terça-feira, 19 de maio de 2026

Régina Galeno: "A defesa da mulher passa pelo combate à extrema direita"

Eliziane Gama e Régina Galeno

“A luta feminista é a luta por justiça. Nós, mulheres, somos quem carregamos o país. Produzimos um percentual grande do PIB, mas não é considerado, porque é trabalho doméstico. Hoje o que atinge muito a luta e os direitos das mulheres é a extrema direita, que usa discurso machista, misógino, violento e assassino. Significa ir contra a eleição de Flávio Bolsonaro”, com essas palavras a professora e pré-candidata a deputada estadual Régina Galeno, resumiu o debate da Roda de Conversa entre ela, a senadora Eliziane Gama (PT), a militante e pré-candidata a deputada federal Vânia do MST e a professora da UFMA Mary Ferreira, ontem à noite (18 de maio).


A Roda de Conversa discutiu o papel da extrema direita na ampliação da violência contra a mulher. Dados expostos pela professora Mary confirmam que, durante o governo Jair Bolsonaro, houve retrocesso em várias políticas públicas especialmente as que tratam sobre questões de reforço à educação pública, combate ao racismo, promoção dos direitos das mulheres, enfim, às camadas sociais historicamente discriminadas.

A senadora Eliziane Gama destacou importância da criação da Casa da Mulher Brasileira e que é fundamental a definição no Orçamento Público dos recursos para a implementação da pauta feminista. “No governo Jair Bolsonaro houve contingenciamento (bloqueio) total de R$ 150 milhões para combate à violência contra a mulher”, afirmou a senadora maranhense.

Vânia do MST disse que sua pré-candidatura simboliza a “resistência e a esperança de quem acredita que outra política é possível”. Ela se comprometeu em ser voz ativa em defesa dos trabalhadores e trabalhadoras do campo e da cidade, pela soberania alimentar, educação pública, saúde e direitos sociais.


Em sua fala final, a professora Régina Galeno, que é diretora da CTB-MA e do SINPROESEMMA, mostrou que é um absurdo haver na Assembleia Legislativa deputada como Mical Damasceno que defendeu da tribuna a “submissão da mulher aos homens” e propôs em abril de 2024 uma sessão solene para homenagear o macho-alfa. “Algo medievalesco, que ao cultuar o machismo, estimula o assassinato de Mulheres”, concluiu Régina.

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