quarta-feira, 12 de agosto de 2026

Ideb no Brasil: indicadores da educação avançam, mas CNTE cobra mais investimentos


O Ministério da Educação (MEC) divulgou na quarta-feira (5) os resultados do Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb) para o ano de 2025. Os números apontam para uma melhoria na média nacional em todas as etapas de ensino.

A metodologia do Ideb combina os dados de aprovação escolar coletados pelo Censo Escolar e das médias de desempenho obtidas no Sistema de Avaliação da Educação Básica (Saeb). Ele varia de 0 a 10 e considera indicadores de fluxo escolar e de desempenho dos estudantes.

Para a A Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação (CNTE), que vê sérias limitações no Ideb, pois o índice não capta as desigualdades entre as redes de ensino e as escolas, a influência das políticas de (des) valorização dos profissionais da educação, especialmente a substituição de profissionais concursados por temporários. Contudo, um

“Um dos dados mais sensíveis e injustos refere-se à evasão escolar, que não. Ela não integra a média do Ideb e muitas redes de ensino têm fechado escolas noturnas e do campo, por exemplo, para alavancar a média – um contrassenso”,avalia a Confederação..

Resultados

Seguindo a lógica limitada do Ideb, os dados agregam os resultados das redes pública (municipal e estadual) e privada. No ensino fundamental, os anos iniciais (do 1º ao 5º ano) chegaram a 6,3. Do 6º ao 9º ano, a média foi 5,3. O ensino médio alcançou a nota 4,5.

Esses resultados são os mais altos já registrados desde a criação do indicador, em 2005, mas as metas estabelecidas em 2021 para os anos finais do ensino fundamental e ensino médio — 5,5 e 5,2, respectivamente — não foram atingidas. Os números obtidos na avaliação anterior, em 2023, são: 6 nos anos iniciais do ensino fundamental, 5 nos anos finais e 4,3 no ensino médio.

Se considerarmos apenas a rede pública, os dados também apresentaram um crescimento. O ensino fundamental alcançou as notas 6,1 nos anos iniciais e 5.0 nos anos finais, comparadas aos 5,7 e 4,7 de 2023. A nota do ensino médio fechou em 4,3 nesta edição, enquanto a anterior registrou 4,1.

Confira os resultados no sistema de dados do Inep

Dedicação dos/as profissionais da educação

A CNTE reconhece a importância das políticas de avaliação educacional, mas elas precisam ser sistêmicas e democráticas, reconhecendo o protagonismo das escolas, dos profissionais e da comunidade. Por isso, a Confederação defende aprimorar o Ideb no contexto do Sistema Nacional de Avaliação da Educação Básica – Sinaeb, ainda pendente de regulamentação.

“Comunidades mais vulneráveis têm mais dificuldades no desempenho dos estudantes, e isso precisa ser considerado”, disse o secretário-geral da CNTE, Fábio Moraes. Ele acredita que a oscilação positiva nos entes federados é consequência da dedicação dos profissionais da educação.

“Houve crescimento do Ideb porque a escola pública é boa, apesar de muitos ataques e projetos autoritários de gestores, além da plataformização que tem precarizado as instituições. São lugares que têm a professora e o professor, o funcionário e a funcionária, os/as supervisores/as e diretores/as que se empenham para melhorar a qualidade da educação diante de todos esses problemas.”

Análise por estados

O recorte por estados demonstra uma maior disparidade nos resultados. A maioria das unidades da federação não conseguiu alcançar a média nacional nas diferentes etapas de ensino.

Nos anos iniciais, por exemplo, 14 das 27 unidades da federação alcançaram notas abaixo de 6,3. Acre, Rio Grande do Sul, Mato Grosso e Piauí obtiveram resultados na média. O Paraná obteve a nota mais alta (7) e o Amapá a mais baixa (5,5).



Nos anos finais, a média é 5,3. Nove UFs obtiveram notas maiores e 18 atingiram notas menores que 5,3. Alagoas foi o único estado que ficou na média. O Paraná obteve a nota mais alta (5,9) e Roraima a mais baixa (4,4).


