sexta-feira, 27 de março de 2026

Professor Raimundo Oliveira é pré candidato a Deputado Federal pelo Maranhão

 

Professor Raimundo Oliveira
 é pré-candidato a deputado Federal pelo Maranhão, 

Circula nas redes sociais um vídeo do presidente do SINPROESEMMA, professor Raimundo Oliveira, em que ele aparece participando do Encontro Nacional de Educação da CTB, realizado em Salvador, ao lado de educadores de todo o Brasil, fortalecendo uma importante articulação nacional em defesa da educação pública. 

No conteúdo, Raimundo destaca pautas como a valorização dos profissionais da educação, o investimento em ciência e tecnologia e a construção de um novo projeto nacional de desenvolvimento, além de reafirmar sua disposição de colocar seu nome como pré-candidato a deputado federal pelo Maranhão, comprometido com os direitos sociais, a justiça e o futuro do país.


Comunicado sobre o Ano Cultural Brasil-China 2026


O Ministério das Relações Exteriores (MRE), o Ministério da Cultura (MinC) e o Ministério do Turismo (MTur) da República Federativa do Brasil e o Ministério dos Negócios Estrangeiros e o Ministério da Cultura e Turismo da República Popular da China informam que:

Conforme acordado por Brasil e China na Declaração Conjunta sobre a Formação Conjunta da Comunidade de Futuro Compartilhado Brasil-China por um Mundo Mais Justo e um Planeta Mais Sustentável, o ano de 2026 será celebrado por ambos os países como “Ano Cultural Brasil-China”.

Em seguimento à bem sucedida série de eventos culturais realizados por ocasião da celebração do cinquentenário das relações diplomáticas entre Brasil e China em 2024, o Ano Cultural Brasil-China 2026 visa fortalecer os laços bilaterais e fomentar os intercâmbios culturais, destacando sua diversidade e criatividade.

A programação do Ano Cultural Brasil-China 2026 incluirá ampla gama de atividades a serem promovidas pelos dois países ao longo do ano. As ações envolverão diferentes linguagens artísticas e culturais, bem como iniciativas nos campos de artes cênicas, artes visuais, música, patrimônio cultural imaterial, audiovisual, diversidade cultural, juventude, formação, turismo e inovação, com o objetivo de ampliar o conhecimento mútuo entre brasileiros e chineses.

Ministério das Relações Exteriores, Ministério da Cultura e Ministério do Turismo da República Federativa do Brasil e Ministério dos Negócios Estrangeiros e o Ministério da Cultura e Turismo da República Popular da China

Professor Raimundo Oliveira participa de Encontro Nacional de Educação da CTB e reafirma précandidatura a Deputado Federal


O presidente do SINPROESEMMA, o professor Raimundo Oliveira, liderou uma delegação de dirigentes do Maranhão na participação do 4º Encontro Nacional de Educação promovido pela Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil, realizado nos dias 26 e 27 de março, em Salvador. A presença do sindicato no evento reforça seu compromisso com o fortalecimento da educação pública e com a articulação nacional das lutas da categoria.

Também integraram a comitiva liderada pelo presidente nomes importantes da direção sindical, como Regina Nogueira, Josivaldo Corrêa e Fábio Orlan, que acompanharam as atividades e contribuíram com os debates ao lado de educadores, lideranças sindicais e representantes de movimentos sociais de diversas partes do país.

Professor Raimundo Oliveira

O professor Raimundo Oliveira reafirmou, durante o encontro e ao lado de importantes nomes nacionais da educação, sua disposição de colocar-se como pré-candidato a deputado federal pelo Maranhão. Com uma agenda comprometida com a defesa da educação pública, o apoio ao governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e a luta por reformas estruturantes, Raimundo destacou também a importância de garantir os direitos das mulheres, das crianças, dos povos quilombolas e tradicionais, além de impulsionar um novo projeto nacional de desenvolvimento baseado na ciência, tecnologia e justiça social.

