quinta-feira, 22 de janeiro de 2026

SINPROESEMMA promove na sexta-feira (23) Encontro de Aposentadas(os) com palestra sobre bem-estar e direitos


Em celebração ao Dia dos Aposentados(as), o SINPROESEMMA promoverá no 23 de janeiro de 2026, um encontro voltado para associadas(os) educação aposentadas(os). O evento acontecerá no Hotel Santos Dumont, no bairro São Cristóvão, em São Luís.

Confirme sua presença até dia 22/01, no número da secretária dos Aposentadas(os) 98 98442-3220. No dia do evento leve seu contracheque e documento de identificação com foto.

Com uma programação que integra política sindical, saúde mental e cultura, o encontro homenageará educadoras e educadores que dedicaram suas vidas à educação, deixando um legado fundamental para a sociedade. O tema central será os direitos e a qualidade de vida na melhor idade.

Professora Edna

“Homenagear educadoras e educadores é reconhecer uma trajetória de luta e afirmar que a melhor idade também é tempo de dignidade, cuidado e valorização”, declarou, Edna.
Programação

A abertura do encontro está prevista para começar às 13h30. Logo em seguida, às 14h, será formada a Mesa de Abertura oficial. O momento contará com a presença do presidente do Sinproesemma, Raimundo Oliveira; da secretária dos(as) aposentados(as), Edna Castro; da 1ª secretária dos(as) aposentados(as), Edenilde Carneiro; da 2ª secretária dos(as) aposentados(as), Socorro Silva.

E para garantir a representatividade da base, a aposentada Isméria terá assento na mesa, representando a categoria.
Saúde e Lançamento

Dialogando sobre “Valorização, direitos e viver bem”, às 15h, a palestrante convidada, a neuropsicóloga Luana Moscoso, abordará aspectos fundamentais da saúde mental e do envelhecimento ativo, trazendo uma perspectiva de empoderamento para as(os) aposentadas(os).

Na sequência, às 15h45, haverá o lançamento oficial da Revista Vitalidade. E para o encerramento do evento, às 16h terá um Coffee Break, proporcionando um momento de confraternização e troca de experiências entre os participantes.

O presidente do SINPROESEMMA, Raimundo Oliveira, destacou que o diálogo sobre valorização, direitos e viver bem é parte essencial da luta sindical, especialmente quando se trata das(os) aposentadas(os). Segundo ele, cuidar da saúde mental, promover o envelhecimento ativo e fortalecer a autoestima dessa parcela da categoria é também uma forma concreta de reconhecimento e respeito.

Professor Raimundo Oliveira

“O SINPROESEMMA segue comprometido em construir espaços de escuta, formação e acolhimento, reafirmando que as(os) aposentadas(os) são protagonistas da história e da luta em defesa da educação e dos direitos trabalhistas”, ressaltou Oliveira.

SINPROESEMMA reforça luta por antecipação do FUNDEF e transparência nos pagamentos


A Frente Norte Nordeste pela Educação (FNNE), com participação ativa do SINPROESEMMA, protocolou ofício ao ministro da Fazenda, Fernando Haddad, solicitando a antecipação dos pagamentos do FUNDEF previstos para 2026.

A articulação defende que, no mínimo, as parcelas sejam repassadas às professoras e aos professores com um cronograma transparente, garantindo previsibilidade, valorização da categoria e respeito aos direitos dos profissionais da educação.

O presidente do SINPROESEMMA, Raimundo Oliveira, que também é coordenador jurídico da FNNE, destacou que a luta pela antecipação dos recursos do FUNDEF é uma questão de justiça com as professoras e os professores que dedicaram suas vidas à educação pública. Segundo ele, o requerimento ao ministro é fundamental para evitar atrasos e assegurar um prazo claro para a liberação dos recursos em 2026.

Além disso, Raimundo Oliveira ressaltou que o SINPROESEMMA seguirá atuando firmemente para que o pagamento das parcelas do FUNDEF seja realizado de forma transparente e célere. “Estamos falando de valorização profissional, de respeito à categoria e de compromisso com a educação pública. O SINPROESEMMA não recuará e seguirá mobilizado até que os recursos cheguem às mãos de quem realmente construiu a educação deste país”, afirmou Oliveira.