O ensino médio apresentou a média mais baixa das etapas da educação básica, de 4,5. Ceará e Santa Catarina obtiveram esse mesmo resultado. 16 unidades da federação registraram notas menores. O Paraná obteve a nota mais alta (5,1), enquanto Amapá e Roraima empataram no menor resultado (3,8).


Escola pública

Na escola pública, o recorte por estados não apresenta uma diferença tão grande nos resultados que compilam todas as redes. As unidades federativas aumentaram as notas nas diferentes etapas em comparação com o Ideb 2023 na maioria dos casos.

Só cinco UFs são exceção:Tocantins e Amapá apresentaram estabilidade no ensino médio em relação a 2023 (4,1 e 3,7, respectivamente).
Rondônia obteve a mesma nota em dois Idebs seguidos, tanto no ensino médio quanto nos anos finais do ensino fundamental (4 e 4,7, respectivamente).
O Distrito Federal foi a única UF que registrou queda no ensino médio, de 3,7 em 2023 para 3,6 em 2025.

Confira os resultados por UF na escola pública:

ACRE: Anos iniciais - 6,2; Anos finais - 4,8; Ensino médio - 4;

ALAGOAS: Anos iniciais - 6,3; Anos finais - 5,1; Ensino médio - 4,2;

AMAPÁ: Anos iniciais - 5,4; Anos finais - 4,4; Ensino médio - 3,7;

AMAZONAS: Anos iniciais - 5,9; Anos finais - 4,8; Ensino médio - 3,7;

BAHIA: Anos iniciais - 5,4; Anos finais - 4,2; Ensino médio - 3,8;

CEARÁ: Anos iniciais - 6,8; Anos finais - 5,6; Ensino médio - 4,5;

DISTRITO FEDERAL: Anos iniciais - 6; Anos finais - 4,7; Ensino médio - 3,6;

ESPÍRITO SANTO: Anos iniciais - 6,4; Anos finais - 5,2; Ensino médio - 4,9;

GOIÁS: Anos iniciais - 6,4; Anos finais - 5,6; Ensino médio - 4,9;

MARANHÃO: Anos iniciais - 5,5; Anos finais - 4,5; Ensino médio - 3,8;

MATO GROSSO: Anos iniciais - 6,1; Anos finais - 4,9; Ensino médio - 4,3;

MATO GROSSO DO SUL: Anos iniciais - 5,7; Anos finais - 4,8; Ensino médio - 4,2;

MINAS GERAIS: Anos iniciais - 6,4; Anos finais - 5,3; Ensino médio - 4,5;

PARÁ: Anos iniciais - 5,5; Anos finais - 4,7; Ensino médio - 4,4;

PARAÍBA: Anos iniciais - 5,9; Anos finais - 4,7; Ensino médio - 4,1;

PARANÁ: Anos iniciais - 6,9; Anos finais - 5,8; Ensino médio - 5,1;

PERNAMBUCO: Anos iniciais - 5,8; Anos finais - 4,9; Ensino médio - 4,7;

PIAUÍ: Anos iniciais - 6,1; Anos finais - 5,2; Ensino médio - 4,9;

RIO DE JANEIRO: Anos iniciais - 5,8; Anos finais - 4,7; Ensino médio - 3,7;

RIO GRANDE DO NORTE: Anos iniciais - 5,2; Anos finais - 4,2; Ensino médio - 3,9;

RIO GRANDE DO SUL: Anos iniciais - 6,1; Anos finais - 5,2; Ensino médio - 4,7;

RONDÔNIA: Anos iniciais - 6; Anos finais - 4,7; Ensino médio - 4;

RORAIMA: Anos iniciais - 5,7; Anos finais - 4,2; Ensino médio - 3,7;

SANTA CATARINA: Anos iniciais - 6,5; Anos finais - 5,2; Ensino médio - 4,3;

SÃO PAULO: Anos iniciais - 6,5; Anos finais - 5,2; Ensino médio - 4,3;

SERGIPE: Anos iniciais - 5,4; Anos finais - 4,4; Ensino médio - 4,1;

TOCANTINS: Anos iniciais - 5,8; Anos finais - 4,7; Ensino médio - 4,1;



Investimento é necessário

Para a diretora executiva adjunta Odisséia Pinto de Carvalho, que assumiu as atividades da Secretaria de Assuntos Educacionais da CNTE, é preciso ter cautela com os dados do Ideb, porque eles não refletem a realidade de precarização nas escolas e a desvalorização dos profissionais da educação.

