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| Presidente professor Raimundo Oliveira: "A Campanha Salarial 2026 não se encerra com postagem. Queremos lei, cronograma e o reajuste no contracheque do trabalhador e da trabalhadora em educação” |
Diante do pronunciamento do governador do Maranhão, Carlos Brandão, realizado nesta terça-feira, 10 de fevereiro, anunciando reajuste salarial de 10% para professores e professoras em 2026, o Sinproesemma reafirma que o comunicado não encerra a Campanha Salarial e mantém a cobrança pela efetivação imediata do reajuste, com pagamento integral e retroativo a janeiro.
Embora o governo tenha sinalizado que o percentual será pago de forma retroativa, a entidade alerta que o pagamento não substitui a necessidade de Lei, nem garante, por si só, a valorização da carreira docente. A Campanha Salarial 2026 envolve outros pontos centrais, que seguem sem resposta por parte do governo estadual.
O Sinproesemma ressalta, ainda, que o índice de 10% é resultado direto da pressão e mobilização da categoria, mas reforça que não aceitará parcelamentos, atrasos ou manobras no pagamento do retroativo, nem o esvaziamento das demais reivindicações apresentadas.
Palavra do presidente
O presidente do Sinproesemma, Raimundo Oliveira, afirmou que a postura da entidade seguirá sendo de cobrança permanente.
“O governador anunciou os 10% e a retroatividade a janeiro, o que é o mínimo diante da desvalorização da carreira dos educadores e educadoras. Mas o anúncio em rede social não garante direito. A Campanha Salarial 2026 não se encerra com postagem. Queremos lei, cronograma e o reajuste no contracheque do trabalhador e da trabalhadora em educação”, destacou.
Raimundo Oliveira também reforçou que o Sinproesemma continuará requerendo resposta do governo estadual quanto aos demais pontos da Campanha Salarial.
“Nossa cobrança vai além do reajuste. Existem outros pontos da pauta da Campanha Salarial 2026 que seguem sem resposta. O governo precisa receber a categoria, representada pelo Sinproesemma, e estabelecer negociação real”, reforçou Oliveira.
No dia 27 de janeiro, o Sinproesemma protocolou mais um ofício junto à Secretaria de Estado da Educação (Seduc), solicitando audiência com a secretária Jandira Dias, representante da pasta. No entanto, a categoria segue não sendo ouvida.
“Queremos data, hora e propostas na mesa. Não obtivemos resposta em relação a audiência com a secretária Jandira Dias. O governo tem que receber a categoria. Os educadores e educadoras têm pressa, e o Sinproesemma não vai descansar enquanto todos os pontos da Campanha Salarial 2026 não forem tratados com a seriedade que merecem”, cobrou o presidente.
Mobilização continua
O Sinproesemma segue mobilizado para garantir o cumprimento integral do compromisso anunciado: reajuste linear de 10% com retroativo integral a janeiro de 2026.
Além disso, cobra que o governo estadual cumpra as outras reivindicações da Campanha Salarial 2026. Dentre elas a regularização e automatização das progressões por tempo de serviço; o cumprimento da Lei nº 10.269/2015 sobre ampliação de matrículas e a realização de concurso público como política permanente para todas as áreas da educação.
A categoria também quer transparência na aplicação dos recursos dos precatórios do FUNDEF, com a destinação de 5% aos profissionais da educação não docentes; além da correção da tabela salarial do Professor III, garantindo o interstício legal de 5% entre as referências.
O Sinproesemma convoca os trabalhadores e trabalhadoras em educação a permanecerem mobilizados e atentos aos canais oficiais para possíveis encaminhamentos e articulações, caso o governo atrase a efetivação dos direitos anunciados.



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