Na avaliação do SINPROESEMMA, a antecipação dos precatórios é uma medida necessária para garantir eficiência à gestão pública e reafirmar o compromisso com a educação.
Confira o vídeo do presidente do SINPROESEMMA sobre a medida:

Tocador de vídeo

medida:

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O futuro do tratamento do câncer: acelerador de prótons aproxima os pacientes da cura


No Brasil, onde a expectativa é de 704 mil novos casos de câncer por ano, segundo o Instituto Nacional de Câncer (Inca), cada avanço tecnológico é uma nova esperança para pacientes e familiares. Um desses avanços é o desenvolvimento do acelerador de prótons, equipamento capaz de ampliar o acesso a diagnósticos por imagem e de tornar as terapias oncológicas mais precisas e eficientes. Ele está sendo desenvolvido pelo Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação, por meio da organização social vinculada à pasta chamada Centro Nacional de Pesquisa em Energia e Materiais (CNPEM), em Campinas (SP). 

A nova tecnologia permitirá a produção nacional de radioisótopos utilizados em exames e tratamentos contra o câncer. Esses materiais radioativos integram radiofármacos aplicados na medicina nuclear para localizar tumores, acompanhar a evolução das doenças e destruir células cancerígenas aumentando, assim, as chances de resposta terapêutica. 

Segundo o diretor adjunto de Tecnologia do CNPEM, James Citadini, o equipamento nacional será mais acessível que os modelos importados, cujos custos de aquisição e manutenção dificultam sua adoção no Brasil. Ele destaca que a iniciativa fortalece a autonomia e o domínio de uma tecnologia estratégica para o País. 

Hoje, o Brasil depende majoritariamente da importação desses radiofármacos, o que gera custos elevados e risco de desabastecimento. Como os principais radioisótopos usados — como flúor-18 e gálio-68 — têm meia-vida de poucos minutos ou horas, muitas vezes não chegam a tempo a hospitais distantes dos grandes centros, atrasando diagnósticos essenciais. Com a produção mais próxima dos serviços de saúde, será possível ampliar o número de exames pelo Sistema Único de Saúde (SUS) e reduzir a espera dos pacientes.

Avanços que podem transformar a oncologia

O domínio da tecnologia também abre caminho para a expansão da terapia com feixe de prótons, tratamento usado em países desenvolvidos para atingir tumores com precisão muito maior. A radiação é concentrada no alvo, preservando tecidos saudáveis. 

“Com o feixe de prótons, a radiação se concentra no tumor e preserva os tecidos saudáveis ao redor. É extremamente relevante para casos de câncer infantil e tumores próximos a regiões sensíveis, como o nervo óptico”, destaca Citadini. 

Protótipo do acelerador de prótons - Foto: Divulgação/CNPEM

Embora o CNPEM não vá atuar diretamente no atendimento médico ou na produção industrial dos radiofármacos, o projeto desenvolve e disponibiliza as bases tecnológicas para que hospitais e empresas brasileiras possam desenvolver e ofertar futuramente tratamentos mais avançados no País. 

Como está sendo viabilizado 

O projeto do acelerador recebeu aprovação do Ministério da Saúde e contará com investimento de aproximadamente R$ 27 milhões pelo Programa de Desenvolvimento e Inovação Local (PDIL), além de R$ 15 milhões de contrapartida do CNPEM, organização social vinculada ao Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI). O prazo de execução é de dois anos. 

Segundo Citadini, o avanço é também uma forma de preservar competências que o País construiu com muito esforço: “Não existe uma formação acadêmica tradicional em engenharia de aceleradores. Essa é uma competência rara, que o Brasil desenvolveu na construção do primeiro acelerador do CNPEM (conhecido como UVX) e posteriormente na construção do Sirius e que precisa de novos desafios tecnológicos para ser mantida.”

Além de permitir futuras aplicações na medicina, o acelerador fortalece cadeias de inovação já consolidadas — como computação de alto desempenho, controle a automação, engenharia de materiais e indústria de equipamentos médicos — e atrai profissionais altamente qualificados. 