“O debate sobre a qualidade da educação pública não pode ser reduzido a um número. Uma escola de qualidade se constrói com investimento, valorização dos profissionais, condições dignas de trabalho, inclusão efetiva, segurança e garantia do direito à aprendizagem”, disse Odisséia.

Ela entende que é legítimo questionar se o crescimento do Ideb representa uma melhoria na aprendizagem ou se reflete mecanismos administrativos que favorecem a elevação artificial dos indicadores.

“Esse índice é inflado por políticas que flexibilizam a reprovação, deslocando o foco da aprendizagem para o cumprimento de metas administrativas. No Rio de Janeiro, por exemplo, é permitido que estudantes avancem de série mesmo acumulando reprovações em até seis disciplinas”, explicou.

“Enquanto gestores comemoram resultados, professores e funcionários convivem com salários defasados, desvalorização profissional, sobrecarga de trabalho, falta de pessoal, escolas sem estrutura adequada e uma rotina marcada pela violência, que interrompe aulas e ameaça diariamente estudantes e trabalhadores. Soma-se a isso a suposta inclusão de estudantes com deficiência e neurodivergentes, frequentemente abandonados em turmas superlotadas e sem o atendimento educacional especializado assegurado pela legislação.”

Com informações do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep)
#ideb

Patrimônio Cultural do Brasil, Circo de Tradição Familiar mantém vivos os saberes e modos de vida da atividade


Presente em todas as regiões do país, o Circo de Tradição Familiar reúne grupos de pessoas que, há gerações, transmitem conhecimentos, técnicas e modos de vida ligados à arte itinerante encenada no picadeiro debaixo de uma lona. Bem cultural de natureza imaterial, foi reconhecido como Patrimônio Cultural do Brasil em março de 2026.

A decisão foi aprovada pelo Conselho Consultivo do Patrimônio Cultural, órgão colegiado de decisão máxima do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), e resultou na inscrição do bem no Livro de Registro das Formas de Expressão. Os bens imateriais ainda podem figurar nos livros de Saberes, Celebrações e Lugares. O título reforça a importância do circo para a memória, a identidade e a diversidade cultural do país.

O registro é fruto de um processo iniciado há 21 anos, que mobilizou famílias circenses, associações, pesquisadores e instituições públicas. A iniciativa incluiu a realização do Inventário Nacional de Referências Culturais (INRC) e a elaboração de um dossiê técnico que reuniu informações sobre a história, os saberes e as práticas do Circo de Tradição Familiar.

Conhecimentos

Os circos de tradição familiar em atividade no Brasil preservam conhecimentos trazidos pelas primeiras companhias estrangeiras que chegaram ao país no século 19. Registros históricos, no entanto, apontam que apresentações circenses já aconteciam em território brasileiro desde 1727.

A principal característica dessa tradição é a organização em torno da família. Pais, mães, filhos, avós e netos compartilham o trabalho no picadeiro e fora dele, transmitindo oralmente técnicas, números artísticos e formas de convivência. Em muitos casos, a atividade já chega à oitava geração da mesma família.

Além das apresentações, o modo de vida envolve conhecimentos sobre montagem da lona, produção dos espetáculos, formação de artistas e gestão do cotidiano. Mesmo com a incorporação de novas técnicas e linguagens ao longo do tempo, o trabalho coletivo e a transmissão de saberes entre gerações permanecem como marcas do Circo de Tradição Familiar.

A Fundação Nacional de Artes (Funarte), instituição vinculada ao Ministério da Cultura (MinC), é responsável pelas políticas públicas de fomento ao circo.

