quinta-feira, 12 de fevereiro de 2026

Educadores e educadoras brasileiros repudiam declarações repugnantes de Silas Malafaia contra a educaçã

O tal 'pastor' vocifera ao lado do criminoso condenado a 27 anos e 3 meses de cadeia

Os/as educadores/as brasileiros/as manifestam o seu mais veemente repúdio às declarações proferidas pelo pastor Silas Malafaia no evento religioso The Send Brasil 2026, realizado na Arena de Pernambuco, em Recife. O pastor, que vive a vociferar palavras de ódio em nome de uma igreja cristã, em um mega evento internacional, de cunho religioso e voltado a jovens evangélicos, resolveu atacar a educação e seus/uas educadores/as.

Na ocasião, o referido líder religioso afirmou que os professores “mentem e enganam” e acusou educadores/as de promoverem “controle de pensamento” baseado em um suposto “marxismo cultural”. Além disso, incitou o público a uma “guerra cultural” contra escolas e universidades, desqualificando o trabalho de profissionais que dedicam suas vidas à formação crítica e cidadã da juventude brasileira.

Tais declarações configuram um ataque frontal à dignidade de professoras e professores e ao papel fundamental da educação na construção de uma sociedade democrática, plural e inclusiva. Ao difundir palavras de ódio e desinformação, o pastor Malafaia não apenas desrespeita os/as educadores/as, mas também contribui para o descrédito social da atividade docente, fomentando intolerância e preconceito.

Reafirmamos que a educação é um direito constitucional e um pilar essencial para o desenvolvimento nacional. Professores e professoras merecem respeito, valorização e condições dignas de trabalho, e não ataques infundados que buscam enfraquecer sua autoridade e comprometer a confiança da sociedade na escola pública.

É fundamental, diante disso, que as autoridades competentes analisem a conduta do pastor Silas Malafaia e adotem as medidas cabíveis em defesa dos direitos coletivos e da integridade dos/as educadores/as brasileiros/as. O Ministério Público Estadual deve se pronunciar de forma urgente para que ações execráveis desse tipo, feitas por quem diz seguir as palavras de Jesus Cristo, não possam mais reverberar e ganhar terreno em nossa sociedade.

Esse pastor certamente seria, nos tempos de Cristo, um daqueles vendilhões do templo expulsos a chicotada pelo próprio Jesus. Esse sujeito, não é de hoje, desonra as palavras e exemplos de Jesus Cristo.

Educar é libertar. Silenciar ou deslegitimar educadores/as é atacar a própria democracia.

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