Esse movimento é sustentado por políticas públicas que incentivam a inovação. Em 2024, a Lei do Bem, política estruturante administrada pelo MCTI para apoiar projetos de pesquisa e desenvolvimento nas empresas brasileiras, impulsionou mais de R$ 40 bilhões em iniciativas tecnológicas, muitas delas direcionadas ao setor de saúde. 

Para o coordenador-geral de Tecnologias Habilitadoras do MCTI, Felipe Bellucci, essa articulação entre ciência, indústria e SUS coloca o Brasil em trajetória de autonomia tecnológica. “O MCTI coordena instrumentos essenciais para que tecnologias estratégicas, como o acelerador de prótons, avancem da pesquisa para aplicações que beneficiam diretamente a população e o SUS”, afirmou. 

Primeiro protótipo em teste 

O desenvolvimento do acelerador começou no início de 2024. A equipe projetou, construiu e integrou os subsistemas necessários para fazer os primeiros testes. O protótipo está em fase de experimentos e vai gerar feixes de prótons com energia de até 10 megaelétron-volts (MeV) ao final do projeto. Esse nível será suficiente para produzir uma variedade significativa de radioisótopos utilizados em medicina nuclear. 

Com o domínio inicial da tecnologia, a próxima etapa prevê o aumento da energia do feixe para ampliar as possibilidades de aplicações médicas. O CNPEM também articula parcerias com instituições de pesquisa e hospitais, como a Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), e participa de colaborações internacionais com centros de referência, incluindo o CERN, na Europa. 

Valorização de competências nacionais 

A iniciativa dá continuidade ao histórico do CNPEM no desenvolvimento de grandes instrumentos científicos. O centro é responsável pelo Sirius, o maior e mais avançado equipamento de pesquisa já construído no País. A manutenção dessa expertise contribui para a formação de profissionais altamente especializados — engenheiros, físicos e técnicos — e para a retenção de talentos em território nacional. 

O diretor James Citadini salienta que a tecnologia brasileira não apenas sustenta a ciência nacional, mas se conecta diretamente às demandas do País. “O Brasil tem carências reais na produção de radiofármacos e no acesso à radioterapia avançada. O acelerador de prótons é uma resposta estratégica que alia soberania tecnológica e benefícios concretos para a saúde da população”, afirma. 

Além de fortalecer o ecossistema científico, o projeto tem potencial para movimentar setores industriais ligados à saúde e tecnologia, estimulando inovação e transferência de conhecimento. 

Aceleradores de partículas

O acelerador de prótons é um tipo de acelerador de partículas, que são equipamentos capazes de colocar partículas subatômicas em movimento altamente controlado, utilizando campos elétricos e magnéticos. Ao ganhar energia, elas podem ser direcionadas para aplicações que exigem grande precisão e conhecimento do comportamento da matéria.

Os prótons são partículas mais pesadas, cerca de 2 mil vezes, e exigem uma arquitetura mais robusta e controle sofisticado para manter suas trajetórias estáveis. Quando acelerados, tornam-se ferramentas tecnológicas decisivas para a medicina e para a indústria, permitindo desde o desenvolvimento de novos traçadores biológicos até técnicas terapêuticas altamente direcionadas.

Outro tipo de acelerador de partículas é o de elétrons que, por serem muito leves, podem ser movimentados com maior facilidade e são essenciais em centros de pesquisa como o Sirius — que usa radiação gerada pelos elétrons para revelar detalhes microscópicos de materiais e moléculas.

Cinema do Brasil: O Agente Secreto conquista quatro indicações ao Oscar 2026 e marca feito histórico para o cinema brasileiro


O cinema brasileiro voltou a ocupar lugar de destaque no cenário internacional. O filme O Agente Secreto foi indicado ao Oscar 2026 em quatro categorias: Melhor Filme, Melhor Filme Internacional, Melhor Ator e Melhor Seleção de Elenco. A lista oficial foi anunciada na manhã desta quinta-feira (22) pela Academia de Artes e Ciências Cinematográficas. A cerimônia de premiação está marcada para o dia 15 de março, em Los Angeles, nos Estados Unidos.