Itinerância

Além de seu valor artístico, o circo desempenha importante papel social. Por meio da itinerância, leva espetáculos e atividades culturais a municípios e comunidades que, muitas vezes, não contam com equipamentos culturais permanentes.

Ao promover o acesso à arte em diferentes regiões, o Circo de Tradição Familiar contribui para a formação de público, amplia o acesso à cultura e fortalece a diversidade das manifestações culturais brasileiras.

O Circo de Tradição Familiar vem se modificando e evoluindo com o passar dos anos a partir da incorporação de novos número e técnicas. No entanto, algumas características permanecem, como a organização em família, a transmissão de saberes e o trabalho coletivo, preservando esse patrimônio vivo da cultura nacional.

Identidade

Os bens culturais de natureza imaterial são práticas, conhecimentos, celebrações, formas de expressão e modos de fazer reconhecidos como referências da identidade e da memória dos diferentes grupos que compõem a sociedade brasileira.

A Constituição Federal de 1988 ampliou o conceito de patrimônio cultural ao reconhecer tanto os bens materiais quanto os imateriais, atribuindo ao Estado e à sociedade a responsabilidade compartilhada por sua preservação.

Propagado de geração em geração e constantemente recriado pelas comunidades, o patrimônio imaterial fortalece o sentimento de pertencimento e contribui para promover o respeito à diversidade cultural e à criatividade humana.

terça-feira, 11 de agosto de 2026

Às margens do Lago Tefé (AM), biblioteca reúne 28 mil obras científicas sobre a Amazônia


Mais do que reunir livros, a Biblioteca Henry Walter Bates, às margens do Lago Tefé (AM), é uma guardiã da memória científica da Amazônia. Inaugurada em 1994 nas dependências do Instituto de Desenvolvimento Sustentável Mamirauá, ela conta com mais de 28 mil títulos catalogados e tem um dos mais importantes acervos especializados em ciência e pesquisa sobre a Amazônia.

O acervo conta com obras sobre conservação da biodiversidade, uso sustentável dos recursos naturais, estudos sobre populações ribeirinhas e diversidade socioambiental amazônica. São livros, coleções raras, periódicos científicos, produções técnico-científicas do instituto e obras de cronistas, escritores e pesquisadores que ajudaram a registrar, interpretar e compreender a Amazônia e, em especial, a região do Médio Solimões.

Ao longo de mais de três décadas, a biblioteca consolidou-se como uma fonte de consulta para pesquisadores, estudantes e profissionais de diversas áreas do conhecimento. Inserida em uma região cercada por áreas protegidas, é a única biblioteca com conteúdo científico em um raio de mais de 500 quilômetros.


A bibliotecária Graciete Rolim acompanha de perto a história do espaço desde os primeiros anos de funcionamento. Ela conta que o surgimento dele está diretamente ligado às pesquisas que deram início ao Projeto Mamirauá e, posteriormente, ao instituto. “A biblioteca recebeu o nome de Henry Walter Bates em homenagem ao naturalista inglês, cujos estudos sobre a Amazônia serviram de referência para José Márcio Ayres e para diversas pesquisas desenvolvidas na região”, explica.

José Márcio Ayres foi o idealizador da Reserva de Desenvolvimento Sustentável Mamirauá. A biblioteca nasceu a partir das pesquisas do cientista. Em meados da década de 1980, ele se instalou na região para estudar o uacari-branco e reuniu um importante acervo bibliográfico. Anos depois, no início da década de 1990, com a estruturação do Projeto Mamirauá, Ayres disponibilizou grande parte desse material para compor a biblioteca, criada em 1994. Outros pesquisadores também passaram a doar livros, relatórios e publicações científicas e a contribuir para a formação do acervo inicial.

Guardiã da memória científica da Amazônia

Entre as milhares de obras que compõem o acervo, está toda a produção técnico-científica desenvolvida pelos pesquisadores que passaram pelo Instituto Mamirauá ao longo de décadas. O espaço também preserva mais de 400 títulos de periódicos científicos e informativos, além de coleções bibliográficas formadas a partir de doações de outros pesquisadores que marcaram a história da instituição, como Deborah de Magalhães Lima e Michael Goulding.