Com o tema “Mais Educação na Política – Por Mais Representatividade da Educação na Luta!”, o encontro teve como objetivo fortalecer a presença da educação na agenda política nacional, reafirmando seu papel estratégico na construção de um projeto de desenvolvimento com justiça social. A iniciativa também destacou a importância de ampliar a participação dos trabalhadores da educação nos espaços de decisão e poder, fortalecendo a luta coletiva por direitos e por uma educação pública de qualidade.

Aprovado novo Plano Nacional da Educação segue para a sanção do Presidentw Lula


O Senado aprovou na quarta-feira (25) o novo Plano Nacional de Educação. O texto, do Poder Executivo, traz diretrizes, metas e estratégias que devem orientar a política educacional brasileira pelos próximos dez anos. Aprovado com mudanças de redação, o projeto (PL 2.614/2024 segue para a sanção presidencial.

Enviado pelo Poder Executivo ao Congresso em 2024, o texto foi aprovado pela Câmara em dezembro de 2025. No Senado, foi analisado e aprovado pela Comissão de Educação e Cultura (CE) na manhã desta quarta-feira e enviado com urgência para o Plenário.

— Eu estou convencida de que o texto confirmado no Senado Federal resulta de um acúmulo de participação social, debate e construção política, que não pode ser menosprezado; resulta também da mediação possível entre as diferentes correntes de opinião presentes na sociedade e no Congresso Nacional — disse a relatora do projeto e presidente da CE, senadora Teresa Leitão (PT-PE).

Ela se comprometeu a fazer, no âmbito da CE, uma avaliação bienal das metas previstas no plano e a criar um grupo de trabalho para fazer com que as emendas não acatadas possam ser avaliadas na forma de outras proposições. De acordo com a relatora, “nenhuma emenda será jogada no lixo”.

O presidente do Senado, Davi Alcolumbre lembrou que o texto foi construído a várias mãos, em um esforço para que pudesse ser aprovado na melhor versão de consenso pelos parlamentares.

— Eu exalto este papel do Parlamento, de nós buscarmos, nas Comissões temáticas da Casa, dialogar e buscar o entendimento em relação aos textos apresentados para que possamos chegar e ter a certeza de uma matéria tão relevante para o Brasil — disse o presidente o anunciar a inclusão na pauta do Plenário.
Plano

O texto do novo PNE contém 19 objetivos, com acompanhamento das metas a cada dois anos nas áreas de educação infantil, alfabetização, ensinos fundamental e médio, educação integral, diversidade e inclusão, educação profissional e tecnológica, educação superior, estrutura e funcionamento da educação básica.

O plano foi elaborado pelo Ministério da Educação, com contribuições de um grupo de trabalho, da sociedade, do Congresso Nacional, de estados, municípios e conselhos de educação, além de sugestões feitas durante a Conferência Nacional de Educação (em janeiro de 2024).

Antes mesmo da chegada do texto ao Senado, a CE fez 23 audiências públicas para discutir o conteúdo do plano, em 2024 e 2025. Outras audiências haviam sido feitas pela comissão antes da apresentação do plano pelo governo.

— Foram 34 audiências públicas, mais de mil emendas apresentadas e analisadas um a uma, com muita responsabilidade — disse a senadora Augusta Brito (PT-CE) ao elogiar o trabalho da relatora.

Uma das inovações do texto aprovado pelo Congresso foi a ampliação dos investimentos públicos em educação, atualmente estimados em 5,5% do produto interno bruto (PIB), para 7,5% em sete anos, chegando a 10% ao final do decênio.
Prazo

O prazo do PNE que está em vigor se encerraria no final de 2024. O texto encaminhado pelo Executivo determinava que o período do próximo plano seria 2024-2034, mas o começo da vigência teve de ser adiado, até que o projeto fosse aprovado pelo Congresso. Com isso, o novo PNE deverá valer por 10 anos a partir da publicação da lei.

— Entendemos que a tramitação dentro de um cronograma aparentemente reduzido, com eventuais ajustes limitados e aspectos de redação, evita a reabertura do mérito amplamente discutido na Câmara, reduz riscos de atrasos decorrentes do calendário eleitoral, assegura condição operacional para o cumprimento dos prazos legais iniciais e mitiga os efeitos negativos da inexistência de um plano nacional no período atual. Sai ganhando a educação brasileira! — celebrou a relatora.