Um dos principais destaques da indicação é Wagner Moura, que concorre ao prêmio de Melhor Ator. Pela primeira vez na história do Oscar, um ator brasileiro é indicado nessa categoria, consolidando um marco inédito para a cinematografia nacional.

Dirigido pelo cineasta pernambucano Kleber Mendonça Filho, O Agente Secreto vem acumulando resultados expressivos desde sua estreia, com mais de 56 prêmios conquistados em festivais e premiações ao redor do mundo. Em 11 de janeiro de 2026, o filme venceu o Globo de Ouro nas categorias de Melhor Filme em Língua Não Inglesa e Melhor Ator em Filme de Drama, prêmio concedido a Wagner Moura. Foi a primeira vez, em 27 anos, que o Brasil venceu essa categoria, repetindo o feito de Central do Brasil, além de marcar a primeira ocasião em que o país conquistou dois prêmios na mesma edição da premiação.

Para a ministra da Cultura, Margareth Menezes, o resultado reafirma a força do audiovisual brasileiro e os avanços estruturais do setor nos últimos anos. “O audiovisual brasileiro repete um grande feito ao ser reconhecido internacionalmente por suas produções, atuações e direções. Esse reconhecimento é motivo de grande orgulho para todos nós que defendemos a nacionalização dos recursos, o fortalecimento das políticas públicas e os avanços do setor dentro e fora do país”, afirmou.

A produção do longa contou com investimento de R$ 7,5 milhões do Fundo Setorial do Audiovisual (FSA) para sua realização, além de R$ 750 mil destinados à etapa de comercialização. Principal mecanismo de fomento ao setor, o FSA financia desde o desenvolvimento de roteiros até a produção, distribuição e modernização de salas de cinema, fortalecendo a indústria audiovisual brasileira de forma estruturante.

No circuito exibidor nacional, o desempenho também foi expressivo. Dados da Agência Nacional do Cinema (Ancine) apontam que o filme superou a marca de 1,2 milhão de espectadores e arrecadou mais de R$ 28 milhões entre a 52ª semana cinematográfica de 2025 e a 2ª semana de 2026. O resultado é inédito para uma produção realizada fora do eixo Sul-Sudeste, reafirmando a diversidade territorial do cinema brasileiro.

Mais indicações

O Brasil ainda celebrou outra conquista inédita. O diretor de fotografia paulista Adolpho Veloso, de 37 anos, foi indicado ao Oscar de Melhor Fotografia pelo filme Sonhos de Trem, produção original da Netflix. O filme ganhou Globo de Ouro 2026, na mesma categoria.

Sobre o Agente Secreto

Ambientado no Brasil de 1977, em pleno período da ditadura militar, O Agente Secreto acompanha Marcelo, personagem vivido por Wagner Moura, um especialista em tecnologia que retorna de São Paulo ao Recife tentando escapar de um passado enigmático. Durante a semana de Carnaval, o que deveria ser um refúgio se transforma em um ambiente de tensão, vigilância e paranoia. Gravado em Recife, o longa é uma coprodução entre Brasil, França, Holanda e Alemanha, com distribuição nacional da Vitrine Filmes.

sexta-feira, 2 de janeiro de 2026

CNTE e SINPROESEMMA criticam reajuste de 0,37% no piso do magistério e cobram ação urgente do MEC; Leia Nota Oficial


Em edição extra do Diário Oficial da União, de 30/12/2025 (DOU nº 248 C), o valor aluno ano do Fundeb (VAAF) de 2025 sofreu sua última atualização e indicou o percentual de reajuste para o piso do magistério, em 2026, no percentual de 0,37%, conforme determina o art. 5º da Lei nº 11.738.

Por esse mesmo critério, a atualização do piso ficou em 0% em 2021, em 3,62% em 2024 (abaixo da inflação) e mais uma vez não corrigirá a perda inflacionária. A CNTE lutará pela reversão dessa situação.