Um dos destaques é a Coleção de Obras Raras, com exemplares publicados nos séculos XIX e XX. Entre eles estão as primeiras edições de duas das obras mais antigas do acervo: A Narrative of Travels on the Amazon and Rio Negro, de Alfred Russel Wallace, publicado em 1853; e The Naturalist on the River Amazons, de Henry Walter Bates, lançado em 1863 e considerado um dos mais importantes registros sobre a história natural da Amazônia. Há ainda outros títulos históricos relacionados às primeiras expedições científicas na região.

O acervo também reúne obras de autores contemporâneos da região Norte que contribuíram para a produção científica, histórica e literária sobre a Amazônia. Entre os títulos estão Memórias de Mamirauá, de Edna Ferreira Alencar; Mamirauá, de Thiago de Mello; e A Formação Histórica do Território Tefeense, de Kristian Oliveira de Queiroz; além de diversas outras publicações dedicadas à história, à cultura e aos territórios amazônicos.

Biblioteca Henry Walter Bates

Local: Estrada do Bexiga, nº 2.584, bairro Fonte Boa, em Tefé (AM)
Horário: de segunda a quinta-feira, das 8h às 12h e das 13h às 18h; e às sextas-feiras, das 8h às 12h e das 13h às 17h
Entrada gratuita
Acervo: https://mamiraua.org.br/biblioteca-henry-walter-bates/

Espetáculo inspirado em Ariano Suassuna chega a São Luís com entrada gratuita


“Romeu e Julieta, cordel de Ariano Suassuna” será apresentado nos dias 19, 20 e 21 de agosto, na UNINASSAU São Luís

São Luís recebe, pela primeira vez, o espetáculo “Romeu e Julieta, cordel de Ariano Suassuna”. A montagem será apresentada nos dias 19, 20 e 21 de agosto, na UNINASSAU São Luís, com entrada gratuita e classificação livre.

Inspirado no universo de Ariano Suassuna, o espetáculo transforma o clássico de William Shakespeare em uma narrativa de cordel, reunindo poesia, música, humor e elementos da cultura popular nordestina.

No palco, o ator Aramis Trindade conduz sozinho a história, construída a partir de 98 sextilhas. A apresentação também inclui uma aula-espetáculo sobre Shakespeare, o cordel e o Movimento Armorial, criado por Suassuna.

A montagem tem uma relação especial com o escritor. Aramis participou, em 1997, de uma adaptação de “Romeu e Julieta” dirigida por Suassuna e, anos depois, desenvolveu sua própria versão em cordel. O projeto foi acompanhado e supervisionado pelo próprio escritor.

A temporada em São Luís integra a circulação nacional do espetáculo às vésperas do centenário de nascimento de Ariano Suassuna, que será celebrado em 2027.

Além das apresentações, a programação contará com uma Oficina de Produção Teatral Independente, voltada para artistas, estudantes e interessados no setor cultural.

SERVIÇO

Espetáculo: Romeu e Julieta, cordel de Ariano Suassuna
Data: 19, 20 e 21 de agosto
Local: UNINASSAU São Luís
Entrada: Gratuita
Classificação: Livre

Fonte: PORTAL AGENDA ABERTA

segunda-feira, 10 de agosto de 2026

MEC divulga período de inscrições para o Observatório da Educação Inclusiva


O Ministério da Educação (MEC), por meio da Secretaria de Educação Continuada, Alfabetização de Jovens e Adultos, Diversidade e Inclusão (Secadi) e da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes), divulgou o Edital Conjunto nº 6/2026 para a implementação do Observatório da Educação Inclusiva (Obeduc-EI). Docentes de instituições de ensino superior (IES) públicas de todo o Brasil poderão submeter propostas entre os dias 24 de agosto e 5 de outubro.

As propostas deverão ser enviadas exclusivamente por meio do Sistema de Inscrições da Capes. Informações sobre a submissão de propostas e o cronograma poderão ser obtidas pelo e-mail obeduc.ei@capes.gov.br.

