, e avancem de forma concreta nas reivindicações da Campanha Salarial 2026.

No novo documento, o SINPROESEMMA relembrou o Ofício n° 0002/2026, enviado em 27 de janeiro, e destacou quatro pontos cruciais que ainda não foram atendidos pelo governo estadual:

Correção da Tabela Salarial: O cumprimento do Artigo 30 do Estatuto do Educador, respeitando o interstício de 5% entre as referências para o Professor III.

Descongelamento das Progressões: A regularização e automatização imediata das Progressões por Tempo de Serviço, conforme o Artigo 18 do Estatuto do Magistério.

Concurso Público Já: A realização de certame para todas as áreas (Magistério e Apoio), incluindo a contratação de equipe multidisciplinar (psicólogos, assistentes sociais, fonoaudiólogos, terapeutas ocupacionais e psicopedagogos).

Dignidade Salarial para o Apoio: A equiparação do salário dos profissionais não docentes (vigias e ASGs) ao salário-mínimo nacional, respeitando o Artigo 7º da Constituição Federal.
Postura firme na defesa da categoria

O presidente do SINPROESEMMA, Raimundo Oliveira, afirmou que a entidade manterá uma postura firme na defesa de uma valorização de carreira que alcance todos os trabalhadores e trabalhadoras em educação, do porteiro ao docente.


“O reajuste do piso foi uma conquista da nossa luta e o estrito cumprimento da lei, mas o governo se engana se pensa que vamos aceitar que a valorização pare por aí. A nossa luta é por dignidade real e integral”, destacou o presidente.

Oliveira cobrou que o governo estadual receba a categoria, garantindo todos os direitos, além de melhorar a qualidade da educação na rede pública estadual.

“O governo precisa entender que educação de qualidade se faz com profissionais valorizados em todas as pontas. Não estamos pedindo favores, estamos reivindicando direitos. Queremos essa audiência imediatamente para destravar o concurso público, garantir as progressões automáticas e corrigir essas distorções históricas. A categoria tem pressa e nossa mobilização continuará firme e crescente até que a pauta da Campanha seja atendida”, finalizou.

O SINPROESEMMA aguarda a confirmação da agenda nos próximos dias e convoca a base a permanecer atenta aos chamados da entidade.
Leia o documento completo abaixo:

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Fonte: ASCOM - SINPROESEMMA

Exposição traz influência de Jorge Amado e Carybé em artista italiano


A literatura de Jorge Amado e as obras de Carybé influenciaram o artista plástico italiano Maurizio Ferri de tal forma que ele passou a desenvolver o seu trabalho com imagens que esse universo sugeria. Daí vieram as pinturas baseadas na cultura brasileira, com representações do povo, da música, da culinária, dos povos originários e dos festejos típicos do país.

Os quadros de Ferri estão à disposição do público, na exposição Brasilidades, desde esta quinta-feira (26) no Palácio Tiradentes, sede histórica da Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj), no centro da cidade. Com entrada gratuita, a mostra, que reúne 26 obras em óleo sobre tela, de diferentes momentos da jornada artística de Ferri, fica aberta ao público até 13 de março.

Maurizio Ferri contou, em entrevista à Agência Brasil, que os livros de Jorge Amado e as obras de Carybé o influenciaram muito.

“Sempre acompanhei Jorge Amado e o mestre Carybé que conheci em Salvador e sempre me incentivou a pintar essa temática. Ele me inspirou e me incentivou. Depois, lendo os livros de Jorge Amado. Comecei na Itália nos anos 90”, disse em português com sotaque italiano.

História

O artista, que nasceu em Monselice, cidade italiana da província de Pádua, estudou na Academia de Belas Artes de Veneza, quando ainda gostava muito de Paul Gauguin e Vicent van Gogh. A mudança na pintura foi após começar a ler Jorge Amado. Ferri chegou ao Brasil em 1999 e atualmente divide o seu tempo entre os dois países. “Fico um pouco no Brasil e na Itália e desde que estou morando aqui, já fiz várias exposições. Esta é a primeira vez que faço uma individual. É importante estar no Rio de Janeiro”, disse.


Pintor italiano Maurizio mostra sus obras na exposição Brasilidades no Palácio Tiradentes - Foto Maurizio Ferri/ Arquivo Pessoal

Bastante empolgado com o fato de poder mostrar o seu trabalho no Rio, Ferri comenta a sua temática. “Sou um italiano que ama o Brasil e posso mostrar a temática de um povo simples, o pescador, o canavial, o carnaval. O Brasil enfim”.