Em Plenário, senadores criticaram a aprovação do requerimento de urgência para o projeto. Para o senador Eduardo Girão (Novo-CE), a aprovação apenas de emendas de redação para evitar a volta do texto para a Câmara prejudica a análise do Senado. Ele afirmou que o Senado não pode ser apenas um “carimbador” do que foi feito pelos deputados e pediu mais tempo para a análise do texto.

— Eu não vim para cá para carimbar, para fazer carimbo no que passou 226 dias lá na Câmara dos Deputados — 226 dias — e chegou agora ao Senado Federal. Chegou agora! Sabe aquela coisa que está marcada do carimbador? Aí não tem como concordar, porque a gente fez muitas emendas — protestou o senador Eduardo Girão ao votar o pedido de urgência.

A senadora Damares Alves (Republicanos-DF), que havia votado contra o pedido de urgência e apresentado um destaque para alterar o texto, acabou retirando o destaque. Ou seja, ela havia pedido para que um trecho do projeto fosse votado separadamente do restante do projeto, mas cancelou esse pedido. Ela elogiou a disposição da relatora para ouvir as sugestões.

— Quero só repetir, Teresa: nós estamos desde 2023 discutindo isso aqui, e tem emendas que a Câmara aprovou que foram sugeridas por mim lá, a gente acompanhou o debate lá também. Então, a gente não vai conseguir nunca ter um plano dos sonhos, mas esse, com certeza, também não é o plano dos pesadelos — disse a senadora.

Para o senador Eduardo Braga (MDB-AM), o texto aprovado enfrenta questões que impactam a educação atualmente, como a evasão escolar.

— Nós sabemos que não haverá nenhuma mudança transformadora da noite para o dia na educação. Isso dependerá de um esforço coletivo de todos os trabalhadores da educação, de toda a classe estudantil brasileira, de todo o conhecimento e todo o convencimento de uma geração que precisa estar motivada, que precisa estar identificada e que precisa estar, mais do que isso, entusiasmada em ficar na escola — lembrou Braga.
Mudanças

Entre as mudanças de redação feitas pelo Senado no projeto estão ajustes para preservar os prazos previstos no texto aprovado pela Câmara, adequando esses prazos ao tempo que foi necessário para aprovar o projeto no Senado e evitando incongruências no calendário do PNE, que abrange planos dos estados e os planos de ação bianuais.

Também foram feitos ajustes para adequar o texto a dispositivos já existentes nas leis, correções em termos e em técnica legislativa e ajustes gramaticais.

Durante a análise em plenário, Teresa Leitão também acatou mudanças pedidas pelos senadores Flávio Arns (PSB-PR) e Damares Alves para deixar mais clara em alguns artigos do texto a possibilidade de parcerias com transferência de recursos públicos entre o Estado e as escolas comunitárias, confessionais ou filantrópicas.

Fonte: Agência Senado

quarta-feira, 25 de março de 2026

Opinião: 'A Notícia Volta para Casa: O Fim da Era da Informação Sem Dono'

Jornalista Carla Ribeiro

O jornalismo vive, nas últimas duas décadas, o seu mais longo e sinuoso teste de resistência. Desde a virada do milênio, com a ascensão dos blogs, testemunhamos a quebra do monopólio da informação. O que antes era restrito às redações — o poder de narrar o cotidiano e pautar o debate público — pulverizou-se. A democratização do acesso, facilitada pela internet, trouxe consigo um efeito colateral severo: a desvalorização do preparo técnico e a erosão do espaço profissional.

Em São Luís, esse impacto foi físico e visível. Vimos um ecossistema que sustentava doze jornais impressos reduzir-se a apenas dois. A partir de 2010, e com força total após 2015, o império dos algoritmos consolidou a era dos influenciadores digitais. Com audiências que superam a tiragem de grandes veículos, esses novos atores passaram a ditar o ritmo da notícia, muitas vezes priorizando o "falar primeiro" em detrimento do "falar com exatidão".

Nesse cenário, o diploma de jornalista tornou-se alvo de contestações jurídicas e políticas, enquanto instituições oficiais — do plano federal ao municipal — passaram a utilizar as redes sociais como canais diretos, contornando a mediação crítica da imprensa. O jornalista, por um momento, pareceu um figurante em sua própria arte.