Os docentes interessados em encaminhar propostas deverão atender aos seguintes critérios:Ser docente doutor em efetivo exercício no magistério superior, integrante do quadro permanente de pessoal da instituição coordenadora;
Estar credenciado como membro permanente em programa de pós-graduação stricto sensu em Educação ou em Ensino da instituição coordenadora, recomendado pela Capes;
Possuir produção acadêmica e experiência comprovada em pesquisa na área de Educação Especial Inclusiva;
Ter disponibilidade para ser o responsável pela coordenação da rede durante toda a vigência do projeto;
Não estar inadimplente junto à Capes ou à Administração Pública Federal, com registro no Cadastro Informativo de Créditos não Quitados do Setor Público Federal (Cadin) ou no Sistema Integrado de Administração Financeira do Governo Federal (Siafi).

O Observatório da Educação Especial Inclusiva (Obeduc-EI) integra a Rede Nacional de Educação Especial Inclusiva (Reneei) e tem como objetivos:Apoiar a constituição de uma rede de IES públicas, de abrangência nacional e composição diversa, dedicada à Política Nacional de Educação Especial Inclusiva (PNEEI) e às políticas públicas de Educação Especial Inclusiva nas três esferas de governo;
Produzir indicadores para o monitoramento e o aperfeiçoamento da PNEEI, incluindo indicadores de qualidade da oferta e da aprendizagem dos estudantes da educação especial, além de subsidiar as redes de ensino dos estados, dos municípios e do Distrito Federal com relatórios técnicos e pedagógicos sobre sua implementação;
Fomentar a construção de conhecimento multidisciplinar, com participação social, aplicado à Educação Especial Inclusiva e às políticas públicas relacionadas à área.

As bolsas serão implementadas pela Capes diretamente aos beneficiários, observando o valor global de R$ 8 milhões. A duração máxima da execução das atividades prevista na proposta é de 36 meses, exceto para a modalidade de pós-doutorado, cujo limite é de 24 mensalidades. Os valores de cada modalidade podem ser consultados no edital.

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Prazo de análise das inscrições no Cadastro Nacional de Pontos e Pontões de Cultura é ampliado


O Ministério da Cultura (MinC), por meio da Política Nacional de Cultura Viva, informa que o prazo para análise das inscrições realizadas no Cadastro Nacional de Pontos e Pontões de Cultura, antes de até 90 dias, agora pode chegar a 120 dias devido ao aumento no número de inscrições recebidas para certificação.

As inscrições realizadas no Cadastro Nacional continuam em análise pela Comissão de Certificação Simplificada, responsável pela Avaliação de Habilitação Documental e pela verificação do atendimento aos requisitos previstos para a certificação. Não sendo necessário realizar nova inscrição nem encaminhar documentação complementar nesta etapa.

Duas formas de certificação

Atualmente, organizações da sociedade civil e coletivos culturais podem obter a certificação como Ponto ou Pontão de Cultura em duas modalidades:

- Cadastro Nacional de Pontos e Pontões de Cultura, mediante análise realizada pela Comissão de Certificação Simplificada; ou
- Editais certificadores da Política Nacional de Cultura Viva, lançados por estados, municípios e Distrito Federal no âmbito da Política Nacional Aldir Blanc de Fomento à Cultura (PNAB), que conferem a certificação às iniciativas selecionadas.

A Comissão de Certificação Simplificada é uma instância colegiada composta por representantes da Comissão Nacional de Pontos de Cultura, do Conselho Nacional de Política Cultural (CNPC) e do Poder Público, indicados pelo Ministério da Cultura. Seus integrantes exercem, de forma voluntária, uma atividade de relevante interesse público, contribuindo para o fortalecimento da gestão participativa e para a consolidação da Política Nacional de Cultura Viva.

O resultado da análise das inscrições realizadas no Cadastro Nacional será encaminhado ao endereço de e-mail informado no momento da inscrição.

Em caso de dúvidas sobre o Cadastro Nacional de Pontos e Pontões de Cultura, acione a equipe técnica por meio do  culturaviva@cultura.gov.br ou suporte.culturaviva@cultura.gov.br.