A diretora de Cultura da Alerj, Fernanda Figueiredo, disse que o objetivo de apresentar essa exposição no Palácio Tiradentes é atrair a população para conhecer tanto a história do Legislativo, que já é mostrada em visita guiada diária ao prédio, como também a do estado do Rio de Janeiro e do Brasil.


“É abrir mesmo as portas do Palácio Tiradentes para que a população conheça a história do Legislativo e também tenha acesso à diversidade cultural do nosso estado e do país”, afirmou.

Fernanda revelou que a escolha do artista se deu em parte pela força da exposição que ele apresentou à direção do Palácio Tiradentes, com tantas referências a Jorge Amado, que consta do acervo da biblioteca do local e pela diversidade do trabalho.

“A gente o escolheu por ter multiplicidade cultural, representada nas obras dele. São 26 quadros que ele apresenta ali que falam de culinária, de música, de vários elementos que fazem conexão com a diversidade que a gente tem”.

“Essa relação dele com o Brasil, especialmente com o Rio, foi o que aproximou ele da gente. Para nós, é um prazer receber essa exposição e poder mostrá-la ao público”.
Foco

Para a diretora, a gratuidade da mostra é mais um fator de incentivo para a presença do público. “Ser gratuito é o nosso foco principal na cultura do Palácio Tiradentes, para que as pessoas possam vir e democratizar o seu acesso. A gente já tem uma visita guiada diariamente contando a história do Legislativo. A ideia é trazer outras exposições temporárias, como essa do Ferri, para que as pessoas tenham contato com outras formas de cultura”.
Centenário

Fernanda disse que a exposição abre o calendário ano do centenário do Palácio Tiradentes, que será comemorado no dia 6 de maio.



Obra do pintor italiano Maurizio Ferri, em exposição no Palácio Tiradentes - Foto Maurizio Ferri/ Arquivo Pessoal

“A ideia é trazer exposições como essa, além de música, teatro e outras ativações culturais para aproximar a população do Palácio Tiradentes, que completa 100 anos no dia 6 de maio”, relatou.

“A gente vai começar um calendário cultural específico para essa data, e a exposição do Ferri já começa abrindo esse calendário de um ano tão importante”, disse ela.

As visitas à exposição Brasilidades são de segunda a sexta-feira, das 10h às 17h. O Palácio Tiradentes está localizado na Rua Primeiro de Março S/N , no centro da cidade. O acesso para cadeirantes é pela Rua Dom Manuel, s/nº.

Para agendar uma visita guiada ao Palácio Tiradentes só precisa entrar no site da instituição.

ASTRONOMIA É verdade que haverá um alinhamento planetário? A ciência explica


Um fenômeno tem causado curiosidade: o alinhamento planetário, previsto para o período de 18 a 28 de fevereiro. Mas o que, de fato, está acontecendo? A ciência explica. Na verdade, estamos passando por uma configuração dos planetas no zodíaco. Esse é um fenômeno que ocorre quando as órbitas dos planetas do Sistema Solar estão mais ou menos em um mesmo plano. Eles não estarão em linha reta e poderão não estar todos visíveis para serem observados.

A área no espaço em que os planetas estarão supostamente alinhados foi nomeada de faixa zodiacal pela antiga civilização helênica e ela cobre 360 graus no céu da Terra. O primeiro alinhamento ocorreu no dia 20 e envolveu a Terra, Saturno e Netuno. O segundo está previsto para o dia 27 e terá a Terra, Mercúrio e Vênus. De acordo com o astrônomo parceiro do Observatório Nacional Gabriel Hickel, será difícil visualizar o fenômeno porque os dois planetas estão muito próximos e no horizonte poente. A iluminação vai atrapalhar a vista a olho nu. O observatório é uma unidade de pesquisa do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI).

“Quando ficar escuro o suficiente para vê-los, quem quiser observá-los terá que procurar um lugar onde consiga ver o horizonte oeste desimpedido, sem edificações, sem montanhas, sem árvores. É ter a visão plena do horizonte oeste”, disse Hickel.