*O Paradoxo da Tecnologia*

Entretanto, o "pulo do gato" deste momento histórico reside justamente na ferramenta que prometia ser o golpe de misericórdia no mercado tradicional: a Inteligência Artificial. Se a internet facilitou a voz, a IA facilitou a mentira sofisticada. Vivemos hoje um festival de simulações, onde vozes e imagens são clonadas com perfeição assustadora, tornando as fake news não apenas um texto mal escrito, mas uma realidade paralela convincente.

É aqui que o público começa a despertar de uma espécie de torpor digital. Diante da dúvida sistemática — "Isso aconteceu mesmo ou é IA?" — a audiência inicia um movimento de retorno à fonte. A pergunta que o cidadão se faz hoje não é mais apenas "quem disse?", mas "quem avaliza?".

*O Selo da Verdade*

O jornalismo profissional está pegando o caminho de volta porque ele oferece algo que o algoritmo e o influenciador, em sua maioria, não conseguem entregar com constância: a responsabilidade jurídica e ética. Quando uma notícia é veiculada por um profissional de trajetória firmada ou por um veículo de comunicação estabelecido, ela carrega um lastro.

A credibilidade, que antes parecia diluída na massa de seguidores, volta a ser o ativo mais valioso do mercado. O público está redescobrindo que a curadoria de um jornalista não é um obstáculo à informação, mas uma garantia de segurança. O bordão "saiu no jornal, é verdade" — que por anos soou como um anacronismo — ressurge com um novo vigor. Não como uma obediência cega, mas como um suspiro de alívio em meio ao caos informacional.

A tecnologia que ameaçou substituir o jornalista é a mesma que agora prova a sua essencialidade. No Maranhão e no mundo, a notícia está voltando para casa: para as mãos de quem sabe que informar exige mais do que um clique; exige critério, ética e, acima de tudo, o compromisso inegociável com o fato.

Carla Ribeiro - Jornalista

Energia nuclear no Brasil: ciência estratégica a serviço da sociedade


Quando o tema é energia nuclear, muita gente ainda pensa em grandes armas de destruição em massa. Imaginar isso é até compreensível, mas chega a ser injusto com algo que está tão presente e é tão fundamental para o desenvolvimento de tecnologias importantes. O aprimoramento de diagnóstico de doenças, a preservação de alimentos, tratamento de obras de arte e a inovação industrial são alguns exemplos de onde a tecnologia nuclear é usada. Integrada à estratégia da Nova Indústria Brasil (NIB), ela é um dos pilares para a soberania, tecnológica e econômica do País.

Mais do que gerar energia, a tecnologia nuclear representa formação de talentos e soluções de alto valor agregado. Nesse cenário, o Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI) coordena políticas públicas para fortalecer o setor, tendo a Comissão Nacional de Energia Nuclear (CNEN) como um braço central na pesquisa, na aplicação segura das radiações ionizantes em benefício da sociedade e na capacitação de profissionais de alto nível.

A ciência que move o setor

Primeiro, é importante distinguir a tecnologia da energia nuclear. Existem diversas formas de se beneficiar das tecnologias nucleares, sendo a mais famosa a geração de energia.

A energia nuclear é produzida nas usinas nucleares a partir da quebra do núcleo de átomos pesados, como o urânio. Quando esse núcleo é dividido, ele libera grande quantidade de calor (energia térmica), que aquece a água presente em um sistema fechado e, consequentemente, gera vapor. Assim, a energia térmica é usada no processo que muda a água de fase liquida para gasosa.

Esse vapor resultante movimenta turbinas, ou seja, gera energia cinética, perde a energia térmica e volta ao estado líquido para seguir no ciclo de geração de energia. As turbinas, conectadas a geradores, transformam a energia cinética em energia elétrica de forma contínua, em um sistema fechado e com baixíssimas emissões de carbono.

Já a tecnologia vai muito além das usinas, nos reatores de potência. Ela envolve pesquisa avançada, engenharia de materiais, física nuclear, química, biotecnologia e aplicações ambientais e industriais. Mais do que uma fonte de energia, o setor nuclear brasileiro é um motor que impulsiona progresso científico, benefício social e crescimento econômico para o País.