Cinema: Sesc celebra a trajetória de Zezé Motta com exibição de documentário e debate nesta terça 11


Mulher, mãe, avó, cantora, ativista e uma das maiores forças da nossa cultura. Em 2026, ano em que o Sesc completa 80 anos, a icônica Zezé Motta não apenas estrela a campanha institucional da instituição, mas também recebe uma justa e calorosa homenagem do CineSesc. Nesta terça, dia 11 de agosto, a mostra "Retrospectiva Brasil: Zezé Motta" revisita a filmografia dessa estrela que há mais de cinco décadas transforma a história do audiovisual e reinventa o significado de ser protagonista no Brasil. ao final da exibição do documentário, haverá um bate papo especial as as atrizes Brena Maria e Lúcia Gato, com mediação de Amanda Drumont.

Quatro filmes protagonizados pela atriz compõem o acervo do projeto dentro do recorte “Retrospectiva Brasil”, que celebra grandes nomes do cinema brasileiro. As exibições reúnem os longas Xica da Silva, papel que consagrou a artista nacional e internacionalmente, e Quilombo e os curtas “Zezé Motta, La Femme Enchantée” e “Deixa”, propondo um panorama de diferentes momentos da atuação da artista no cinema brasileiro.

Dirigido por Cacá Diegues, Xica da Silva acompanha a história da mulher escravizada que, na segunda metade do século XVIII, passa a ocupar posição de destaque no Distrito Diamantino após iniciar uma relação com João Fernandes, representante da Coroa Portuguesa. A ascensão de Xica provoca disputas de poder e leva a Coroa Portuguesa a enviar um emissário para conter sua influência na colônia.

Os curtas ampliam a reflexão sobre a trajetória de Zezé Motta. Zezé Motta, La Femme Enchantée aborda sua projeção artística internacional, enquanto Deixa evidencia sua presença na produção audiovisual contemporânea.

"A decisão de homenagear Zezé Motta e sua carreira de seis décadas, marcada por talento, versatilidade e engajamento social, reafirma o compromisso do Sesc com a valorização de trajetórias que transformaram a cultura brasileira e abriram caminhos para novas gerações", destaca Leonardo Minervini, gerente interino de Cultura do Departamento Nacional do Sesc.

Noite de abertura e debate

A abertura da mostra acontece no dia 11 de agosto, às 19h, com exibição documentário "Zezé Motta, La Femme Enchantée", que retrata a trajetória de uma das maiores artistas brasileiras, destacando sua contribuição para a cultura, a luta contra o racismo e a valorização da identidade negra.

Após a sessão, um debate especial com as atrizes Lúcia Gato e Brena Maria, com mediação de Amanda Drumont, aprofundando as reflexões trazidas pelo filme.

Sesc 80 anos
Em 2026, o Sesc celebra oito décadas de atuação com um calendário especial que se estende ao longo de todo o ano, culminando no dia 13 de setembro, data oficial do aniversário. Ao longo desse período, eventos, campanhas, publicações e ações variadas vão destacar a trajetória da instituição e, sobretudo, o que dá sentido a ela: as pessoas.

Confira a programação completa, escolha suas sessões e venha celebrar o legado vivo de Zezé Motta no Cinema Sesc! A entrada é gratuita e aberta ao público. Retire o seu ingresso na portaria do Sesc Deodoro.


PROGRAMAÇÃO

11 de AGOSTO (terça-feira)
12h
DONA BEATRIZ ÑSÎMBA VITA
Dir.: Catapreta / 20 min / Ficção / Livre Uma mulher determinada a cumprir a missão divina de criar seu próprio povo, usando uma habilidade peculiar de produzir clones de si mesma. Livremente inspirado na história da heroína congolesa Kimpa Vita.

TODAS AS ESTRADAS DE TERRA TÊM GOSTO DE SAL
Dir.: Raven Jackson / 93 min / Ficção, Drama / 12 anos Uma jovem no Mississippi, Estados Unidos, atinge a maioridade. A sua jornada pela vida é um conto lírico de amor, tristeza, amizade, corações partidos e tudo o mais que faz parte da vida.