Desde 2024, com a promulgação da Emenda Constitucional nº 135 (oriunda da PEC 45/2024), que, entre outras coisas, realocou recursos do FUNDEB para financiar as matrículas em tempo integral sem acrescer novos valores ao financiamento da educação; e, não tendo o volume da arrecadação do ICMS retornado aos patamares de 2022, quando o ex-presidente Bolsonaro alterou alíquotas para tentar conter o preço dos combustíveis e de outros produtos e serviços visando sua reeleição, e, mais recentemente, os impactos do tarifaço de Trump em setores importantes da economia fizeram com que o FUNDEB e sua parte destinada à valorização dos profissionais da educação sofressem contenções sistemáticas, as quais a CNTE tentou ajustar através de sua atuação no Fórum do Piso do Magistério, recriado pela Portaria MEC nº 1.086, de 12 de junho de 2023.

A perspectiva de reajuste do piso do magistério abaixo da inflação – ou mesmo nulo – vinha sendo anunciada pela CNTE por mais de um ano, especialmente por ocasião da aprovação da PEC do teto de gastos de 2024 (vide matérias abaixo):

https://cnte.org.br/noticias/contra-a-proposta-de-alteracao-no-fundeb-pec-45-2024-fe2b
https://cnte.org.br/noticias/ajuste-fiscal-precisa-priorizar-novas-receitas-e-preservar-o-social-9eef
https://cnte.org.br/noticias/forum-do-piso-do-magisterio-se-reune-no-mec-impasses-continuam-8c86
https://cnte.org.br/noticias/perspectivas-para-o-piso-do-magisterio-em-2026

Pior: a perspectiva de um novo cenário de reajuste nulo ou abaixo da inflação para o piso do magistério se mantém para 2027, pois a EC nº 135 estabeleceu que, a partir de 2026, os fundos estaduais (FUNDEB) alocarão no mínimo 4% do total de seus recursos para financiar as matrículas em tempo integral, impactando ainda mais as políticas de valorização salarial. Vide a redação da referida emenda:

Art. 212-A, CF-1998 (EC nº 135/2024):

“XV - a partir do exercício de 2026, no mínimo 4% (quatro por cento) dos recursos dos fundos referidos no inciso I do caput deste artigo serão destinados pelos Estados, pelo Distrito Federal e pelos Municípios à criação de matrículas em tempo integral na educação básica, conforme diretrizes pactuadas entre a União e demais entes da Federação, até o atingimento das metas de educação em tempo integral estabelecidas pelo Plano Nacional de Educação.”

Com base nesta conjuntura desafiadora, a CNTE buscou pautar no Fórum do Piso, desde 2023, algumas mudanças na Lei nº 11.738/2008, com duas perspectivas centrais: garantir o ganho real do piso, ano a ano, e descomprimir as carreiras do magistério nos estados e municípios.

Entre as propostas que chegaram a ser anunciadas ao longo de dois anos e meio de funcionamento do Fórum – contando os sete meses de inatividade do colegiado –, destacamos duas:

Alteração do critério de atualização do piso, estabelecendo a recomposição anual pelo INPC mais 50% da média de crescimento real das receitas do FUNDEB (VAAF) dos últimos cinco anos; e


Vinculação do piso à formação profissional de nível superior (graduação), com acréscimo de 25% sobre o valor destinado aos profissionais com formação na modalidade Normal de nível médio. E o piso de nível médio se manteria vinculado ao da graduação, sem perdas para esses profissionais.

Essas duas propostas foram apresentadas pela Direção da CNTE ao Conselho Nacional de Entidades da Confederação, que anuiu com as negociações neste sentido. Contudo, o Fórum do Piso, desde maio de 2025, sofreu forte boicote do CONSED e, infelizmente, o MEC não conseguiu destravar as negociações que foram suspensas.

Chegou-se a agendar uma reunião para o dia 15 de dezembro último, mas esta foi cancelada sem qualquer justificativa. Desde então, a CNTE tem sido informada através da imprensa sobre possíveis alternativas para compensar a deflação no critério de atualização do piso – especialmente por meio de entrevistas ou falas do ministro Camilo Santa à imprensa ou em eventos do CONSED e de outras entidades –, mas sem qualquer canal de escuta e/ou proposição direta com a pasta.