O átomo no nosso dia a dia

A tecnologia nuclear está presente em processos que garantem a qualidade de vida da população. Veja alguns exemplos:Na saúde

Reatores nucleares de pesquisa permitem a produção radioisótopos e, na sequência, os radiofármacos utilizados em exames como cintilografia e PET, fundamentais para o diagnóstico precoce de câncer e doenças cardiovasculares, por exemplo. Na terapia, esses compostos atuam de forma direcionada, atingindo células doentes com precisão. A tecnologia das radiações também é empregada na radioesterilização de materiais médico-cirúrgicos e tecidos biológicos, como sangue, peles e ossos.Na alimentação

A irradiação é utilizada como tratamento fitossanitário de produtos alimentícios, eliminando pragas e microrganismos sem alterar o valor nutricional dos alimentos. Esse processo aumenta a durabilidade dos alimentos, reduz perdas e combate bactérias e microorganismos.Na proteção ambiental

Essa mesma tecnologia nuclear também é ferramenta estratégica para proteção ambiental e monitoramento e gestão de recursos hídricos. Entre as aplicações estão a supervisão da qualidade da água e do solo, o estudo da dinâmica de aquíferos, o controle e tratamento de resíduos e a avaliação de impactos ambientais. Dados químicos, biológicos e isotópicos ajudam a compreender a origem, circulação e contaminação de recursos hídricos, subsidiando políticas públicas baseadas em evidências científicas.Na indústria e infraestrutura

As técnicas nucleares também permitem medição precisa de espessura e densidade de materiais, controle de processos industriais e detecção de falhas estruturais. Com elas, é possível verificar se há fissuras invisíveis em estruturas de aviões ou tubulações de petróleo e gás, por exemplo, sem precisar desmontar ou destruir a peça.Na preservação do patrimônio cultural

A tecnologia nuclear e das radiações também é aplicada na caracterização, conservação e preservação do patrimônio cultural. O processo é feito com irradiação de obras de arte e bens culturais, para eliminar fungos e insetos, analisar de forma não destrutiva pigmentos e materiais históricos e conservar documentos e acervos arqueológicos. Assim, ciência e cultura caminham juntas na proteção da memória nacional.

STF reconhece racismo estrutural e decisão reforça luta na educação, avalia CNTE


O Supremo Tribunal Federal concluiu, em dezembro de 2025, o julgamento da ADPF 973 (Arguição de Descumprimento de Preceito Fundamental) e reconheceu a existência do racismo estrutural no Brasil, determinando que o Estado revise e adote novas políticas de enfrentamento às desigualdades raciais. Para a CNTE, a decisão representa um marco para a educação pública.

Segundo Carlos Furtado, secretário de Combate ao Racismo da CNTE, o reconhecimento do STF “reforça a importância de políticas públicas que promovam a igualdade racial, inclusive no campo educacional”. Ele destaca que a decisão legitima práticas pedagógicas antirracistas e fortalece o ensino da história e cultura afro-brasileira e africana. “Ela dialoga diretamente com o trabalho de educadores e educadoras, incentivando a construção de uma escola mais democrática e inclusiva”, afirma.

Para Furtado, a decisão também dá mais robustez à defesa da Lei nº 10.639/2003. “Cria um fundamento institucional mais forte para exigir do poder público a efetivação de políticas antirracistas na escola”, diz, ressaltando que isso amplia a capacidade de pressão política do movimento sindical sobre estados e municípios.

Apesar dos avanços, o dirigente aponta limites. “A decisão poderia ter estabelecido mecanismos de responsabilização e metas objetivas. Sem definições sobre financiamento e formação docente, há risco de ficar no plano declaratório”, alerta.

Para a CNTE, o desafio agora é transformar o reconhecimento do STF em força mobilizadora. “Cabe ao movimento sindical garantir que essa conquista se traduza em mudanças reais no cotidiano escolar”, conclui Furtado.

CLIQUE AQUI PARA LER O JORNAL MURAL DA CNTE - EDIÇÃO DE MARÇO 2026