Cuidado com postagens em redes sociais que colocam os planetas em linha reta, igualmente espaçados e com o mesmo brilho. Essa imagem não condiz com a realidade. O ON fez uma matéria que explica o que é um alinhamento planetário e esclarece o fenômeno corretamente.

quarta-feira, 25 de fevereiro de 2026

Pesquisa Vox Populi confirma que 68% dos trabalhadores e trabalhadoras reconhecem a importância dos sindicatos na defesa e proteção de direitos

Diretoras e Diretores do SINPROESEMMA, acompanhados do Presidente da entidade Professor Raimundo Oliveira, é exemplo de sindicato que já provou na luta a importância de estar lado a lado
 com os trabalhadores e as trabalhadoras

Uma pesquisa nacional realizada pelo Vox Populi revela que os sindicatos seguem sendo vistos como instrumentos centrais na defesa dos direitos trabalhistas no Brasil. O levantamento mostra que 68% dos/as trabalhadores/as consideram os sindicatos importantes ou muito importantes para garantir melhores condições de trabalho e proteger conquistas históricas da categoria.

O estudo integra a pesquisa “O Trabalho e o Brasil”, encomendada pela Central Única dos Trabalhadores (CUT) e pela Fundação Perseu Abramo, com apoio técnico do Dieese e do Fórum das Centrais Sindicais. Ao todo, foram ouvidos 3.850 trabalhadores de diferentes perfis, incluindo empregados com e sem carteira assinada, servidores públicos, autônomos, trabalhadores por aplicativo, desempregados e aposentados.

Confira mais sobre a pesquisa

Para a vice-presidenta da CNTE, Marlei Fernandes, o resultado representa um reconhecimento histórico da importância da organização coletiva. “Esse dado dessa pesquisa é muito importante para a classe trabalhadora e é um reconhecimento de que cada vez mais os trabalhadores e as trabalhadoras vêm entendendo o papel dos sindicatos, apesar das campanhas muito fortes feitas por governos de direita contra a nossa organização, que é um direito constitucional”, afirma.

Segundo ela, a CNTE carrega uma trajetória diretamente ligada à construção da educação pública no país. “A CNTE é uma entidade com histórico de luta, que vem desde as associações, desde a instituição da escola pública. Todo o processo de construção da escola pública do país passa e passou pela luta dos educadores e educadoras”, destaca. “Nós não fazemos apenas uma luta corporativa. Sempre fizemos uma luta pela sociedade como um todo.”

Entre os principais papéis atribuídos aos sindicatos pelos entrevistados estão:Melhoria de salários e condições de trabalho

Defesa de direitos trabalhistas

Melhoria das condições de vida

Mediação entre trabalhadores e empresas

Os dados indicam que, apesar das transformações no mundo do trabalho e da queda nas taxas de sindicalização nos últimos anos, a percepção social sobre a relevância das entidades permanece positiva.

Marlei reforça que, no caso da educação, essa atuação se materializa em conquistas concretas. “A luta por recursos públicos para a escola pública, a defesa do FUNDEF e do FUNDEB, a gestão democrática, os concursos públicos, o Plano Nacional de Educação, a carreira, o piso salarial, todas essas conquistas são lutas da CNTE junto com as suas entidades filiadas”, pontua. Hoje, a Confederação reúne 63 sindicatos filiados em todo o país, entre estaduais e municipais.

Desafios

Ao mesmo tempo, a pesquisa revela um desafio importante: mais da metade dos trabalhadores afirmam não conhecer ações concretas desenvolvidas por seus sindicatos. Esse dado aponta para a necessidade de fortalecer estratégias de comunicação e ampliar a presença das entidades nos locais de trabalho.

Para a dirigente, o contexto recente ajuda a explicar tanto os desafios quanto o reconhecimento. “O último governo fez um ataque brutal às entidades sindicais. O projeto era destruir qualquer organização da classe trabalhadora, inclusive por meio da reforma trabalhista. Nós resistimos. Foi muito difícil, mas resistimos e fomos para as ruas. Hoje colhemos os frutos desse período de resistência”, afirma.
Entre os entrevistados, 52% declararam estar satisfeitos ou muito satisfeitos com a atuação sindical. No entanto, os trabalhadores também indicaram caminhos para ampliar a representatividade das entidades, como:Maior presença no local de trabalho

Melhor comunicação com a categoria

Oferta de cursos de qualificação profissional

Outro dado relevante é que 14,6% afirmam que com certeza se filiariam a um sindicato e 35,9% consideram possível filiar-se. Entre autônomos e empreendedores, 49,6% defendem ter um sindicato próprio, ainda que a legislação brasileira limite a organização sindical a categorias formais e profissionais liberais.