Diante da inatividade do Fórum do Piso e da perspectiva de reajuste abaixo da inflação, em outubro deste ano a CNTE se reuniu com o gabinete da ministra Gleisi Hoffmann, da Secretaria de Relações Institucionais da Presidência da República, quando externou as preocupações com as políticas de valorização dos profissionais da educação, incluindo o PL nº 2.531/2021, que trata do piso dos Funcionários da Educação.

Este último acabou sendo aprovado na Câmara dos Deputados, antes do recesso de dezembro, com inúmeras incongruências que podem inviabilizar a concretização de um direito pelo qual a CNTE e os funcionários da educação aguardam desde a promulgação da EC nº 53/2006.

Portanto, a conjuntura com a qual nos deparamos agora e que indica o reajuste de 0,37% para o piso do magistério, em 2026, além de lacunas no PL nº 2.531/2021, poderia ter sido evitada, e ainda pode, desde que o Governo e, em especial, o MEC passem a agir com urgência.

Para tanto, a CNTE INFORMA QUE JÁ SOLICITOU AUDIÊNCIA COM O MINISTRO DA EDUCAÇÃO para discutir alternativas ao critério de atualização do Piso do Magistério, bem como para definir um cronograma para os trabalhos do Fórum do Piso e de acompanhamento do PL nº 2.531/2021 no Senado Federal.

Ainda sobre o piso do magistério, não está descartada a possibilidade de edição de Medida Provisória para recompor a inflação com ganho real, mas reiteramos que nenhuma proposta alternativa àquela debatida no Fórum do Piso foi apresentada à CNTE. E consideramos indispensável a participação dos/as trabalhadores/as em educação neste processo de definição das políticas de valorização da categoria.

Em breve, esperamos repassar informações positivas à categoria.

Vídeo: SINPROESEMMA debate Educação Inclusiva e defende novos concursos no Maranhão

Professora Régina Galeno e psicopedagoga Priscila Sousa

O Sinproesemma realizou, no mês de dezembro  webinário sobre Educação Inclusiva e participação sindical nos Planos Municipais de Educação, destacando a necessidade de estrutura adequada e profissionais de apoio para alunos com deficiência e transtornos do neurodesenvolvimento. O debate foi feito no canal de Youtube do sindicato: @sinproesemmaoficial.

O encontro foi mediado pela secretária de Assuntos Educacionais do Sinproesemma, Regina Galeno, e teve a exposição da psicopedagoga Priscila Sousa. A convidada apresentou dados sobre o crescimento dos diagnósticos e a demanda por atendimento especializado nas escolas.
Desafios na sala de aula

Priscila alertou para a falta de profissionais de apoio, como auxiliares e cuidadores, previstos em lei, para alunos que necessitam desse tipo de atenção. Na rede pública essa realidade é ainda pior. Ela também citou o aumento de ansiedade e depressão entre estudantes, o que reforça a necessidade de atuação integrada entre Educação, Saúde e Assistência Social.
Formação docente e concursos

Outro ponto discutido foi o papel do Atendimento Educacional Especializado (AEE), que tem função complementar à escolarização e não substitutiva. Priscila observou que a formação dos professores ainda não acompanha a realidade da inclusão e defendeu maior preparação sobre transtornos, elaboração de PEI e adaptação curricular.

Ao encerrar o webinário, a secretária Régina Galeno ressaltou o compromisso do Sinproesemma em inserir a pauta da inclusão na construção dos Planos Municipais de Educação.

Para o presidente Raimundo Oliveira garantir a inclusão passa por ampliar equipes e realizar concursos públicos.
“A inclusão começa com políticas públicas, concursos e condições de trabalho. O Sinproesemma vai seguir cobrando dos municípios mais profissionais, mais apoio pedagógico e valorização dos trabalhadores da educação”, afirmou.

O webinário está disponível nas redes sociais do sindicato.

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Fonte: ASCOM - SINPROESEMMA