19h
Retrospectiva Brasil: Zezé Motta

ZEZÉ MOTTA, LA FEMME ENCHANTÉE
Dir.: Ariel de Bigault, 56min, 14 anos O documentário retrata a vida e obra da atriz Zezé Motta. Uma artista de múltiplas facetas e uma personalidade excepcional que atravessa o cinema, a música e a cultura brasileira. Bate- Papo Especial. Atrizes convidadas: Brena Maria e Lúcia Gato. Mediação: Amanda Drumont.

12 de AGOSTO (quarta-feira)
12h
LÁ NA FRENTE
Dir.: Márcio Andrade / 10 min / Ficção / Livre Quando Pedro e sua mãe recebem a notícia de que Raula não vai mais chegar, ambos encontram seus meios de atravessar a perda.

PLACA-MÃE
Dir.: Igor Bastos / 95 min / Animação / Livre Nadi, uma andróide com cidadania, ganha o direito de adotar duas crianças, David e Lina. Quando um mal entendido acontece, o menino David, com medo de se separar de sua irmã, foge. Enquanto o garoto lida com os perigos da cidade, Nadi tenta encontrá-lo.

18h30
Retrospectiva Brasil: Zezé Motta
QUILOMBO
Dir.: Cacá Diegues, 120min, 16 anos Ganga Zumba, um príncipe africano e ex-escravo que fugiu, se torna o líder do Quilombo de Palmares. Mais tarde, seu herdeiro e afilhado, Zumbi, contesta suas ideias conciliatórias, enfrentando o maior exército jamais visto na história brasileira.

13 de AGOSTO (quinta-feira)
12h
A SOMBRA DE UM FUTURO
Dir.: Gabriel Borges / 19 min / Ficção / 10 anos Rosa sonha com uma imagem. O misterioso sonho não sai de sua cabeça, ela fica obcecada com a enevoada lembrança de uma figura que parece abduzir um jovem negro. Em busca de respostas, Rosa entra pela noite.

À DERIVA
Dir.: Heitor Dhalia / 110 min / Drama/ 14 anos Uma garota de 14 anos experimenta o despertar sexual e enfrenta problemas familiares durante as férias na casa de praia dos pais em Búzios, no litoral fluminense.

18h30
Retrospectiva Brasil: Zezé Motta
DEIXA
Dir.: Mariana Jaspe, 15min, 16 anos Carmen é uma mulher que vive seu último dia de liberdade antes que seu marido saia da prisão.

ZEZÉ MOTTA, LA FEMME ENCHANTÉE
Dir.: Ariel de Bigault, 56min, 14 anos O documentário retrata a vida e obra da atriz Zezé Motta. Uma artista de múltiplas facetas e uma personalidade excepcional que atravessa o cinema, a música e a cultura brasileira.

14 de AGOSTO (sexta-feira)

12h
A SOMBRA DE UM FUTURO
Dir.: Gabriel Borges / 19 min / Ficção / 10 anos Rosa sonha com uma imagem. O misterioso sonho não sai de sua cabeça, ela fica obcecada com a enevoada lembrança de uma figura que parece abduzir um jovem negro. Em busca de respostas, Rosa entra pela noite.

FOLHAS DE OUTONO
Dir.: Flávia Moraes / 120 min / Documentário / 10 anos A turnê de despedida de Milton Nascimento, uma das maiores lendas vivas da música brasileira. O filme cobre os últimos shows de Bituca, como é carinhosamente conhecido, e captura a profunda conexão entre o artista e seus fãs.

18h30
Retrospectiva Brasil: Zezé Motta
XICA DA SILVA Dir.: Cacá Diegues, 117min, 16 anos Na segunda metade do século XVIII, a negra escravizada Xica da Silva torna-se o centro das atenções no Distrito Diamantino, onde estão as minas mais ricas do país. João Fernandes, representante da Coroa Portuguesa, apaixona-se por Xica e a transforma na Rainha do Diamante, satisfazendo todos os seus desejos extravagantes.