Para Marlei, o crescimento do reconhecimento está ligado ao sentimento de insegurança vivido por muitos trabalhadores. “As pessoas vêm passando por mudanças no mundo do trabalho que geram desproteção. Não ter direito à aposentadoria, não ter estabilidade, tudo isso causa instabilidade. Por muito tempo se vendeu a ideia de que cada um é empreendedor de si mesmo. Isso está mudando. As pessoas percebem que precisam de proteção. E quem faz essa defesa é o sindicato”, afirma.

Ela destaca ainda a necessidade de diálogo com os novos perfis da categoria. “Há muitos trabalhadores jovens ingressando na educação, muitos em contratos temporários. A CNTE tem orientado os sindicatos a reformular seus estatutos para filiar trabalhadores temporários e precarizados, ampliar campanhas de formação sindical e fortalecer a presença da juventude no movimento”, explica. A Confederação também desenvolve a campanha “Juventude Muda a Educação Pública”, voltada à aproximação com os mais jovens.

Para a vice-presidenta, sindicalizar-se é fortalecer a coletividade. “Falar do processo de sindicalização é falar da vida. Nossa vida é coletiva, nossos direitos são conquistas coletivas. O sindicato é espaço de formação, de aprendizagem e de luta permanente. É luta pelos direitos trabalhistas, mas também pelos direitos sociais, pela escola pública e pela democracia”, ressalta.

Ela conclui com um convite à categoria: “Nós queremos um mundo melhor, uma escola pública de qualidade, soberania nacional e democracia. Temos muito a conquistar e só faremos isso juntos e juntas. Por isso, convidamos quem ainda não é filiado ao seu sindicato que se filie e cada sindicato municipal que ainda não é filiado à CNTE que venha fortalecer essa grande luta coletiva.”

Fonte: CNTE

SINPROESEMMA defende Carreira, cobra aplicação de interstício entre Referências e apresenta Tabela Salarial 2026 com reajuste de 10%


O Sinproesemma apresenta à categoria a Tabela Salarial 2026 com a aplicação do reajuste de 10% conquistado na Campanha Salarial 2026, fruto da mobilização e cobrança do Sinproesemma junto ao Governo do Estado.

A conquista do reajuste representa um avanço importante, no entanto, a direção do Sinproesemma alerta que a valorização dos educadores não se restringe apenas ao reajuste salarial, havendo ainda mais 16 pontos da pauta de reivindicação apresentada à Seduc e que precisam ser debatidos com o sindicato..

Um dos pontos fundamentais da Campanha Salarial 2026 pela valorização dos educadores é a efetiva aplicação do interstício de 5% de uma referência para outra, destravando a tabela salarial e assegurando a progressão correta e a recomposição dos vencimentos dos professores.

O Sinproesemma destaca que o destravamento da tabela salarial significa fazer valer o que está previsto no Estatuto do Educador, garantindo que cada avanço na carreira seja acompanhado do percentual correspondente, sem distorções ou congelamentos que prejudiquem os profissionais da educação.

Para o presidente do Sinproesemma, Raimundo Oliveira, o travamento da tabela salarial compromete a remuneração dos educadores, enfraquece a valorização profissional e desrespeita o Estatuto do Educador, que estabelece critérios claros de progressão e valorização.

Presidente do SINPROESEMMA Professor Raimundo Oliveira

“Neste primeiro momento, o fundamental é destravar a tabela salarial, dando um passo concreto para que o vencimento passe, de fato, a ter como referência o piso salarial nacional. Esse destravamento significa corrigir o achatamento entre as referências, com a devida aplicação do interstício de 5%, que hoje não está sendo respeitado. Portanto, é hora de garantir esse ajuste na estrutura da tabela, para que possamos avançar, de forma consistente, na implementação do piso no vencimento. Não estamos reivindicando nada além do que já está garantido no Estatuto do Educador. O interstício de 5% entre as referências é um direito legal, construído com muita luta. Ao não aplicar esse percentual, o governo impõe prejuízos financeiros, desvaloriza a nossa categoria e desrespeita a legislação”, finalizou Oliveira.

Para baixar a Tabela Salarial 2026

Fonte: ASCOM - SINPROESEMMA