segunda-feira, 30 de janeiro de 2017

SINDSAUDE denuncia ameaças e cárcere privado em empresa Homecare de São Luís


SINDSAUDE tem enfrentado o setor patronal
em defesa dos trabalhadores em Saúde
O Sindicato dos Auxiliares e Técnicos em Enfermagem e Trabalhadores em Estabelecimentos de Saúde do Estado do Maranhão (SINDSAUDE) registrou Boletim de Ocorrência contra a Empresa 'Homecare Cuidados' por ameaças e cárcere privado na última quarta-feira (25).

Pelo que o Blog levantou, o problema aconteceu após o SINDSAUDE ter cobrado direitos negligenciados aos trabalhadores e trabalhadoras. 

A Direção do SINDSAUDE afirma estar enfrentando dificuldades com essa empresa por conta de irregularidades e descumprimentos da Legislação trabalhista.

De acordo com o Sindicato desde que se instalou no Maranhão em 2014 a Homecare tem sido denunciada aos Órgãos de defesa e regulação do trabalho no Brasil e no Estado. Assim que se instalou recebeu um Auto de Infração do Ministério do Trabalho e Emprego, por meio da SRTE, em que obrigava a empresa a registrar 42 profissionais que estavam trabalhando na informalidade, sem nenhum direito garantido.

De acordo com o SINDSAUDE a luta contra situações dessa natureza já vem de muito tempo. É uma situação que só cresce pois as empresas contratam os profissionais de enfermagem para que exerçam suas funções nos domicílios particulares e isso acaba por dificultar a fiscalização sobre as condições em que estão os trabalhadores. Ainda assim, as denúncias pipocam.

O SINDSAUDE afirma tratar-se de ramo empresarial com exploração desumana da força de trabalho. “Algumas não tem CTPS assinada, os trabalhadores são vítimas de Assédio Moral, sobrecarga de trabalho, Horas extras não pagas, tem até (acreditem) dificuldades básicas de sentar e alimentar-se no local de trabalho. É uma situação de exploração, escravidão mesmo.”, diz Lucimary Santos Pinto, Vice Presidente da entidade e da Direção da Confederação Nacional dos Trabalhadores em Saúde. 

Em 2016 o SINDSAUDE tentou contato inúmeras vezes com a empresa situada no bairro COHAMA em função de recorrentes denúncias sobre informalidade entre os profissionais que ali trabalham. “Já tivemos duas audiências no Ministério Público do Trabalho (MPT) e a empresa não comparece. Os trabalhadores denunciaram novamente e tentamos então o contato com os proprietários. E partimos rumo à empresa e fomos recebidos dessa maneira. Lamentável.”, narra a Dirigente Sindical.

A situação se deteriorou

O relato feito pelas três diretoras do Sindicato da agressão psicológica é puro terror. 

Todas afirmam que viveram situação de violência psicológica e cárcere privado e que não duvidam que o fato teria ocorrido em função da luta travada pelo SINDSAUDE para garantir os direitos adquiridos pela categoria.

A denúncia feita contra a empresa ao SINDSAUDE era sobre atraso no salário de Dezembro de 2016. Dizia ainda que a empresa estava propondo em comunicado aos trabalhadores que o salário de Dezembro seria pago apenas em 07 de Fevereiro, e em seguida o salário de Janeiro, dia 20. 

Os diretores da Empresa chegaram a gravar um áudio onde afirmavam que a proposta tinha a anuência do SINDSAUDE.

Diretoras do SINDSAUDE
em frente à empresa na COHAMA
O Sindicato então reagiu à altura enviando um Ofício à Empresa negando o suposto Acordo e cobrando as garantias dos direitos dos trabalhadores.

“Não fizemos nenhum acordo com essa Empresa, nem demos anuência para que ela procedesse dessa forma com os trabalhadores. Imediatamente procuramos a empresa e exigimos o cumprimento da Legislação e a partir daí fomos agredidas. E então a reação da Diretora da Empresa que nos atendeu foi mandar que fechassem a porta e não permitir que saíssemos da empresa.  Por algum tempo ficamos numa situação de cárcere privado. Nunca passamos por isso antes. É um absurdo tratar um assunto tão sério como esse com violência.”, destaca Lucimary.

As Diretoras do SINDSAUDE lembram ainda os momentos de terror onde foram "cercadas por cinco homens e uma Diretora da Empresa no comando. Só saímos de lá após muita pressão e surgir uma outra pessoa aparentemente mais lúcida que conseguiu convencer a descontrolada Diretora da Empresa de que o certo era nos deixar seguir.". 

Ao saírem da Empresa as Sindicalistas do SINDSAUDE se dirigiram à Delegacia do Vinhais e registraram um Boletim de Ocorrência por conta do grau das ameaças sofridas e ainda por cárcere privado.

Para em seguida tomar providências legais e denunciar a postura dá Empresa as os órgãos do Trabalho no Maranhão e no Brasil.

Luta justa que vai continuar

Lucimary Santos garante que "O SINDSAUDE vai continuar na luta até que os direitos dos trabalhadores sejam garantidos.".

"Entendemos que isso é crime contra a organização dos trabalhadores, pois estávamos ali cobrando algo que é de direito e é parte das atribuições do Sindicato e saberemos tomar na justiça todas as providências cabíveis que o caso exige.”., enfatiza Lucimary Santos Pinto.

Até o fechamento desse post o Blog tentou contato telefônico com a empresa para ouvir sua versão, mas o telefone apenas chama e ninguém atende.                                                                                                       

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